Bem que posso chamar por elas que não obterei resposta para já. As letras andam-me ausentes - julgo mais porque tempo nenhum lhes tenho oferecido do que por qualquer outra coisa. Para compensar, amanhã vou levá-las a passear a Espanha por cinco diazitos. Vamos à Serra de Béjar. E por muito que, por tão infrequentes aparições ultimamente, possa parecer mentira... dia um de abril estaremos de volta à blogosfera.
sexta-feira, 27 de março de 2015
segunda-feira, 16 de março de 2015
15. Rubricar
Há umas horas, antes da abertura das inscrições no Programa Científico e Social do ENEP deste ano:
Rute: - Acham que vai estar tudo no computador às dez? Tipo as inscrições na faculdade?
Necas: - Tendo em conta que isto é a nível nacional é melhor jogar pelo seguro.
Maria: - Eu pus um aviso no telemóvel para voltar para o computador agora. Acho que é mesmo melhor inscrevermo-nos às dez.
Rute: - Ah, sim! Eu cá não estava a pensar em não estar cá às dez! Mas é bué wow.
Maria: - Pois é! Ganhámos um semestre extra e um primo do netp@.
Rute: - Um semestre extra? Oh Maria!
Necas: - És tão tola, Maria!
Cata: - Aiiiii credo, eu cá não quero semestres extra!
Rute: - Eu não vejo de todo isto como um semestre extra...
Maria: - Risquem a parte do semestre extra e deixem a do primo do netp@ que eu também vejo isto de forma mais agradável do que um semestre!
Necas: - Oh, mas os semestres não têm de ser desagradáveis! Vejam isto como um semestre pseudo-erasmus em Peniche.
Maria: - Pseudo-erasmus é muito bom!
Necas: - Há professores que não sabem dar aulas...
Rute: - ...o que torna os semestres desagradáveis!
Maria: - Rubrico essa conclusão por baixo!
14. Violeta
Outra palavra que a sociedade transformou, embora por razões um pouquinho mais felizes de algumas perspetivas: violeta (ou Violetta).
Tudo o que me lembra é a minha afilhada agarrada ao Disney Channel e a cantar músicas espanholas para cá e para lá. E que lhe prometi fazer um cão de peluche com tecido violeta.
13. Vaca
Sempre que abro o painel do blogger e leio esta palavra guardada nos rascunhos, tudo o que me vem à cabeça é a minha madrinha a dizer-me, era eu pequena, que adorava vacas. Que as achava super fofas, que eram os animais preferidos dela. Na altura em que mo disse: tudo normalzinho. Ela a contar-mo e eu longe de imaginar que tais frases, anos mais tarde, perderiam quilos da sua pureza. Agora, com vinte anos de idade e pela primeira vez, relembro estas conversas e é-me impossível não pensar em segundas interpretações; é-me impossível não ler com os olhos estereotipados pela sociedade, embora saiba essa leitura totalmente incorreta. É verdade que o animal favorito da minha madrinha era a vaca, e é possível que continue a ser. Mas, só porque se tratam de vacas - ou melhor: só porque as pessoas tendem a se insultar umas às outras utilizando a palavra vaca -, parece que são animais menos bonitos para se gostar. Com isto, resta-me lamentá-lo. Coitadinhas das vacas, ora - não fizeram elas mal a ninguém para serem usadas como insulto.
12. Aromático
- A que vos sabe a água?
- A refresco de verão.
- A alívio da secura.
- Pura obrigação.
- A engano da fome, por vezes.
- A trabalho. E a hábito, automatismo. Tenho sempre uma garrafa de água comigo enquanto trabalho e vou bebendo sem pensar.
- Plenitude. Após o exercício físico, por exemplo.
- A vida. Mesmo que submerso. Mesmo que retendo a respiração e engula uns pirolitos. Sempre adorei nadar debaixo de água.
domingo, 15 de março de 2015
11. Repetir
- Deixa-me repetir os teus lábios, por favor. Porque o amor está cheio de contradições e porque são coisa que não se repete em amor algum... Nem neste.
10. Sociologia
O ser humano é um animal social e, no entanto, sinto a presença em praça pública da Sociologia tão apagada... Quero dizer: não é que os sociólogos não tenham um papel preponderante na sociedade - apesar do pouco que conheço da área, quero acreditar que têm e que conseguem fazer com que se levem a cabo muitas ações; não me parece é haver assim tanta divulgação quanto isso no que respeita ao real peso desse papel.
09. Simultaneidade
A simultaneidade das palavras, dos acontecimentos e dos momentos cria pontes entre seres numa questão de segundos. Por outro lado, são as pontes que se atravessam em companhia que, curiosamente, numa questão de vários meses e anos, sincronizam passadas.
08. Sangue frio
O sangue esfriou-se-lhe. Não que pecasse em paixão ou sensibilidade. Esfriou-se-lhe porque se expunha numa paixão tão desenfreada, tão abismal, que ninguém, além dela mesma, se atrevia a um abraço. Muitos ficavam inertes a mirá-la, sem atreverem a aproximar o toque não fosse tudo desmoronar ao mínimo contacto; outros fugiam assim que possível, não fossem no momento seguinte morrer de surpresa. E então, como a sensibilidade também lhe era apelido, deixou-se, ainda assim tocar por tudo isso - isto é: ainda que sem rasto de impressões digitais além das dela própria. Foi abrandando o espírito até ele lhe morrer, e com ele foi-lhe também morrendo o corpo: funcionava cada vez pior, doía-lhe em mazelas. O sangue esfriou-se-lhe: não porque não soubesse correr, mas porque ninguém lhe soube abraçar a pele... Nem os outros, nem a própria dona. Mas quem se quer enganar? Toda a gente precisa de mais do que si mesma de vez em quando; toda a gente que gente é já se sentiu gelada.
«[...] Elizabeth não tardou a ter notícias da amiga e a correspondência mútua tornou-se tão regular e frequente como sempre fora entre elas; mas que mantivesse a franqueza de outrora, era impossível. Elizabeth nunca se lhe dirigia sem sentir que se esfumara por completo toda a agradável intimidade de outros tempos e, se estava resolvida a não deixar esfriar a troca de correio, fazia-o mais em atenção ao passado do que ao presente.»
- Jane Austen in Orgulho e Preconceito
«- Ao que parece, seria um casamento muito vantajoso para a Jane. Lastimo muito que ficasse sem efeito. Mas são coisas que acontecem a cada instante. Um rapaz, tal como disseste que era esse Mr. Bingley, apaixona-se facilmente por uma rapariga bonita, a quem corteja durante algumas semanas mas, mal um incidente fortuito os separa, facilmente a esquece, sendo frequentes essas espécies de inconstâncias.
- Uma excelente consolação em casos semelhantes - comentou Elizabeth -, mas para o nosso não servirá. Não sofremos por acaso. O que não parece vulgar é que a intervenção de amigos logre convencer um rapaz que não depende de terceiros a que não pense mais numa rapariga a quem amava apaixonadamente apenas uns dias antes.
- Contudo, essa expressão de que "amava apaixonadamente" é tão corriqueira já, tão duvidosa, tão indefinida, que não me entusiasma muito. Usam-na com frequência para definir tanto inclinações que nascem de um simples conhecimento de meia hora como uma dedicação sincera e forte. [...]»
- Jane Austen in Orgulho e Preconceito
07. Selvagem
- Tens uma postura selvagem. Como não? És um animal. Quem disse que não estamos em estado selvagem mesmo que em civilização?
segunda-feira, 9 de março de 2015
06. Tosta
Este domingo tostei ao sol. Estive na rua nem uma hora no total, mas a minha alma sente-se como se tivesse realmente tostado horas e horas a fio... e então rendido: derretido no interior. Com uma armadura nova, derretido no interior - mais do que já sabia possível.
O sol faz-me outra - transforma-me... Mas completamente. Sinto-me mais rija, mais capaz das ruas e ruelas. Repouso por dentro ao mesmo tempo que me ergo até ao fim dos braços, esticados, a voar pelo ar; até à ponta dos dedos, que tocam um bocado do céu sem querer - sem saber como.
05. Realidade
- O que é a realidade?
- Isto.
- Como assim?
- Não te sei precisar melhor. É isto. Esta coisa. Este instante. Este pensamento, esta visão, estas sensações. Estas palavras, pausas,... entoações. Isto. Até estes sonhos que trago comigo o são. Os sonhos podem ser realidade, sabias? Tudo o que trago comigo o é. E tudo o que me chega também. E o mesmo se passa contigo. Com todos.
04. Rezar
Querida bisavó,
Rezar é amar-te. Não consigo pensar em quaisquer religiões, fés, crenças - seja o que for -, se te tive a ti a ensinares-me, em grande parte, o amor.
03. Romance
Tanta gente que procura um romance... É por isso que não o encontram.
Os romances não se procuram. Acontecem. E tu... tu estás a acontecer de momento. Ou já te esqueceste que os romances não têm de ser, necessariamente, em torno de casais enamorados? A não ser que te enamores com o que te rodeia, claro. Aí já consegues um casal - muitos casais, aliás. Quero dizer: namoras o mundo? Namoras-te? Espanta-me, se não o fazes, como achas que vais poder namorar um pedaço do que é esse mundo; como vais namorar aquele que, um dia, poderá ser parte de ti.
sábado, 7 de março de 2015
segunda-feira, 2 de março de 2015
02. Simbólico
Um gesto simbólico pode mudar o teu dia, a tua semana, o teu mês... Estes, os anteriores, os próximos. Foi o que aconteceu hoje em dez segundos, se tanto.
Quero distribuir cartões em forma de coração a uma série de pessoas. Por estes dias, por estas semanas, por estes meses,... por esta vida.
domingo, 1 de março de 2015
01. Sacarose
As pessoas veem-me como uma pessoa algodão-doce - sacarose em fios e fios, até formar todo um novelo. Não as censuro, percebo porque é que me veem assim... Tento ser ora algodão, ora doce sempre que possível. Mas os dois não o sou. Não devo ser, não quero ser - nem consigo, mesmo que quisesse. Ninguém o é - não pode ou não é humano. Já o disse uma vez, há muitos anos e noutras moradas: chama-me antes limonada. Mantenho o dito e a teoria por detrás dele. Temos teores de acidez que, se completamente descontrolados, atingem picos de corrosão... Para isso, a sacarose está lá - equilibra-nos; faz de manto de areia sob o fogo, impede-nos de arder até sermos cinzas. Por outro lado, o açúcar a mais também faz estragos: cola-nos os órgãos todos uns aos outros e às paredes do corpo; os caminhos internos ficam pegajosos, difíceis de se fazer; o que tentamos engolir custa a deslizar... Então, o ácido queima todos esses excessos.
Somos limonada. Ácido açucarado.
"Caixa das Palavras" de Março
[ dia 1 ] - sacarose
[ dia 2 ] - simbólico
[ dia 3 ] - romance
[ dia 4 ] - rezar
[ dia 5 ] - realidade
[ dia 6 ] - tosta
[ dia 7 ] - selvagem
[ dia 8 ] - sangue frio
[ dia 9 ] - simultaneidade
[ dia 10 ] - sociologia
[ dia 11 ] - repetir
[ dia 12 ] - aromático
[ dia 13 ] - vaca
[ dia 14 ] - violeta
[ dia 15 ] - rubricar
[ dia 16 ] - sótão
[ dia 17 ] - travar
[ dia 18 ] - trança
[ dia 19 ] - sinónimo
[ dia 20 ] - arquivar
[ dia 21 ] - amor próprio
[ dia 22 ] - substituir
[ dia 23 ] - amar
[ dia 24 ] - manifesto
[ dia 25 ] - útil
[ dia 26 ] - brincar
[ dia 27 ] - desligar
[ dia 28 ] - perceção
[ dia 29 ] - votação
[ dia 30 ] - situar
[ dia 31 ] - preguiçar
Fevereiro Foi...
01/02. Idas ao teatro.
Pausa entre peças e as conversas cúmplices.
02/02. Saídas à rua para comprar o passe e ir buscar o mano.
Eu e a mãe a fazer tempo no café para um brinde a chá e bolos.
Vá, todos: à bela da constipação da Maria!
03/02. Dias nublados para os constipados e para os chorosos.
(Acalma linda avó, acalma querida Lua. Foi só um susto.)
Dias descofados. Pintados a cinza quando no céu se procura
pela cor do futuro (ele nunca o será nem preto, nem branco).
04/02. Escrever cartas com tudo aquilo que
não disse mas que queria ter dito.
Pronto, agora já disse.
05/02. A praia onde não vimos as estrelas porque já brilha
o Sol; o mar que está calmo mas que não deixa de
também ser ondas. O farol ao longe a indicar o caminho
e algumas nuvens a lembrar verdadeiro algodão.
06/02. Regressando a tempos passados para construir
o presente e o futuro. Regressando à companhia do Fon
e da Tchiquipi para um agora mais bonito. Regressando
e abraçando os meus de sempre num local com um pouco
de antiquado como de futurista: bar steampunk (a pena que
eu tenho por não ter fotografado as casas de banho - a sério!).
07/02. Diz que vivo nesta casa desde os meus três anos
e agora é que reparei que os focos do espelho parecem ter
olhinhos. E a um deles, com o tempo, até lhe nasceu um nariz.
08/02. Modo "a fazer as malas".
A minha melhor amiga a fazer as despedidas, as malas...
E até no café há malas.
09/02. Fecha-se um livro, começa-se outro.
10/02. Mais um chá com Viagens. Último café
antes da Austrália. A minha melhor amiga
vai para Sydney seis meses (modo "a cair a ficha").
Three days to go.
11/02. Temos ginásio sábio e Maria dedicada.
Temos músculos por continuar a treinar.
Temos um desafio para cumprir até vinte e cinco
de julho de dois mil e quinze.
12/02. Prenda com amor cor de laranja
para a afilhada académica linda que fez anos.
13/02. No cantinho do meu coração, vejo um avião
que hoje levantou voo rumo a um sonho dos grandes.
Boa sorte em Sydney best, my dear person
(come back soon).
14/02. Verdadeiro amor também
é sinónimo de Yeti.
15/02. Tudo a seu tempo - hás de te orientar.
Há relógios que parecem bússulas.
16/02. Caminhadas... Viagens tantas.
17/02. Se olhares com atenção, tudo fará sentido.
As simetrias andam por aí.
18/02. Caneca de chá na preguiça... Por
solidariedade a mim, é claro. Dia de regresso
às aulas. Olá, segundo semestre!
19/02. Parece que ganhámos todos um dia de férias extra.
Parece que posso vaguear livremente por aí...
Ter ideias estrambólicas...
Isso tudo...
20/02. Primeira madrugada do semestre para o último
bloco de formação do voluntariado daqui a nada.
21/02. Paragens por Lisboa fora.
Eu, a mana e a minha primeira fotografia aos
copos do Starbucks na vida. Se já são clichés, então
só valem a pena se for na companhia de quem gostamos.
22/02. E as sebentas voltam à carga...
23/02. Segunda-feira e parvoíces. Porque é aula de
apresentação, porque tinha saudades do meu grupo da
faculdade, e porque o assunto que está em causa são
bonecos - bonecos fofos. Tinha de o copiar do slide para
o caderno. Tinha. Não havia como não.
24/02. Segura-te, por favor.
25/02. Vamos. 'Bora colmatar as rachas do chão!
26/02. Dos melhores dias que a semana tem!...
27/02. Sim lua, eu não me esqueço:
hoje jantamos fora.
28/02. "Já sei! Desenha uma impressão digital!". Estou
a a(r)riscar a minha, pequeninos.
Dia passado a começar a planear a primeira jogada.
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