sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Dream Trip: Walking on Scottish Lands [Day 2]



































Primeiro dia de excursão com a Rabbie's Tours. No regrets at all. Partimos cedinho de Edimburgo: às 8h30 já nos fazíamos à estrada com o Craig enquanto guia e junto a mais sete pessoas vindas dos mais diversos locais - China, Taiwan, Alemanha, Estados Unidos da América. Por todo o caminho rumo à ilha de Skye o Craig foi contando tudo e mais alguma coisa sobre terras escocesas: factos, curiosidades, lendas... Sempre que vinha à conversa alguma história, então, era ver-me toda embalada, babada, a escutar atentamente (soube-me particularmente bem no último dia, no regresso, já ter anoitecido e o nosso guia a contar uma lenda atrás de outra). Durante todos os três dias de excursão a banda sonora do autocarro foram músicas ora escocesas ora cantadas/tocadas por pessoas escocesas (quando deu a música de abertura de Outlander e a música do Brave da Disney era ver a minha criança interior a querer saltar cá para fora). Fomos sempre fazendo várias paragens, e o Craig teve o cuidado de parar a carrinha sempre que a paisagem era de cortar a respiração para que todos pudéssemos apreciar o quadro e também de adaptar o trajeto e levar-nos a pontos extra quando os caminhos originais estavam condicionados pelos resultados da meteorologia (quando neva, às vezes, há alguns pontos cuja acessibilidade se torna perigosa).
Do primeiro dia rumo a Skye, destaco a primeira paragem: o Castelo de Doune, que serviu para filmar a base do clã MacKenzie de Outlander e,  pelo que entendi, também alguns episódios de Game of Thrones. Destaco também a paragem no Loch Lubnaig - só lindo - e onde, pela primeira vez, vimos o passarinho de barriga vermelha - que há em todo o santo sítio das Highlands. Fizemos ainda umas quantas paragens junto a montanhas absolutamente imponentes e almoçámos em Fort William, onde eu e o Arlindo nos aventurámos no primeiro cemitério escocês (adorei todos os cemitérios porque passámos: ver lápides de pessoas de mil setecentos e troca o passo - literalmente - envoltos na atmosfera escocesa é, para mim, qualquer coisa de indescritivelmente mágico e misterioso... já para não falar de delirar ao encontrar nomes de clãs nas lápides, como os Fraser, os MacKenzie, ou os MacDonald). Por fim, antes de seguirmos para as nossas acomodações em Skye, parámos junto ao Castelo Eilean Doun, que segundo o Craig e para ele, apesar de bonito, é uma farsa, pois já se trata de uma reconstrução e não do original. Segundo aquilo que reti, era um castelo que servia de proteção face aos Vikings.
Já em Skye (em Portree, para ser mais precisa) e quanto à nossa acomodação... fomos absolutamente surpreendidos pela positiva. Antes da viagem já detinha o nome e morada da mesma, mas quando pesquisava no Google sobre ela não me aparecia absolutamente nada. Quando chegámos, percebi porquê: ficámos na casa de um senhor que vive efetivamente em Portree, e que tem dois quartos a alugar. De todos os locais em que já fiquei com o meu amor este foi, sem dúvida, o mais confortável e chique. O dono da casa trabalhou muitos anos em construção, pelo que, contou-nos ele mais tarde, edificou a sua de raiz... e que casa!... O senhor era, além disso, de uma simpatia incomparável, coabitava com o irmão e tinham um cãozinho arraçado de Westie com Bichon Maltês que me derreteu de amores e me fez começar logo à partida ter saudades do meu Yeti.
Jantámos em Portree e, ao contrário do que esperávamos (em Edimburgo, o Jorge tinha-nos contado que para comermos metade do que comemos cá em Portugal e pagarmos o mesmo tínhamos de ir a Pubs), não pagámos assim tanto e comemos mais do que bem (muito melhor do que em muitos restaurantes portugueses; mas talvez tal também se deva a termos jantado fora em Portree, que é uma terra muito mais a norte da Escócia e muito mais isolada - em Edimburgo as coisas já pareciam funcionar mais como o Jorge nos advertiu, mas não sei afirmá-lo com certezas pois aí optámos sempre por cozinhar por nós mesmos). Escusado será dizer que na noite seguinte voltámos ao mesmo estabelecimento à hora de jantar.

Nota: adorei as vacas escocesas, cheias de pêlo, tão diferentes, tão típicas.

Nota 2: o senhor da nossa acomodação alertou-nos que iria estar um frio danado durante a noite e deixou-nos à vontade para aumentar o aquecimento do quarto se quiséssemos. Ora: acontece que no Reino Unido eles têm aquecimento em tudo o que é estabelecimento, casa ou transporte - coisa que a malta portuguesa não usa ou, se usa, usa errado (como os comboios com o ar condicionado ligado no máximo do frio quando o tempo começa a arrefecer). Pois não é que, em vez de aumentar, o meu amor baixou o aquecimento do nível três para o nível um durante a noite? Pois não é que não tivemos frio nenhum nenhum?

Nota 3: a última pessoa a ser condenada por bruxaria na Escócia data cerca do ano de 1940, em Callander - a vila que albergou a nossa primeira paragem.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Dream Trip: Walking on Scottish Lands [Day 1]





Depois de mal dormir (o Arlindo dormiu; já eu, julgo mesmo que não dormi nada até às duas e picos/três da manhã - hora em que nos levantámos para apanhar o avião às cinco) e de uma escala em Frankfurt (avé às milhas do meu padrasto, que permitiram viajar de avião de graça para lá e para cá) chegámos a Edimburgo pelo meio-dia. O Jorge foi-nos buscar à porta do primeiro hostel para nos dar as boas-vindas e para nos fazer as primeiras apresentações da cidade, para além de aproveitarmos para matar um pouco das saudades e pormos a conversa em dia, tanto pelo caminho, como num cafézinho da Associação de Estudantes da Universidade no qual abancámos. Ficará ainda na memória a invasão que fizemos à faculdade em que ele terminou o curso (supostamente não é possível entrar lá sem ser estudante, mas ele sabe-lhe os segredos dos cantos à casa e entrámos na mesma), onde ele diz que se desiludiu um pouco pois achava que era outra coisa (qualquer um consegue passar às unidades curriculares se apresentar qualquer coisa, não parece haver critérios rígidos nos exames e nos trabalhos), mas na qual também há pontos positivos, como: mesas por todo o lado para estudar; café de sabor aceitável e mais barato que na maioria dos locais do Reino Unido; cacifos para guardar o computador com ficha incluída para o deixar a carregar enquanto lá repousa; impressoras e scanners de utilização gratuita em todo o santo e sítio e (fun fact) se, por alguma eventualidade, fossemos estudantes e ficássemos sem computador ou não o tivéssemos, a faculdade forneceria um naquele exato momento - como quem diz "não tens desculpa para não estudar". E não se tem mesmo: existem éne bibliotecas espalhadas pela cidade com acesso gratuito 24 horas por 7 para os estudantes. Outra coisa engraçada e bonita da cidade da qual soubemos logo neste primeiro dia foi a existência das chamadas charity shops: lojas nas quais é possível deixar à venda todos os produtos e mais alguns que possam imaginar e cujos fundos, depois, revertem para causas de caridade. Infelizmente, não tivemos a oportunidade de entrar em nenhuma (esquecemo-nos completamente), mas ficámos a saber dias depois, quando fomos jantar a casa do Jorge e da Hua, que a casa deles foi toda mobilada através de compras feitas nas charity shops. Lindos, lindos.

Nota: A Lufthansa estará para sempre no meu coração, não tivesse opções vegetarianas a todas as refeições do voo e sem ser realizado qualquer pedido especial nesse sentido.

sábado, 23 de dezembro de 2017

Caixa de Correio

Eu sou aquela pessoa que até agora tem vindo a criar contas de e-mail para ter mais drives para armazenamento de fotografias e outros ficheiros (não posso andar nesta vida muito mais tempo; julgo que está na hora de começar a pensar em fazer uma vaquinha para adquirir um disco externo). Mas, como há males que vêm por bem, criei um endereço eletrónico de correspondência aqui para o blog. Pois bem: que o procure no rodapé desta casa qualquer leitor interessado. Muito obrigada pela atenção.

domingo, 17 de dezembro de 2017

Não Há Títulos Possíveis Para Nós

Cada dia do nosso amor é um dia em que eu digo em segredo ao mundo das eternas desilusões e a cada pessoa pessimista da vida que há para aí "tomaaaaa que o tempo não muda nada para pior, só se as pessoas deixarem". Gosto tanto de nós! ♡ É bom poder dizer que se nada está igual ao primeiro dia é porque o que nos une cresce todos os dias.







Dream Trip: Walking on Scottish Lands [Resumo da Minha Alma Neste Momento]


«Farewell to the Highlands, farewell to the North,
The birth-place of Valour, the country of Worth;
Wherever I wander, wherever I rove,
The hills of the Highlands for ever I love.

My heart's in the Highlands, my heart is not here,
My heart's in the Highlands, a-chasing the deer;
Chasing the wild-deer, and following the roe,
My heart's in the Highlands, wherever I go.

Farewell to the mountains, high-cover'd with snow,
Farewell to the straths and green vallies below;
Farewell to the forests and wild-hanging woods,
Farewell to the torrents and loud-pouring floods.»

Dream Trip: Walking on Scottish Lands [Introduction]

Estou de volta de terras escocesas desde quinta-feira passada; porém, dava tudo para gastar mais uns bons dias nessas ilhas do norte da Europa, principalmente nas Highlands e em Skye (já prometi o meu regresso breve, talvez noutra estação do ano para ver as montanhas e florestas pintadas de outras cores - diz que é lindo, imperdível e indescritível seja inverno, primavera, verão ou outono). Edimburgo também é uma cidade simpática, de seus ares muito característicos, mas vê-se muito muito rápido. A nossa sorte acabou por ser o anoitecer muito cedo (pelas três e meia, quatro da tarde), o que permitiu que distribuíssemos os pontos de visita pelos dias todos que lá estávamos - se não, tínhamos visto tudo em um dia e meio no máximo, o que nos faria ficar os restantes dois dias e pouco a desejar termos gasto mais tempo nas terras altas (e mesmo assim: ficámos com o bichinho de para a próxima fazermos uma excursão mais longa - de cinco ou dez dias - por essa natureza maravilhosa e mística que se vê nos filmes, séries, e descritas poeticamente nas páginas dos livros).
Dentro de uns dias coloco aqui uma amostra de fotografias desta minha viagem do coração, há muito desejada (desde 2010, para ser mais específica - tive a pontaria de ter uma professora de história que mostrou fotografias do Loch Ness e de castelos escoceses cheios de nevoeiro em volta, o que fez os meus olhos tilintar de encanto daquele momento para sempre). Talvez faça uns pequenos textos a acompanhar as várias paisagens e pormenores, talvez não e coloque só as fotografias - quiçá (agora acabou de me vir à cabeça a ideia de ir publicando uma fotografia de vez em quando com uma pequena história imaginada; a ver vamos, que a minha escrita, infelizmente, deixou-se muito cair na preguiça a não ser quando tenho emoções a explodir-me as entranhas e preciso de lhes dar uma expressão mais saudável). Ainda estou à espera que o meu amor me disponibilize as imagens que estão na sua máquina fotográfica e, aí sim, farei uma compilação digna.
A todos aqueles amantes de histórias de encantar e que as querem ver mais próximas de si na realidade: não deixem de visitar a Escócia. Não deixem, não deixem (e quem sabe também a Irlanda; tenho de investigar melhor essa terra vizinha, que dela não sei tanto)!!!

P.s.: a todos os vegetarianos, vegan e intolerantes ao gluten que achem que vão morrer à fome no Reino Unido ou que vão ter uma grande dificuldade em encontrar coisas... não vão. Todo e cada restaurante, todo e cada supermercado - em todo o lado, há opções para vós... e mais do que uma! Até o McDonalds tem não um, mas DOIS veggie burguers. Comi lá um de grão e com picante que estava fantástico (não tem nada a ver com o veggie burguer de cá, que enfiam uns vegetais congelados para dentro de uma fritadeira e está feito). Mais: um dos pratos nacionais da Escócia são os famosos Haggis, cuja versão original é um conjunto de vegetais cozinhados dentro de estômago de ovelha (lá há ovelhas a perder de vista); pois bem, existe em mais do que um sítio a opção de provar Haggis vegetarianos (não são cozinhados dentro de estômago nenhum, portanto). Se, para além disso, optarem por fazer compras no supermercado, como disse, também não estão perdidos - e não precisam, sequer, de ler todos os ingredientes do rótulo da embalagem. Na verdade, vão rapidamente encontrar uma frase a bold a dizer algo como suitable for vegetarians. Realmente, só Portugal é que acha que os regimes alimentares que implicam outra opção que não a tradicional são coisa mesquinha, de manias e da moda. Nada disso, nada disso pessoas. Informem-se. Fomentem a tolerância. O respeito. Isso tudo que é bonito e que não faz mal a ninguém.

Pequena Atualização Blogosférica

Segui as dicas dadas no meu mundinho da blogosfera - até porque, pensando em mim enquanto futura (espero) psi (torcendo para uma ordem melhoriznha) é, de facto, o que faz sentido. Sigo doravante todos os blogs em anonimato. Todo o cuidado é pouco.

Não é?

Estive a correr a lista de blogs dos quais sou (era) seguidora, de forma a verificar quais ainda estariam no ativo. Fiquei muito triste: os cento e dez que seguia ficaram reduzidos a vinte e oito (ainda que desses cento e dez haja uns quantos que eu não entendo onde estava com a cabeça quando me pus a segui-los). 

Bem... mas nem tudo é mau, não é? Como se costuma dizer: poucos, mas bons. 

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

O Retrato do Primeiro Mês (a.k.a. Férias por Direito) após Conclusão do Curso

Há bocado:

Eu: - Bom trabalho amor.
Arlindo: - Obrigado. Boa calanzisse* amor.


* neologismo derivado da palavra calão.

Sobre Mim:

Não sou - nunca fui - boa a respeitar o calendário de advento. Qualquer chocolate que me venha parar às mãos não tem dias contados - tem horas, na melhor das hipóteses*. No ano passado devorei tudo de uma vez e, feliz, terminei clamando ao mundo que "o Natal é quando o Homem quiser!". Talvez por essa razão não haja nenhum calendário cá em casa este ano.

* este facto também está na base do meu namorado não me oferecer mais chocolates a não ser em momentos de extrema carência.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

The Scottish Dream

Vou realizar a minha viagem de sonho de amanhã a uma semana e estou absolutamente obcecada com tudo o que meta Escócia ao barulho. Desde rever partes de Reign e sentir o meu coração todo a contorcer-se, mergulhar em documentários (um mais longo e pormenorizado do que o outro) sobre a verdadeira Mary Queen of Scots, pesquisar um cento de coisas possíveis de ver e provar em terras escocesas e, agorinha mesmo, acabei de devorar o primeiro episódio da série Outlander.

Sete dias para alimentar a obsessão, outros sete para vivê-la em carne, osso e alma.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Lazy Days


Dormitando, sonhando, sofázando, navegando, descansando.