sábado, 31 de dezembro de 2016

Do tema "Viagem"

Vou ao sabor da corrente, das rajadas, das nuvens, da chuva, dos raios de sol, das estrelas, da lua: dos movimentos da Terra - da natureza. Vou ao sabor desta terra que também é minha: meu corpo; desta natureza que me faz eu: minha alma. Vou ao sabor da essência da vida, passando por trilhos em caracol e por outros a imitar planícies. Vou - acima de tudo, vou. Viajo. Vejo. Sinto. Sou.

- texto meu, publicado hoje, em Os Sonâmbulos

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

sábado, 24 de dezembro de 2016

Neste Natal...


... e nesta vida: muito amor ❣

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

About Anxiety

Salvé os Nãos

«Os nãos da vida nem sempre são maus...

Às vezes, são a melhor forma de te fazer sair do lugar e pôr o teu mundo a girar. 
Às vezes, são o único beliscão que te faz acordar. 
Às vezes, são a maneira que o universo encontra de te fazer entender (de uma vez por todas!) que quando achas que estás a perder, só estás a ganhar.

E às vezes, são o favor que precisas para cerrar os dentes, arregaçar as mangas, pôr fim à chuva que chove dentro de ti, e provar (a ti mesma) que Não nenhum desta vida será o fim dos teus ''sins''.»

- retirado de uma publicação do Facebook, embora me cheire a que a sua fonte seja Às 9 no meu blog.


segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Das Cartas às Emoções e a Mim Mesma

Cara ansiedade em espiral no meu peito, fazendo meu coração acelerar e a minha respiração correr até mais fundo nos pulmões: desanda para outro lado, meu corpo e minha alma não são campo para jogar ao pião. 

Querendo ocupar-me comigo mesma, os meus mais sinceros cumprimentos,

Maria

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Dia de Jantar de Natal Amigo Secreto do Spot da Mega Mesa


[ahahaha, este gif fez-me rir tanto, ainda que exagerado quanto à situação atual]

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

sábado, 3 de dezembro de 2016

Do tema "O Impossível"

Dormia tranquila sonhando com o céu estrelado quando ouvi algo bater com força na minha janela. Sobressaltada, pisquei as pálpebras repetidamente de forma a abri-las por completo e o mais rapidamente possível, desemaranhei-me dos lençóis de algodão e coloquei os pés descalços no chão de pedra gelado do meu quarto. Corri a levantar as persianas e pus-me junto ao parapeito, esbugalhando os olhos à procura de algo que pudesse ter caído. No meio de um arbusto, vi algo invulgar brilhando: pequenas pintas cintilantes, mas ainda assim maiores que pirilampos. Deparei-me então com pequenas estrelas cadentes estendidas, feridas em algumas das suas pontas. Voei até elas como voava tantas vezes nos sonhos, mas desta vez fora deles e sabendo-as fora também. Agarrei-as nas minhas mãos e levei-as para casa, chorosa: que não recuperassem totalmente da queda, que o céu com o qual sonhava então nunca mais voltasse a ser o mesmo na possibilidade delas nunca mais voltarem a casa. Porém, ainda que mais fracas na sua luz - por vezes num intermitente inconstante -, ainda lhes sentia na pele o calor que era só delas e foi nele que enfim me concentrei. Consciente de que também eu tinha calor para lhes dar, encostei-as ao coração e esperei. Esperei... continuei a esperar que o sentissem, espero que o sintam - e com ele o meu desejo e decisão de lutar por elas, de devolvê-las a esse céu bonito e sonhado. Assim lutei e luto, dias a fio: esperando que o amor seja curandeiro de grande parte das dores e dos arranhões, que o carinho constitua o seu bilhete de retorno a casa - por muito difícil ou intransponível que me pareça essa batalha pois, afinal, quem sou eu para conseguir devolver estrelas ao céu? Mas... a bem dizer, quem sou eu, também, para não o conseguir fazer? O impossível só existe até ser possível, e eu escolhi e escolho entregar-me a esse desafio - pelo sonho, pela causa que significa... até agora nunca ganha e, por isso, por ganhar por alguém.
Ainda não sei se conseguirei sair-me cumpridora para com esta minha missão... mas a verdade é que o horizonte nunca esteve tão perto como hoje, e isso faz-me querer que progressos vão sendo feitos, que vou, realmente e de novo, aproximando as estrelas em recuperação das nunca lesadas... que, um dia, a reunião será possível. O céu estará ao alcance.

- texto meu, publicado hoje, em Os Sonâmbulos

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016