Insolência e insegurança partilham mais do que as três primeiras letras - olhem que sim.
domingo, 24 de junho de 2018
15. Vibrar
Vibra o despertador, vibra a mesa.
- Ah! Um tremor de terra!!!
O caos instala-se por dentro, afinal não é por fora - mas ele não sabe. Vive o cenário catastrófico de acordar para um dia novo, coitado, achando que ainda é um dia velho.
14. Misterioso
Tudo corre melhor quando aceitamos o misterioso ao invés de lhe fugir, de fingir que não existe. Tudo corre melhor, na verdade, quando aceitamos, quando encaramos de frente, quando admitimos, quando lidamos - quando abraçamos. Não será à toa que o abraço é das melhores coisas que existem, das que mais acalmam, das que mais seguram, das que mais dá forças.
13. Pródigo
Pródigos conheço uns quantos. Não lhes é o maior prodígio, mas também não lhes é o pior defeito, a meu ver. Para mim, o maior defeito de todos será sempre tudo o que tenha a ver com desamor.
11. Sinistro
Sinistro. Diz que somos animais e que temos instinto de sobrevivência, certo? Mas quantos de nós vivem no e para o futuro? Quantos de nós estão ansiosos pelo avançar do relógio? Por aquele tempo e momento que nunca mais vem? Por chegar mais e mais rápido ao final das nossas vidas?
10. Melindrar
Ninguém me disse que ser adulta era, muitas vezes, sentir-se mais melindrada que uma criança com medo do escuro. Melhor: ninguém me disse que, muitas vezes, ser adulta é igual a estar fechada num quarto escuro - seja a jogar para ver o que se encontra, seja a tremer a um canto, seja,... bom. Que seja antes a relembrar-me que posso sempre acender uma lanterna.
09. Inverosímil
«Faz o que eu digo, não faças o que eu faço.» Um dos ditados que mais me chateiam - a mim e aposto que à maioria dos seres humanos à face da Terra. Vamos a votos?
08. Bioluminiscência
Não fazia a mínima ideia que, por vezes, à noite, é possível ver como se pirilampos à tona da água. Saber da existência do fenómeno da bioluminiscência revolucionou, pois, a minha bucket list.
07. Povoar
Quero povoar a minha pequena vivência neste mundo com entrega tête-à-tête. Não menos do que isso ou esse será o meu maior arrependimento, maior do que qualquer outro possível, tenho quase cem por cento de certeza.
06. Dependurar
Essa vontade de nos dependurarmos de cabeça para baixo no baloiço, rir, gargalhar, abrir os braços, despentear os cabelos, soltar uns gritinhos histérios. Essa alegria pura de viver e as saudades que deixa em tantos dias. Porque paras por aqui, saudade? Queres-me dizer alguma coisa? Sim. Cada emoção, cada sentimento fala; fala connosco, sobre nós. Há que escutá-los.
05. Amachucar
Amachucar o que machuca, fazer pontaria ao ecoponto. Preferimos transformar o inútil em útil, por aqui. Retenhamos, pois é assim a vida: "essa não me serve, mas talvez sirva a outro". Há que pôr as coisas em perspetiva e saber qual é a nossa no meio de tudo. Cada um calça determinados sapatos, cada um tem os seus formatos e tipos preferidos para caminhar, mas nem todas as dicas e opiniões nos vão chegar em bons modos, assentar que nem uma luva. Não: muitos parecerão lixo, saberão a lixo, cheirarão a lixo. Por isso, reciclemos. Separemos cada coisa de outra, coloquemos cada uma no seu devido lugar para surtir transformações noutras paragens, noutras vidas. Em vez de amontoar tudo no caixote, paremos para ver, para realmente compreender, e tomemos opções conscientes, integras, descansadas - por nós, por todos.
sábado, 23 de junho de 2018
04. Espalhar
Junho: o mês em que me espalhei no chão; ou melhor, nas escadas rolantes; ou melhor, foi o meu rabo que se espalhou. Mas está tudo bem, ando a gelo e pomadinha. Fica, contudo, já aqui divulgado: não recomendo a experiência.
03. Sistemático
Sistemática a procura pela parte que falta, sistemático o falhanço. Faltará, mesmo, alguma coisa?
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02. Memória
Desenganem-se aqueles que defendem as partidas da nossa cabeça enquanto atribuíveis ao processo de recuperar do que já foi. A memória é tão traiçoeira quanto a percepção aqui-agora dos nossos sentidos... Umas vezes mais mas, às vezes, até menos.
01. Adormecido
Adormecido do mundo, desligado para a realidade depois de um dia difícil. E, ainda assim, não estará, enquanto dorme, a viver verdadeira e honestamente na mesma?
domingo, 10 de junho de 2018
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