sábado, 31 de outubro de 2015
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
Devo Andar a Passar Demasiado Tempo no Quarto
Mãe: - Pergunta à mana como é este fim-de-semana.
Maria (ouvindo do quarto o pedido da mãe vindo da cozinha): - Ainda não sei. Mas devo estar com vocês.
Mano: - A mana diz que não sabe e que tem muito que fazer.
Maria: - Não. Eu disse que não sei mas que devo estar com vocês.
Mano: - A mana diz que não sabe mas que tem de estudar os tpc's... Ahn?! É melhor eu ir aí ao quarto, mana.
domingo, 25 de outubro de 2015
25. Janela
Maria: - Está quase. (...) A pressão pode estar a pairar pelo ar; por outro lado, a promessa de inteira liberdade também - é uma questão de ires contrabalanceando as perspetivas conforme aquilo que no momento funcionar melhor para ti para avançares. Então, bate as asas; vai batendo, porque a janela vai-te ser aberta muito em breve.
- de 24 de outubro para 25, porque voar é algo a tentar sempre que for isso o que queremos alcançar.
24. Vela
A chama está acesa. Seja vela, seja labareda, há fogo na luz e luz no fogo. Se é grande ou pequena não interessa: interessa que na chama há fogo na luz e luz no fogo. Grande ou pequena, conseguir a harmonia entre ambos será o que nos aconchega e ilumina. Grande ou pequena, importa que não queime nem cegue.
22. Provar
O melhor da instabilidade e da incerteza é sentir que não me tenho de provar capaz de ultrapassar obstáculos. Não tenho de mo provar porque, antes de mais, sendo humana, não tenho a obrigação de conseguir ultrapassar tudo - nem à primeira nem à octogésima vez. Além disso, não sinto que falte coisa alguma a provar: sinto-me confiante de mim. E, quando me digo confiante, não me digo super-mulher... não. Digo-me antes alguém que se sabe dona de si. E, assim, alguém ciente de que, vá por onde vá, há de ter um punho na mão e uma língua à porta dos lábios, prontos para tomarem a sua quota parte de controlo e colocar as suas palavras nas batalhas.
21. Dedicatória
A dedicatória mais profunda que farei e que me farão, será aquela que não escreverei nem me escreverão.
20. Curiosidade
A curiosidade humana é tão gira... Desculpem, mas não consigo deixar de me rir ao pensar nisto: contaram-me do caso de um rapaz que já desde há anos que inventa trinta mil coisas para tentar "dar um olhinho" na rapariga do andar de cima a fazer yoga (uma vez que a acha para lá de gira - vocês entendem). Ainda nada resultou, pelo que a última ideia que lhe surgiu, assim num ato de doidice completa, foi comprar um drone para experimentar instalar uma mini câmara fotográfica. Não sonho como raio é que ele pretende fazer isso sem ser apanhado (acho impossível), mas toda a persistência e delineação de planos por ser uma panca tal diverte-me tanto, tanto. O moço está mesmo decidido. Estou a dizer-vos: ele tenta há anos sem sucesso, mas a curiosidade não o deixa em paz de maneira nenhuma. Ahh.
19. Cautela
Cautela, o bebé da calma e do medo. Mas fica a questão: sairá mais à mãe ou ao pai? Isso dependerá do caso, não é?
18. Voga
As cores em voga na moda deste ano são as cores escuras e, no entanto, encontrar um casaco preto de meia-estação (que andava a precisar já desde o ano passado) foi-me uma missão quase impossível. O que mais há são daqueles blusões tipo motoqueiro que toda a gente usa, mas eis o problema: até gosto de ver nos outros, mas não me identifico nada vezes nada com o estilo. Ao fim de muitas horas de frustração, lá encontrei um primo em segundo ou terceiro-grau dos blazers que me pôs logo com outro ânimo ao vesti-lo: adorei-o. Pronto, assunto resolvido. Custou mas foi.
17. Verde
Ver os teus olhos esperançados será como que uma confirmação da sua cor. E não deixo de pensar no quão ora forte, ora frágil, e no entanto sempre bonita, essa metáfora pode ser.
16. Apaixonar
Achei que as pessoas se apaixonavam na primavera e que os amores aqueciam com a chegada do verão; e que, por tudo esfriar com o aproximar progressivo do inverno, pouco ou nada poderia crescer com o avançar para essa época. Depois mudaram as estações, chegou o outono, e percebi que afinal das paixões mais bonitas que existem são aquelas que, quando tudo o resto muda e cai, se erguem inabaláveis.
15. Olhar
Um dia olharam-me o rosto com as mãos; fecharam os olhos e olharam-me cada pedaço do rosto com as mãos - cada linha, cada curva... E eu então pensei que estamos demasiado habituados a usar o nível um da visão, ignorantes de que há muitos, muitos mais. Usar apenas os olhos para olhar deixa escapar tanta, tanta coisa...
14. Turbilhão
No meio de um turbilhão, é fácil olhar o que está ao longe no mar em que se navega e achar que se vê um tubarão... quando afinal é só uma rocha. Tudo bem: é uma rocha, e portanto um possível empecilho na nossa rota; porém, não nos vai atacar mal sangremos das feridas provocadas pela tempestade. Há nos turbilhões a tendência de extremar a realidade - fazê-la dentes afiados, a nadar a toda a velocidade na nossa direção, quando é apenas dura e, aliás, contornável por um lado ou por outro.
13. Sarcasmo
Por muito que entenda o sarcasmo ou ironia nas palavras, não consigo deixar de questioná-las como tendo-os mesmo à mistura, não vão as pessoas estar a falar a sério e eu não as acredite. Claro que, como se pode imaginar, ao pensar desta maneira sou o alvo mais fácil e tentador das brincadeiras entre amigos... e assim torno a vida de toda a gente uma animação; até a minha, pois rio-me junto com todos ao notar as parvoíces com que volta e meia quase me convenço.
12. Uno
Joguemos ao uno: tentemos ser os duplos que somos, sentados ora frente a frente ora lado a lado, e, no entanto, um só - por caminharmos para a mesma vitória.
10. Rol
Por entre um rol de artigos para ler, tem também havido um rol de pensamentos em simultâneo; daí, descobri que a música é uma ajudante preciosa para reencontrar um foco. Silencia nem que um pouco todos os outros barulhos, tanto externos quanto internos.
09. Bisar
(Não) lamento: o verbo bisar trata-se, na verdade, do verbo mentir. Repetições são falácias, pois tudo é novo nem que por num novo segundo.
08. Ricochete
Leio a palavra ricochete e vem-me toda uma cena de cowboys ao pensamento. É a minha cabeça a ir do leste ao faroeste.
sábado, 24 de outubro de 2015
Das Boas Ausências
Tenho sido engolida pelo curso e pelo amor. Espero encontrar um pedacinho deste fim-de-semana para escrever por aqui mas, se não encontrar, fica o aviso de que vivo e que já me adverti que as letras têm de me voltar depressa à ponta dos dedos, que delas também já tenho saudades.
terça-feira, 20 de outubro de 2015
domingo, 11 de outubro de 2015
07. Pé de vento
Eu bem que me contive para não fazer um pé de vento na escola de condução até agora. Tentei ser compreensiva e paciente com todas as situações que me foram apresentado como desculpa para a impossibilidade de marcar mais aulas na rua até hoje. Mas já enchi o saco. Faz hoje exatamente um mês desde que fiz o exame de código e num mês ainda só tive cinco aulas. Cinco. Uma por semana - na semana passada duas no mesmo dia -, quando na semana antes do exame de código, como era obrigatório eu ter x aulas antes de o fazer, não houve dificuldade nenhuma em marcarem três numa só semana. Esta semana que vem não tenho nenhuma - o instrutor vai de férias outra vez, alega a senhora da secretaria. Está. Esperem só até sexta-feira à tarde quando lá for pessoalmente marcar as próximas aulas. Se me vierem com porcariazinhas outra vez, e ainda para mais usarem o meu horário de disponibilidades como desculpa como já tentaram fazer para ver se pegava (porra, vão-me dizer que marcando eles aulas das sete da manhã à meia-noite e tendo eu quinta, sexta e sábado totalmente livres que não me conseguem encaixar em lado nenhum?), venha daí o livro de reclamações. Sou boazinha q.b., até gozarem com a minha cara por acharem que isso também significa que nunca vou exigir os meus direitos. O mal disto é já ter a carta toda paga, quanto é que apostam?
06. Pizza
Um ciclo, sendo um continuum, também se faz de fases - tal como uma pizza também pode ser vista pelas suas fatias. Um faz parte do outro.
05. Arestas
Não se lima arestas com fieldade cega à pressão, ou corre-se o risco de deixar o trabalho nem que um milímetro a meio de atingir aquele que seria, para nós, o seu ponto de perfeição. Não digo que haja efetivamente uma medida perfeita passível de se atingir; mas se há algo que pode, muito bem, permitir-nos aproximarmo-nos dela será a arte da calma. A técnica da ponderação. Alguém já viu um oleiro de sucesso sem pensar intrinsecamente no que faz?
04. Sanidade
Que se acabem os mitos de que as pessoas sãs não têm, por vezes, laivos de insanidade. O que importa é, talvez, saber repôr o equilíbrio.
03. Verniz
Adoro pintar as unhas. Sofro é quando as pinto bem cedo durante o dia, e até as deixo secar bem antes de pôr a top coat, mas na manhã seguinte acordo com o verniz cheio de amolgadelas na mesma. Não entendo. Ou melhor: na minha lista de compras mental já registei "experimentar comprar outra top coat".
02. Universo
Uma premissa que ainda aceito quanto à vida é de que tudo no Universo é energia. Faz-me sentido, tanto do ponto vista espiritual quanto científico.
sábado, 10 de outubro de 2015
sexta-feira, 9 de outubro de 2015
Sabem Aquela Fantasia de Miúdos de Ter um Fim-de-Semana Maior do que a Semana?
Ainda não disse: tenho aulas três dias. Três - segunda, terça e quarta. São dias para morrer, super intensos; mas diverte-me chegar a terça-feira e pensar, literalmente, "estou a meio da semana". E vamos lá ver: estes quatro dias sem aulas dão um jeitão enorme para adiantar trabalho e fazer tudo o que de resto tenho para fazer.
domingo, 4 de outubro de 2015
01. Rumo
Outubro começou sem rumo certo. Não tem de ser mau, pois não? Outubro obrigou-nos a encarnar os aventureiros e exploradores que tanto almejamos ser um dia, ao navegar mundo fora.
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
"Caixa das Palavras" de Outubro
[ dia 1 ] - rumo
[ dia 2 ] - universo
[ dia 3 ] - verniz
[ dia 4 ] - sanidade
[ dia 5 ] - arestas
[ dia 6 ] - pizza
[ dia 7 ] - pé de vento
[ dia 8 ] - ricochete
[ dia 9 ] - bisar
[ dia 10 ] - rol
[ dia 11 ] - interpretar
[ dia 12 ] - uno
[ dia 13 ] - sarcasmo
[ dia 14 ] - turbilhão
[ dia 15 ] - olhar
[ dia 16 ] - apaixonar
[ dia 17 ] - verde
[ dia 18 ] - voga
[ dia 19 ] - cautela
[ dia 20 ] - curiosidade
[ dia 21 ] - dedicatória
[ dia 22 ] - provar
[ dia 23 ] - prático
[ dia 24 ] - vela
[ dia 25 ] - janela
[ dia 26 ] - nexo
[ dia 27 ] - valsa
[ dia 28 ] - adocicar
[ dia 29 ] - sem cerimónia
[ dia 30 ] - sangria
[ dia 31 ] - pé de meia
Setembro foi...
01/09. Estar ansiosa como o raio.
02/09. Corridas junto ao mar (nunca me canso).
03/09. "Os Pedros"! Agora o nosso bar tem um nome!
Oh, que belo retorno dos senhores
Pedros do bar da faculdade (abaixo para sempre
o serviço anterior de substituição!)...
04/09. Matar desejos de fast-food, versão veggie:
05/09. "Comprenez bien, je vole" ❤
06/09. O dia em que cheguei a casa e a minha
mãe me espalmou uma massa de bolinho no nariz
ao me abrir a porta. Já se percebe parte da minha doidice, não já?
07/09. Os sites de testes alegam que já estou preparada...
Vamos lá, exame de código!
08/09. O meu caderno novo para o mestrado,
todo pimpão e enfeitado por mim.
09/09. «Uma imagem vale mais do que mil palavras»,
pois vale. Dos sítios bonitos, das memórias bonitas.
10/09. Começar a arrumar o quarto a fundo.
Reorganizar o armário.
11/09. O dia para que tanto me andei a preparar.
Fazer tempo até à hora do exame de código
e os nervos à flor da pele. Ficar uma hora e meia à
espera porque me disseram que estava marcado para
uma hora mais cedo do que realmente estava.
Acalmar... e passar!
12/09. Passeio noturno por Sintra com o pai e a madrasta.
13/09. Gostar de uma casa branca ao fundo da rua.
Imaginá-la uma casa digna de um filme, de um livro. De uma história.
14/09. Dos regressos e dos recomeços em força.
De volta à faculdade, para junto da Madalena, da Francisca e do...
(não me recordo do nome que a Necas lhe deu).
15/09. Dias gordos (isto tem de voltar a acalmar).
16/09. "Quando chegares ao mestrado vês." Poooooois...
17/09. Convívios junto à marina.
18/09. Manas sendo felizes com o melhor bolo de chocolate
de sempre (um crime de bolo).
19/09. Dia de artigos, organizares de agenda, vernizes,
e rabiscos de alma.
20/09. Começar a ver Star Wars com o mano pela
primeira vez e gostar.
21/09. A outra Maria deu um sugo a esta!
Aos séculos que não comia um. Doces lembranças.
22/09. "(...) if one only remembers to turn on the light."
(Jantar com o Fon e a Tchiquipi).
23/09. Um Google veggie (mesmo que, no fundo, tenha
apenas tentado ser outonal).
24/09. Folhagem de outono e nostalgia outonal.
Camuflagens. Mudanças de pele.
(A caminho da exposição do Arlindo).
25/09. Estudar a ouvir música, parte I.
26/09. Estudar a ouvir música, parte II.
Chegar à parte da bibliografia do artigo e, ao mirá-la, pensar
"com esta banda sonora, é como se estivesse a olhar para os créditos
de um filme a subir tela acima."
27/09. Inventar. Puramente inventar e reinventar.
28/09. Reconfortar o cansaço com gordices (pronto, agora é
que já chega mesmo. Setembro foi um mês de desgraça).
29/09. Quando a noite se estende para o dia...
30/09. Estar cheia de saudades do Jorge, esse fugido na Escócia.
Achar a publicação feita pelo Jorge a coisa mais engraçada de sempre
quando chego à parte dos extraterrestres como justificação para a publicidade.
Ficar parva de contente com o que me foi assegurado pela Catarina.
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