domingo, 21 de maio de 2017
domingo, 7 de maio de 2017
primeira lei
temo algumas coisas no meu futuro. temo que se instale uma guerra civil entre o meu coração e o meu cérebro, pois não é isso, de todo, que quero... o meu coração sempre comandou e, em tudo o que de mim depender, sempre comandará; o cérebro ajudará.
já hoje o coração treme de medo com algumas coisas que o cérebro diz, é certo... e tende a levá-lo muito a sério. contudo, este cérebro, dono do palavreado, poderá também ser o seu melhor amigo, auxiliando-o a serenar e a adaptar-se, a imaginar e a ver mais além e, em última instância, a encontrar forças para se mover nesse sentido.
sim, sim - eu acredito que assim sempre será: o coração comandará; será sempre rei. o cérebro será seu real conselheiro. e assim se encontrará paz no reino.
sábado, 6 de maio de 2017
a bendita terapia da escrita
entre ontem e hoje escrevi muito pouco... mas permitiu-me abrir a janela e sentir o ar fresco que, para mim, tem sido muito esquivo. e, se formos a pensar, entre há uns meses atrás e agora, então, escrevi imenso: fui viajar e voltei.
Etiqueta de (re)nome:
Entre dias e noites,
Excertos de Amor,
Sonho letras e vida em livros
perguntas retóricas
e se os pacientes abandonarem o processo?
e se não for tão boa psicóloga assim e fizer cagada?
e se não conseguir dar alta aos meus pacientes?
e se o meu relatório de estágio ficar um desastre?
e porque carga de água havia de ficar?
e se o meu relatório de estágio ficar um desastre?
e porque carga de água havia de ficar?
e se não conseguir avançar com a tese dentro de prazo?
e porque raio é que não havia de conseguir, mais a bem ou a mal?
e se no fim de tudo isto me aperceber que não quero nada disto?
e então?...
o mundo parou?...
tu paraste?...
sexta-feira, 5 de maio de 2017
fase das minúsculas
voltámos a escrever com minúsculas até sentir que as maiúsculas precisam retomar o seu lugar.
sobre o que sinto e penso sobre tudo o que tenho vivido e tenho ainda para viver nos próximos meses
não me sinto feliz mas não tenho de estar. não me sinto motivada mas não tenho de estar. tenho, simplesmente, de fazer o que tem de ser feito para terminar o curso. ninguém disse que tinha de estar feliz e motivada para o conseguir fazer sem um sofrimento astronómico - ou mais sofro eu ao pensar que devia estar feliz e motivada do que ao, simplesmente, aceitar que não estou.
é
urge a vontade de fugir desta que não sou eu. urge a vontade de procurar e encontrar-me de novo.
- mudavas alguma coisa na tua vida agora? - perguntou-me o meu amor. e eu desmancho-me a chorar porque sim: mudava muita coisa. deixei de conseguir sentir verdadeiramente o mundo à minha volta pouco tempo depois de ter entrado no meu estágio.
sim, este ano está a custar-me horrores. a escrita, que sempre me acompanhou desde o meu 9º ano com regularidade agora é escassa. não há a parte criativa, não há quase desabafar, não há a parte do amor a isto. valeram-me os sonâmbulos e... que mais, mesmo?
chego a casa do estágio e tudo quanto me apetece é não fazer nada. farto-me de procrastinar. os relatórios atrasam, a tese atrasa. estou cansada, não encontro o que me mova. estou triste e desmotivada com este fim de curso... e ainda nem a vieira nem eu chegámos ao que me dói ali.
quarta-feira, 3 de maio de 2017
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