Dois mil e quinze foi ano de maluquices e viagens com amigos, desde sair à rua de pijama em Vilamoura, a dançar em cima das camas num aparto-hotel em Peniche até decidir ir dar um pézinho de dança à noite do nada em Santos. Foram éne viagens a terras algarvias e, ainda sair da terra lusa duas vezes - uma na direção dos campos e das montanhas de neve na Serra de Béjar em Espanha, e outra rumo às areias brancas e mar azul de Cayo Coco, Cayo Guillermo e Pilar em Cuba. Dois mil e quinze foi sempre fazer um upgrade a algum pedaço da alma em viagem - desde através de leituras, de escritas, de passeios, até ao momentos deitada na cama com música aos ouvidos ou sentada à varanda diante da natureza a refletir. Foi deixar um exame exclusivamente para segunda fase pela primeira vez e receber a notícia de término da Licenciatura enquanto em Cayo Coco. Ainda falando de saídas para fora: foi a Cláudia a ir de intercâmbio para a Austrália durante seis meses, acompanhá-la durante esse tempo via eletrónica o melhor possível (umas vezes com um sorriso enorme, outras com o coração apertadinho) e vê-la voltar de lá com uma bagagem e tanto (uma mulher ainda mais mulher!); foi achar que a Rute se ia embora para Manchester estudar, de repente já ir para Macau (fazer-lhe uma festa de despedida a pretexto e tudo pelo meio, onde houve novas passadas em cima de capas), e no fim ela ficar em Portugal connosco; foi ver, isso sim, os Jorges a irem estudar (e eventualmente viver) para a Escócia e morrer de saudades da presença deles nos dias. Dois mil e quinze foi então prometer retornares rápidos aos abraços de amizades assim que as carteiras e os calendários deixassem; em matérias de amizade, foi ainda tempo de fazer as pazes com quem sempre se adorou, perceber que velhos amigos não deixaram de estar presentes, dizer adeus pela segunda vez a uma pessoa em particular a muito custo e ainda ver alguns laços (que nunca pensei) a ficarem amarrotados com o tempo e com mal entendidos. Foi aceitar que as pessoas e as relações mudam, continuar a sentir-me grata pelas coisas boas que essas premissas podem reservar em si e tentar começar a aprender a lidar com as dores que também daí podem advir, relativizando-as e pesando os pratos na balança. Dois mil e quinze foi tentar ir mais fundo à raiz dos problemas, aperfeiçoar a dissecação de cebolas por camadas e afastar fantasmas, vampiros e bichos maus. Foi treinar o humano é errar/cancelar/não ser prefeito, conceder um lugar de destaque ao eu quero que fique quem me ame realmente - sem ter de ter uma borbulha, um riso em falsete, uma reação infantilizada perante um boneco ou algo fofinho a menos, foi rever a verdade de que não podemos fazer todos felizes sempre e calcar o eu também mereço ser feliz. Foi, contudo, também deixar de permitir escapar tantos falsetes ao falar com entusiasmo, e também começar a aprender formas de me acalmar quando apanhada em espirais de ansiedade (e assim acabar com as insónias de vez, yes! Eis uma das maiores vitórias do ano).
Dois mil e quinze foi dar-me uma travadinha (ou uma iluminação com um quê de divina) e arriscar de uma vez. Por mim e só por mim. Foi perceber e pôr em prática ao máximo o everything changed the minute she realized there was always time for the things that matter e o porque quando a gente quer mesmo, a madrugada vira dia, quarta-feira vira sábado e momento vira oportunidade - foi percebê-lo e ser bem sucedida nisso. Foi, então, vestir uma mascote e ser criança; conhecer um novo amigo, gostar de alguém e aperceber-me que era mais forte do que eu por muito que não a coisa mais certa; foi arriscar e falar, ganhar tomates e desligar o complicómetro; foi persistir, com calma e flexibilidade. Dois mil e quinze foi descobrir no meu novo amigo o melhor namorado que podia ter comigo. Foi chegar tarde a casa sem me importar nada, foi dormir fora, foi desvendar Lisboa e Sintra.
Foi... Foi... Foi... tanto foi!...
De forma a chegar a uma conclusão - porque muito há para dizer que não se pode dizer por muito que tente [e porque já estamos em 2017 e eu não terminei esta publicação na altura devida, mas, ainda assim, pretendo guardar nem que lapsos de memória deste maravilhoso ano] -, em lista, dois mil e quinze foi, ainda (e não necessariamente pela ordem cronológica correta dos acontecimentos):
Dois mil e quinze foi dar-me uma travadinha (ou uma iluminação com um quê de divina) e arriscar de uma vez. Por mim e só por mim. Foi perceber e pôr em prática ao máximo o everything changed the minute she realized there was always time for the things that matter e o porque quando a gente quer mesmo, a madrugada vira dia, quarta-feira vira sábado e momento vira oportunidade - foi percebê-lo e ser bem sucedida nisso. Foi, então, vestir uma mascote e ser criança; conhecer um novo amigo, gostar de alguém e aperceber-me que era mais forte do que eu por muito que não a coisa mais certa; foi arriscar e falar, ganhar tomates e desligar o complicómetro; foi persistir, com calma e flexibilidade. Dois mil e quinze foi descobrir no meu novo amigo o melhor namorado que podia ter comigo. Foi chegar tarde a casa sem me importar nada, foi dormir fora, foi desvendar Lisboa e Sintra.
Foi... Foi... Foi... tanto foi!...
De forma a chegar a uma conclusão - porque muito há para dizer que não se pode dizer por muito que tente [e porque já estamos em 2017 e eu não terminei esta publicação na altura devida, mas, ainda assim, pretendo guardar nem que lapsos de memória deste maravilhoso ano] -, em lista, dois mil e quinze foi, ainda (e não necessariamente pela ordem cronológica correta dos acontecimentos):
- preparar surpresas em grande (um vídeo para os 40 anos do meu padrasto e uma ida à estreia do novo Star Wars enquanto prenda do primeiro mês de namoro) e não me descoser;
- preparar uma passagem de ano a dois;
- apresentar o namorado à minha mãe;
- receber uma rosa pela primeira vez;
- ir ao cinema muitas vezes graças aos bilhetes grátis;
- olhar para cima enquanto passeio e não só para os lados;
- o melhor bolo de chocolate do planeta;
- ir ao bowling duas vezes;
- tirar máscaras, mostrar tudo;
- ouvir e dizer amo-te;
- mudar de ideias quanto ao mestrado, concorrer ao que então senti querer mais e entrar a meio da lista - vendo, contudo, duas amigas a não entrarem, mas a tentarem adaptar-se ao que lhes calhou;
- descobrir que mais pessoas do que eu julgava recorrem ao psicólogo;
- ir a um casamento que alguns dirão que foi decidido em cima do joelho e outros dirão que foi decidido com fé total e completa no amor;
- começar a tirar a carta, fazer apontamentos de código, passar no código com zero erradas e chegar a reta final das aulas de condução;
- começar a escrever um livro infantil;
- começar a reparar na utilidade e presença massiva da arte em todo o lugar;
- fazer voluntariado na minha associação de sonho;
- ter formação à séria e aplicar um projeto de desenvolvimento de competências sociais numa escola;
- alinhar num projeto para o ano que vem;
- começar a ter mais vontade de trabalhar;
- correr a mini-maratona;
- aprender a cozinhar mais um prato ou outro;
- ver um aquário de água salgada a ter lugar cá em casa;
- ver acolher uma nova cadelinha na família;
- conhecer gatinhos fofos;
- ter pássaros no meu ombro;
- não gostar de um filme da Disney;
- mergulhar em livros de histórias nas férias de verão e fazer uma pausa de psicologias;
- fazer a primeira frequência do mestrado;
- apresentar e entregar os primeiros trabalhos do mestrado;
- conhecer um bar Steampunk;
- tardes no Bule;
- o Bule a fechar;
- ter uma panca por um rapaz das fotocópias (adenda: antes do melhor namorado do mundo);
- ter uma panca por alguém muito mais velho que eu (adenda: antes do melhor namorado do mundo);
- ir ver o TUIST só com a Necas;
- receber quase todos os emblemas que me faltavam;
- receber um Baymax;
- receber umas pantufas a imitar os Monstros & Cia;
- a casa da bisavó ser alugada;
- o local ao pé da casa do Di estar diferente;
- acabar com a culpa de me ter afastado - lembrá-lo através das cartas que escrevi pelo meu bem estar;
- a saúde do meu avô ficar pior e temer;
- a saúde da minha avó ficar pior e temer;
- a saúde da mãe do meu padrasto ficar pior;
- ter concluído o desafio da Caixa das Palavras;
- ter participado no 365 Project;
- subir ao palco com políticos;
- uma aula de Skype no anfiteatro;
- um núcleo de mestrado querer dar um cartão de natal às professoras;
- ajudar em encontros de psicologia;
- a companhia constante do Yeti;
- comprar dois vestidos;
- ver amigos terminar o curso;
- uma sessão fotográfica em família;
- um encontro grande de família;
- acarretar com as consequências das minhas decisões;
- o mano entrar para o hóquei e ser convocado mas não jogar;
- assistir a um espetáculo de ballet da afilhada;
- a afilhada entrar para os escuteiros;
- dar-me com o grupo de amigos da Nês e da Rute;
- ir a um restaurante chinês-japonês trinta mil vezes;
- os senhores Pedro terem voltado ao bar da faculdade;
- descobrir fast food vegetariana e que afinal é frita no mesmos sítio que a carne;
- descobrir que os sugos e a mousse de chocolate instantânea levam gelatina;
- começar a ler artigos mil durante os dias;
- começar a dar-me com uma prima minha;
- estudar no McDonalds;
- fazer trabalhos até às tantas da noite em Lisboa;
- perceber que o pânico é medo do medo, e um medo aprendido;
- perceber que a segurança não existe e por achar que sim é que me sinto insegura.
De certo que dois mil e quinze foi isto e muita coisa mais a que as minhas recordações, de repente, não chegam... No entanto, entre tudo e apesar de tudo, uma coisa é certa: dois mil e quinze foi uma flecha certeira do Cupido rumo ao meu coração... Por tudo e por mais alguma coisa.



















































