sábado, 25 de janeiro de 2014

sobre as polémicas e todos os seus "arrufos"

o problema que nos assola é demasiado complexo. baseia-se essencialmente no facto de vivermos em sociedade; é impossível não viver e não haver confrontos de opinião, em que essas mesmas opiniões se arriscam constantemente a estar enviesadas (para o bom ou para o mau) e a transportar gaps de informação em todas e em cada pessoa relativamente aos mais variados assuntos. 
o problema é que tanto podemos pensar objetivamente como desatar a estardalhar conduzidos pela emoção, acabando por transparecer uma postura mais ou menos extremista mesmo não a tendo.
o problema é que partimos de casos particulares para falar do que acontece no geral. e também pode acontecer pegarmos no geral para falar de casos em particular. contudo, nem de uma maneira, nem de outra, se fazem inferências sempre verdadeiras.
o problema é falarmos a meias palavras, mandarmos uns bitaites e não fundamentarmos o que dizemos, porque é giro, porque temos preguiça, porque não temos paciência, ou seja lá porque for. 
o problema é que, por muito que fundamentemos o que dizemos, podemos não encontrar as palavras adequadas - podemos até chegar à conclusão que nem todas as que existem no dicionário nos chegariam. podemos ainda esquecer uns tantos pontos fulcrais a rematar, ou até podemos acabar por ser mal-interpretados sem o querer - afinal de contas, ninguém nasce ou se faz mestre de uma capacidade de expressão ou compreensão total e aplicável a todos.

viva então a balbúrdia (boa ou má - talvez neutra, portanto) que daqui sai, mas que faz o mundo andar. seja para trás, para a frente, para a esquerda, para a direita, para cima, para baixo, mas andar.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

a pergunta mais importante da minha vida

o Pedro Chagas Freitas perguntou aos seus leitores qual seria a pergunta mais importante das suas vidas. a minha formou-se rapidamente na cabeça, de modo totalmente automático. sem pensar duas vezes, seria (e será, espero eu):

queres casar comigo?

- Maria a sonhar com Amor desde 1994.

tip: love yourself too

there are people who deserve you to give them more walls than bridges.

Anatomia de Grey, ou anatomia do ser humano

não é aquilo que fazemos. é o porque é que o fazemos. caríssimo Derek Shepherd, não podias ter dito melhor.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

só para lembrar que os umbigos ainda não têm cérebro

mete-me confusão as pessoas que estão numa relação mais (ou apenas) pelo que tiram dali para si do que pelo que constroem, podem e vão construir ali para ambos.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

isto a propósito do post anterior, e para no entretanto dizer que quero os livros "O Livro dos Loucos" e "In Sexus Veritas" do Pedro Chagas Freitas

"que nunca abdiques de ir ao que dói só porque dói.
porque viver dói e vale tudo.
porque querer dói e vale tudo.
porque ser dói e vale tudo.
que nunca fiques a meio do que queres todo, que nunca sejas pedaço do que és inteiro. 
que percorras com as mãos todas as distâncias, que os teus dedos conheçam todas as estradas. 
que afagues com a mão a mão de quem amas, que te sejas a mão afagada da mão que te quer. 
que nunca te falte a mão que é capaz de chorar, pois é apenas essa que te fará continuar. 
que nunca te falte a mão que te faz deitar, pois é apenas essa que te fará levantar." 

"perder é a parte intelectualmente evoluída de jogar. ganhar é uma festa. um momento de coisas supérfluas. é o champanhe, a dança, os gritos de “urra urra”, a certeza de que és o maior. perder é a introspecção, a racionalidade, a profundidade. perder obriga a levantar. perder obriga a procurar. e, mais ainda, a encontrar. perder encontra o que ganhar perde. perder ganha o que ganhar perde. perder com tudo de bom que perder traz é algo que só os grandes vencedores conseguem fazer. todas as derrotas são úteis."

"a derrota é feia, porca e má. mas tem cérebro. a derrota é o Einstein da alma: é com ela, em ela e por ela que conseguimos ser génios."


"vencer: momento em que percebes que o grande vencedor é aquele que mais vezes perde.

ganhar é um verbo-polvo. tem tentáculos que só os vencedores conseguem perceber. o grande vencedor não é o que vence mais; o grande vencedor é o que ganha mais em cada vitória. o grande vencedor extrai da vitória tudo o que os derrotados não conseguem extrair da vitória. mais importante ainda: o grande vencedor extrai da derrota tudo o que os derrotados não conseguem extrair da vitória."

- Pedro Chagas Freitas

sobre a psicologia

não diria que a ideia é ver os problemas de outra perspetiva. quer dizer, pelo menos não me parece que se possa ou deva fazer isso sem primeiro esmiuçar a própria perspetiva dos problemas ou da vida, sem primeiro entender os cantos à casa, admitindo que se a vive. é.

nada de enfrentar os problemas sem os confrontar diretamente. nada de saltar logo para a parte em que se põe um sorriso se não é isso que se tem uma vontade imediata de se fazer. nada de não olhar para aquilo que se está a viver agora, distraindo-nos ou colocando um foco aleatório no quão bonito é o céu azul, no quão majestosas são as árvores... nada disso!
não façam isso. estão a esquecer o problema, a mascará-lo: não a resolvê-lo. tenham a coragem de olhá-lo nos olhos, gritá-lo e chorá-lo. aceitem as vossas vivências, boas e más, tal como são. não se retraiam por as viverem, fazem parte e são elas que nos constroem. integrem-nas. depois... depois, sim, com essa coluna de vida aceite, já podem dizer que se adaptaram, que conseguiram/vão conseguindo e que estão bem.

a ideia, é: não temos a felicidade permanente das histórias de encantar - os problemas existem e estão sempre a acontecer a vários níveis e nas diferentes dimensões de que fazemos parte e que nos rodeiam, para além de estarmos sempre criar novos objetivos e, portanto, logo aqui, com estes dois aspetos, a definição subjetiva de felicidade vai mudando - mas estamos bem. as coisas fazem-se.

no bem-estar e na adaptação, eu acredito.
e tu?

nota: a agradecer ao Tiago, por me ter transmitido vezes e vezes sem conta muitas das ideias que estão neste post e que agora se integraram na minha cabeça. construí uma casa com cada tijolo. já viste, amiguinho? :)

love (for life) happens.

"during your travels, it's important to always keep one thing in mind: when one thing ends, something else begins."
- do filme Love Happens.

é em dias que não foram tão difíceis assim que dá vontade de sentar no sofá, com uma mantinha e uma fatia de bolo a ver uma qualquer série ou filme lamechas que dê a mão à nostalgia ligeira que transportamos dentro.

é foleiro estar a escrever isto, mas é verdade. mulher solteira sabe o quão bem sabe chegar ao fim da noite e procurar algum conforto numa história bonita. seja porque nos leva às lágrimas e se libertam energias acumuladas, seja porque simplesmente nos deixa algumas lições, nos faz refletir ou nos entretém.

hoje foi um desses dias: um desses que não foram tão difíceis assim. em que só se contaram alguns solavancos, mas que, ao fim e ao cabo, não foram etiquetados como tendo sido algo de grave.

é quando se começa a ser um bom condutor e a ganhar mais experiência que, a estrada, com as suas curvas e contracurvas, deixa de ser tão assustadora... não é? é que é isso que me parece.

estou a começar a habituar-me ao stress. até diria que estamos a ficar amigos! olha que esta. love happens.
não que lide sempre bem com ele... ohhh, não. temos muitas discussões.
mas acho que entendi que as discussões fazem parte e até são necessárias para assentar muitaaaa coisa!
não fosse o stress, nunca poderia adaptar-me. evoluir. melhorar.
quase que podia gritar três vivas e hip hip urras ao stress!

mas vou antes celebrar o facto de ter atingindo uma meta pessoal muito importante: deixei de ter medo do futuro; de nem sempre poder vir a ser capaz de lidar com as demandas de uma vida tipicamente adulta. ou mais matura, pronto.
vivia apavorada com isto, com a possibilidade de não vir a conseguir encarar e lidar com a realidade no seu modo mais puro e cru. talvez porque conetava esse modo puro e cru a uma dimensão maioritariamente negativa. contudo, apercebi-me que o facto de o mundo dos adultos ser, aos olhos da criançada e malta jovem, um mundo mais exigente, não quer dizer que seja preferível "nem o viver"

chamem-se os bois pelos nomes: os obstáculos e os patamares elevados a que nos pedem para subir, esses que são de pensar chiça, querem que eu consiga isto? que sofra ao gastar aqui o meu sangue e suor?, são, em boa verdade, os estímulos perfeitos para sermos humanos ainda mais completos, complexos, intensos e... bom, humanos! 

assim... assim comecei a aceitar esta passagem para a vida adulta, enquanto uma Maria progressivamente mais individualizada, com muito mais pacificidade e naturalidade do que alguma vez sonharia.

sábado, 11 de janeiro de 2014

engraçado:

este blog parece ter 22 publicações? a contar com esta?
não, não parece.

contudo, é um facto que tem! já, já! ora contem-nas lá.

que parvoíce. que parvoíce, Maria.

não consegues simplesmente dizer fodasse e seguir. certo, não és assim.
mas é uma parvoíce. uma parvoíce parares de tentar o objetivo último. não é preciso dizeres fodasse e seguir. nem és de dizer asneiras. basta seguires.
e também é uma parvoíce escreveres em todo lado que ainda amas e sofres.
uma parvoíce.

olha, amiga, tenho uma novidade para ti: não és a única no mundo a passar por uma coisa destas.

não digo que há coisas piores porque isso seria estar a desvalorizar o problema. embora haja.
tens é de integrar e seguir. e fazer da tua vida uma coisa adaptativa, sabes?

quem te avisa, teu amigo é.
muitos já te avisaram. até tu mesma. olha, eu ouvia-te. desta vez, ouvia-te.

trabalho pessoal do dia.


quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

linhas que muito dizem.

"de onde vem o rancor? de onde vem a raiva? de onde vem tudo aquilo que, todos os dias, faz do mundo um local pior para viver? talvez a solução seja fazer de conta que não existe - fazer de conta que não há, algures, a esta hora, neste exacto momento, alguém a desejar mal a outro alguém. e, pior ainda, alguém a fazer mesmo mal a outro alguém. mas há. a esta hora, neste exacto momento, há alguém a desejar mal a outro alguém, alguém a fazer mal a outro alguém. e é essa a melhor das soluções: saber (e não esconder) que há, sentir (e não esconder) que há. e fazer o que está na nossa mão para que aqui, onde tu estás e onde está quem tu amas, não haja, neste exacto momento, alguém a desejar mal ou a fazer mal a outro alguém. podes tudo quando tudo está nas tuas mãos. e o que está aqui, onde tu estás, está nas tuas mãos. agarra-o, acarinha-o, dá-lhe tudo o que lhe podes dar. não penses que poderias estar noutro lado qualquer, a fazer outra coisa qualquer. pensa, isso sim, que estás aqui, neste abençoado aqui, e que deves alimentar com tudo o que tens este momento, este espaço, este intervalo de tempo em que está tudo o que te interessa. és tudo o que te interessa, és a vida que te interessa - porque é a única, até prova em contrário, que tu vives. e é tão simples: a vida é bela, sim. desde que tu sejas belo."

"as palavras. valemos as palavras que valemos. o resto é pele. e a pele envelhece. só as palavras não envelhecem."

- Pedro Chagas Freitas

memórias de um conto de fadas.

abri a tua caixa. sim, também eu arranjei uma caixa para as tuas cartas, para as nossas coisas. não te cheguei a dizer.
hoje foi a primeira vez que abri a caixa desde há muito.
li tudo o que me escreveste. vi a alegria, a paixão, o amor, o carinho nas palavras. e também nos nossos olhares... nas fotografias. nas fotografias que tinha no quarto. com os sorrisos tão rasgados. tão brilhantes. tão sinceros.

meu antigo amor, foste muito importante. tão importante que, por vezes, ainda penso que te amo. ainda sinto. porque sempre que pondero na hipótese de voltar, por muito utópica e desatualizada que nos possa estar, uma parte de mim ainda diz que sim. contudo, não deveriam ser todas as partes de mim? todas elas a querer voltar? se calhar até são. mas eu tento convencê-las de que não.

estes são os males de acreditar no Amor. não só de acreditar, mas de o viver em cada célula de mim, em todas elas, sem faltar nenhuma. demoro a fazer os meus lutos. quando penso que já segui em frente, ainda não o fiz.
estou a caminhar no vazio. ainda estou a caminhar no vazio.
e tu... tu já encontraste a tua luz. não me disseste nada sobre isso, contudo eu reparei. reparei por pequenas pistas, fui juntando 1 + 1. sei que encontraste a tua luz. e, por um lado, ainda bem. fico mesmo feliz por ti! genuinamente feliz por ti.

por mim... é que nem por isso. por enquanto.
espero que seja só por enquanto.

recado.

meu amor, onde quer que estejas: estou à espera que me entres pela janela.

sim, sim. tu. o tal.

podes levar isto na literal. ou lê-lo antes como quem diz janela do coração.

ou então... ou então deixa-me a tua morada. uma pista. e uma dose de coragem espontânea para me pôr eu a trepar paredes. a saltar muros. a vencer fronteiras.

ponho-me a pensar o quão será querido, um dia, quando te encontrar, quando me encontrares, quando nos encontrarmos um ao outro, um com o outro, leres isto. quão querido será veres que já te escrevia, mesmo sem te saber ainda os traços.

quão bom será veres que já acreditava.

vou sempre acreditar. até ao fim dos meus dias. até ao último suspiro. mesmo que nunca cheguemos a conhecer a nossa história.

não vou desistir. não vou desistir de ti, não vou desistir da possibilidade de um nós.

eu Acredito. e acredito que, se eu o faço, no meio de tantos milhões de pessoas, há uma baixa, muito baixa probabilidade de ninguém o fazer também.

o mais difícil será mesmo a busca. a prova de obstáculos. logo eu, que nem sempre me destaquei em Educação Física.

contudo, não é por ser difícil que não vale a pena. pelo contrário.

e tudo, tudo vale a pena quando a alma não é pequena. ou o Amor. o Amor que nem eu consigo imaginar que tamanho tem, de tão grande que será.

sim, eu Acredito.

começa a nova cronometragem (já começada, quase sem reparar quando - quase.)

reparei há pouco, por mero acaso: seriam, hoje, 8 meses.

já nem me lembrava.

não são. 

penso que sei, finalmente, que já não são.

então, deixe-se o oito de lado. deitemo-lo abaixo. 

e venha daí o infinito.

so this is the love I'm frigthened of: doesn't come with a leaflet that says how to keep it

remember: I will be there; remember: I will always care

quantas noites te devem pelo mundo que tens dentro?

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

tu. e tu.

"ser especial não é chegar e arrasar, ser especial é sair e deixar saudades."

não vou mentir.

mas prefiro quando as saudades são mais Amor do que Ausência.
preferia quando as saudades eram mais Amor.

claro que estamos a falar de coisas boas

gosto muito do número 5. costumo pensar que representa uma mão cheia. uma mão cheia de qualquer coisa.
noutro dia, pensei que se calhar era mais giro ter duas mãos cheias. 
e foi assim que o número 10 entrou para o meu conjunto de símbolos pessoais.

a boa vida é... (definições que se trazem dentro das agendas)

autocolantes, pós mágicos, coragem, tweeties, monstrinhos fofos, princesas, fadas, rainhas, guerreiras, meninas, Disney, irmãos de sangue e de coração, famílias, acreditar, ser eu mesma, sermos nós mesmos, palavras, escrever, festas, noites no sofá a ver filmes e séries, mantinhas, viagens, neve, amigos, passear, dormir,... "divirtam-se, passem-se, amem"... musicais e espetáculos privados, praxe, caloiro é união, madrinha e afilhada académica, crianças, cãezinhos, abraços, beijos, AMOR, ski, elogios, sentir-me bem, sonhar, um bom/viciante livro de meter inveja, coicidências, tempo a diferentes cadências, Natal, Ano Novo, Aniversários, Saídas só porque Sim, saber que a Maior parte das coisas é superável e que a Magia também acontece (porque não?), ter um quarto acolhedor e que é um mundo de fantasia, ver as estrelas e falar com a Lua, com o Sol, com o Horizonte, admirar a paisagem, conetar-me com a Natureza, rir e chorar de alegria, encontrar poesia e força no Sol, na Chuva e na Tempestade,... ENFIM!! :) ♥ ETC.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

a propósito do link deste blog ser umciclo - uma pequena pista:

"enquanto não encerramos um capítulo, não podemos partir para o próximo. por isso é tão importante deixar certas coisas irem embora, soltar, desprender-se. as pessoas precisam de entender que ninguém está a jogar com as cartas marcadas. simplesmente às vezes ganhamos e outras perdemos. não esperes que te devolvam algo, não esperes que reconheçam o teu esforço, que descubram a tua inteligência, ou que entendam o teu amor. encerra ciclos! não por causa do orgulho, por incapacidade ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na tua vida. fecha a porta, muda o disco, limpa a casa e sacode a poeira. deixa de ser quem eras, e transforma-te naquilo que és"

- diz que é de Fernando Pessoa, não sei

transforma-te naquilo que és. todos os dias. a cada dia.
porque cada dia é um ciclo. um ciclo entre o sol e a lua.
porque cada dia tem coisas diferentes. porque a cada dia somos diferentes. cabia nesse infinito que são todos os ciclos que existem, e até no infinito que é um ciclo apenas, um infinito de histórias diferentes... encaixadas no tempo entre o romper da alvorada e o cair da noite. ou vice-versa.
porque a cada dia... a cada dia também somos únicos. porque cada dia é um ciclo único. um ciclo só. entre muitos outros ciclos nossos. só nossos. que se contam e que não se contam a ninguém.
shhh. não se diga mais nada agora.
só para reter um pouco de magia por aqui.

domingo, 5 de janeiro de 2014

ahh! ainda nem estou a dormir e já estou a ter sonhos lindos!


tenho a certeza, a certezinha que foi o google+ que pôs esta imagem a mexer sozinha! ela não mexia. era uma imagem das estáticas.

tinha-a carregado/uploadado aqui para o blog, quando o criei esta tarde. no meio das minhas experiências de design para este novo cantinho. mas a dita cuja acabou por não ficar publicada em lado nenhum.

fica agora!

o google pôs NEVE na minha imagem. NEVE! *ar completamente encantado*

não sei se o google tem noção o quão eu adoro neve e o simbolismo que isto tem para mim. ainda por cima AGORA, por uma série de razões!

a primeira vez que vi esta imagem, vi estrelas.

afinal era neve!

só mais uma coisinha pequenina antes de ir dormir, só mais uma!


esperem, esperem...

...

...

youth, love & experience!... :D

bem sei que é a brincar. e desconfio que este pedacinho quadrado de letras é demasiado quadrado; que só tem coisas boas escritas para aqui. ora essa, mas já me pôs um bocadinho-grande contente!

a história de embalar de hoje e para sempre.

estendeste a mão à minha frente. nela, tinhas poisada uma folha de outono. apenas poisada. não a agarravas. não a prendias por entre dedos e palma da mão, limitavas-te a sustê-la. e, assim mesmo, com a mão estendida, olhaste-me defronte como costumas fazer quando tens algo de realmente importante a dizer, com os olhos bem abertos e atentos. disseste-me "estás a ver esta folha? e o teu passado, estás a ver o teu passado? tal como à folha, deixa-o estar. deixa-o estar assim como está, sem amarras. dá-lhe a liberdade de ir ou de ficar como quiser. o que ficar, é o que importa. aprecia-o."

estrelinhas para ti, estrelinhas para mim, estrelinhas para todos!

deixemo-nos de porcarias, Maria, deixemo-nos: vai dormir. tem o teu merecido sono de princesa. não te esfolaste hoje a trabalhar para a faculdade, mas estiveste ocupada. sabes que estiveste. não te culpes, perdoa-te, fica contente. os assuntos em que andaste a ruminar também precisavam de ser resolvidos. se não houver descargas emocionais de vez em quando, nem a matéria do curso, nem nada, poderia entrar na cabeça por falta de espaço.
vai dormir. tem o teu merecido sono de princesa, porque o és e porque tens esse direito. navega por entre as nuvens com o cabelo ao vento, como naquele quadro que a tua mãe pintou. tem bons sonhos. porque é que não hás de ter bons sonhos? bem sabes que os tens. até acordada os tens. queres ser uma desportista e um às na alimentação saudável. queres voltar às pistas de ski. queres ser psicóloga e escritora. queres escrever a história da tua bisavó. queres casar. ter filhos. ter netos. entre muitas outras coisas.
e tens 19 anos. apenas 19 anos. 
tira essa postura derrotista. é a maior parvoíce do planeta.
19 anos? tens uma vida inteira pela frente. e com muitas surpresas. muitas, muitas!

sê uma princesa à vontade. podes. e sabes sê-lo. sendo tu. simplesmente tu.
sê a Maria, porque mais ninguém pode ou sabe sê-lo. e porque tu queres sê-lo. 
queres ser tu. então, sê.

durmam bem, estrelinhas. mas sem apagar a luz.
durmam e brilhem. entre o sol e a lua.

as três coisas mais acertadas que alguma vez me disseste.

parte de te aceitares é perceber que sempre que tentas ser "tu mesma", seja lá o que isso significar, te julgas e criticas.

"what a caterpillar calls the end of the world, the rest of the world calls a butterfly."

"não sou boa o suficiente para ele", se estivesses a meu lado já tinhas levado - primeiro por estares a atribuir a ti própria consequências que nem sequer tens controlo sobre, depois porque pensava que já tinhas percebido que tu estás a fazer o teu melhor. não consegues agradar a toda a gente - mesmo que tentes mudar a tua forma de agir. 
uma pessoa que não gosta de características tuas ou da situação em que se encontra simplesmente não vai começar a gostar do nada. se ele te deixou (porque não andavam tempo suficiente juntos e porque deixou de se sentir atraído) não há razão nenhuma para te culpares.
a não ser que as tuas ações tenham uma intenção nociva, pára de te culpar e percebe que cada pessoa é diferente, há pessoas que não se conseguem adaptar aos outros, ou simplesmente não é isso que querem. 
tu quando gostas de alguém dedicas-te bué a essa pessoa, mas acabas por não perceber que ele pode não ter a mesma mentalidade que tu, que um simples "meh, já não gosto tanto dela"/perda de sentimentos acaba toda a relação.

as três lições que, desde que me foram dadas, vão comigo para todo o lado.
há vezes em que parecemos vazios de tão cheios.
há vezes em que o copo quase que podia transbordar até ao fim, até não sobrar qualquer gota. mas tudo o que verte é só o que está ao cimo. não se consegue ir além disso.
e depois? depois parecemos vazios. porque não dá para ir mais fundo. não dá para dar mais de nós. certos limites não o permitem. aqui, os do copo. mas só aqui. por mero recurso estilístico.

tenho um copo cheio de lágrimas.
e uma tempestade também. uma verdadeira tempestade num copo de água. tão grande, que deixa um vazio por onde passa.

mas as tempestades têm um fim, não é? 
o vazio tem um fim? não sei, às vezes não parece ter. depende da perspetiva.
mas a tempestade não é um vazio. é cheia. talvez se possa terminar.

como quem bebe um copo de água.

ou talvez eu possa, com a minha própria mão, virar o copo ao contrário.

brincar com as palavras dá nisto.

há promessas de vidro. transparentes, sinceras. contudo, demasiado fáceis de quebrar.
engraçado como nunca me prometeram nada. e, no entanto, sinto que algo se partiu.
partiu.
algo partiu.

a metamorfose vem com os dias.

mudei de casa simplesmente porque quis.
a bagagem que trago é a mesma, mas mudei de casa.
há no passado um cheiro a mofo que entorpece as vias respiratórias. o passado que já passou e aquele que ainda teimamos, tão enganados, de aclamar como presente.
então, sabe bem experimentar o ar de novos lugares. cair na realidade desses novos lugares... e, assim, em nós. nesses lugares.