Dei-o na faculdade e sinto-o na pele. Como psicóloga, às vezes (muitas vezes), gostaria de ser canivete suíço e ter comigo todas as ferramentas possíveis e imaginárias; mas a verdade é que, às vezes (muitas vezes - centenas, milhares, incontáveis vezes), basta ter-me lá, de mãos vazias mas abertas para o momento.
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quinta-feira, 22 de agosto de 2019
22. Canivete
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quarta-feira, 14 de agosto de 2019
Venho e vou;
Vou e venho.
Olá a todos, de novo; não sei quanto tempo ficarei. Mas informo que: tenho estado de férias desde o início do mês, que o meu local de estágio fecha agosto inteiro (nunca eu pensei que voltasse a ter 1 mês inteiro de férias na vida e estou en-can-ta-da); estou a gostar muito do meu estágio (milhões!), do trabalho com os mais pequenos e em contexto de creche e pré-escolar (embora já me tenham tentado converter para freira que aquilo é gerido por elas, ups - not gonna happen, sorry); ando encantada, no geral, com crianças e bebés, sendo que o relógio biológico está a começar a fazer tic-tac embora os meus (nossos) planos ainda nem por isso; vou ser "tia" que a minha Rute vai ter bebé no início do ano (yay, first baby of the gang!); já tenho mais um par de publicações científicas de psicologia concretizadas, não tendo mexido um único dedo mais face ao trabalho que fechei no ano passado (a isto chama-se felicidade).
And that's all folks. Estas são as big news. Sem promessas ou garantias, tentarei retornar aqui nos próximos dias e pegar na Caixa das Palavras, que grita por conclusão há mais de um ano.
Até lá!
Até lá!
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quinta-feira, 9 de maio de 2019
Sobre Finais de Abril e Inícios de Maio
E pronto! Sou uma autora de livros técnicos publicada (e logo no primeiro capítulo)!
E pronto! Aprovaram o meu estágio profissional da desordem (agora é que é)!
E pronto! Por cá andamos, felizes.
sexta-feira, 26 de abril de 2019
09. Acamado
Corpo acamado e espírito livre? Ou corpo livre e espírito acamado?
Falta de liberdade e de funcionalidade chama doença e morte, seja em que formato for. Entre os dois, venha o diabo e escolha.
segunda-feira, 11 de março de 2019
06. Aço
Foi quando não vesti ferro, quando não me armei com aço, que deixaram as espadas de me trespassar.
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04. Abafar
Das profecias autorrealizáveis: por tanta vez abafamos o nosso real, inteiro e brilhante potencial justificando-nos de uma preguiça e um desânimo tal que é como se já não fosse verdade - é como se já não fossemos inteiros e brilhantes assim.
sexta-feira, 8 de março de 2019
Intuição e Karma 1, Aldrabices 0
Contou-me fonte próxima (uma das estagiárias que por lá permaneceu) que a direção se está a desmantelar. Já se contam dois despedimentos (i.e., auto-despedimentos) e uma baixa médica, tendo dois destes três passarinhos voado esta semana. Quanto aos membros da equipa (a.k.a., não da direção), há ainda mais quatro pessoas que planeiam zarpar dali mal arranjem outro emprego em alternativa.
A todos os momentos em que receio ter tomado a decisão errada, aqui fica em bold e em grande para recordação:
Maria, não tomaste.
[A propósito: já tenho um pequeno horizonte à vista. Shh, quando e se correr bem deixo o registo.]
sábado, 2 de março de 2019
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019
12. Outrora
O tempo real e o tempo psicológico não são equivalentes, já se sabe - isto, claro, se existe um tempo real sequer, dado o tempo ser uma invenção nossa e, portanto, existente apenas na psique. Por outro lado, já questionava o professor Dumbledore - ou melhor, a J. K. Rowling - se por algo fazer parte da imaginação significaria que não seria real. Bom: seja como for, filosofias à parte e em matéria de emoções, o certo é que as vivências não se medem com ponteiros do relógio, e o outrora, muitas vezes, ainda aqui tem hora.
11. Atípico
Nova sugestão de resposta para a pergunta chata das entrevistas "E porquê psicologia?"; cá vai:
- Porque me fascina o atípico, o típico, o quão típico é o atípico e o quão atípico é o típico.
(E, imaginando esta resposta a ser dada mes-mo assim, se calhar era aqui que eu morria na praia...*)
[*... assim como essa pergunta já morreu há tanto tempo. Gosto, está bem? Qualquer resposta a esta pergunta que não um simples gosto é estrondosamente forçada, eu acho. Mas, claro, o simples gosto é inadmissível e cá andamos com enfeites.]
domingo, 20 de janeiro de 2019
O que faz brilhar os teus olhos? Resposta: Os Piquininos
Ponto alto do mês e que me restituiu por completo a nível motivacional e intelectual: formação em ludodiagnóstico e ludoterapia e formação em análise e interpretação do desenho infantil. Olhem 'migues, estou louca. Lou-ca. Adorei do fundo do coração ambas as formações. Sabem o que é que é isso de ir e sair de uma formação sem sentir um pingo de cansaço? Esse ser estranho sou eu, depois deste fim-de-semana a acordar às 6h da manhã e a ter formação das 9h às 18h. Sabem o que é que é isso de sentir que se cresceu profissionalmente e que, ao mesmo tempo, também ocorreu ali uma realização imensa a nível pessoal ao longo de todo o tempo em sala? Foi o que me aconteceu com estas duas formações. Há um fascínio qualquer em mim face à população infantojuvenil, um fascínio que eu não sei conter e que, sinceramente, não quero aprender a conter. Se eu não nasci para trabalhar com piquenos, pelo menos existo agora para trabalhar com eles. É para aí que a minha energia e alma de psi-rinho estão viradas neste momento (e, confesso, desde há muito que estão... e duvido que isto mude até conseguir concretizar este querer tão grande de trabalhar com crianças e adolescentes).
sexta-feira, 14 de dezembro de 2018
um dia de cada vez
acabei de entender que ando desaparecida daqui desde metade deste ano. de facto, foi meio-ano que não sei onde se meteu, passou num ápice, a uma velocidade estonteante. chegamos a dezembro e está inaugurada a época dos balanços. olhando para trás, para já, o ano 2017 continua a ser o mais duro que alguma vez vivi. o ano 2018 também teve um sabor agridoce, mas um pouco mais doce que amargo porque hey, aprendemos a estabelecer alguns limites. por um tempo, contudo, estiquei os meus. não tenho dúvida disso, pois andei muitas vezes na linha. o trabalho de investigação que estive (e ainda estou) a fazer é o que resume o grosso do meu ano, aquilo para que mais vivi. é triste dizê-lo assim, mas foi o que aconteceu. e daí, vou sair deste trabalho gritando a alto e bom som que investigação não é para todos, a carreira académica não é para todos... e sem dúvida que não é para mim. e não falo no sentido de não ter competências técnicas para isto: já me disseram que, um dia, se eu quiser, posso voltar. digo que não é para mim do ponto de vista emocional. andei muito mais afastada de mim, do que gosto de fazer, e daqueles de quem gosto. os meus fins-de-semana foram, muitas vezes, passados a trabalhar e, quando assim não o era, lá estava a culpa por não estar a fazê-lo. no início deste mês entreguei o trabalho mais difícil que me foi confiado, publiquei o meu primeiro artigo científico, e estou agora na recta final de três artigos que há muito me acompanham. e daí começar agora a respirar um pouco mais de alívio, um pouco mais de ar.* tirei, também, de mim o peso daquele estágio, que primeiro me foi de uma alegria imensa e que depressa comecei a perceber que ia accionar em mim tendências ansiosas e depressivas, que me ia afastar ainda mais de tudo o que me dá sentido à vida e a quem sou - mais do que a investigação o fez. não: não quero para mim algo que me faz mal! algo que me afasta de mim! algo que não se coaduna com os meus princípios e valores, algo que não me permite espaço para perceber o meu amor pela psicologia, criando revoltas mal direccionadas face a esta área que eu sei que me apaixona, mas cujo mercado de trabalho é, muitas vezes, cruel, fazendo-me questionar tudo.
em breve, um balanço mais bonito chegará.
em breve, estarei de volta. toda eu, de volta.
em breve, um balanço mais bonito chegará.
em breve, estarei de volta. toda eu, de volta.
* amo muito a minha equipa e a minha chefe atual, contudo. além disso, aprendi muito este ano a nível científico e isso é algo de que me orgulho muito. mais: tanto a nível clínico como a nível científico, a minha chefe tornou-se, sem sombra de dúvida, a minha ídolo a nível profissional. duvido que algum dia vá encontrar uma chefe tão maravilhosa e com tanto para ensinar, e uma equipa que me deixe tantas saudades a nível das relações que ali se estabeleceram como esta. nem tudo foi mau, de verdade. muitas coisas boas, comigo, para sempre levarei daqui.
ainda não foi desta
o estágio... o estágio começou por me parecer muito doce, de repente ganhou linhas agridoces, e por fim descobri que seria sempre só acidez e amargura. todas as semanas a sair alguém (estagiários, psis efetivos, terapeutas da fala). um grande quero, posso e mando face aos estagiários, mandando-lhes fazer trinta mil e uma coisas relacionadas e não relacionadas com a psicologia, contactando-os ao fim-de-semana e em horário pós-laboral, deixando-os 1 mês inteiro sem falar nas supervisões para dar prioridade aos que já são da casa há mais tempo, ignorando tentativas de abordagem quando dá jeito e pedindo reuniões com urgência quando lhes interessa. uma grande falta de clareza da chefia e coordenadores para com os técnicos no geral, comunicando em cima da hora horários e sítios para onde ir (descobri recentemente que queriam que fizéssemos deslocações a Santarém, quando ninguém me comunicou isso na entrevista nem em nenhum momento até então). um grande ego por parte da chefe, com direito a discursos megalómanos e a desresponsabilizar-se por completo da saída de cada empregado - "não me sinto minimamente culpada, a única culpa que sinto é pelos erros de casting, não entendi logo como é que as pessoas eram". uma tentativa da chefe, inclusive, de fazer queixa à desordem de uma das (várias) estagiárias que entretanto zarpou dali (e bem!). entre outras situações não bonitas de se escrever - algumas que me fazem inclusivamente questionar se não existem princípios éticos da profissão ali a ser violados em prol de dinheiro para a entidade. comecei a sentir-me cada vez pior e cada vez mais enrolada num grande esquema, baseado em valores e prioridades, no mínimo, questionáveis, e a sentir que, à mínima coisa que pudesse fazer e que não fosse do agrado deles, me iriam tentar prejudicar. então, também disse adeus. justifiquei-me dizendo que se tratava de uma situação pessoal e familiar inesperada, para não entrar em grandes detalhes. face ao meu adeus, nem uma única palavra. então, fiquei com ainda mais certezas de que foi o melhor que podia ter feito, pois parece haver primazia do rancor face à empatia. como é que há psicólogos supostamente empáticos com os seus pacientes dentro do gabinete, fora dele são tão desumanos para com os seus estagiários? estou preferindo a ansiedade de não ter nada garantido para os próximos tempos do que a ansiedade diária que iria viver durante 1 ano naquela equipa a ser espezinhada porque sou uma estagiária e está tudo desesperado para entrar na desordem.
2018 irá terminar em aberto, à semelhança de 2017. mas a luta continua, que eu não sou de desistir. psicologia há de fazer parte da minha vida.
#accionandooplanob
domingo, 30 de setembro de 2018
universo estranhamente alinhado
a semana passada correu extremamente bem, para mim e para todos à minha volta (até estou a estranhar).
quanto a mim... consegui estágio profissional!!!
explicando: é um estágio que cobre as várias áreas da psicologia e para ir começando já nestes últimos três meses do ano, intercalando com o meu trabalho de investigação pois já me tinha comprometido com determinados projetos que não me sinto bem em abandonar (não vou ter férias, vou usar os dias que ainda tinha para poder ir ao local de estágio quando for indispensável eu aparecer). ambas as entidades empregadoras aceitaram este meio-termo de ir fazendo as duas coisas, pelo que estagiar mesmo a sério começo oficialmente a full-time em janeiro. estou contente, mas ainda sem acreditar dado o caminho tão sinuoso até chegar aqui!!! lanço confetis de verdade quando começar a ir efetivamente ao local nos próximos tempos, depois de ter o projeto de estágio submetido e aprovado, e depois de verificar que efetivamente consigo dar resposta aos dois trabalhos sem problemas neste pequeno período. de qualquer forma, já tive formação na sexta-feira relativa ao estágio e gostei muito - tanto do que aprendi, como das pessoas da equipa. como estagiárias fiquei eu e ficou a minha Nês (a sorte e a alegria! juro que não foi cunha nenhuma!), mais duas raparigas da minha faculdade e uma outra rapariga que não conhecemos. um pequeno, grande achado, portanto... já é difícil contratarem um estagiário, então cinco?! fantástico! e pagam! (ah, e foi ainda contratada uma psi já efetiva na desordem e uma terapeuta da fala).
escusado será dizer que não vou ter grande vida até ao final do ano... isto de conciliar dois trabalhos exigentes vai ser dose (e eu a pensar que já estava a voltar a sério à blogosfera)... mas é por uma boa (ótima) razão!
note to self: é sempre em alturas em que me sinto verdadeiramente sintonizada comigo própria que coisas maravilhosas acontecem (olha a bela da crença a ganhar raízes!).
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