sexta-feira, 11 de julho de 2014

Folha de linhas. Linhas de um Caminho de Ferro. De um Caminho Ferranho. A seguir.

Aquele momento em que estás a pôr em dia a leitura de todas as sessões do workshop de escrita criativa em atraso (estive com exames da faculdade, daí a ter negligenciado o tempo para tudo e mais alguma coisa exterior à vida académica, inclusive todos os escritos aqui do blog) e lês O comentário. Aquele que te obriga a parar porque algo dentro do peito saltou, estremeceu - não sei bem.


Não quisesse eu ser escritora e esse ser um dos meus sonhos mais upa-upa, não estava estarrecida e enternecida (sim, sim - exatamente assim: tudo ao mesmo tempo e à molhada) a olhar para o ecrã. Sem, ainda, conseguir continuar a ler as sessões.

Sim, Maria: estás a lutar por um sonho. Já reparaste? Já paraste mesmo para pensar nisso? Para o consciencializar?
Estás a ir a passos de bebé  - mas a caminhar. Quão poderoso soa isto? Quão audível é o som dos teus pés a tocar o chão? Ainda que devagarinho, devagarinho.

Devagarinho, devagarinho... vamos ver onde é que vamos dar.

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