Julgamo-nos no controlo, que algures no futuro tudo para o que sonhámos e trabalhámos será tangível - mesmo que não seja agora, que não seja já para o ano ou daqui a dez, guardamos em nós aquela esperança de que chegaremos onde queremos chegar, que a vida irá pagar suas dívidas, que alguém olha por nós e que tudo faz parte do plano, que a nossa hora vai chegar, que é só continuarmos a trabalhar, a lutar, e nunca desistir, pois vida, ao que se sabe, é só uma e é agora ou nunca; tem de ser porque não pode ser de outra maneira. Ora, a nossa existência vai ensinando aos poucos que as coisas não são bem assim, mas também vai ensinando que, se não existíssemos assim, se calhar não valia a pena. Sem dúvida que haverão algumas (muitas) lágrimas e desilusões em todo o nosso percurso mas, oh, as alegrias e as aventuras... Aquelas borboletas na barriga, aqueles gritos do ipiranga, aquela magia que encontramos numa qualquer cereja que não esperávamos no topo do bolo, sendo que nem sequer o bolo esperávamos. Oh... Se não vale a pena a euforia; se não vale a pena a toda a disforia por toda a euforia.
sábado, 2 de março de 2019
18. Charneca
Ele há charnecas bonitas, florestas verdejantes então sem dúvida alguma, mas falem-me de montanhas e conquistaram-me.
17. Pomar
Apesar de almejar viver mais perto da natureza e até gostar da ideia de ter flores e plantinhas em casa, tenho um problema chamado fobia a minhocas e lesmas e ser nojinhas face a todo o tipo de insetinhos, pelo que pensar em hortas, pomares ou seja o que for de muito agrícola está absolutamente fora de questão.
16. Escarpada
Neste momento, tento escapar-me de tudo o que sejam escarpas em torno das muralhas que ergui pois temo verdadeiramente a derrapagem.
15. Desespero
Espero, desespero, espero, desespero. De tão suaves e imperceptíveis estas transições, poderiam dizer-se parte de uma canção de embalar. Talvez sejam mesmo, ou não se sentiria tanta moleza no corpo e tão pouca vontade de nada que não dormir até tudo se ultimar.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019
14. Tosca
Tosca, eu? Pff, imagina.
Como é que é? Imaginar não quer dizer que não seja real? Opsi.
(Eis um post extremamente tosco só porque sim, wuiiiiiiiiii.)
13. Estática
- Não sei se estares aí estática é a melhor tática.
- Não sei se estares aí stressada é a melhor estrada.
12. Outrora
O tempo real e o tempo psicológico não são equivalentes, já se sabe - isto, claro, se existe um tempo real sequer, dado o tempo ser uma invenção nossa e, portanto, existente apenas na psique. Por outro lado, já questionava o professor Dumbledore - ou melhor, a J. K. Rowling - se por algo fazer parte da imaginação significaria que não seria real. Bom: seja como for, filosofias à parte e em matéria de emoções, o certo é que as vivências não se medem com ponteiros do relógio, e o outrora, muitas vezes, ainda aqui tem hora.
11. Atípico
Nova sugestão de resposta para a pergunta chata das entrevistas "E porquê psicologia?"; cá vai:
- Porque me fascina o atípico, o típico, o quão típico é o atípico e o quão atípico é o típico.
(E, imaginando esta resposta a ser dada mes-mo assim, se calhar era aqui que eu morria na praia...*)
[*... assim como essa pergunta já morreu há tanto tempo. Gosto, está bem? Qualquer resposta a esta pergunta que não um simples gosto é estrondosamente forçada, eu acho. Mas, claro, o simples gosto é inadmissível e cá andamos com enfeites.]
10. Canteiro
Diz que falando para as flores no canteiro elas crescem mais fortes e saudáveis. Se assim for, pergunto-me o que fará cantar-lhes.
08. Esganiçar
Fon: - Eu reconheci-te pelo riso.
Eu: - Deixa-me adivinhar, foi por causa dos meus esguinchos.
Fon: - Basicamente.
Episódios de outro dia aquando de um encontro inesperado com o Afonso, mas no fundo são episódios para a vida toda. Não tem como, a minha voz e todos os sons dela derivados viram agudos, esganiçados quando estou entusiasmada.
07. Ranço
- Essas palavras já sabem a ranço, não sei como as conseguiste digerir. De verdade. Parecem ter sido de tal forma mastigadas e mastigadas e mastigadas ad infinitum que não sei como as engoliste.
06. Ameaça
Nem todas as ameaças são más, embora possam continuar a conter o seu q.b. de perigo. Por exemplo, falemos de uma das minhas ameaças preferidas: cócegas. Malignas? De maneira alguma. Sinal de alarme? Bom, neste caso - no meu caso -, serão mais perigosas para quem as faz ou intende fazer, uma vez que mais depressa levam com uma cotovelada ou joelhada não-planeadas no meio do intenso esperneio e bracejar de gargalhadas - muitas vezes já a acontecer ainda ninguém me tocou - do que a falta de ar chega ao alvo.
05. Desordenado
Há reis que ordenam e reis que desordenam. Políticos? Mais do mesmo. Pessoas no geral, então, nem se fala. E depois ainda se tem a lata de dizer que o mundo é que está um caos. O mundo não tem culpa, 'tá?
01. Silvas
Silva e Rosa são dois nomes de família que não herdei, entre outros. Contudo, as minhas raízes por cá andam, pelo que germinei e cresci sendo ensinada sobre o belo mesmo que havendo espinhos.
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