sábado, 31 de janeiro de 2015
31. Partilhar
- Tenho um jogo para partilhar contigo.
- Tens um mundo para partilhar comigo? Que bom que trouxe um lanche para partilhar contigo.
- Trouxeste um amor para partilhar comigo? Que bom que tirei o dia para partilhar contigo.
- Temos uma vida para partilhar um com o outro?
- Fizemos uma vida para partilhar um com o outro.
30. Biografia
Os filmes sobre pessoas conhecidas e as biografias das cujas a matarem a curiosidade porque, já se sabe, acaba-se um filme dos bons e queremos mais. Fui logo ler a biografia da Jane Austen e do Thomas Lefroy mal vi o Becoming Jane e o mesmo aconteceu com o Theory of Everything: até mim tudo o que fale sobre o Stephen Hawking e sobre a Jane Hawking. Não sou a única a quem isto acontece: foram a minha mãe e o meu padrasto ao cinema e, mesmo que voltando depois das doze badaladas, era a minha mãe a pedir-me para lhe mostrar o Stephen e o meu padrasto a dizer que ia comprar o livro.
29. Sobreviver
Viver ou sobreviver? Não é um ou outro, são os dois: sobre-vive. Enche os teus copos mas lembra-te que a partir de certo ponto eles já nada seguram, já nada salvam; puxa por ti, mas recorda os limites. Tem sempre em conta as duas faces das moedas porque das de uma não as há.
28. Rimar
Rio o mar
Que soube desaguar;
Riu o mar
Porque se soube transformar.
Ri o mar
Porque ainda se fundiu com os céus!
Ri então do que são feitos os véus
Que escondem o rimar.
27. Pespegar
Pega-monstros: pessoas que insistem, insistem, e insistem, insistem - não param de insistir... para ver se pega. Veem em todos e cada qual paredes lisas, pálidas, sem personalidade nem vontade; grandes vazios que vão acabar por ceder à presença de qualquer coisa, que se vão deleitar com qualquer oferenda. Não; não é não - uma resposta tão válida quanto qualquer outra.
26. Prós
Separamos prós e contras, categorizamo-los por via de cisão. Mas logo depois sabemos que se subdividem ainda os prós em contras e os contras em prós... e complicamos uma decisão. Contudo, o bom (ou pró) disto é que, por esta via - se assim o desejarmos -, podemos escolher sair sempre a ganhar.
Talking to Angels, Counting a Stars
«She's watching the taxi driver, he pulls away
She's been locked up inside of her apartment
A hundred days
She says
"Yeah, he's still coming, just a little bit late
He got stuck at the laundryman washing his cape"
She's just watching the clouds roll by
And they spell her name
Like Louis Lane
And she smiles
Oh the way she smiles
She's talking to angels, counting the stars
Making a wish on a passing car
She's dancing with strangers, she's falling apart
Waiting for Superman to pick her up
In his arms, yeah
In his arms, yeah
Waiting for Superman
She's out on the corner trying to catch a glimpse
Nothing's making sense
She's been chasing an answer
A sign lost in the abyss
This Metropolis
She says
"Yeah, he's still coming, just a little bit late
He got stuck at the Five and Dime saving the day"
She says
If life was a movie, then it wouldn't end like this
Left without a kiss
Still, she smiles
Oh the way she smiles, yeah
She's talking to angels, she's counting the stars
Making a wish on a passing car
She's dancing with strangers, she's falling apart
Waiting for Superman to pick her up
In his arms, yeah
In his arms, yeah
Waiting for Superman
To lift her up and take her anywhere
Show her love and flying through the air
Save her now before it's too late tonight
Oh, at the speed of light
And she smiles
She's talking to angels, she's counting the stars
Making a wish on a passing car
She's dancing with strangers, she's falling apart
Waiting for Superman to pick her up
In his arms, yeah
Oh, in his arms, yeah
She's waiting for Superman
To lift her up, and take her anywhere
Show her love, and flying through the air
Save her now, before it's too late tonight
She's waiting for Superman»
24. Salmão
- Gostas de salmão?
- Sim.
- Como o preferes?
- Nos rios e em cor.
[Até aposto que de início pensaram no salmão em versão comida, até aposto! Ou o pensamento não está super enviesado quanto a determinadas interpretações da realidade face a tantas outras possíveis.]
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
23. Sósia
Não preciso de procurar muito para encontrar a minha sósia... É a minha mãe. Ou melhor: eu é que sou a sósia dela.
22. Sucinto
Agarrar as calças à cintura - foi o que pensou quando na loja de roupa passou os olhos pela zona dos cintos. O que vestimos está-nos preso por um fio. Quanto é que me tremem as pernas ao pôr as coisas assim: a frio? Quando a mente se põe a comprar ideias nunca é breve nas suas saídas, nunca é sucinta nas suas considerações.
21. Triplicar
Não posso beber três cafés num dia ou ao invés de atenção a triplicar fico com os nervos a arrebentar com todas as leis da multiplicação. O máximo que aguento são dois e até às quinze horas, senão também não durmo. Se já foi um ao pequeno-almoço e outro depois do almoço, a partir daí só posso com descafeinados.
20. Retinir
Atenta que as vozes que atiras para o fundo de uma gruta ou de um poço da alma ainda podem retinir. Mais vale sempre escutar o que te vai dentro, mesmo que seja duro como a pedra; mesmo que te faça sentir encurralado/a entre paredes. Mais vale ser rio de pensamentos e emoções, escoar por entre os vales, deixar-se ser cascata nos precipícios e então, por fim, repor o ritmo após a queda.
19. Último
Veio em último, muito atrasado em relação a todos os outros sentimentos e atos, mas eis o perdão. A corrida que te pareceu acabar com a força dos músculos chegou ao fim. Para troféu, um abraço da surpresa - e a musculatura que te envolve, afinal, tonificada.
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
18. Torrada
Quando a torrada se enamorou com a bela e amarela manteiga... nasceu o amarelo torrado. Foi, foi!...
17. Ninguém
- Vou acabar sem ninguém. Não sei o que vai ser de mim...
- Olha, primeiro e antes de mais nada não sabes o que vai acontecer no futuro, por isso, por favor, toma rédea desses julgamentos. Talvez acabes junto com alguém, talvez não... Não polarizes é a coisa ou é pior. Segundo (embora esta questão é que devesse ser abordada em primeiro lugar): então e tu? Não és alguém?
- Sem outro alguém que não eu, queria dizer.
- E porque precisas tanto de esse outro alguém que não tu?
- ...
- A sério, pensa nisso quando estiveres sozinho: porquê?
You Can't Control
«All of the lights land on you
The rest of the world fades from view
And all of the love I see
Please please say you feel it too
And all of the noise I hear inside
Restless and loud, unspoken and wild
And all that you need to say
To make it all go away
Is that you feel the same way too
And I know
The scariest part is letting go
'Cause love is a ghost you can’t control
I promise you the truth can’t hurt us now
So let the words slip out of your mouth
And all of the steps that led me to you
And all of the hell I had to walk through
But I wouldn’t trade a day for the chance to say
My love, I’m in love with you
And I know
The scariest part is letting go
'Cause love is a ghost you can’t control
I promise you the truth can’t hurt us now
So let the words slip out of your mouth
I know that we’re both afraid
We both made the same mistakes
An open heart is an open wound to you
And in the wind of a heavy choice
Love has a quiet voice
Still your mind, now I’m yours to choose
And I know
The scariest part is letting go
Let my love be the light that guides you home
And I know
The scariest part is letting go
'Cause love is a ghost you can’t control
I promise you the truth can’t hurt us now
So let the words slip out of your mouth»
Cara Vizinhança: Pense Nos Outros, Por Favor
Alguém que diga aos senhores e às madames que passeiam os seus cãezinhos e cadelinhas sem trela que isso é meio caminho andado para a vizinhança que vai na sua perfeita paz de espírito passear os seus cachorros ter um ataque cardíaco sempre que há encontros caninos. Juro, esta mania das pessoas acharem que os seus cães não se podem passar a qualquer momento e atacar os outros irrita-me. Pior ainda aqueles que simplesmente abrem os portões de casa para os quatro patas irem à sua vida e passearem por si só, esse tipo de donos que nem os acompanham muito mais me custa a engolir; mas os outros também me fazem subir os calores, ai se fazem. Oh, ele/a não faz mal - pois não, até ao dia. E falo por mim: o Yeti normalmente também é pacífico com os outros cães... mas não gosta de todos. Basta ele não estar muito virado para amizades para ser muito mais provável que o outro cão manso sem trela se vire a ele. Quase que morre um bocado de mim sempre que vou à rua e me vejo perante estas situações de risco eminente. Nunca houve problemas nenhuns e sempre consegui manter a calma, mas tremo, mas temo.
16. Afazeres
Respirar mesmo aquando dos pulmões a queimar. Que respirar seja o maior fogo que transportemos connosco. A única vontade que nos consome, o hábito mais incoercível, o afazer máximo por meio de todas as listas de tarefas de bolso ou imprevistos dos dias.
15. Sapataria
Há as pessoas que passam horas nas sapatarias porque adoram todos os sapatos e mais alguns e não se conseguem decidir por quais levar, e há as pessoas que passam horas nas sapatarias porque não gostam especialmente de nenhum par mas que precisam de novo calçado. Faço parte do segundo grupo... Na altura do Natal foi a saga das botas, ontem foi a saga dos ténis de corrida. A saga das botas lá terminou ao fim de alguma luta (desculpa lá moda se não gosto de solas de sapatos do tamanho de tijolos). A dos ténis continua, ontem não consegui encontrar nada de jeito (desculpa lá moda se procuro ténis discretos ao invés de florescentes).
14. Interromper
Dos termos que não tenho a certeza se são bem empregues. É interromper a gravidez, interromper a vida e interromper o momento? Ou interromper a gravidez, interromper a vida e interromper o momento? No caso de se lembrarem de mais expressões ambíguas, por favor avisem.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
Pronto
Design do blog mudado - um passarinho azul cor do dia e outro azul cor da noite - e regresso à Caixa das Palavras em força (o desafio agora é terminar todas as palavras em atraso até ao final de janeiro).
13. Trinta
Quando se faz trinta por uma linha e, de repente, de uma mísera linha passamos para um novelo de confusão.
12. Quiproquó
Um quiproquó aqui, outro quiproquó ali: viremo-nos para onde nos viremos, os mal-entendidos sempre à espreita de um ouvido, olho ou toque desastrado. E, viremo-nos para onde nos viremos, também quem sempre à espreita de se aproveitar desse facto para cobrir verdades.
Valhe-nos que - e o mesmo se aplica a todos os outros órgãos dos sentidos - olho desastrado não é olho desatento.
You are waiting for love to finally rule all over the world, but it already does that... You just have to pay attention to it
«Sei que as grandes histórias de amor não estão no cinema. Andam soltas por aí. Acontecem-nos todos os dias. Derrubam barreiras, calam preconceitos e são protagonistas de grandes mudanças na vida de mulheres e homens.»
- Iva Domingues
11. Humor
Catarina: - A vida é uma merda e parece que só acontecem coisas más a quem não merece!
Maria: - Ah, gosto de acreditar que os outros que fazem coisas más hão de ter um bichinho dentro deles a dificultar-lhes as dormidas à noite... Nem que seja a dar-lhes pesadelos de quando a quando. Mas yup... Que há muitoooo cocó por aí é verdade. Pensemos, no entanto, que enquanto que quem faz o cocó muito pouco provavelmente tem papel higiénico ilimitado, quem não faz e não merece, há de ter sempre pessoas ao lado, apoio infinito, isto é, papel higiénico além terra e além mar (nestas situações o humor calha sempre bem).
10. Sorte
Lembro-me de, no dia nove, antes do exame de primeira época de Psicopatologia, quando vim aqui ao blog relatar a desgraça que ia ser na manhã seguinte frente às folhas de enunciado e de resposta lado-a-lado, ter dado uma espreitadela na Caixa das Palavras só naquela de ver a palavra que me ia acompanhar nesse desastroso dia. A palavra: sorte. Olhem pessoas, não sei: o que é certo é que "o que caiu na prova" foi quase tudo o que tinha estudado relativamente como deve ser. Não estão a perceber a minha cara de parva a olhar para aquilo. Como disse, tive dois dias para estudar para o exame... sendo que o dia anterior foi passado com a ansiedade no pico. Depois de almoço já me tinha apercebido que ia ser impossível interiorizar as etiquetas e sintomas daquela macacada toda, pelo que decidi-me a ler a matéria, só ler. Nem ler estava a dar resultado tal era o estado de pânico em que eu estava: lia os primeiros capítulos, desistia; convencia-me a tentar de novo, lia os primeiros capítulos, desistia; puxava mais uma vez por mim, lia os primeiros capítulos, pifava - e assim sucessivamente. Adivinhem lá: o que é que em grande parte saiu no exame? Os primeiros capítulos. Para aí umas quatro ou cinco perguntas sobre eles. Mesmo assim, consegui responder a todas menos uma... eeeee acabei com quinze. Ainda pensei em ir a melhoria por não ter interiorizado os restantes temas tão bem (ou então até interiorizei mais do que pensava e era só o medo a falar, já não sei), mas dar quinze euros para ir a exame de novo, já tendo passado e com boa nota... Custa-me assim um bocadinho. Penso que é mais produtivo continuar a ler sobre Psicopatologia a meu ritmo, sem pressão em cima.
09. Agir
Podes girar qual planeta em órbita de qualquer coisa desde que não te esqueças de agir também, ou então essa trajetória não vale a pena.
08. Oração
Deixei de rezar todas as noites a partir do momento em que a minha mãe me disse que, dali em diante, rezava eu sozinha. Não sei bem a razão para não o ter feito mais, mas aposto que, sendo eu uma criança, ora me esquecia, ora me sentia demasiado cansada para tal e só queria dormir. De qualquer forma, também me lembro de pensar que não era preciso rezar todos os dias para Deus, Jesus, Maria ou os Anjos da Guarda estarem comigo. Lembro-me mesmo de pensar que, se era como todos diziam e eles realmente eram omnipresentes, que viam e ouviam tudo, então, nesse caso, bastava pensar neles como quando se está ao pé de alguém fisicamente e começamos a falar - e estava feito. Além disso, se eles eram assim tão amigos como me ensinaram que eram, então não se iam zangar por escapar às orações.
Depois surgiu a fase em que comecei a questionar tudo, típica da adolescência. Ao fim de imenso tempo sem pensar muito no assunto, acabei por ficar presa à indecisão de acreditar ou não na existência dos ditos senhores. Gostava da ideia que tinha deles e pensava que, se de facto eles existiam, só podiam ser assim: tão puros quanto mos desenharam. Contudo, por outro lado, não compreendia como é que eles podiam faltar a tanta gente e em tantos momentos, por muito que houvesse um propósito maior por detrás do sofrimento humano. Havia sofrimentos demasiado brutais que, para mim, eram inexplicáveis à luz dos Grandes de que sempre ouvi falar. Para ajudar à festa, nunca vi muitos dos meus, em particular os da geração da minha mãe e do meu pai, devotos à religião - só mesmo os meus avós... Pelo que qualquer conversa que tivesse afim de tentar perceber a perspetiva das outras pessoas nunca me levou a grandes lugares. Ninguém parecia muito convencido de nada. Não quer isto dizer, no entanto, que não tive contacto nenhum com crentes ou espirituais. Três das minhas amigas mais próximas são cristãs, e um antigo amigo meu era (ou é) budista (um caminho que ainda tentei explorar também, mas desisti quando começou a parecer-me demasiado regrado).
Hoje simplesmente não consigo acreditar em nada, nem em energias abstratas do Universo como alguns que conheço acreditam. Logicamente não consigo conceber a existência de nada que puxe para o divino ou transcendente: para mim, o próprio Universo tem energia por si só, gere-se sozinho, assim como nós nos regemos por nós próprios e em relação com o exterior, com os outros... Mas não creio que haja nada ALÉM disso. Umas vezes corre melhor, outras pior - é só. Por isso não, não oro. Simplesmente vivo, vou vivendo. A única coisa que ainda posso dizer que faço é, volta e meia, falar com a minha bisavó... ou com a ideia que tenho dela (mais correto será dizê-lo assim, pois tudo o que faço nessas alturas é falar de mim para mim, relembrando aquilo que ela era).
No fundo, acho que isto de ter ou não ter religião é tudo uma questão do que nos faz sentir ora mais confortáveis, ora com os pés assentes na terra... ou ambos.
07. Aderir
Dias de inverno e a vontade de me fazer película aderente à volta dos cobertores. Se possível, ser os próprios cobertores - fundir-me com eles. Estão a ver as pessoas que sofrem imenso com o calor e que no verão tomam mil banhos para se refrescarem? É o que me dá vontade de fazer no inverno: mudar-me para a banheira para me aquecer. Não o faço porque, olha, dizem que não é bom nem para o ambiente nem para a carteira.
06. Parque
O parque infantil. Um local de lembranças: nossas de quando pequenos, de momento dos nossos primos e irmãos, um dia, quem sabe, dos nossos filhos quando nascidos. Vamos aos poucos percebendo que os baloiços e os escorregas são mais habitados pelos ventos que vão e vêm do que pelas crianças, que entretanto se fazem adultas. Quem nunca sentiu o vento a brincar no parque? O ar fresco no rosto enquanto se deslizava plataforma fora, os arrepios rentes às orelhas enquanto se encolhiam e esticavam as pernas para mover o assento... E, mesmo sem crianças, lá estava ele para os olhos mais atentos: a fazer com que tudo se mexesse muito ligeiramente. Ainda hoje o faz: já não o sentimos a fazer festas nas bochechas ou cócegas no pescoço, mas olhamos o parque e conseguimos dar por ele em torno de uma ou outra diversão. Se hoje o confrontássemos e lhe pedíssemos o porquê de ele continuar a agir da mesma maneira aos nossos olhos que já não o podemos acompanhar, o discurso ser-nos-ia certo. É para a vida não empanar, diria ele, para a alegria não ser esquecida. Para que se continuem a criar memórias alegres... Noutro lugar, claro. Mas sem duvidar que é sensação que existe e que, por isso, é possível surgir de repente enquanto se move.
05. Sequência
Constelações: uma sequência de determinadas estrelas enumeradas, ligadas por traços imaginários. Cá para mim, a inspiração para a tarefa de ligar pontos e descobrir uma imagem nos cadernos de atividades dos mais novos.
04. Sentido
Um estava sempre em sentido e outro estava sempre ressentido. Nenhum deles a felicidade sentiu.
03. Fomentar
Maria a educar a fome. Ando a fomentar a vida saudável de novo a este nível desde sábado. A coisa está a ir aos bocadinhos, mas até agora acho que está a ir bem. Para começar, os lanches voltaram a ser uma peça de fruta e um iogurte - adeus bolachas e fatias de pão. Esta semana também está previsto voltar ao ginásio e passear por lá pelo menos três vezes por semana. É assim mesmo: acabaram-se os exames, acabaram-se as desculpas.
02. Senso
Seguir os conselhos do senso comum nem sempre é sinal de bom senso. Duas cabeças às vezes não pensam melhor do que uma. O que, claro, não quer dizer que uma cabeça acabe por ser melhor do que duas. Ninguém é perfeito - há é que não enrijar padrões de pensamento. Fica o aviso.
01. Presente
Valorizar o presente é, ao mesmo tempo, valorizar o passado e o futuro - apercebi-me agora, neste exato momento. Não só por ser um instante tão fugaz ou por lhe prever-mos continuação por meio de outros instantes igualmente fugazes, como por geralmente trazer consigo significados passados a par com expectativas futuras. Viver o preciso segundo, senti-lo, é também agrupar num só abraço o que já lá vai e o que se espera que venha aí.
sábado, 24 de janeiro de 2015
Ainda Não Disse
Ainda não a vi ao vivo e mal posso esperar por esse momento, mas já chegou o novo membro à família. Chama-se Lua e promete, pela boca dos de cá da casa e arredores, ser uma caniche preta fofa mas fofa. A prova, para já, foi a voz completamente derretida do meu primo ao telefone como eu nunca a ouvi quando lhe liguei para desejar um feliz aniversário. Resta a pergunta de quando me poderei escapulir para casa da minha tia para me derreter eu também.
A primeira noite de (pseudo)férias (pseudo porque ainda estou à espera de três notas) foi passada a falar com a Cláudia e, claro, a conversa entre melhores amigas já se sabe que tem pano para mangas tanto em temas como em profundidade - pelo menos, connosco sempre foi assim já lá vão quinze anos. Conversa puxa conversa entre corações cúmplices e que se perdem em reflexões e lamechices da vida... e fomos dar-nos com quatro publicações lindíssimas e que (para não variar, não fosse a quinquagésima vez que acontece algo do género) encaixaram à grande nas nossas palavras, servindo-lhes de conclusão.
Longe da vista, perto do coração - dizem eles, pois dizem...
Soa-me à parvoíce das parvoíces, mas mesmo assim acontece. Funciona assim: mudo o design do blog, fico séculos sem cá vir por causa dos trabalhos da faculdade e, mesmo assim, farto-me do aspeto do dito cujo.
De repente, a resolução e vontade súbita de mudar o estaminé uns dias antes de entrar em época de exames... Está-se mesmo a ver onde isto acaba por ir parar, não está?
De repente, a resolução e vontade súbita de mudar o estaminé uns dias antes de entrar em época de exames... Está-se mesmo a ver onde isto acaba por ir parar, não está?
...
...
Volto a ficar dias a fio sem cá vir... E, mal volto, apesar de os olhos não terem tido tempo para se habituarem e cansarem do novo visual, o fundo, as cores, o tipo de letra - tudo - pedincha por renovação.
Para Este Fim de Semana Pós-Exames
Ponto número um: procrastinar à grande; ponto número dois: definir objetivos e tarefas para me entreter neste mês de férias ou atrofio.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Mood
Amanhã vai ser assim, já sei. Mas a ver vamos: dois dias para estudar depois de me ter dado de alma e coração a Psicometria não servem para avançar nem metade do trabalho que a cadeira de Psicopatologia exige. Ainda estou frustrada, embora a tentar relativizar progressivamente a coisa... É este o exame para que menos me consegui preparar em todo o meu percurso universitário até agora. Aliás: é a primeira vez na minha vida em que sei que aquilo que reti não dá para passar da negativa para cima. Repito: na minha vida. Resta-me pôr por agora o assunto de lado e fazer para que para a próxima haja sorrisos - e que eles não caiam, mas se ergam, por favor.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
Um Ciclo
Parabéns ao blog que completa hoje um ciclo em trezentos e sessenta e cinco outros - quero dizer que o Sol e a Lua revezam o céu por aqui faz hoje um aninho.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
"Caixa das Palavras" de Janeiro
As publicações da Caixa de janeiro vão chegar um pouquinho atrasadas porque estão em época de exames. Todas as que conseguirem ir aparecendo, aparecerão; senão, virão em conjunto com as palavras de fevereiro - qual par amoroso a brincar ao dia catorze do dois todo o mês.
[ dia 1 ] - presente
[ dia 1 ] - presente
[ dia 2 ] - senso
[ dia 3 ] - fomentar
[ dia 4 ] - sentido
[ dia 5 ] - sequência
[ dia 6 ] - parque
[ dia 7 ] - aderir
[ dia 8 ] - oração
[ dia 9 ] - agir
[ dia 10 ] - sorte
[ dia 11 ] - humor
[ dia 12 ] - quiproquó
[ dia 13 ] - trinta
[ dia 14 ] - interromper
[ dia 15 ] - sapataria
[ dia 16 ] - afazeres
[ dia 17 ] - ninguém
[ dia 18 ] - torrada
[ dia 19 ] - último
[ dia 20 ] - retinir
[ dia 21 ] - triplicar
[ dia 22 ] - sucinto
[ dia 23 ] - sósia
[ dia 24 ] - salmão
[ dia 25 ] - comparecer
[ dia 26 ] - prós
[ dia 27 ] - pespegar
[ dia 28 ] - rimar
[ dia 29 ] - sobreviver
[ dia 30 ] - biografia
[ dia 31 ] - partilhar
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
Project 365
Começa hoje. Ainda não decidi se vou publicando o resultado de tempos a tempos ou se o publico no final. Just wait for it.
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