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sexta-feira, 24 de maio de 2019

Teenosfera

Fui verificar e estreei-me na blogosfera em 2006. Isso quer dizer que tenho treze anos disto. Estou uma adolescente!

segunda-feira, 11 de março de 2019

06. Aço

Foi quando não vesti ferro, quando não me armei com aço, que deixaram as espadas de me trespassar.

sábado, 2 de março de 2019

30. Vogais


Então, se o único inteligente era o I, eu questionava-me se significaria alguma coisa terem-me atribuído uma das outras vogais para o espetáculo da primária. Claro, tal pensamento foi erro de principiante, uma vez que eu era o A.

25. Místico

- Quero uma tosta mística, dizia o meu irmão em pequenino ao invés de tosta mista.
- Vou fazer uma sandes mística, diz o meu amor para se referir às explosivas misturas de sabor que volta e meia põe entre duas fatias de pão.
A minha adoração por estes pequenos pormenores ninguém imagina.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

08. Esganiçar

Fon: - Eu reconheci-te pelo riso.
Eu: - Deixa-me adivinhar, foi por causa dos meus esguinchos.
Fon: - Basicamente.

Episódios de outro dia aquando de um encontro inesperado com o Afonso, mas no fundo são episódios para a vida toda. Não tem como, a minha voz e todos os sons dela derivados viram agudos, esganiçados quando estou entusiasmada.

01. Silvas

Silva e Rosa são dois nomes de família que não herdei, entre outros. Contudo, as minhas raízes por cá andam, pelo que germinei e cresci sendo ensinada sobre o belo mesmo que havendo espinhos.

(Muito) Amor no Último Dia de Fevereiro

Eu: - Estou a recuperar a Caixa das Palavras, que deixei a meio no ano passado. Parei em junho. Tenho literalmente meio ano de palavras para escrever.
Amor: - Wow! Boa!
Eu: - Obrigada! A ver se desenferrujo a imaginação.
Amor: - Essa foi a melhor notícia da semana.

domingo, 10 de junho de 2018

29. Esquecimento

A Maria do presente nunca estará livre da Maria do passado, uma vez que a do passado resolveu documentar toda a sua adolescência em trinta mil diários. Estava meio que em esquecimento, essa Maria que fui. Acontece que, noutro dia, a minha mãe reencontrou uns tesourinhos e eu dediquei o resto do dia a passar os olhos nas páginas por mim escritas. Resultado? Fui dormir com a barriga a doer de riso, tais eram os meus dramas da altura. Se eu me conhecesse agora, enquanto adolescente, não me aturava. Como tal, resta-me agradecer muito a todos os meus amigos que lealmente cresceram a meu lado sem nunca terem pensado abandonar-me.
(A sério, eu era terrível. Uma pita histérica autêntica, lunática, muito apaixonada mas a roçar ali no psicótico. De verdade.)

sábado, 19 de maio de 2018

09. Derredor

Passava horas ao derredor de folhas brancas e cadernos de pintar, criando e pintando universos como quisessem ver meus olhos. Ainda faço isso um pouco - ainda que não só diante de folhas e lápis de cor.

quarta-feira, 25 de abril de 2018

25. Soldar

Tenho botas mal soldadas e que por várias vezes me humidificam as meias em dias de chuva. É das sensações mais desconfortáveis, essa; contudo, das recordações mais felizes que trago comigo respeitam a dias em que estava tão nas nuvens que não me importei nem um pouco de chegar a casa encharcada da cabeça aos pés. Estava confortável por dentro, sabem? Julgo que, no fim de tudo, é isso que mais conta.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

11. Ímpeto

- Essa camisola verde em combinação com os teus olhos... Que ímpeto este que sinto de ta arrancar.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

02. Noctívago

Das memórias da minha infância que, algures na minha mente, classifiquei como mais espetaculares respeitam àqueles dias em que corria para a varanda de Vilamoura mirar esses seres noctívagos que são os morcegos a sobrevoar os céus do entardecer. 
Das coisas que classifico como mais fantásticas da vida respeitam, sem dúvida, àquelas que, de tão simples, nos elevam.

segunda-feira, 26 de março de 2018

(Afinal) A Psicologia Não é o Único Caminho (Nem Podia Ser Nunca!)

Vinte e seis de março de dois mil e dezoito: o dia em que me relembrei (!) do meu maior sonho - o meu maior sonho de todos - e enviei, finalmente, o meu livro para uma editora.

sexta-feira, 23 de março de 2018

08. Sororidade

Ainda hoje me pergunto o que levou à diminuição da nossa sororidade...Talvez, mesmo, o final da adolescência. Afinal... que maior fase de identificação plena e total uns com os outros que não essa? Que outra fase para nos sentirmos, mais do que nunca, irmãs de coração? Ainda o somos e seremos sempre de alguma forma, bem sei... Mas a procura uma da outra é muito menor, muito mais esporádica. Se, por um lado, isso nos diz que crescemos e nos tornámos mais independentes e autónomas, mais confiantes da nossa capacidade para resolver e enfrentar a vida a solo, por outro, deixa-me um pouco triste não haver já tanta proximidade, tanta partilha, tantos "hey, estou aqui!". Talvez tenha sido o final da adolescência, a entrada na vida adulta... ou talvez tenha ocorrido mais qualquer coisa que se impôs entre as duas sem nenhuma dar conta concreta disso.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

07. Vocação

Em pequena, não me faltava resposta para qual a minha ambição: quando crescesse, queria ser treinadora de golfinhos, princesa, cavaleira, bailarina e patinadora. 
De facto cheguei a nadar com golfinhos - das melhores experiências da vida, mas única também. Fui princesa muitas vezes - no Carnaval (mas convenhamos que, à minha maneira, ainda gosto de pensar que sou a tempo inteiro). Cavaleira... Cavaleira podia ter sido, se a minha mãe não me demovesse de ter aulas com medo que eu caísse dos cavalos. Bailarina e patinadora foram também papéis que cheguei a vestir, mas por pouco tempo - principalmente quanto à patinadora, que se patinei foi quase sempre agarrada ao corrimão... ou então a patinar aí vida fora. 
Parece que a minha vocação não estava em nenhum dos meus primórdios desejos e, para bem dizer, apesar de hoje ter paixões muito próprias - escrita e psicologia com ela! -, a verdade é que ainda estou para ver o dia em que vou verdadeiramente brilhar e em quê.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

A Genuinidade das Crianças é Muito Amor

Hoje, no autocarro, do nada...

Menino, todo sorridente: - Posso contar-te uma piada?
Eu, abrindo o sorriso: - Podes.
Menino: - Porque é que a água foi presa?
Eu: - Porquê?
Menino, todo divertido: - Porque matou a sede!
Eu, soltando um pequeno riso: - Que gira! É uma piada muito engraçada.

O menino desconhecido foi embora todo feliz. Fazer elogios faz bem, sabem? E atender às crianças que passam por nós também.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Amor de Ontem numa Mensagem

Mãe: - Querida filha, não vás à entrevista triste e desanimada. Eu e o Filipe estamos a passar por um período difícil, pois estamos muito cansados sobretudo do Hockey e de ajudar o Rafa na escola e andamos um pouco desanimados com a vida, acabando por transmitir isso a vocês. Deve ser com felicidade que vês os desafios. Só felicidade atrai mais felicidade. Tudo irá correr bem para ti e para o Arlindo. Nós vamos ajudar. Vamos estar do vosso lado. Nunca desistam dos vossos sonhos e de perseguir a vida que querem. E não liguem muito às palavras dos mais velhos, que estão cansados da vida... Esses já não fazem a diferença. Segue o teu coração. Amo-te. Estou sempre disponível e do teu lado! Vais ver que vais conseguir o melhor para ti. E o mais apaixonante. Não duvido nem um segundo disso pois és a Maria. O Arlindo também vai conseguir encontrar um caminho bem melhor e que o apaixone. Beijinho e um dia muito feliz.

- do dia 16 de janeiro de 2018

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

11. Leviano

Leve, leve, é o que diz que diz em África. Leve, leve. Não fiz voluntariado em África quando pensava que ia fazer lá para dois mil e trezes, catorzes, mas só de ir à reunião de apresentação do programa, esta marcou-me logo: leve, leve. Porque... para quê levar a vida com pressa? Para quê levar a vida pesada? Para quê escolher fazer assim? Leve, leve. Vão, sigam caminho, façam, vivam tudo o que tiverem de viver de mais e de menos e de sobe e desce. Mas vão leve, leve.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Sobre a Etiqueta "Mais Mundo"

Para os curiosos: o resto do relato da minha viagem à Escócia (faltam três dias) será publicado sob a data de trinta e um de dezembro de dois mil e dezassete, que quero guardar o que for de cada ano em seu respetivo. Isto serve, também, para o resto do relato do Interrail que fiz em dois mil e dezasseis e  que não terminei de escrever, assim como serve à publicação sobre a viagem a Cuba em dois mil e quinze que também ainda não saiu cá para fora mas que há séculos habita os meus rascunhos no blogger. É este ano - mais especificamente, nos próximos dias - que tudo acontecerá - não porque é ano novo e porque isso implica magicamente coisas novas, mas porque eu quero fazer tudo isto acontecer. Quero porque preciso de espaço para o que há de vir. Quero porque preciso de limpar o pó dos meus armários e baús. Quero porque, para começar, basta querer.

Meu Caro Dois Mil e Dezassete,

Apeteceu-me escrever-te este ano, porque em muita coisa me foste caro, de facto. Não sei qual o significado de caro aqui: se estamos a falar de riqueza e de amor ou se estamos a falar daquilo que me fizeste dar de mim, tirar de mim, sentir o meu espírito e aqueles das pessoas que me são muito queridas de bolsos vazios. Deverá ser uma mistura dos dois, no fim de tudo. Tu, caro dois mil e dezassete, deste-me um estágio que despertou em mim muitas lágrimas ao final do dia e um abate físico e psicológico incomportáveis por muitos, muitos meses, meses estes em que questionei um cento de vezes se era a psicologia que eu queria para a minha vida ou se tinha só tido um azar desgraçado com o local e população que escolhera para começar o meu caminho profissional. Tu, caro dois mil e dezassete, também me mostraste que afinal a psicologia me faz todo o sentido, que afinal aquele local até me apaixonava e que a sua população tinha conquistado um pedaço do meu coração; tu, caro ano, fizeste-me perceber que todo o meu conflito interno era, de facto, puramente interno; de mim para comigo; de mim para com a minha falta de autocompaixão; de mim para com a minha pobre capacidade autorregulação da ansiedade; de mim para com a minha urgência de ser perfeita e ter medo de falhar; de mim para com a falta de tempo concedida para mim mesma e para os meus. Tu, caro ano, fizeste-me cair de joelhos perante o estado para que caminhava a minha saúde mental e, por isso, foste a minha alavanca para procurar o meu corrimão. Parei. Respirei. Procurei soluções. Encontrei-as, aos poucos... Enquadrei tudo o que sentia; descobri sobre as minhas emoções e pensamentos, porque é que estavam lá e principalmente como ressoavam enfim na minha vida; fui desarmando uma grande percentagem da minha tricotilomania e orgulhei-me, em muito tempo, da quase ausência de marcas nas minhas pernas dos pêlos arrancados, embora tenha sempre piorado um pouco em fases críticas, como já estou preparada para que possa acontecer ao longo da minha vida e que não me devo culpabilizar por isso, mas consciencializá-lo sempre e tentar de novo no fim. O percurso até terminar a tese também não ajudou a acalmar a atribulação externa e interna deste ano. Ver o meu avô, aqui pelo meio, a saltar de lar para lar, a perder o foco do olhar, a acolher as visões como algo recorrente do dia-a-dia, a perder a coerência do discurso, a perder peso, a ir-se devagarinho e eu sem poder estar todo o tempo que queria junto dele apesar de me ter esforçado para estar o mais frequentemente possível... tudo isso também me custou muito. A morte do meu avô... a morte do meu avô pressenti-a eu sem saber, chorei muito no dia antes, tive de ganhar coragem para o ir visitar porque sentia que tinha de ir. Fui. Mas não esperava que fosse a última visita, apesar de tudo. Acho que não chorei o meu avô em tudo o que queria chorar (ainda noutro dia deitei umas lágrimas a caminho de casa, agora que escrevo também as sinto a espreitar). Dei-me alguns dias no momento, mas tinha uma tese para fazer e o tempo à queima roupa. Usei como força o facto de ele sempre ter dito que queria viver até eu acabar o curso (e até me casar; mas isso são outras histórias) para retomar as minhas tarefas. Dou-me grata, contudo, de o ter ido ver no dia da bênção das fitas. Dou-me grata por, no último dia, lhe ter dito que o amava muito. Dou-me grata por todos os minutos passados com ele neste último ano. Dou-me grata por este amor que lhe tenho e que nunca vai desaparecer. Dou-me grata pela sensação que fica de ter de aproveitar o tempo ao máximo com as minhas duas avós que me restam e que tão preciosas são para mim em tanto de indescritível.
Caro dois mil e dezassete: feriste muito e até ao último momento - é inacreditável. Acabo de vir do velório do pai do meu Afonso. Morte na morte do ano, do mais cruel que podia ter acontecido. O meu amor também perdeu a avó paterna pouco tempo depois do meu avô se ir do corpo, e eis que não me diz ele que a materna caiu e foi parar ao hospital neste fechar de dois mil e dezassete - felizmente, vá lá, está tudo bem e não partiu nada (obrigada pelo alívio e lufada de ar fresco, dois mil e dezoito). Ontem... ontem, para além do DJ terrível a estragar as danças da pista, também vi a minha Nês a ressacar não só do álcool da passagem mas da grande traição que sofreu no verão e que lhe roubou o chão todo em tanta coisa, mais do que alguma pessoa que não lhe seja próxima e lhe conheça a história pode imaginar. E depois... depois, em dois mil e dezassete, também houve os dramas familiares de sempre a juntar àqueles que surgiram de surpresa e que abalaram aquilo que se julgava conhecer. Os problemas psicológicos e funcionamentos psicológicos não-adaptativos em pessoas diferentes, cada um de sua expressão e impacto diferentes. Cirurgias para resolver potenciais problemas graves adiadas. A má situação profissional ou o medo dessa má situação em mais do que uma pessoa do meu círculo. O meu amor a ver, também, situações familiares inesperadas a acontecer umas atrás de outras, sem descanso.
Caro dois mil e dezassete: talvez, por tudo isto que brevemente expressei, também tenhas dado muito. As aprendizagens são imensas, e o caminho que me mostraste a mim e aos meus se, num primeiro momento, pareceu que nos deixou completamente perdidos, sem saber para onde nos virarmos, na verdade, foi um caminho direto para dentro de nós. Tu, caro ano, que tanto pareceste não ser o nosso ano, se calhar foste o ano mais nosso dos últimos tempos. Não foste, de longe, o ano predilecto, o preferido, o melhor, aquele que guardaremos com o nosso maior carinho. Mas talvez tenhas sido, mesmo, o mais nosso; o que nos fez ir mais fundo; o que nos fez descobrirmo-nos e descobrir os mais diversos recantos da vida. Fica o meu desejo, contudo, que dois mil e dezoito e os anos que se sigam sejam um pouco mais doces que o pouco doce explícito que dois mil e dezassete teve - sim, porque felizmente nem tudo são espinhos. Fale-se do simples facto de ter terminado o curso, e com melhor desempenho do que achava. Da escapadinha em abril para Porto e de me ter encantado por tal cidade. De ter visto a minha Té duas vezes. Da minha viagem de sonho à Escócia se ter concretizado após ser dada como finalista, e ter casado a fingir e de repente, sem eu nem o Arlindo termos tido tempo de pensar bem na vergonha (e para mim alegria) que o nosso guia nos estava a fazer passar. De ver o amor que vivo e partilho com este meu príncipe encantado e real a crescer sem igual à medida que o tempo passa. De ter visto o Jorge duas vezes. De ter conhecido o senhor Agostinho durante os passeios à rua com o Yeti e encher-me sempre de amor com a conversa, histórias e conselhos para a vida que este velhote com olhos e voz de anjo sempre dá quando me vê. De ter visto éne filmes de super-heróis como se de filmes de princesas da Disney se tratassem, numa euforia e entusiasmo que não se diz nem se conta. De ter transformado muito do meu pessimismo face ao mercado de trabalho numa abertura um pouco maior e  mais serena face àquilo que o mundo poderá vir a dar. De ter escutado que o teu ponto fraco é não teres pontos fracos, e então complicas onde não há complicação e não dês importância àqueles que não conseguem ver mais longe e acompanhar a tua ambição, vai em frente tu mesma. De ter aprendido um pouco mais a respeitar o meu ritmo e o que sinto que posso dar em determinado momento e circunstâncias, mesmo que não seja na velocidade e quantidade ideal para os outros. De ter aprendido a impor algumas barreiras para mim mesma face ao quanto as palavras das outras pessoas me podem afetar, mesmo que não dê mostras descaradas disso a ninguém. Do meu amor ter arranjado emprego ao final de muito tempo calando tudo e todos, mesmo que não o ideal, e estar a tentar afincadamente estabelecer novos objetivos para a sua vida. Da minha mãe ter iniciado um curso de ilustração e contos infantis e estar a entusiasmar-se. De ter filtrado, ainda mais, aqueles que são os verdadeiros amigos, diferenciando-os dos que não são e deixando de os tratar por igual. De ter despendido mais tempo junto desses amigos genuínos.  Da minha Cláudia ter arranjado emprego num banco como sempre quis, da minha Joaninha andar a fazer furor em Londres no mundo das artes, da minha Cati ter tido duas empresas a escolher quanto ao seu primeiro emprego após o mestrado e da minha Cata estar a tratar de todos os preparativos para ir viver com o Rui. De ter visto a minha Mafalda ao fim de tantos anos. De ter decidido desfiliar-me do partido político em que estou (estou lá por mero favor) e sem dar satisfações a ninguém, porque tenho o direito de não dar e ponto final, e neste caso específico há o acrescento de ter a consciência tranquila de nem sequer ter de dar um aviso prévio por respeito porque respeito ao contrário também não há. De ter recebido um convite para publicar a investigação da minha tese, ainda que tenha sido um convite muito estranho e para um jornal com um aspeto algo rasca e que não aparenta ter grande alcance (daí que ainda não seja nada oficial e que ande a contar às gentes, pois é algo a ser considerado cautelosamente por mim e pela minha orientadora e que, após a pouca pesquisa que já fiz e fazendo a lista de prós e contras, sinceramente, acho que é algo que não irá a lado nenhum). De ter passado a passagem de ano junto da minha Nês e da minha Rute e de nos termos divertido até de madrugada (mesmo com um mau DJ a fazer o ambiente da festa).

Dois mil e dezassete, meu caro: foste difícil e, ao mesmo tempo, valioso. Mas no fundo julgo que serviste para perceber que a vida está na simplicidade e nos recomeços a cada dia - às vezes, a cada segundo.

P.s.: Perdoa-me, dois mil e dezasseis, a falta de atenção que te dei em reflexões anuais, e perdoem-me também quaisquer outros anos a que não tenha escrito. Creio que nem sempre será viável ou sobrará tempo para escrever grandes coisas além das já registadas ao longo do ano aqui, no meu caderninho de bordo, em fotografias, ou simplesmente cravadas na memória ou na alma.