sexta-feira, 31 de julho de 2015

Novidades

Regressei a Portugal faz um par de dias e trago coisas de que quero falar, mas como de momento não tenho o PC comigo e dado que não gosto de escrever via telemóvel, peço mais uns dias para então relatar tudo como pretendo. Porém, conto já as últimas em resumo: estive em Cuba, mais espeficicamente em Cayo Coco, tendo ainda parado de visita em Cayo Guillermo e Pilar - lindo, lindo, lindo. Mais: já é do meu conhecimento a nota da faculdade que me faltava e... estou, oficialmente, licenciada! Venha setembro e o mestrado com ele.

domingo, 19 de julho de 2015

Vou ali viajar e para vinte e poucos estou de volta

Até já.

19. Soja

Comer soja fora de casa é uma aventura tal que por vezes pode mesmo deixar-nos a sentir um nó no estômago. Vão por mim: soja ou é bem cozinhada ou não presta. Registe-se o mesmo quanto ao seitan e ao tofu.

19. Mitologia

Eu sei que hoje pensei no filme do Hércules da Disney... Eu sei, eu sei!... Só não me recordo em que momento nem porquê. Só pensar já conta para o desafio da Caixa, não já? É que o filme do Hércules mete mitologia grega à mistura. E por isso lembrei-me de o referir aqui.
Ah, e escusado será dizer (visto que é de mim que estou a falar) que, quando tal nos era exigido e no que respeita a deuses disto e daquilo, me usufrui do filme da Disney sempre que possível enquanto analogia para os estudar, não é?

sábado, 18 de julho de 2015

18. Simetria

Quer-se simetria entre a simetria das mãos artistas e a assimetria das obras que daí resultam, parece-me... Porém, posso estar a ser completamente assimétrica em relação à realidade neste assunto. Nessa arte de ser crítica de arte (em particular da que vem em pintura, ilustração, escultura ou arquitetura) não tenho pinta nenhuma para dar e vender. Só de mim para mim - só aí é que sou capaz de dar e vender seja o que for. Retiro das obras algo completamente subjetivo e recriativo - de mim para mim, o que é que aquilo me diz ao íntimo - e é só.

18. Apetência

O meu mano anda com apetência para cozinhar, cozinhar e mais cozinhar. Já reuniu um bom par de receitas. Eu achei que também era altura de começar a aprender mais qualquer coisinha, então, há dois ou três dias, grelhei bifes para ele jantar - porque para mim, vegetariana, como devem perceber, não eram de certeza. Ontem já me vinguei dos bifes e fiz tofu e, hoje, legumes salteados. Minhami.

Do Quarto Ano

Ainda não sei se acabei oficialmente a licenciatura (falta uma nota, uma notinha) e já saíram os horários para o próximo ano letivo. O meu drama vai ser escolher uma optativa, estou mesmo a ver. Nem todas dão para escolher por causa do horário das cadeiras do meu núcleo de mestrado e, das que dão, sinceramente não há nenhuma em particular que me puxe.
Bem... Começo a pensar nisso mais a sério para meados de agosto.

sexta-feira, 17 de julho de 2015


17. Virtude

Pensar duas vezes para poder sentir, também, duas vezes - aí encontro a virtude: na capacidade de pôr de parte as primeiras impressões, não as assumir logo como as únicas impressões possíveis pois, na verdade, ainda é possível formar as segundas. Vejo virtude nessa vontade de compreender e conhecer melhor a pessoa antes de assumir seja o que for que ela seja devido a um par de atos ou palavras isolados, momentâneos, completamente desconectados de tudo o resto para quem está de fora. Vejo virtude nos olhares de fronte face aos olhares de lado - que saem mesmo (tantas, tantas vezes) completamente ao lado.
Podemos dar-nos a oportunidade de pensar e sentir melhor os outros? Pensar-lhes e sentir-lhes as singularidades, os percursos, os objetivos e os sonhos? Saber-lhes e estimar-lhes as feridas, as marcas, as cicatrizes? Reconhecer-lhes os talentos, os esforços e as vitórias? As lágrimas e os sorrisos? Sabê-los pele, carne, coração?
Podemos dar-nos a oportunidade de pensar e sentir melhor os outros e, quiçá, deixarmo-nos apaixonar?
Há coisa melhor que apaixonarmo-nos uns pelos outros?

17. Coração

Sigo o coração e assim chego ao teu - simples assim. Não há forma de chegar ao outro a não ser pelo coração. Todas as chegadas por outras vias são frágeis farsas - ficam ali especadas, sem conseguirem adivinhar como avançar mais fundo. Por uma qualquer onda de sorte até podem conseguir bater à porta; podem, até, entrar... Mas mais cedo ou mais tarde acabam repelidas. Não há máscara que aguente a sensibilidade do coração, mestre na verdade. Na verdade de cada um, é claro: o genuíno não é mais que uma qualidade do que é único.

16. Robô

Arlindo: - O Leonardo da Vinci, naquela altura, já tinha inventado um robô em forma de humano. Trabalhava a corda. Por isso é que eu digo que o século XX não se destaca particularmente por se ter inventado ou criado alguma coisa de raiz. O que surgiu foram maioritariamente aperfeiçoamentos, evoluções, alterações.

- conversas a 16 de julho de 2015. E a palavra do dia ei-la ali certeira.

16. Acabar

Para voltar, deixemos as despedidas por acabar.

15. Se

Cansei-me - não de todos - mas de ses em demasia se vida só tenho uma.

15. Voluntário

Não sei se alguma vez disse no mundo da blogosfera. Se não, digo-o então: o meu trabalho voluntário de sonho é ser palhaça na Nariz Vermelho. Mas são precisos tantos pré-requisitos que não sei se alguma vez o conseguirei. À parte disso, sei que quero muito manter o voluntariado na minha vida e, se possível, ligado a crianças e/ou a animais - ou não seria a alegria deles que sinto que mais me preenche as lacunas dos dias.

Sem título, pois ainda não percebi as coisas muito bem

Não sei o que o mundo quer. Têm acontecido tantas coisas inesperadas... a mim, aos que me rodeiam... 
No fim de contas acho que se chama viver; ir vivendo. E tem mesmo de ser assim. Só faz sentido ser assim.

(As letras estão pequeninas. Parece propositado.)


- H. Kiesse in Paradoxos

quarta-feira, 15 de julho de 2015

14. Salpicão

Ontem foi mesmo dia do salpicão. Vinha eu a voltar para casa de uma aula de código e vejo o caminho pelo qual tenho obrigatoriamente de passar a pé a ser inundado pelo vento com toda a água do sistema de rega. Passei a correr... Foi o banho mais rápido da minha vida. Quais salpicos, quais quê.

14. Conquistar

- Conquistaste-me. Agora que te fizeste rei em mim, sinto um amor todo-o-terreno e nele construo castelos à vontade.

13. Sentimento

Materialização autêntica de sentimentos: fazer (em vez de comprar) prendas a oferecer às pessoas.

13. Lua

Noites de verão a falar com a Lua: já tenho saudades. Não têm havido grandes noites de verão. Quero dizer, que há noites e que é verão claro que sim... Mas não são noites de verão verão, entendem? Faz frio. Não dá para estar à varanda sem casaco.

And I don't really care if nobody else believes 'cause I've still got a lot of fight left in me


«Like a small boat
On the ocean
Sending big waves
Into motion
Like how a single word
Can make a heart open
I might only have one match
But I can make an explosion

And all those things I didn't say
Wrecking balls inside my brain
I will scream them loud tonight
Can you hear my voice this time

This is my fight song
Take back my life song
Prove I'm alright song
My power's turned on
Starting right now I'll be strong
I'll play my fight song
And I don't really care if nobody else believes
'Cause I've still got a lot of fight left in me

Losing friends and I'm chasing sleep
Everybody's worried about me
In too deep
Say I'm in too deep
And it's been two years
I miss my home
But there's a fire burning in my bones
And I still believe
Yeah I still believe

Now I've still got a lot of fight left in me»

12. Assistir

Parte uma perna, dizem. Às vezes os acidentes fazem mesmo parte do espetáculo, pelo que se assistires à tua própria queda enquanto tentas que tudo corra pelo melhor não te esqueças disso. Não sejas demasiado duro contigo mesmo: não deixes de te levantar e aplaudir no fim.

12. Sonhar

Sonhar: a palavra de ordem dos últimos tempos e de quem muito Maria é.
Assim - e simplificando -, conto aqui, agora e a todos que os dias têm tido muito de mim. E que então os meus sorrisos parecem nuvens de dias soalheiros e de poucas aragens: demoram a passar.

sábado, 11 de julho de 2015

11. Visual

Visual de hoje: casamento.  Parabéns ao Carlos e à Andreia!

11. Seis

Seis segundos a olhar fixamente o outro e já está: os envolvidos nessa troca, nessa visão em túnel partilhada, percebem logo que algo se passa - e, se não se passa, começa a passar-se. Ou se assustam e incomodam os ditos cujos, ou sentem florescer um maior interesse pelo outro sem se saber bem explicar porquê.
Bastam seis segundos - seis segundos, e às vezes nem tanto - e toda uma impressão acerca do outro que nos olha e que olhamos muda.

10. Sopro

Das melhores sensações do mundo: depois de um dia inteiro a descortinar amor em cada recanto da cidade, sentares-te em silêncio só a sentir o leve sopro do vento e a luz morna, típica do pôr do sol a tocar em ti.

Satellite

10. Risco

Arriscou, sob todos os riscos, pisar o risco. Seria arisco?

09. Moderar

Os condutores são aconselhados fortemente a moderar a velocidade, adaptando-a às situações. 
Falo dos dos carros e dos da vida.

09. Sensacional

Diz que dar mergulhos no mar à noite, desnudados, é de uma liberdade sensacional. Nunca experimentei, mas admiro as pessoas que, entre estas e outras coisas, se permitem a pequenas loucuras aqui e ali sem, no entanto, nunca perderem a integridade. Tenho debatido isto em muito com as minhas pessoas: porque não ser loucos se inteiros na mesma? O truque assemelha-se-me cada vez mais o equilíbrio: desde que se tenham os valores no sítio e não os deixemos escorregar de verdade e à grande, está tudo bem em fingir-mo-nos ou sermos mesmo, por um bocadinho, inofensivos escorregas.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Tarefa contínua e vitalícia

08. Riscas

Ia dizer-vos: "as únicas riscas que alguma vez, muito muito provavelmente, ver-me-ão usar, serão as que forem acidentalmente feitas pelas canetas na minha pele." Só que depois olhei para o meu pijama e vi que tinha riscas. 
Há que riscar esta deixa da lista.

Pelo menos em termos de interpretação, (re)organização e significado

08. Rever

Devíamos rever com amor. Devíamos - mas nem sempre o fazemos. E assim somos ingratos para connosco, para com os outros,... Para com a nossa vida inteira, na verdade. Sim, sim! Sem exageros: para com a nossa vida inteirinha - para com memórias do passado, para com o momento presente, para com todas as potencialidades de futuro.
Pelos mais diversos motivos, sujeitamo-nos a reatender situações e rostos que o sujeito que somos, na verdade, não queria nem quer atender. Se pudesse - se isto ou se aquilo (isto é: se esta ou se aquela des-culpa) não estivessem lá - o sujeito que somos tomava o controlo que é seu por direito e dever. Tomava-o e desligava a chamada que sente chamá-lo em vão - mais no caminho do vazio do que do preenchimento próprio.
Pergunto: porque é que ainda nos sujeitamos a rever coisas completamente desapaixonados delas? Que vamos nós retirar dessa nossa nova revista, afinal? Para quê visitar algo uma vez mais, se o olhar pesa e se fecha, mais do que tem vontade de se abrir para se encantar? Para quê? Se tudo o que o olhar quer é mesmo pesar e fechar-se perante a revisão, para então sonhar outras visões?

07. Relógio (parte II) // 07. Retumbante

- Que som retumbante preferes ouvir no tempo? O do pulso? Ou simplesmente o do relógio que levas ao pulso?

E assim me apaixonei por Ondjaki e mais um bocadinho pelas pessoas

07. Relógio

Ainda há pouco me queixava para com os meus botões do barulho do tic-taquear de um dos meus dois relógios de pulso. Deixo-o sempre a repousar dentro do armário, ao qual por norma fecho as portas para não o escutar e assim todos (entenda-se: eu e ele) descansamos das pressas do dia a dia. Hoje deixei as portas abertas e ele ali a falar que era uma coisa que não se podia, ainda por cima num compasso tão previsível, tão monocórdico, arg (penso que todos sabemos o quão chato é sentir os sons a despejarem-se monocórdicos aos ouvidos durante horas a fio). Eis que resolvi ignorá-lo e então direcionar a atenção para outros aspetos da minha vida, uma vez que não me apeteceu levantar-me para fechar propositadamente o armário. Ora: já não vos sei dizer muito bem porque comecei nesta busca, mas pus-me a ouvir vídeos do Ondjaki a falar; quis conhecê-lo. Quando voltei a chamar-me à Terra, caí em mim: acabada de sair de um tal estado de absorção e encanto (vamos ser sinceras: ainda não saí de estado de encanto nenhum), perguntei-me "que é feito do som de fundo do relógio?" e já não era capaz de o escutar. Não durante um par de segundos. Incrível como perdemos mesmo noção do tempo, uhn? Em todos os sentidos (até no auditivo).

segunda-feira, 6 de julho de 2015

(Não resisto em publicar: eu chapada)

06. Espelho

- Espelho meu, espelho meu: quem sou eu? - questionou-se, procurando refletir em qual é que era o seu reflexo.

06. Festa

Os cães são expressão de autêntica pureza em amor. Ela está atrelada ao ato de uma mera festa no pelo: esta traduz-se numa autêntica festa de lambidelas, abanares de cauda e olhares de uma meiguice imensurável logo logo no milissegundo imediato.

domingo, 5 de julho de 2015

Ciência a Ser Brutal

05. Prontificar

Ele a prontificar-se para ceder a tudo para primar pelo bem-estar de quem ama: ele a prontificar-se para não se amar a si. Ele a prontificar-se para deixar todos os planos e decisões inteiramente nas mãos dos outros: ele a prontificar-se para se desresponsabilizar pela sua voz.

05. Ignorar

Conheço pessoas que não falam de determinados assuntos ou acontecimentos; alguma catástrofe ou ocorrência mais controversa preferem ignorá-las - fingir a sua inexistência... O que a meu ver é só parvo, porque no caso de alguns, na calada, são-lhes gritos e confusão que, se saíssem da mente para fora, poder-se-ião resumir apenas a um par de escassos segundos ou minutos de expressão intensa que, por fim, acabaria por acalmar (se não mesmo cessar).

sábado, 4 de julho de 2015

(For All You Know) You Have One Life. Live It Well (Parte II).


If you want your life to change, put dreams into plans and fight for them



Simple. Whatever for the rest.

Don't quit life or adversities: face everything of it



Duas notas rápidas:

Para compensar os atrasos todos, vou publicar cada dia da Caixa das Palavras de julho com o dia que lhe é respetivo na Caixa das Palavras de junho (um pouco à semelhança daquilo que fiz no verão passado, em que aglomerei as palavras de junho, julho e agosto num só mês).
Segue, também, uma coleção de imagens que de uma forma ou de outra me acompanharam durante o mês de junho - isto por traduzirem, em muito, a grande maioria dos pensamentos e estados de espírito que foram estabelecendo reinado em mim.

04. Usufruir

Usufruir em grande da tua vida passa pelo Carpe Diem. Mas um Carpe Diem q.b.atenção!
Sempre que puderes, faz o que queres ou faz por fazeres o que queres - mas sem nunca te esqueceres da tua integridade e dos teus valores. Todos nós queremos muito aproveitar ao máximo enquanto cá estamos - realizar sonhos, objetivos, pequenos desejos, surpresas e aventuras; experimentar as mais variadas coisas da forma mais cheia possível... No entanto, não convém que te esqueças completamente do resto do mundo nem de ti no resto do mundo; no resto dos dias.

04. Sobremesa

Qual a melhor sobremesa de verão para estar sobre a mesa? Gelado ou melão. Melão ou gelado. É mesmo mesmo mesmo muito isto.

03. Porta

- Que porta comporta a minha tão sonhada rota?
- Não é tanto isso que importa, mas sim a forma como, ultrapassando toda e qualquer porta, o senhor suporta e transforma a presente rota.

03. Traje

Percebes que associavas em muito o teu traje académico à Praxe quando deixas de fazer ativamente parte dela; quando, então e entretanto, sempre que trajas por algum motivo de ordem maior, já não sentes a mesma coisa. De início, até estranhas o traje. Porém, conforme o tempo vai passando, vais percebendo o que andaste a perder e que a associação traje-Praxe que fazias fica completamente arrecadada para um canto em comparação ao motivo de ordem maior que então te leva a envergar a capa aos ombros naquele dia. 
Comecei a aperceber-me de todas estas coisas mal me afastei voluntariamente da Praxe, apesar de ter bem assente desde os primeiros momentos da minha vida académica a distinção entre trajar e praxar - que diferentes significados se subentendem num e noutro. Juro, sempre pensei que dava muito mais significado ao traje do que à Praxe em si, mas percebi rapidamente que não conseguia ver um sem o outro e que, quando o tentava fazer, provocava em mim a sensação de algo estar incompleto. Logo entendi porquê: vivi, efetivamente, muita coisa na e graças à Praxe e, na maioria das vezes que trajei, foi sempre em dias de Praxe. Assim, nunca tive (nem dei) muitas oportunidades a mim mesma para explorar o significado do traje e da Praxe em separado.
Hoje, se me questionar acerca deste assunto, as coisas já estão diferentes. Se vivi muito na e graças à Praxe? Sem dúvida (já o disse). Mas o que acabou por me ficar de forma mais perpétua desses tempos idos não foi nem o espírito de caloira nem o de praxante. Se foram reais na altura? Sim; marcaram-me imenso, fizeram-me todo o sentido, e devido a eles comecei e acabei muitos dias a sorrir, preenchida com os mais bonitos sentimentos e recordações, cheia de garra e de vontade de mais - não há como negá-lo. Contudo, não sou menina para voltar a nenhum desses momentos... não atualmente. Não por ter deixado de gostar da Praxe - quando "saí" dela o meu coração ainda lá se enquadrava em muito -, mas porque cheguei a uma altura da minha vida em que comecei a interessar-me por fazer tantas outras coisas aos níveis académico, profissional e pessoal que a Praxe deixou de encontrar lugar nos meus horários e agendas. O tempo foi passando, passando, e todas as coisas que eu conhecia da Praxe acabaram por ir sofrendo alterações por quem por lá se manteve. Então, quer eu o quisesse, quer não, deixei de me identificar. Por completo. E todas as vezes que, a partir daí, voltei a trajar, foi devido a outros motivos: desde a defesa de tese da minha madrinha, passando por ir ao TUIST com a Necas, até chegar ao jantar de entrega das fitas à Rute, que vai estudar e viver para fora. Estou aqui a falar de três pequenos momentos a título de exemplo - apenas três pequenos momentinhos sem qualquer Praxe à mistura e que, no entanto, tiveram tantos, mas tantos quilos de amor, carinho, amizade e cumplicidade associados, que me basta pensar nesses três (ou em apenas um deles) para visualizar, de forma clarinha clarinha clarinha transparente, a completa desvinculação simbólica entre traje e Praxe a acontecer dentro de mim. E sabem? Sabe tão bem.

A que sabe o Traje?
Sabe bem,
Sabe ao melhor que tem!
(A minha capa então... ♥)

02. Desejo

Para ti, mundo, um céu cheio de estrelas no centro de todos os teus olhares.

02. Sem par

Se antigamente, quer a pessoa pretende-se ou não enamorar-se e casar-se, acabar sem par seria visto como uma vergonha - uma razão mais do que justa para com um profundo lamento sentido pelo próprio e pelos seus -, atualmente ir ao baile para dar um pézinho de dança e ser capaz de fazer a festa toda sozinha, sem se importar nem um bocadinho por assim o estar, é algo de louvor numa pessoa. E quem diz baile diz dar um pézinho de dança em qualquer área da vida.

01. Maturação

Fazer com que algo dê frutos é fácil... Já ter paciência para os deixar amadurecer nem tanto, nem sempre. Há fomes demasiado vorazes para conseguir conter, para conseguir reter a esperar.

01. Volúpia

Quase todo - se não todo - o tipo de dança.
Tenho uma ferida na dobra do calcanhar, fi-la da última vez que fui ao ginásio. Estava a usar daquelas meias pequeninas, e então eis que uma delas me foge para debaixo do pé. Conclusão? Fiquei com o ténis a roçar na pele. Conclusão II? Agora dói-me a dobrar o pé. Conclusão III? Não consigo calçar ténis, por isso ir ao ginásio "chapéu"
Cara cicatrização, seja bacaninha e despache-se lá a curar a dita mazela que a Maria quer começar a treinar à séria para a mini-maratona de outubro, sim? Pode ser?

quinta-feira, 2 de julho de 2015

"Caixa das Palavras" de Julho

[ dia 1 ] - maturação
[ dia 2 ] - desejo
[ dia 3 ] - porta
[ dia 4 ] - usufruir
[ dia 5 ] - prontificar
[ dia 6 ] - espelho
[ dia 7 ] - retumbante
[ dia 8 ] - riscas
[ dia 9 ] - modera
[ dia 10 ] - sopro
[ dia 11 ] - visual
[ dia 12 ] - assistir
[ dia 13 ] - sentimento
[ dia 14 ] - salpicão
[ dia 15 ] - se
[ dia 16 ] - robô
[ dia 17 ] - virtude
[ dia 18 ] - simetria
[ dia 19 ] - soja
[ dia 20 ] - prescindir
[ dia 21 ] - aproveitar
[ dia 22 ] - resistir
[ dia 23 ] - sítio
[ dia 24 ] - melhorar
[ dia 25 ] - gargarejar
[ dia 26 ] - rir
[ dia 27 ] - acaso
[ dia 28 ] - resolver
[ dia 29 ] - princesa
[ dia 30 ] - laranja
[ dia 31 ] - suplemento

Junho foi...

01/06. Ser pedra e flor. Como toda a gente.

02/06.  Trabalho de Diferencial a começar,
à grande, a dar cabo de nós.

03/06. Fim do voluntariado com os meus pequenos. 
A lágrimazinha ao canto do olho  é inevitável e o 
sorrisinho no coração também... os sorrisinhos, digo! 
Os dos meus pequeninos...
O que é certo é que apesar de todos os contratempos 
e dificuldades que foram surgindo no caminho, em 
retrospetiva não há nada mais doce do que perceber
que fomos realmente importantes para alguém... Nem 
que numa mínima coisa que seja.

04/06. Obrigada, céu, pelo bocadinho de cor de rosa do
dia que nada tinha tido de cor de rosa.

05/06. Eu já tinha dito que tinha titis mágicas e que
as casas delas também o eram... E que são o amor, já tinha?
É que com estes bebés miaus da família, todos fofinhos,
 a dormir aconchegadinhos um ao outro... Quem é
que não se apaixona?

06/06. Sessão fotográfica em família
no Parque das Nações - uma prenda dos de cá da
casa para a minha mãe (e, por acaso, a minha fotografia preferida 
calhou ser, sem dúvida, uma que apanha a ponte).

07/06. Os miminhos e incentivos de estudo a voar
diretamente rumo ao quarto por obra 
da mãe II ou boadrasta.

08/06. Invasão canina em: o Yeti ataca. 
Eu a preparar tudo para fazer abdominais 
e um cão totó apodera-se completamente do meu
colchão e toalha.

09/06. Dias de estudo são dias de pijama e, como tal,
andar com um bocadinho de cada pijama porque se
está sempre a trocar os ditos cujos. Ora: depois de algumas 
combinações mais ridículas que outras, até gostei desta.

10/06. Pela primeira vez, corri o paredão todo. 
Corri o paredão todo! Corri o paredão todo!
Vou repetir: corri o paredão todo!!!
Posso ter decidido não fazer Diferencial em primeira
fase... Mas, em contrapartida, corri o paredão todo!
*Dança da vitória*

11/06. Desprender de laços...

12/06. Quando te apercebes e compreendes 
o que te deita abaixo, começas a erguer os
pilares que te poderão ajudar a erguer também.

13/06. (Tentar) estudar Educação. 

14/06. Para começar bem o dia, uma dose de
«if you can dream it, you can do it».

15/06. Sair da caixa e, logo a seguir, ver um filme que
me diz "borboleta-coruja". "Borboleta-coruja" e eu a 
interpretar a deixa como se o Universo a falar-me de
sábias (coruja) mudanças (borboleta) a aproximarem-se.

16/06. Fazer uma pausa no estudo, deitar-me no chão 
e reparar: não é que tenho uma espécie de Psi
riscado no chão do meu quarto?
O meu quarto a motivar-me para estudar.
Desta é que eu não estava à espera.

17/06. Doces (para o) coração.
Literal e metaforicamente (é quase sempre 
literal e metaforicamente).

18/06. Mais associações e ligações tresloucadas da
Maria: desculpem, mas estas paredes da minha faculdade 
parecem mesmo daquelas tábuas que se usam para transportar 
as pizzas de forno de lenha de um lado para o outro.

19/06. Não seria Maria sem cores. Sem etiquetas mil e sem
pintar as folhas todas, usando antes a estratégia de códigos de 
cores (e sim, aquilo ali ao cantinho são os pés do meu Baymax).

20/06. Nês, Rute, Carol e Maria nos Montaditos:
cinco estrelas. Não só os Montaditos, mas o estarmos
todas juntas depois do exame... Soube tão bem!

21/06. O dia em que vimos o amanhecer.
Saída com a Nês, Rute, Rita e Jorge 
pós-fim da primeira fase de exames.

22/06. Começar, devagarinho, a ler
Diferencial...

23/06. Já tenho uma paragem a sério! 
Adeus medo da chuva me ensopar toda. 
Adeus minutos intermináveis de espera em pé.

24/06. Conflito motivacional:
querer ou não querer dormir e esquecer o estudo.

25/06. Agarrar no horizonte aquilo que faz sorrir as pestantas, 
as dobrinhas das pálpebras, o brilho dos olhos.

26/06. Quando a meio dos dias de estudo para o
(espero) último exame te relembras da sensação
de estar sentada no sofá... Erro. Erro crasso. Todo
o meu corpo e toda a minha alma já só querem disto.

27/06. Os gelados de fruta natural a fazer 
furor nos últimos dias.

28/06. Por estes preços não me importo
nadinha de ir à falência. Tenho a melhor
família do mundo.

29/06. Dançar à toa porque sim.

30/06. Maria e os seus motivadores de estudo em 
"Um último dia. Só mais um e poderás mesmo 
acabar a licenciatura. Dá cabo de Diferencial."