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sábado, 2 de março de 2019
23. Escrevinhar
Sempre sonhei escrevinhar à janela de uma paisagem sob solos escoceses, com seus lagos, castelos e árvores pintados de nevoeiro, de misticismo.
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Sonho letras e vida em livros
22. Descascar
É amor, poderia ser fetiche: descascar palavras, tirar-lhes roupa e máscaras e expô-las a nu numa frase qualquer.
domingo, 23 de dezembro de 2018
sábado, 23 de junho de 2018
03. Sistemático
Sistemática a procura pela parte que falta, sistemático o falhanço. Faltará, mesmo, alguma coisa?
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domingo, 10 de junho de 2018
26. Interromper
Sei bem que não estou a produzir grandes textos. Sei bem que não estou a escrever com todo meu coração agora. Mas também sei, de coração, que mais vale ir digitando do que interromper por completo a ação.
Diz que a prática é tudo e que o que mais custa é começar. Depois, seguir sem julgar. Diz que continuar apesar dos tropeços é o que nos faz andar para a frente - e já há muito aprendi que, de facto, é assim que se desbrava caminho. Viajar nas letras não é muito diferente das viagens feitas pelo próprio pé: umas vezes andamos por andar; outras... há algo que nos chama - algo que promete, de nós para nós, baixinho, deslumbrar.
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sábado, 19 de maio de 2018
16. Índias
Começo a escrever e embarco daqui até às tribos índias. Ergo âncoras, iço as velas, assumo e delego comando do leme, sigo e ignoro mapas. A minha tripulação (de letras) é tão grande quanto for a alma e o horizonte tão infinito quanto for a vontade. Sou simultaneamente uma simples marinheira e a mais ilustre capitã. Apaixona-me isto escrever porque posso tudo.
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segunda-feira, 26 de março de 2018
(Afinal) A Psicologia Não é o Único Caminho (Nem Podia Ser Nunca!)
Vinte e seis de março de dois mil e dezoito: o dia em que me relembrei (!) do meu maior sonho - o meu maior sonho de todos - e enviei, finalmente, o meu livro para uma editora.
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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018
07. Vocação
Em pequena, não me faltava resposta para qual a minha ambição: quando crescesse, queria ser treinadora de golfinhos, princesa, cavaleira, bailarina e patinadora.
De facto cheguei a nadar com golfinhos - das melhores experiências da vida, mas única também. Fui princesa muitas vezes - no Carnaval (mas convenhamos que, à minha maneira, ainda gosto de pensar que sou a tempo inteiro). Cavaleira... Cavaleira podia ter sido, se a minha mãe não me demovesse de ter aulas com medo que eu caísse dos cavalos. Bailarina e patinadora foram também papéis que cheguei a vestir, mas por pouco tempo - principalmente quanto à patinadora, que se patinei foi quase sempre agarrada ao corrimão... ou então a patinar aí vida fora.
Parece que a minha vocação não estava em nenhum dos meus primórdios desejos e, para bem dizer, apesar de hoje ter paixões muito próprias - escrita e psicologia com ela! -, a verdade é que ainda estou para ver o dia em que vou verdadeiramente brilhar e em quê.
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sexta-feira, 12 de janeiro de 2018
12. Medrar (parte II)
Quando a pê disse que a nova Caixa de Palavras ia ter algumas palavras que não tinham de vir do dicionário, assumi que medrar fosse uma delas. Assumi que seria um neologismo, um novo verbo para encher-se de medo. Afinal não: a palavra existe. Quer dizer crescer, desenvolver-se, prosperar. Assumo então aqui que acabei de medrar um pouco, pois novo conhecimento adquiri para mim.
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Parem-me, se se Atrevem
Entendi-me mutante quando assumi o meu pleno direito a mudar de ideias quando entender e as vezes que sentir necessárias. Entendi que aquilo que digo num momento é verdade, a mais pura e genuína verdade - mas para aquele momento. Assumo a minha costela de gémeos vira-casacas - ou melhor, de humana vira-casacas, porque toda a pessoa que seja humana é vira-casacas nos seus campos, nas suas alturas. Estou numa fase reflexiva da minha vida, numa fase de alinhavar planos A, B, C, numa fase em que a minha vida profissional é um dos centros principais ainda que não o mais querido para mim - pelo menos achava eu até hoje à noite, quando senti que precisava de algo mais no mundo que faça o meu coração pulsar ainda mais para lá além. Vejamos se nos entendemos: a minha prioridade na vida estará sempre no campo do Amor - o Amor que tenho pelo e com o Arlindo, o Amor que tenho pelas e com as pessoas da minha família e do meu círculo de amigos, o Amor que tenho pela escrita, o Amor que tenho pela descoberta do mundo. Simplesmente, hoje à noite, antes de dormir, descobri que também vai ter de ser Amor pelo trabalho. O campo profissional está incluído, não me é tão indiferente assim como eu achava que seria. Amor em todo o lado eu preciso, eu procuro, eu cobiço. Amor e mais Amor - e por esse Amor com letra maiúscula lutarei, erguerei espadas e escudos.
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Mais Mundo,
Sonho letras e vida em livros
Então, eu achei que se houvesse só a escrita e mais nada bastava para eu ser feliz, mas depois entendi que da escrita só e apenas não bebe nem o meu corpo nem a minha alma. Então, eu percebi que preciso das pessoas, das histórias delas, de desbravar interiores com elas, porque no fundo ser psicóloga também já é um pedaço grande de quem eu sou e daquilo que eu não poderia não ser. Então, estou aqui a viver um dilema existencial à hora de dormir, ou melhor, muitos dilemas existenciais, porque a vida balança balança e a gente ou balança também ou aguenta firme, e eu como sou apologista de sentir tudo o que há para sentir até às camadas mais fundas do ser já devo ter em modo automático para balançar também.
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terça-feira, 2 de janeiro de 2018
Let's Go Party
Problemas de sair à noite: no dia seguinte, se precisas de sono, ele não está nem perto. Estará com certeza dançando algures e noite dentro como se fosse dia de festa outra vez.
Em contrapartida, eu estou aqui à espera que ele chegue a casa e entretida no entretanto com isto de voltar a pôr mãos à obra na Caixa das Palavras.
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quarta-feira, 27 de dezembro de 2017
quinta-feira, 14 de dezembro de 2017
sábado, 6 de maio de 2017
a bendita terapia da escrita
entre ontem e hoje escrevi muito pouco... mas permitiu-me abrir a janela e sentir o ar fresco que, para mim, tem sido muito esquivo. e, se formos a pensar, entre há uns meses atrás e agora, então, escrevi imenso: fui viajar e voltei.
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sábado, 22 de abril de 2017
Do tema "Natureza"
É no meio das árvores que me perco e que me encontro: ali, na imensidão do silêncio, onde o que me envolve é a tranquilidade e a leveza das folhas que balançam enquanto cantam as brisas e os ventos... Ali, onde o silêncio fala baixinho e sereno, mesmo que pese dentro; ali, onde o ar puro é a banda sonora que vai dos pulmões ao coração, e assim me conecta com a vida.
- texto meu, publicado hoje, em Os Sonâmbulos
sábado, 25 de março de 2017
Do tema "Magia"
E, de repente...
"E, de repente": onde começa o susto, talvez... mas também a magia. "E, de repente": onde também começa a magia porque a magia, quando vem, vem de rompante. Apanha-nos desprevenidos, assalta-nos o corpo de sensações e a alma de uma vivacidade intensa em nada antes igual.
E, de repente...
De repente a magia também é um susto, mas a prova que os sustos podem ser bons... Surpresas... Imprevistos: tremores por todo o lado ocupando-se de nós, a insegurança de não saber o que vem a seguir ao que já conhecemos - mas não faz mal.
E, de repente...
De repente assustei-me, pois logo me senti completamente derrotada, desarmada, nada preparada - de repente: encontrei-te. A ti. Ao meu lugar seguro. Ao meu céu não só no ar como na terra e no mar... e até no fogo, pois há certas coisas que não importam onde e quando aconteçam: são magia - não importa o lugar, não importa o momento. Superam tudo. Engolem-nos, envolvem-nos, transformam-nos... E, daí, qualquer e mera abóbora é carruagem real. E, daí, qualquer e todo o trapo vira vestido de princesa. E, daí, o simples e pequeno tic-tac do relógio é como nunca antes importante.
E, daí, de repente, não faz mal nenhum que seja de repente.
- texto meu, publicado hoje, em Os Sonâmbulos
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
sábado, 18 de fevereiro de 2017
Do tema "Mar"
Às vezes, até numa concha se escuta o mar. Às vezes, por muito baixinho, ouvimos na mesma as ondas rebentar. Parecem-nos longe, distantes por momentos... mas logo as escutamos tão perto!... Mesmo à beira do nosso ouvido; mesmo à entrada de um canal que, ainda que contra aquilo que dita a lógica, liga diretamente ao coração.
Às vezes, estamos metidos na nossa concha e escutamos o mar. O mar que, às vezes, rebenta em ondas tranquilas e suaves e, noutras, em ondas brutas, agressivas. Às vezes, estamos na nossa concha e ela parece ser mais do mar do que nossa. Será isto bom? Será isto mau?
Apostaria no bom. Porque seja esta patilha agradável ou desagradável para nós, é uma partilha: algo que acontece; algo por que passamos e vivemos vezes e vezes sem conta, de uma maneira ou de outra. E, mesmo assim, cá estamos! Cá estamos. Estamos porque somos seres que se adaptam a toda e qualquer corrente - mais simpática ou mais difícil.
Às vezes, a concha é nossa, é do mar, e nela encontramo-nos os dois com diversos humores. Tudo bem. Vamos na onda.
Às vezes, estamos metidos na nossa concha e escutamos o mar. O mar que, às vezes, rebenta em ondas tranquilas e suaves e, noutras, em ondas brutas, agressivas. Às vezes, estamos na nossa concha e ela parece ser mais do mar do que nossa. Será isto bom? Será isto mau?
Apostaria no bom. Porque seja esta patilha agradável ou desagradável para nós, é uma partilha: algo que acontece; algo por que passamos e vivemos vezes e vezes sem conta, de uma maneira ou de outra. E, mesmo assim, cá estamos! Cá estamos. Estamos porque somos seres que se adaptam a toda e qualquer corrente - mais simpática ou mais difícil.
Às vezes, a concha é nossa, é do mar, e nela encontramo-nos os dois com diversos humores. Tudo bem. Vamos na onda.
sábado, 21 de janeiro de 2017
Do tema "Inverno"
Pegadas na neve. Tinha acabado de ocorrer um enorme nevão há uns meros segundos atrás e, mesmo assim, era o que se via: pegadas a neve.
- Como é possível?!
- Quem terá sido?
- Será que alguém andou ao frio durante a tempestade?
- Talvez! Será que estava perdido?
- Pode ter sido um monstro!
- É lá um monstro!
- Pode ter muito bem sido um monstro.
- Os monstros não existem.
- Não? E aqueles que vivem debaixo da cama? E dentro do armário?
- Esses não mesmo. Há os que vivem em nós.
- Ah, sempre concordas que existem alguns.
- Esses sim: por vezes levam as pessoas a perderem-se.
- Terá andado algum pela neve?
- É possível. Os monstros gostam de nos sugar o calor. São de ambientes que nos fazem tremer.
- Quem terá soltado o seu monstro?
- Melhor: quem terá cambaleado pelo chão gelado com o seu monstro?
- Alguém guerreiro.
- Alguém corajoso.
- Alguém que apesar de tudo deu passos só seus. Que apesar de tudo fez o seu caminho.
- Alguém que não desistiu. Que continuou e continuou. Que conseguiu já só por isso.
- Isso.
- texto meu, publicado hoje, em Os Sonâmbulos
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