Decidi que os fins-de-semana são pura e exclusivamente para descanso. E assim foi neste primeiro trial do ano: passei o sábado inteirinho sentada, enrolada numa manta, devorando um livro página atrás de página - prazer a que já não me dava há muito, muito tempo. Fi-lo muito tranquila, muito despreocupada, muito plácida. Pensei em levantar-me umas quantas vezes para mudar de atividade, mas depois pensava para mim "não estás aqui bem?" e, sendo isto retórica e consciencialização de estado, permaneci no meu cantinho. Depois veio domingo e decidi que podia pefeitamente voltar a deitar-me na cama depois do pequeno-almoço - já com os estores abertos, já com os olhos bem abertos, mas dar-me ao direito de disfrutar do pijama com macaquinhos, do edredon quentinho, da almofada fofinha. Despachei-me sem pressas, almocei com menos pressa ainda, pintei as unhas de vermelho rosado, publiquei e agendei escritos no blog, fui ao café conviver.
Começa a semana e recomeçam as tarefas, a organização, as regras - por cinco dias, apenas. Decidido foi, decidido está: os últimos dois em falta são, doravante, para as não-obrigações. Não há cá mandar currículos, pensar em ligar à Desordem, em ir aqui e acolá tratar dos mais diversos assuntos - nada; era isso ou nunca sentiria que tenho descanso apesar de ainda não ter estágio (pensam o quê? Só o preocupar-me com candidaturas suga energia e disposição). Melhor decisão da vida nos últimos tempos, só vos digo.