01/01. Primeira macaquice na primeira noite do ano,
em plena Vilamoura: saída à rua de pijama, robe com
pintas de dálmata colorido, casaco e botas pretas.
Dois mil e quinze a começar entre amigos e em grande estilo.
02/01. Despedidas algarvias, regressares à capital.
A vida em movimento.
03/01. Época de exames e os objetivos
diários cor de laranja - cor da Psicologia, claro.
04/01. O amor serve-se (de coração) quente.
Surpresas da melhor família do mundo.
05/01. Janela de sonhos - que, no entanto,
não se concretizam sozinhos.
É tempo de estudar.
06/01. Encontrar no que é importante o cor de rosa; destacá-lo.
Sujar as mãos de cor de rosa.
07/01. Primeiro dia do ano passado com pijama e nervos sem fim.
08/01. Da escuridão à luz, por favor. Medos vencidos.
09/01. Domingos e os lanches adocicados.
Chá acabado de fazer e scones saídos do forno.
Aconchegares do estômago ao espírito.
10/01. Ficar sozinha em casa com o peludo:
sinónimo de disparates, estava-se mesmo a ver.
O abuso de poder versus "és o palerma
mais fofo do mundo, como me zangar contigo?".
11/01. No meio do escuro e do frio,
umas quantas luzes e um pouco de calor.
As boleias da amizade.
12/01. Precisar de parar por uns momentos. Deitar-me no chão.
13/01. Divagares; pensamentos súbitos.
14/01. Nunca disse, mas por vezes escolho as meias do dia
consoante o que pretendo para ele. Sendo dia de exame,
levei a seriedade do cinzento e do azul escuro nos pés...
sem esquecer uma pitadinha de rosa para não
faltar um bocadinho de mim em tudo o que faço.
15/01. Quarto preparado para o estudo e para o conforto canino.
16/01. Bom dia com chuva à janela.
Primeiro dia de chuva e granizo do ano nestas bandas.
17/01. Então está certo...
18/01. Aqui há gato... de novo. O Agni demasiado
mansinho. Dá-me turrinhas e pede-me miminhos.
Passa o dia todo a meu lado. Descobre que o
candeeiro da secretária é um ótimo aquecedor.
19/01. A saga dos animais a preto e branco
continua, desta vez em peluche. Dia de formação de
voluntariado com crianças e a Nês leva o Tenuki à faculdade.
20/01. Acordares e registos rápidos do que se sonhou.
Se ao menos eu pudesse fotografar os sonhos...
21/01. Maria em "já não posso com isto".
22/01. Coroa com um Psi na porta do armário,
ao pé de conceitos-chave. Os motivadores de
estudo parvos para um último esforço.
23/01. Último exame: Maria e finalmente o mundo lá fora.
24/01. Dolce far niente e o primeiro filme das (pseudo)férias:
The Theory of Everything. Encanto (pelo) infinito.
25/01. Primeiro dia da vida em que pus um carro a trabalhar.
26/01. Finalmente conheci a Lua, a nova pequenina da família.
É linda, linda, linda. E, como diz a foto,
uma irrequieta mega fofa.
27/01. Rosa ou azul? Azul ou rosa?
Regressares à infância. O "não sei bem o que vou fazer hoje"
e apanhar a Bela Adormecida na programação da TV.
28/01. Jantar e saída de despedida da minha
melhor amiga, que vai de intercâmbio para a Austrália
por seis meses. Os sonhos a concretizarem-se,
a saudade a apertar; momentos para guardar e
repetir tanto quanto possível.
29/01. Aproveitar o descanso pós-saída à noite
para retomar as leituras pendentes. Aproveitar o livro
para pensar as mais diversas situações de vida que
me chegaram; aproveitar o estado de espírito para
magicar teorias na cabeça.
30/01. A desilusão generalizada em registo fotográfico.
Sexta-feira e o cinema em casa com a família; sexta-feira, o
entusiasmo inicial e o maior fiasco da Disney e dos musicais
de sempre: Into the Woods. A mãe adormeceu, o padrasto
levantou-se a menos de meio e foi trabalhar. Eu e
o meu irmão a resistir, sempre esperançosos nem que
por um grande final... mas até o Yeti veio pedir consolo.
31/01. Pela primeira vez um pássaro a subir-me pelos
braços, a memória mais pura deste dia (obrigada pela segunda
vez este mês, pai). Ou, então, o dia em versão poética:
Tens um pássaro nos braços - não te esqueças que
tens um pássaro nos braços. Há asas nos teus braços
e por vezes vais querer ferrar-te aos abrigos de lã,
outras vezes vais querer batê-las com força. Seja
como for, tens o amparo e o apoio dos que te querem bem,
tens neles o travão e o empurrão para os teus passos e voos.