quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Para Mim, um Balanço, é Mesmo Balançar, Balançar Até Dar Balanço, e Sair [From 2015 to 2016]

Dois mil e quinze foi ano de maluquices e viagens com amigos, desde sair à rua de pijama em Vilamoura, a dançar em cima das camas num aparto-hotel em Peniche até decidir ir dar um pézinho de dança à noite do nada em Santos. Foram éne viagens a terras algarvias e, ainda sair da terra lusa duas vezes - uma na direção dos campos e das montanhas de neve na Serra de Béjar em Espanha, e outra rumo às areias brancas e mar azul de Cayo Coco, Cayo Guillermo e Pilar em Cuba. Dois mil e quinze foi sempre fazer um upgrade a algum pedaço da alma em viagem - desde através de leituras, de escritas, de passeios, até ao momentos deitada na cama com música aos ouvidos ou sentada à varanda diante da natureza a refletir. Foi deixar um exame exclusivamente para segunda fase pela primeira vez e receber a notícia de término da Licenciatura enquanto em Cayo Coco. Ainda falando de saídas para fora: foi a Cláudia a ir de intercâmbio para a Austrália durante seis meses, acompanhá-la durante esse tempo via eletrónica o melhor possível (umas vezes com um sorriso enorme, outras com o coração apertadinho) e vê-la voltar de lá com uma bagagem e tanto (uma mulher ainda mais mulher!); foi achar que a Rute se ia embora para Manchester estudar, de repente já ir para Macau (fazer-lhe uma festa de despedida a pretexto e tudo pelo meio, onde houve novas passadas em cima de capas), e no fim ela ficar em Portugal connosco; foi ver, isso sim, os Jorges a irem estudar (e eventualmente viver) para a Escócia e morrer de saudades da presença deles nos dias. Dois mil e quinze foi então prometer retornares rápidos aos abraços de amizades assim que as carteiras e os calendários deixassem; em matérias de amizade, foi ainda tempo de fazer as pazes com quem sempre se adorou, perceber que velhos amigos não deixaram de estar presentes, dizer adeus pela segunda vez a uma pessoa em particular a muito custo e ainda ver alguns laços (que nunca pensei) a ficarem amarrotados com o tempo e com mal entendidos. Foi aceitar que as pessoas e as relações mudam, continuar a sentir-me grata pelas coisas boas que essas premissas podem reservar em si e tentar começar a aprender a lidar com as dores que também daí podem advir, relativizando-as e pesando os pratos na balança. Dois mil e quinze foi tentar ir mais fundo à raiz dos problemas, aperfeiçoar a dissecação de cebolas por camadas e afastar fantasmas, vampiros e bichos maus. Foi treinar o humano é errar/cancelar/não ser prefeito, conceder um lugar de destaque ao eu quero que fique quem me ame realmente - sem ter de ter uma borbulha, um riso em falsete, uma reação infantilizada perante um boneco ou algo fofinho a menos, foi rever a verdade de que não podemos fazer todos felizes sempre e calcar o eu também mereço ser feliz. Foi, contudo, também deixar de permitir escapar tantos falsetes ao falar com entusiasmo, e também começar a aprender formas de me acalmar quando apanhada em espirais de ansiedade (e assim acabar com as insónias de vez, yes! Eis uma das maiores vitórias do ano).
Dois mil e quinze foi dar-me uma travadinha (ou uma iluminação com um quê de divina) e arriscar de uma vez. Por mim e só por mim. Foi perceber e pôr em prática ao máximo o everything changed the minute she realized there was always time for the things that matter e o porque quando a gente quer mesmo, a madrugada vira dia, quarta-feira vira sábado e momento vira oportunidade - foi percebê-lo e ser bem sucedida nisso. Foi, então, vestir uma mascote e ser criança; conhecer um novo amigo, gostar de alguém e aperceber-me que era mais forte do que eu por muito que não a coisa mais certa; foi arriscar e falar, ganhar tomates e desligar o complicómetro; foi persistir, com calma e flexibilidade. Dois mil e quinze foi descobrir no meu novo amigo o melhor namorado que podia ter comigo. Foi chegar tarde a casa sem me importar nada, foi dormir fora, foi desvendar Lisboa e Sintra.

Foi... Foi... Foi... tanto foi!...

De forma a chegar a uma conclusão - porque muito há para dizer que não se pode dizer por muito que tente [e porque já estamos em 2017 e eu não terminei esta publicação na altura devida, mas, ainda assim, pretendo guardar nem que lapsos de memória deste maravilhoso ano] -, em lista, dois mil e quinze foi, ainda (e não necessariamente pela ordem cronológica correta dos acontecimentos):

  • preparar surpresas em grande (um vídeo para os 40 anos do meu padrasto e uma ida à estreia do novo Star Wars enquanto prenda do primeiro mês de namoro) e não me descoser;
  • preparar uma passagem de ano a dois;
  • apresentar o namorado à minha mãe;
  • receber uma rosa pela primeira vez;
  • ir ao cinema muitas vezes graças aos bilhetes grátis;
  • olhar para cima enquanto passeio e não só para os lados;
  • o melhor bolo de chocolate do planeta;
  • ir ao bowling duas vezes;
  • tirar máscaras, mostrar tudo;
  • ouvir e dizer amo-te;
  • mudar de ideias quanto ao mestrado, concorrer ao que então senti querer mais e entrar a meio da lista - vendo, contudo, duas amigas a não entrarem, mas a tentarem adaptar-se ao que lhes calhou;
  • descobrir que mais pessoas do que eu julgava recorrem ao psicólogo;
  • ir a um casamento que alguns dirão que foi decidido em cima do joelho e outros dirão que foi decidido com fé total e completa no amor;
  • começar a tirar a carta, fazer apontamentos de código, passar no código com zero erradas e chegar a reta final das aulas de condução;
  • começar a escrever um livro infantil;
  • começar a reparar na utilidade e presença massiva da arte em todo o lugar;
  • fazer voluntariado na minha associação de sonho;
  • ter formação à séria e aplicar um projeto de desenvolvimento de competências sociais numa escola;
  • alinhar num projeto para o ano que vem;
  • começar a ter mais vontade de trabalhar;
  • correr a mini-maratona;
  • aprender a cozinhar mais um prato ou outro;
  • ver um aquário de água salgada a ter lugar cá em casa;
  • ver acolher uma nova cadelinha na família;
  • conhecer gatinhos fofos;
  • ter pássaros no meu ombro;
  • não gostar de um filme da Disney;
  • mergulhar em livros de histórias nas férias de verão e fazer uma pausa de psicologias;
  • fazer a primeira frequência do mestrado;
  • apresentar e entregar os primeiros trabalhos do mestrado;
  • conhecer um bar Steampunk;
  • tardes no Bule;
  • o Bule a fechar;
  • ter uma panca por um rapaz das fotocópias (adenda: antes do melhor namorado do mundo);
  • ter uma panca por alguém muito mais velho que eu (adenda: antes do melhor namorado do mundo);
  • ir ver o TUIST só com a Necas;
  • receber quase todos os emblemas que me faltavam;
  • receber um Baymax;
  • receber umas pantufas a imitar os Monstros & Cia;
  • a casa da bisavó ser alugada;
  • o local ao pé da casa do Di estar diferente;
  • acabar com a culpa de me ter afastado - lembrá-lo através das cartas que escrevi pelo meu bem estar;
  • a saúde do meu avô ficar pior e temer; 
  • a saúde da minha avó ficar pior e temer;
  • a saúde da mãe do meu padrasto ficar pior;
  • ter concluído o desafio da Caixa das Palavras;
  • ter participado no 365 Project;
  • subir ao palco com políticos;
  • uma aula de Skype no anfiteatro;
  • um núcleo de mestrado querer dar um cartão de natal às professoras;
  • ajudar em encontros de psicologia;
  • a companhia constante do Yeti;
  • comprar dois vestidos;
  • ver amigos terminar o curso;
  • uma sessão fotográfica em família;
  • um encontro grande de família;
  • acarretar com as consequências das minhas decisões;
  • o mano entrar para o hóquei e ser convocado mas não jogar;
  • assistir a um espetáculo de ballet da afilhada;
  • a afilhada entrar para os escuteiros;
  • dar-me com o grupo de amigos da Nês e da Rute;
  • ir a um restaurante chinês-japonês trinta mil vezes;
  • os senhores Pedro terem voltado ao bar da faculdade;
  • descobrir fast food vegetariana e que afinal é frita no mesmos sítio que a carne;
  • descobrir que os sugos e a mousse de chocolate instantânea levam gelatina;
  • começar a ler artigos mil durante os dias;
  • começar a dar-me com uma prima minha;
  • estudar no McDonalds;
  • fazer trabalhos até às tantas da noite em Lisboa;
  • perceber que o pânico é medo do medo, e um medo aprendido;
  • perceber que a segurança não existe e por achar que sim é que me sinto insegura.

De certo que dois mil e quinze foi isto e muita coisa mais a que as minhas recordações, de repente, não chegam... No entanto, entre tudo e apesar de tudo, uma coisa é certa: dois mil e quinze foi uma flecha certeira do Cupido rumo ao meu coração... Por tudo e por mais alguma coisa.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Fez-se Luz VIII

- Dividimos isto a meias.

(A meias, i.e., um par de meias é feito por duas meias - e, portanto, há uma divisão em duas partes).

Como Vais Passar o Ano?

Adorei, adorei a ideia da Maria das Palavras e estou mesmo numa de fazer isto para iniciar este ano que vem.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

sábado, 26 de dezembro de 2015

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Detetando Parvoíces

E depois de ter andado distraída a preparar o Natal... agora que a casa está toda arrumadinha, por uns momentos, não mo apeteceu. Foi uma mistura de vou só ter oito dias para estudar após o Natal e não sei se chega, acho que as coisas continuam diferentes com um dos meus grupos de amigos ainda que tenhamos tentado um jantar típico da quadra, prevejo uma facada no espírito de união este anodeixaram-me a pensar na vida com uma conversa hoje à tarde e agora ai meu deus o que vem aí no futuro, os meus Natais dos últimos anos sempre foram vividos com uma pontinha de tristeza devido à ausência brutal - em carne e em espírito - de pessoas que me eram queridas e tenho medo de o sentir este ano de novo. Oh porra mais às expectativas! Pode-se já fazer uma lista de coisas a atirar para a fogueira? No resto deste ano, no próximo e na vida? Digo: em vez de esperar mesmo pelos balanços do Réveillon... Pode-se? Não quero mais este tipo de previsões baseadas numa bola de cristal inexistente - e muito, muito menos, assumi-las como reais. Tudo se faz, e há que aproveitar cada segundo com aquilo que se tem. Amor e paz para toda a gente, se faz favor (ou, melhor dizendo: sem favor).

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Novembro foi...

01/11. Pensar em castanhas.

02/11. Cor amarelada da calçada nos regressares a casa.

03/11. A Nês a tomar conta de mim nas aulas, roubando-me o caderno 
para apontar algo que eu tinha resolvido não apontar 
mas que ela achou que me seria importante.

04/11. Tardes de aulas de APCA: só se aguenta com cafés.

05/11. Finalmente o grande dia chegou! 
Exposição individual do Arlindo, let's go!

06/11. É noite de tunas; é noite com (mais) amor; são noites aconchegantes.

07/11. Exaustão, parte I: dormir sobre a secretária.

08/11. Exaustão, parte II: não há ortografia que escape.

09/11. "Tira uma foto, Maria", "Maria, Maria, aproveita agora 
para apanhar o pôr-do-sol que não passa carro nenhum".

10/11. Bons dias com o olhar sob o jardim.

11/11. São Martinho em Oeiras e um cheirinho a Natal 
na companhia da Nês e da Rute; conversas cúmplices.

12/11. Derreter, derreter, derreter. 
Ter o melhor do mundo a meu lado, dando o melhor de si 
para me ajudar em todas as horas. ♥

13/11. "Como assim já só temos três semanas para 
fazer os trabalhos todos do semestre?"

14/11. Well... This is how masters works.

15/11. Homens da casa a construir um aquário de água salgada.

16/11. "Estamos dentro de uma nuvem" - dias de nevoeiro
(o dia em que o carro da Rute também avariou na Marginal)

17/11. Não há carro, não há atalhos... 
Mas não há impedimentos: quando se quer, 
quer-se. E vai-se; e faz-se por lá chegar. 
E, eventualmente, em algum momento, chega-se. ♥

18/11. ☀ Espalhar felicidade por todo o lado; 
because «home is where your heart is.» 

19/11. The town is full of lights. The world is light.

20/11. Era uma vez uma Lua que, de vez em quando, sentia frio 
e ia puxando uma mantinha... Então ia deixando, aos pouquinhos, 
de parecer Lua cheia, vendo-se apenas quartos dela.

21/11. Conseguir e nem acreditar, não caber em mim!!!
*feeling like the best girlfriend in the world*
Surpresa, surpresa on its way!... Sentindo a awesomeness de 
toda a associação de ideias que consegui fazer para mimar 
o meu amor a percorrer cada partícula de mim.

22/11. Aniversário do melhor pai do mundo. 
Ajudar nos preparativos; encher o bolo de bonitos 
(para um dia bonito também!).

23/11. Receber uma rosa surpresa do meu amor embrulhada
em jornal porque "és tímida, e por isso resolvi levá-la assim"
ter o coração cheio por o meu amor se ter deslocado de propósito à minha 
faculdade para me dar um beijinho e acarinhar-me assim, mesmo tendo de 
se escapulir para uma aula do seu curso, noutra lugar da capital, logo a seguir.

24/11. Porque as semanas são loucas, os meses passam
a voar, a vida traz trinta mil coisas e mais um par de botas e 
nós temos de saber lidar com tudo isso da melhor forma. 
Porque "os dia bons são para registar! Felicita-te por eles e 
agradece a quem à tua volta os ajudou a tornar assim"
Amizades para a vida? Sim, sim, sim!

25/11. Rossio de manhãzinha, deserto, deserto;
Rossio de manhãzinha de propósito, antes das aulas... 
Porque todos os caminhos vão dar a ti.

26/11. Dia de Zumba! Aos séculos que não dançava (já merecia).

27/11. Acendendo luzes por entre quadros negros; 
tirando pesos dos ombros sem massagens.

28/11. Rir-me graças ao namorado lindão. 
Sentir o apoio de quem gostamos e de quem gosta de nós.

29/11. Dia de filmagens. Sistémica e os filmes.

30/11. Ficar até depois de jantar na residência 
da Mimocas para tentarmos despachar um dos trabalhos de APCA.
Apaixonar-me pelo copo da Mimocas (olhem, olhem ele aí tão fofo!)

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

30. Parar

Pare tudo: menos o amor - e menos este amor que é a escrita. Que os sonhos e as suas letras se estendam para além do fim das frases.

Assim

29. Persistir (parte II)

(De facto pedi ajuda para a reta final da Caixa, e a mistura resultou nisto):

«A minha vida era boa, mas faltava-me algo... Algo importante - parte de mim. Tentei procurar e... nada. Quase ia desistindo dessa demanda - até porque, na verdade, há coisas que simplesmente se encontram, não é assim? Até que de repente, de facto, ele apareceu. Mudou o meu mundo... Foi-o mundando como nunca eu imaginara que podia ser mundado. Porém, por um lado, parte dele já pertencia a outra pessoa... a outra parte, por outro, era chamada pelo vazio; o vazio chamava por ele e o sentimento, apesar de secreto, persistiu. Tanto persistiu que ele um dia olhou para mim e viu mais do que uma amiga... Hoje pertencemos um ao outro - e sinto-me completa.»

29. Persistir

Por vezes persistir pode, e muito bem, significar desistir de uma parcela do esforço que estávamos a fazer - aquele que, a dada altura, vimos que não chegava. Persistir pode, por isso, passar por pedir ajuda... Ou, na verdade, persistir tratar-se de arranjar uma qualquer outra alternativa - uma que nos abra um outro trilho ou atalho para chegar onde queremos chegar. Peça-se ou não ajuda, o que é certo é que persistir implica, então, muitas vezes, reconhecer a nossa humanidade - as nossas limitações e as nossas forças - e então sim: tentar fazer algo com ela.

It's So Clear I'm in Love


"(...) Encontro coisas que me param"
(him, in this case);
por Sintra a 19 de dezembro de 2015.

28. Nenúfar

Encontrei um príncipe num nenúfar... E não: não foi por se tratar de um sapo encantado.
Encontrei um príncipe num nenúfar porque o príncipe que conheci deixa-se ficar sob a água; sob as plantas; sob a natureza. Encontrei um príncipe num nenúfar como podia ter encontrado sob um ramo ou uma pedra. Este príncipe posa olhos, ouvidos e coração junto da essência da mãe Terra e lá se deixa ficar - é efetivamente daqueles que andam pelas florestas.
Felizmente estava vestida de urso quando o conheci. Tê-lo-ei chamado à atenção por isso? *rindo*

27. Órfão

Ofereceu-me em pequena a minha mãe um ursinho de peluche, o ursinho Filipe. Contou-me que era um ursinho órfão, deixado para último na prateleira de uma loja, caído e esquecido. Claro que o adoptei de imediato como o meu urso preferido, levando-o para todo o lado. Aliás: segundo consta, até nas pastelarias me dava ao trabalho de escolher o pastel de nata mais queimado de todos, uma vez que achava, na minha cabeça, que nunca ninguém iria querer esse e depois o pastel ficava triste. 
E é assim a história de como evitei que muitos objetos e comida se sentissem desamparados no mundo.

26. Saltimbanco

Tim sentia que precisava de condimentar a sua vida. Então, pegou num banco de cozinha e, com ele, experimentou uma acrobacia. De repente, deu por si sendo
sal
Tim
banco.

25. Aurora

Ir a um dos pólos para ver uma aurora ao vivo e a cores, mas sendo possível voltar logo logo nos minutos a seguir para o quentinho de uma manta em casa, dado o frio que lá se deve sentir de congelar ossos, órgãos, articulações,... tudo e mais um par de botas, mesmo que estas equipadas com forro por dentro: sim, por favor.

24. Jardim

- Gosto de ver as trepadeiras a envolver os cantos das paredes de casa. É como se a própria casa fizesse parte da terra e se fundisse com o seu verde. É como se fosse possível que as casas florissem no meio de um jardim, tal e qual as árvores irrompem e crescem do solo da floresta.

Agasalhos de Inverno


(Quando programas esta publicação com séculos de antecedência para sair no primeiro dia de inverno aqui no blog, e passado umas semanas te enviam uma mensagem a dizer isto:)


(Caro inverno: escusas de tentar. Não tenho como ter frio. ☼♥☼)

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

"Um dia quero dançar contigo", disse-te


Por Mais Minutos Com Quem Amas

Amar é faltar quinze minutos para o comboio das cinco partir, estares presa no trânsito, pedires para sair a meio caminho e largares-te a correr. Amar é percorrer apressada uma distância ainda considerável enquanto notas a ameaça dos chuviscos a cair sob o vidro dos teus óculos; é não desacelerares o passo ainda que com o chão molhado da chuva e repleto de folhas de outono caídas por todo o lado, prontas para te lançar em derrapagem. Amar é chegares à estação em cinco minutos ofegante mas sã e salva, mesmo a tempo de apanhares o comboio a peito cheio. Amar é não quereres deixar a tua pessoa à espera nem um segundo e por isso não teres medo de desafiar de frente nada deste mundo ou do outro.

sábado, 12 de dezembro de 2015

Being in love with you feels like...

23. Jarro

Deu-me o meu amor uma rosa vermelha no dia vinte e três de novembro. Foi de propósito dar-me um beijinho e uma rosa ao fim do dia à faculdade, embora só se pudesse demorar não muito mais que dois minutos uma vez que tinha de ir para o curso dele a seguir. Claro que me derreti, qual sua menina princesa. Mal cheguei a casa dei com o facto de não ter um único jarro, pelo que improvisei um num copo de vidro alto. E ali a coloquei, a meu lado na secretária. 
Tive o cuidado de mudar a água da rosa todos os dias e de falar com ela, desejando-lhe carinhosos bons-dias ou avisando-a de quando me iria ausentar mais tempo de casa. Riam-se, achem tonto, mas não me arrependo: acreditem ou não, e à parte de uma pequena, gradual mudança de tonalidade em algumas pétalas, consegui que durasse duas semanas inteirinhas sem dar sinais de querer murchar. E o que é que (re)concluo daqui? O amor tem (mesmo) qualquer coisa de poderosa.

22. Melancia

Pintar a casa no verão e almoçar melancia, tal como ir fazer ski no inverno e lanchar sopa, será sempre uma das melhores combinações desta vida. Recomendo toda a malta à experimentação (e fico feliz perante outras sugestões que saiam da caixa).

21. Alfazema

Tal cheiro não o conheço - pelo menos, não identificado como tal. Como escrever sobre algo que não se conhece?
Ou antes: conhecemos, de facto, aquilo sobre que escrevemos?

20. Mindinho

Adoro a palavra mindinho. É fofa. Em consequência, gosto muito do dedo mindinho também. Sempre o vi como o mai' novo de toda uma família de dedos (hoje estão a levar um banho de tontices da cabeça da Maria, eu sei).

19. Formiga (parte II)

Confesso aqui, perante o mundo, que desde nova que olho para as poças de água em dias de chuva e penso "olha, uma piscina municipal de formigas!".

19. Formiga

Quem nunca salvou formigas de cair na piscina? Quem nunca tentou repô-las junto do carreirinho das irmãs? Nunca fui menina de brincar com insetos e, se se tratassem de outros que estivessem em causa, duvido que o fizesse... Mas estas duas ações faziam-me crer no heroísmo dentro em mim.

18. Jasmim


Acabei de descobrir que gosto de jasmins e decidi que, se alguma vez tiver uma casa com jardim, quero um cantinho repleto delas. Chamem-me foleira, o que quiserem - mas julgo que dão um ar mais harmonioso, suave, sonhador, ao espaço envolvente.

17. Dedal

Vista a minha pele um dedal enquanto coso um peluche e nem por isso me impeço de me picar. Vista eu uma armação de ferro enquanto luto por uma boa causa e nem por isso consigo prevenir-me de sentir golpes. Acreditasse eu na possibilidade de total proteção e aí seria de facto vencida.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Na Caixa de Correio Eletrónico Logo pela Manhã


Tenho a madrinha mais fofa do mundo e arredores!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Apontem Aí:

Das Aulas Potentes, Parte 41399348219

BV: - O que importa não é que se saiba dizer não aos outros mas que se saiba dizer sim a si próprio.

16. Novelo

Novelos lembram-me a minha bisavó; lembram-me as suas mãos tricotando camisolas de lã, como se de lãs também se tratassem - e tratavam, não fossem elas macias e quentes.

15. Ouriço

Temos de aprender a ser ouriços cacheiros: quando ser fofo e quando levantar os espinhos.

14. Sapateado

Atenta aos tacões dos teus sapatos; atenta se há firmeza ao tocares o chão, pois só assim conseguirás dançar no barulho que farás.

One Day Dream