domingo, 7 de janeiro de 2018

Há daquelas coincidências da vida em que passo de cética a inconformada com as respostas que a ciência e a lógica podem dar. Preciso muito da lógica na minha vida para me guiar (preciso mesmo, mais do que aparento)... mas convenhamos que, talvez, não pudesse ser Maria se toda eu procurasse apenas as regras e as fórmulas. Eu era aquela criança a quem a minha mãe escrevia cartas que besuntava com um creme de maquilhagem dourado fingindo que o remetente era uma fada. A partir daí, aquela carta passava a ser o meu maior tesouro. Assim sendo, sinto-me no direito de volta e meia indagar ao Universo qualquer coisa, e agora o que indago é: será que o Sr. Agostinho não é mesmo um anjo que anda por aí a saltitar entre vidas para levar sabedoria e amor a quem encontra durante os seus passeios na rua? Disse-me ele que saiu da terrinha mais a mulher para vir viver com a filha para Lisboa. Porém, não sei se esta foi a sua primeira morada. É que reparei noutro dia que, pelo menos mais uma pessoa minha conhecida, também já teve um Sr. Agostinho nos seus dias - um Sr. Agostinho assim destes, que para e cumprimenta cheio de educação e alegria toda a gente.

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