sexta-feira, 31 de outubro de 2014

31. Reportagem

É preciso arranjar formas de te reportar que já te admiro, que te estimo, e daí acautelar-me para fazê-lo num evitar de câmaras, de flashes, de jornalistas, e de tudo o que possa vir ao local na qualidade de espalhafatoso.
Percebo que haja notícias que se procuram em primeira mão... Na tua mão. E a minha na tua. Simples.

30. Magia

É dia de aprender algo impossível - algo que só a magia sabe explicar. Os olhares sabem sorrir... Sabias?

29. Acreditar

Acreditar - há lá café que nos ative mais do que esse.

28. Principal

Mudar o foco principal para não ofuscar, para não cegar; para não limitar horizontes.

27. Tristeza

Gosto das mudanças bruscas nas expressões faciais. De as acarinhar. De abraçar os gestos das dores e das vitórias, afagar-lhes o cabelo, acalentá-las junto ao peito. Gosto de não negar o rosto aos medos imensos e às fraquezas por não serem estas condições menos humanas do que as outras, de dar alento a todas as fendas possíveis (e impossíveis) a que tento chegar em mim e nos outros. E gosto de quando, imperiosamente, no seu tempo e momento, os traços se apartem do peso da tristeza na pele e as pestanas param de ser as cortinas para o brilho das lágrimas; quando se veem as bochechas a ficar rosadas e se escutam os lábios a deixar, alegres, escapar leveza por entre as palavras.

domingo, 26 de outubro de 2014

26. Flor

Bem-vinda à casa dos vinte, bem-vinda a mais um ano da tua vida, bem-vinda a mais um dia de ti, bem-vinda a mais um momento em que percebes que o mundo é teu e que tu és do mundo. Assentas que nem uma luva ao mundo, sabias? Aqueces-o. Aconchegas-lhe as mãos geladas. Fazes com que aquilo que o mundo segura entre os dedos tenha outra textura... Mais fofa, claro. Já te disse que assentas que nem uma luva ao mundo? E a mim também, já agora. Os invernos são um bocadinho mais verão contigo a agarrar-me a mão.
Ainda duvidas que o mundo é teu? Que há tanta coisa que acontece que és tu que decides? Que és tu que fazes?
És a flor de primavera no outono. És és! Ou não é verdade que floriste em outubro?
(Parabéns, Cata!)

25. Superstição

As superstições, os preconceitos e afins podiam ser batatas do mesmo saco, agora que penso... Mas as batatas conseguem ser realidades mais palpáveis.

24. Saldo

Muitas vezes, as piores dívidas por saldar não são as monetárias mas sim as que se têm para consigo mesmo.

23. Sobreposição

As discussões nunca ficam resolvidas numa relação, disse o professor Moreira e eu concordo. As discussões, quando bem confrontadas, ficam "por ali" - como que meio perdidas no ar, incompletas. Mas, se bem confrontadas, o que também acontece é que, logo a seguir, segue-se para a frente porque para a frente é que é Lisboa; se não: fica-se estanque, preso/a no momento em que pararam. Interiormente, nesse caso, a verdade é que as discussões não pararam. Olhamos a pessoa e só vemos a mossa criada com ela... Por muito que se troquem sorrisos e palavras doces, são essas tentativas constantemente falhadas de levar tudo de volta à normalidade.
É quando não se consegue sobrepor um ano de cumplicidade a cinco minutos de desacordo (por exemplo) que os laços que uniam as pessoas passam a nós. Na garganta.

Balanços de Outubro e Previsões para Novembro

Já somo alguns dias com menos horas de sono do que o recomendável. Ando a tentar intercalar três trabalhos gigantes da faculdade que têm de ser feitos ao mesmo tempo, pelo que tenho-me deparado com o stress quase quase a tocar o limiar do pânico. Por muito que me esforce (e vou continuar a esforçar-me acima de tudo) continuo com quase todos os apontamentos por pôr em dia. As idas ao ginásio têm sido reduzidas para duas e uma vez por semana (deviam ser três). Ler blogs e responder a mensagens (tanto do Facebook como do telemóvel) são tarefas em atraso. Quase que não tenho escrito - a propósito disso, a Caixa das Palavras tem conhecido mais dedicação semanal do que diária; e embora tenha ideias a fervilhar para o Vou Conversar e Beber Chá com a Lua para o Telhado, não tenho conseguido arranjar um espacinho na minha agenda para lhes dar vida (já devia eu saber que a criatividade não funciona a agendas). Tenho rabiscos apontados aqui e acolá, mas quase que é só quando o rei faz anos que consigo registar as coisas direitinhas no meu caderninho de bordo. E se no verão li seis livros (dois deles de setecentas páginas, outros dois a rondar as duzentas, trezentas, e os restantes as cem - saibam que nunca li tanto livro no verão e que isto para mim foi recorde), desde que comecei as aulas que ando há quase dois meses de volta de um livro... Dois meses (vou agora ali esconder-me de vergonha por ter acabado de o tornar público)!!!
Pessoas desse lado, para resumir, o que vos quero dizer é o seguinte: não estranhem períodos de ausência mais longos do que o habitual nos próximos tempos. O que me resta deste mês e até metade do próximo vou andar com dias caóticos! Mas eu volto. Vou voltando. Darei a devida atenção a este espacinho sempre que puder - nem podia ser de outra maneira! A escrita TEM de estar nos meus dias - ponto final.

21. Título

E se, ao adormecermos, nos surgisse o título do sonho que fossemos ter naquela noite? Melhor: e se, enquanto dormíssemos, nos fossem sempre aparecendo novos títulos conforme se seguissem novos sonhos?

22. Vinco

Carne mal passada - a ferro, claro. É a minha. É a nossa. 
O que nos faz são os traços e as dobras. A nossa incrível maleabilidade e capacidade para nos perdermos por mais riscos do que aqueles que já nos faziam quem éramos. O vincar e criar caminhos de e para nós... A direito; todos tortos; simples; confusos.

20. Vitória

Chegará depois do suspense, do ressoar dos tambores dentro do peito. Aposto que é assim.

19. Sem Número

Vivia numa porta sem número e também não tenha bilhete de identidade. Cochichavam, cheias de medo, as pessoas que ela era um monstro - que só podia ser um monstro - porque não havia maneira de a encontrar ou identificar por livre e espontânea vontade, ao contrário do que acontecia com a generalidade da população. Na sua maioria as pessoas tinham nome, localização definida. Ela não - tinha a elasticidade para mudar de paradeiro e de nome quando lhe apetecia e, por isso, podia muito bem dar rosto a um dos maiores temores das pessoas: o desconhecido. O "não sei".
Eis a segurança um sem número de vezes desaparecida sem deixar rasto. Sem saber do número da sua porta. Sem saber do seu bilhete de identidade.
As pessoas assustam-se com o que vagueia por aí - às vezes até como se de um monstro se tratasse.

domingo, 19 de outubro de 2014

18. Absurdo

O mundo está cheio de absurdos, tanto que há quem diga que o próprio mundo é um autêntico absurdo. Absurdo é confundir uma coisa com a outra, digo eu; e se calhar estou a dizer um grande disparate. Se calhar, por vezes, parvoíce era não os considerar, efetivamente, como sinónimos.

17. Laço

Já alguém reparou que o símbolo do infinito é um laço?
Não, não! Não pode ser assim; o infinito não pode estar em todos os laços. Tecnicamente, não pode estar em laço nenhum. Mas que há laços que lembram o infinito... isso há.
Já alguém reparou que há laços que parecem ter a forma do infinito?

O que acontece nos trabalhos do meu mano

- (diz o meu mano) Nós somos aquilo que comemos: alimenta-te bem.
- (ao que a minha mãe... repito: mãe) Nós somos aquilo que comemos: não comas nabo.

16. Ritmo

A este ritmo é difícil evitar os passos em falso, ficar descoordenada. Mas diz que é mesmo assim que se vai aprendendo a dançar.

15. Soletrar

Letra a letra, olhos nos olhos.

14. Pouco

Há coisas que nos (e)s(t)ão demasiado grandes; a que bastam umas poucas idas à máquina para, no meio de todas aquelas voltas e reviravoltas, encolherem. Depois nem as engomadelas as safam - não há como esticar as coisas até ao tamanho que era delas, até ao tamanho que conhecíamos. Pouco a pouco, a cada lavagem que lhes tentamos impingir, vão diminuindo ainda mais. E mais. E às vezes nem é pouco a pouco: pouco passado, deparamo-nos com o vazio. Resta a esperança de, quiçá, lentamente ou até pouco tempo depois, não começar o vazio a encolher também.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Miriam Nascimento Fotografia, outono de dois mil e doze.

Missão aproveitar os tons vívidos do mundo; os festejos que voam; que nos fazem voar e que passam a voar. Que podem durar o que têm a durar e valer por tudo o que valem, ou que podem fugir e rebentar com a leviandade dos instantes.

Dias (Não) São Dias


segunda-feira, 13 de outubro de 2014

13. Mensagem (parte II)


Hoje, num envelope em cima da secretária, o amor aquando dos regressos a casa. Surpresas doces para o coração (não é para a barriga, não se enganem!).

13. Mensagem

Ser pessoa de enviar textos de tamanho a lembrar cartas por telemóvel; ser Pessoa e quase que fazer de uma Mensagem um livro.

domingo, 12 de outubro de 2014

12. Aderir

Sentimentos que vêm forrados a película aderente: a proteção e fragilidade em nós - o dois em um do costume. É isto coisa que se vê perfeitamente, toda uma transparência que de mais clarificação não precisava. No entanto, mais vale vir aqui resguardar o assunto - nunca se sabe se pode cair ou não por terra.

sábado, 11 de outubro de 2014

11. Avir

Avir: o verbo que não veio ao dia de hoje. Não chegou a acordo com a agenda.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

10. Roda Viva

Eram mesas redondas a proporcionar o clássico todos em rodinha, a conversar e a cear, felizes e contentes; há muito que estão sentados em mesas quadradas confrontando-se com os seus confrontos, porém - pelo que me é incrível como é que ainda ninguém reparou que a roda morreu. Há nos olhos palas de pirata? Julgam que é só uma tempestade de alto mar que logo passa? Não sabem daquela do não subestimem a natureza? Olhem (se as palas o permitirem) que, ao que sei, grupos demasiado grandes raramente se mantiveram sem cortes e golpes fatais; e que, no convés dos navios, tanto primam os recursos como a escuridão - por isso cuidado, ou até as mesas quadradas se fazem passar por redondas.

09. Lei

Erro crasso da minha adolescência: achar que os outros é que estavam certos nas suas formas de lidar com o bom e com o mau do mundo e eu não; achar que os outros é que redigiam os mais corretos códigos de conduta e que qualquer e toda a alínea ditada por mim merecia retificação. 
O que me disse o juízo? Não cobiçar a lei do outro - ou acaba-se a justiça para com o direito de nos termos a nós próprios e à vida como só nós sabemos ter (e ter, aqui, leva antes um s no início).

08. Traçar

As traças comem camisolas, disseram-me os meus pais (que se calhar até foram os pais a dobrar, como quem diz os meus avós). Bem os entendo agora: de tempos a tempos há que alimentar novos caminhos; traçar novos rumos; trocar de camisola.

Pirilampos


«O campo está no ponto para se poder semear
O coração está pronto para bater mais devagar
E eu p’ra aqui neste sarilho, 
Nem semeio o milho, nem vou namorar 
A voz da minha mãe chama para a ceifa uma vez mais 
Mas já a tua voz me quer distante lá dos trigais 
E eu que sou bom rapazinho 
Esquece-me o caminho da voz dos meus pais

Só sei que a safra deste ano vai ter mais beijos do que trigo 
E sei que eu ou muito me engano ou tu tens o plano de casar comigo

Meu pai há de ficar zangado se eu não aparecer
Mas ver-me apaixonado há de fazê-lo reviver 
Os tempos em que as raparigas 
Cantavam cantigas para o endoidecer 
Ficar a olhar pirilampos causa um certo fastio 
O coração é como os campos, também requer pousio 
E quando eu já estiver cansado 
Volto para o arado, que eu não sou vadio

Só sei que a safra deste ano vai ter mais beijos do que trigo 
E sei que eu ou muito me engano ou tu tens o plano de casar comigo»

07. Ressaca

Sacou-lhe o coração uma e outra vez e ela inebriada; sem a noção de estar a atingir o limite, perdeu-se no hábito e ficou a re-sacar da mesma história até à absoluta deturpação dos sentidos.

06. Nostalgia

A nostalgia a tocar-me à porta. Traz uma flor branca atrás das costas, a minha flor preferida colorida a paz, perfumada a amor e com os espinhos das feridas. Estou a chorar porque nunca me deram uma flor até hoje, e sinceramente não sei se me corre alegria se me corre tristeza. Ainda vou mas é apostar que a meta para onde corro se trata de uma alegria triste e pronto. E ainda que obrigada a correr aviso já que os passos são sempre da minha própria cadência - por isso digo-te mais: hoje é dia de caminhar voluntariamente até ti porque me veio visitar a nostalgia, lembrou-me de ti e do teu sorriso por entre as lágrimas, e entretanto no lugar de pétalas vi florido algo de ainda mais delicado: o obrigada que gostava de te oferecer.

domingo, 5 de outubro de 2014

Das Coisas Que Não Interessam a Ninguém (coitado do Ulisses que é sempre chamado a conversas destas)

Voltei a ter visão HD. Finalmente: graduação dos óculos atualizada. Acabaram-se todas as possíveis associações entre a minha panca por arroz e todas aquelas vezes em que quem me olhasse nas aulas me via a obrigar-me a ser chinesa por momentos. Para quem não sabe, esticar as pontinhas dos olhos com os dedos foca a visão ao longe.

Lembrei-me: tem piada eu ter falado no Ulisses nestas circunstâncias. No episódio em que ele se denomina de Ninguém entra ele e o Ciclope, e o Ciclope acaba cego. Bom... Se calhar também não é nada má ideia tomar mais cuidados com o descaso da vista a partir de agora, antes que ela se estrague mais.

05. Representar

- Vamos fazer um teatro.
- Vamos.
- Baseado na realidade.
- Claro. Todo o teatro é baseado na realidade ainda que possa ter umas percentagens de ilusão, sejam elas mais ou menos elevadas.
- Certo. Então não te esqueças de representar uma das árvores do jardim daqui do lado. Pinta-a no cenário, está bem?
- Com certeza. Não tenho é a certeza se não estaremos a tirar protagonismo à árvore do jardim.
- Por fazermos uma história acontecer junto de um desenho em vez de deixarmos a História acontecer junto da árvore em carne e osso? Isto é: em tronco e ramos. Ai os malfadados dos ditos populares a tentarem fazer-se representar na vez daquilo que quero dizer de verdade...
- Isso mesmo: por fazermos uma história acontecer junto de um desenho em vez de a História acontecer junto da árvore em tronco e ramos, como tu disseste e bem.
- E os atores? Quem chamamos? Quem conheces e que não se importe de se mascarar?
- A (inserir nome) não se importa mas não pode, partiu uma perna na última peça.
- Ah pá, o azar dos azares quando partir uma perna em teatro deveria remeter para toda a sorte do mundo!... 
- Chamemos a palco o marido dela, o senhor (inserir nome). Fica ele em sua representação.
- Olha que é bem pensado. Aliás: se alguns casais falassem o que pensam, seria algo como pronto, alianças de casamento colocadas. A fingir que são elas a maior prova do nosso amor.
- Sim, entendo-te. Elas a representar o que os une.
- Elas como o palco para as suas personagens.
- Os simbolismos a fazerem de guião...
- Quando, antes de mais nada, deveria ser o guião a criar os simbolismos.

04. Sistema

Este amor por Sistémica já se começa a tornar um sistema. Não sou só eu que o sinto, toda a gente o sente para mim. És tão sistémica, mulher - o pão nosso de cada dia dos meus ouvidos (estão eles a ficar gordinhos, que habituados a comer pão não estão eles e logo nesta quantidade - é claro que passam logo para a  fase da engorda). Logo no primeiro ano foi ouvir o professor Wolfgang a falar e ficar encantada pela área - apaixonada por muita coisa, até. E depois é a minha maneira de pensar (e de ser, dizem): consigo ligar sempre as coisas umas às outras como se de um sistema se tratassem (e tratam-se - senão sempre, então, pelo menos, na maior parte das vezes), vejo sempre a culpa e a inocência repartida pelas várias partes de uma relação, uma das primeiras coisas que faço é olhar o contexto em que tudo se passa, sublinho (ou melhor: pinto) os artigos que falam de relações pessoais, famílias, etc., de uma ponta à outra por achar que é tudo importante. Isto para começar. Depois também dizem que sou toda cor de rosa e sorrisos e que, seguindo Sistémica, posso ser a fofinha que sou sempre (dentro dos devidos limites profissionais, claro). Dizem que se seguir, por exemplo, Cognitivo-Comportamental (a minha outra área de interesse) não vou poder ser assim como sou no dia a dia - e que é, em parte, precisamente por isso, que me vai ser um tanto penoso adaptar-me; que provavelmente consigo lá chegar, mas não sem antes sofrer um bocado. Diz o Tiago que em CoCo a coisa é muito mais hard core - ora: mas se ele se refere aos casos que aparecem isso ainda é o menos; o que me faz mesmo comichão (comichão, não: bichos carpinteiros) é a probabilidade de ter de encolher - à grande - a fatia principal de como sou... O sorriso é a marca registada do meu rosto até nos dias mais cinzentos (calma: nos dias negros a coisa não funciona assim - não pensem que sou uma feliz crónica, se fosse já devia estar na ala psiquiátrica ou coisa do género). Não consigo adotar afirmações como "a vida é uma merda" ou "eu sou um otimista: dá sempre merda" por muito que compreenda porque é que o BV, o Ti, a Cata, a Rute, a Necas e a Nês as dizem - isto para enumerar só alguns (tem a ver com o tema "expectativas" e faz todo o sentido; depois explico-vos). E, para finalizar, tenho a sensação de que CoCo lida muito mais com as psicopatologias das duras e, sinceramente, eu cá não me sinto grande amiga desse mundo... Por muito que a aula prática de Psicopatologia seja das mais interessantes que temos. Reparem: na aula passada (a primeira de todas) calhou-nos ver o professor com um esquizofrénico paranóide. Enquanto o paciente estava presente: tudo normal e tranquilo, olhinhos e ouvidos da Maria muito atentos; mal o paciente sai: toda uma carga de nervos cai sobre mim. Comecei a contar os minutos para o professor terminar de reportar tudo o que tinha a reportar e, quando cheguei cá fora e a dada altura, desatei a chorar (choro sempre que atinjo o pico de stress). O Ti diz que é bom eu ter tido já esta reação porque dá para ir treinando a coisa a partir de agora... mas saí deste primeiro contacto com estas realidades a querer ir para casa comer pizza e ver os Marretas. A ver vamos, mas é, como reajo às próximas aulas... Espero que melhor. Como foi a primeira ainda me estou a dar uma desculpa. Porque, admito: sinto-me curiosa e adorava conseguir lidar com estas pessoas... Só não me sinto tão empolgada e maravilhada como o meu grupo se sente. A minha praia é outra: o campo intrapessoal a juntar-se ao interpessoal, intervenções individuais de mãos dadas às intervenções em grupo, intervenções comunitárias, isso tudo. E, no fim de contas, também é perfeitamente legítimo sentirmo-nos mais à vontade em algumas intervenções em comparação a noutras, certo?
Seja como for (e agora para terminar): a decisão de mestrado a seguir em primeira opção está ainda a uns largos passos de ser definitiva. É verdade que, aparentemente, sou muito mais de Sistémica do que outra coisa; mas também é verdade de que estou rodeada de aspirantes a Cognitivo-Comportamentais Integrativos e de um psicólogo efetivo nesse ramo da Clínica, pelo que outro pão nosso de cada dia é ficar fascinada com o que os oiço dizer ou refletir (à parte do assunto "psicopatologias"). Pudesse eu e conciliava as duas áreas, Sistémica e CoCo, caso ainda não tenham entendido (digo-vos: se puder é mesmo isso que faço).

Próximo Passo: Criminalizar os Aplausos

Azul

Se algum dia ficares triste com o mundo, lembra-te que o céu tem a tua cor preferida.

"Outubro é Mês das Fantasias" em: Eu e as Bandas Desenhadas, Parte Setecentos e Quarenta e Dois


"Outubro é Mês das Fantasias" em: Fofices


sexta-feira, 3 de outubro de 2014

03. Gostar

Degustar para ver se é caso de gostar; senão: digeri-lo e (se possível) aproveitar os nutrientes.

(Parvoíces. Rir. Pronto.)


02. Artigo

Por muito esborratada que resida (num)a memória: há gente que nunca passa de artigo definido para indefinido.

01. Filosofia

Ele queria casar com a Sofia. Isto é: queria ter casa com ela (já a cerimónia religiosa tenho dúvidas de que a quisesse). Não resultou. Então confinou-se, entre quatro paredes, ao amor à sabedoria - ou não foi essa a maneira de ele conseguir casar com o que sempre quis na mesma. Entendam-me: Sofia quer dizer sabedoria.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

"Caixa das Palavras" de Outubro

[ dia 1 ] - filosofia 
[ dia 2 ] - artigo
[ dia 3 ] - gostar
[ dia 4 ] - sistema
[ dia 5 ] - representar
[ dia 6 ] - nostalgia
[ dia 7 ] - ressaca
[ dia 8 ] - traçar
[ dia 9 ] - lei
[ dia 10 ] - roda viva
[ dia 11 ] - avir 
[ dia 12 ] - aderir
[ dia 13 ] - mensagem
[ dia 14 ] - pouco
[ dia 15 ] - soletrar
[ dia 16 ] - ritmo
[ dia 17 ] - laço
[ dia 18 ] - absurdo
[ dia 19 ] - sem número
[ dia 20 ] - vitória
[ dia 21 ] - título 
[ dia 22 ] - vinco
[ dia 23 ] - sobreposição
[ dia 24 ] - saldo
[ dia 25 ] - superstição
[ dia 26 ] - flor
[ dia 27 ] - tristeza
[ dia 28 ] - principal
[ dia 29 ] - acreditar
[ dia 30 ] - magia
[ dia 31 ] - reportagem