A namorada terminou com o meu irmão. Até aparenta estar a aguentar-se, considerando porém que é tudo muito recente e que ele é muito fechado em si. Sei, no entanto, que os dois abraços apertadinhos que lhe dei trouxeram-lhe aconchego. Sei que falámos naqueles abraços, não falando. Sei que foram uma troca de amor, um estou aqui para o que precisares. Creio que ele percebeu isso também.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2017
Sobre a Correria que Podem Ser os Dias
Padrasto: - Como o meu colega alemão costuma dizer: "Pode-se fazer muita coisa, mas não se pode quebrar as leis da física."
- algures entre esta semana e a semana passada
domingo, 22 de janeiro de 2017
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«Um post-it a manter por perto todos os dias:
Uma vida chega para perceber que o que importa de verdade é escolher atravessar os dias de frente para o sol. É saber quem são os que caminham ao nosso lado sem filtros. É ter a coragem de não desistirmos de nós. É saber levantar, sacudir a poeira e dar sempre a volta por cima. É decidir que não importa quando, não importa como, não importa onde, o nosso plano é um só:
ser feliz e mais nada.
As coisas que nos acontecem têm (só) a importância que nós lhes dermos, e a vida vai-nos mostrando que nem tudo vale tanto, e quase nada vale tudo.»
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- in Às 9 no meu blog
Quase que vivendo para o 5º ano (não gosto disto!)
É assim pessoas, aqui me confesso: não sei se vou querer seguir psicologia a nível profissional findo este ano, e principalmente psicologia clínica, em particular com adultos e em especial no sistema nacional de saúde, e ainda mais especificamente no local onde estou. Apesar de andar ligeiramente mais entusiasmada, a verdade é que este percurso ainda me dói muito. Guardo uma réstia de esperança que tudo melhore, que me deixe de doer ou que eu aprenda a tornar a dor suportável ou, pelo menos, não relevante para o meu bem-estar geral. Tenho estado a atribuir um peso imenso a tudo isto que estou a viver, já me apercebi disso e já o tentei relativizar - ajudou. Porém, vou entrar agora em fevereiro para o 5º mês de estágio e ainda não sinto, nem de perto, a motivação ou o amor que achei que ia sentir. Sabia, quando escolhi este estágio, que ia ser duro: sabia. Não sabia que ia ser tanto. E a minha estrutura treme, treme,... vou-me aguentando: vou-me aguentando que nunca fui de desistir às três pancadas. Porém, não estou a gostar nada desta coisa de estar com dificuldades em ver o belo da vida para além disto, de não ter tanto tempo para dedicar a mim própria, de sentir que não consigo investir tanto tempo naqueles que amo. Não estou a gostar do stress constante da corrida contra o tempo para ter o trabalho em dia, de apesar da corrida contra o tempo não conseguir ter esse trabalho em dia (continua a acumular, aliás), de deitar-me tarde, acordar cedo cansada e ansiosa, de estar sempre a contar o tempo até ao final do dia de trabalho chegar e da semana findar. Não estou a gostar de sentir as minhas inseguranças todas sobre o meu desempenho virem bater à porta do meu coração sempre que estou no estágio e fora dele, de me encontrar vezes e vezes sem conta a questionar o que raio ando a fazer em consulta e o que raio vou ter de fazer a seguir na próxima sessão. Pois bem: este ano tem sido uma prova de fogo, fogo por todo o lado, e eu ando a tentar manter a calma enquanto me vejo rodeada dele e sem ver grandes escapatórias por onde me meter. Lá me vou metendo, a rés-vés. E, para isso, também me tem valido muito o apoio e a paciência do meu amor que não me deixa cair ou me levanta, o companheirismo da Nês e da Rute que da mesma forma vão vivendo este ano com dificuldade por esta ou por aquela razão, as palavras queridas e tranquilizantes das Cláudias que já passaram por crises semelhantes nas suas áreas e percursos. Mas não estou a adorar o que estou a fazer da mesma forma que adorei o curso até agora: não estou. A meios que não sei bem o que hei de fazer à minha vida no futuro, a nível profissional. Logo se verá. Logo se verá. Pega num trevo de quatro folhas, reza, medita, faz o pino, e aguarda a resposta mágica do Universo.
Brother Growing
Depois de já estar a definir os abdominais todos e ter arranjado uma namorada, eis que hoje se assinala o primeiro dia em que o meu irmão fez o bigode.
Mais uns meses e ultrapassa-me em altura. Já está do meu tamanho, pelo que não espera pela demora. As minhas mãos, ó: já são as mais pequeninas cá de casa (é inacreditável: tenho, realmente, mãos de criança quando comparado o seu tamanho aos restantes deste belo agregado).
sábado, 21 de janeiro de 2017
Do tema "Inverno"
Pegadas na neve. Tinha acabado de ocorrer um enorme nevão há uns meros segundos atrás e, mesmo assim, era o que se via: pegadas a neve.
- Como é possível?!
- Quem terá sido?
- Será que alguém andou ao frio durante a tempestade?
- Talvez! Será que estava perdido?
- Pode ter sido um monstro!
- É lá um monstro!
- Pode ter muito bem sido um monstro.
- Os monstros não existem.
- Não? E aqueles que vivem debaixo da cama? E dentro do armário?
- Esses não mesmo. Há os que vivem em nós.
- Ah, sempre concordas que existem alguns.
- Esses sim: por vezes levam as pessoas a perderem-se.
- Terá andado algum pela neve?
- É possível. Os monstros gostam de nos sugar o calor. São de ambientes que nos fazem tremer.
- Quem terá soltado o seu monstro?
- Melhor: quem terá cambaleado pelo chão gelado com o seu monstro?
- Alguém guerreiro.
- Alguém corajoso.
- Alguém que apesar de tudo deu passos só seus. Que apesar de tudo fez o seu caminho.
- Alguém que não desistiu. Que continuou e continuou. Que conseguiu já só por isso.
- Isso.
- texto meu, publicado hoje, em Os Sonâmbulos
quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
*Momento Histérico*
Aquele momento em que, finalmente, as coisas começam a ficar mais bonitas e lindas e maravilhosas!
Hashtag "tese, gosto de ti".
Hashtag "fiquem para ver cenas dos próximos episódios".
domingo, 8 de janeiro de 2017
Remember, dear Mary:
About becoming a Psychologist:
«[...] This is a skill, and like any skill, it's meant to be done poorly before it can be honed. [...]»
- por Jon Hershfield in The Mindfulness Workbook for OCD: A Guide to Overcoming Obsessions and Compulsions Using Mindfulness and Cognitive Behavioral Therapy
About Anxiety/Obsessive Thoughts
«[...] They are spoken in a language based on fear, not on evidence. [...]»
- por Jon Hershfield in The Mindfulness Workbook for OCD: A Guide to Overcoming Obsessions and Compulsions Using Mindfulness and Cognitive Behavioral Therapy
Take a Breather
«Reading about OCD when you have OCD isn't always easy. At times throughout this book, you may find yourself getting triggered, or "spiked", by its concepts. Take in the information at whatever pace feels appropriate for you. Challenge yourself to let the book present itself, but allow yourself whatever space or breaks you need to get through it. There's no prize for finishing this book in one sitting. We hope that your gaining the tools and strenght to fight your OCD will be the real prize.»
- por Jon Hershfield in The Mindfulness Workbook for OCD: A Guide to Overcoming Obsessions and Compulsions Using Mindfulness and Cognitive Behavioral Therapy
Falando não só de OCD (POC em português) como também da vida: é importante ir ao nosso passo - seja a caminhar, a correr, a pular, a rastejar, com retornos ou viragens à direita e à esquerda... É é importante ir ao ritmo que é nosso. Desafiá-lo (sim, claro: sabe sempre bem) - contudo, respeitando-o: sendo (auto)compassivo.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
Enfrentar os Medos (por Amor e pela Vida)
O meu amor tem medo de alturas. O meu amor insistiu mil para irmos andar de roda gigante na feira de Natal em Lisboa porque "eu sei que tu queres". Disse-lhe que não o ia submeter a isso, que não queria que ele fizesse isso. Continuou a insistir mil milhões para irmos. Fomos. Fechou os olhos, inspirou e expirou fundo, foi controlando a cadência da respiração, agarrou-se às grades. Disse-me "aproveita" e, uns segundos depois de começarmos a andar, "fiquei a odiar ainda mais a TVI" (aparente responsável pela roda gigante). A cada volta dada, ia dizendo uma tranquilização nova, progressiva: "ok, se isto não abanar está tudo bem", "ok, andar para trás não é tão mau", "ok, isto parou para as pessoas de baixo entrarem", "ok, já estou habituado". Nas últimas voltas já abria os olhos, já aparentava um rosto e uma postura mais calmos. Acabaram as voltinhas e saímos da carruagem. Ouvi um casal ao longe a dizer "sobrevivemos". Perguntei-lhe como se sentiu, disse-me "vivo".
O meu amor é lindo e corajoso.
domingo, 1 de janeiro de 2017
«It Calls Me»
«I've been staring at the edge of the water
'Long as I can remember, never really knowing why
I wish I could be the perfect daughter
But I come back to the water, no matter how hard I try
Every turn I take, every trail I track
Every path I make every road leads back
To the place I know, where I cannot go
Where I long to be
See the line where the sky meets the sea? It calls me
And no one knows how far it goes
If the wind in my sail on the sea stays behind me
One day I'll know, if I go there's just no telling how far I'll go
I know everybody on this island seems so happy on this island
Everything is by design
I know everybody on this island has a role on this island
So maybe I can roll with mine
I can lead with pride, I can make us strong
I'll be satisfied if I play along
But the voice inside sings a different song
What is wrong with me?
See the light as it shines on the sea? It's blinding
But no one knows, how deep it goes
And it seems like it's calling out to me, so come find me
And let me know, what's beyond that line, will I cross that line?
See the line where the sky meets the sea? It calls me
And no one knows, how far it goes
If the wind in my sail on the sea stays behind me
One day I'll know, how far I'll go»
«Pelo Sonho é Que Vamos»
Este ano peço uma lufada de ar fresco: esvazio o pote dos sonhos velhos e movo-os para a caixinha de recordações. Começo o projeto cada dia, um amor. A cada dia escrevo num papel um acontecimento bom desse ciclo de sol e lua, um amor portanto, e faço assim até daqui a 365 ciclos de 24 horas (é quase um project 365 em palavras, ao invés de fotografias).
Este ano peço uma lufada de ar fresco: a consciência da existência de pequenos sonhos todos os dias, e não só dos grandes para o futuro. ♡
Mantra for '17
Se eu não vivo a vida ao máximo é porque eu própria me limito.
- Maria, eu, a 1 de janeiro de 2017
Heim?! Já?!
Para tudo!!! O ano começa com a constatação que o meu irmão tem o seu primeiro amor (pelo menos oficialmente conhecido). Os meus pais resolveram fazer uma passagem de ano com a miudagem cá em casa e ele e uma menina acabaram de pedir para ficar sozinhos, e os restantes amigos a fazerem de propósito para tal... Ai que emoção!!! 13 aninhos e um amor.* Oh.
* para recuerdo: o amor chama-se Catarina.
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