domingo, 31 de dezembro de 2017

Dream Trip: Walking on Scottish Lands [Day 7]



































O dia que menos prometia ser fantástico foi este, e foi, precisamente, aquele que mais maravilhoasmente se passou em Edimburgo.
A manhã começou preguiçosa na cama, escutando a chuva a cair lá fora. Deixámos para o último dia a ida a Arthur's Seat e a Dean Village, dois locais cuja visita é altamente aconselhada e que, sentia eu, seriam também os locais que mais nos encheriam as medidas na cidade por serem tanto mais tipicamente escoceses como mais pitorescos. Escutar as gotas de água a bater com força contra os vidros não parecia um bom prognóstico para passeios ao ar livre. Contudo, como a meteorologia no norte da Europa é coisa que é muito difícil de prever de minuto para minuto, acabámos por ser presenteados com sol e céu azul um pouco depois. 
Resolvemos arriscar e seguir o que tínhamos planeado, encaminhando-nos para Arthur's Seat e estando dispostos a averiguar se seria ou não minimamente escalável, dado que a chuva poderia ter tornado o piso um tanto lamacento. Foi com muita alegria e encanto no olhar que nos apercebemos que era efetivamente fazível a subida às montanhas; as saudades das Terras Altas já se faziam sentir em nós, pelo que aquele bocadinho de natureza no meio da cidade foi-nos a cereja no topo do bolo. Claro que, ainda assim, temos de ter em conta que a Maria - moi je - é alguém extremamente medricas, pelo que consegui apenas subir parte das montanhas, tremendo de corpo e alma com a possibilidade de continuar um bocadinho mais para cima em todas elas. Pelo que... sim, subimos um pouco de Arthur's Seat. O Arlindo um bocadinho mais do que eu. De qualquer dos modos, tanto eu como o meu amor, chegámos a acordo em nomear tal local como o melhor ponto de Edimburgo, por muito que haja outros pequenos recantos envoltos de sonho e mistério... o que nos leva à Dean Village, uma pequena vila à qual se vai muito bem a pé e que, quando visitada ao entardecer como fizémos, lembra um aglomerado de casas de bruxas, duendes e fadas - portanto, tudo aquilo que sempre sonhei em relação à Escócia. Bem que me imaginaria ali a passar umas temporadas, dedicada exclusivamente à escrita de contos, ou não fosse aquela a atmosfera ideal, propícia aos mais variados mitos e lendas. Acho que qualquer pessoa das artes e/ou dos livros o entederá se olhar fotografias do lugar - ou melhor: se o visitar em carne e osso.
À parte de tudo isto, este último dia em solo do Reino Unido também se pautou por outros amores, tais como: revisitar a rua colorida que serviu de inspiração para a Diagon Alley; parar por uns segundos mais frente ao café onde a J. K. Rowling lançou os primeiros toques de magia nas páginas que prefazeriam Harry Potter; admirar os edifícios enfeitados com laçarotes como se de presentes se tratassem; espreitar pelos parapeitos aquela parte dos Princes Street Gardens decorados com a movimentação e luzes da feira de Natal.
Regressados ao hostel, horas de fazer as malas e tratar dos últimos preparativos para voltar para Lisboa. O dia seguinte foi enfrentado com alguma pena por  tudo ter terminado, ainda que com o desejo e promessa de voltar assim que possível. Seguiram-se longas horas de voo, novamente com escala em Frankfurt como no início da viagem - ainda que, desta vez, com bastantes horas a aguardar entre aviões. Enfrentei um pequeno precalço nos voos de regresso, dada a turbulência nos ares: ouvidos entupidos, com uma dor dilacerante como brinde (vim a descobrir que fiquei com sinusite, pois nos dias seguintes a coisa permanecia sem aliviar um nico). Felizmente, tudo foi mais suportável com o carinho e amor que encontro todos os dias no meu princípe encantado e companheiro de aventuras... 

Aqui estaremos igualmente, juntos para o bem e para o mal, em jornadas futuras. Venham elas!

Dream Trip: Walking on Scottish Lands [Day 6]


































Segunda manhã em Edimburgo e uma das mais esperadas: aquela onde ia acontecer a vista ao Castelo de Edimburgo, onde poisam as jóias da coroa, onde pousa a suposta Stone of Destiny, onde a Mary Queen of Scots deu à luz do seu único filho, onde tantas outras coisas já se passaram e continuam a passar em ocasiões especiais (disparam umas armas do topo do castelo quando decorre qualquer coisa em que a atual rainha do Reino Unido está presente). Do castelo, destaco não só as divisões onde esta rainha cuja história me deixa obcecada pisou, como o senhor a fingir de criado e a desejar boas festividades a toda a gente que passava, os calabouços da prisão (com condições muito melhores do que julgava) e as balas de canhão que foram ali encontradas e que diz que percorriam ainda uns bons quilómetros para o seu tamanho e peso (falo daquelas três bolinhas, perdão, bolonas representadas em imagem). Depois disto, parámos para almoçar o pão-pizza que o meu amor preparou para o almoço nos Princes Street Gardens, na parte oposta ao Mercado de Natal. Aqui, tivemos o deleite de ver esquilos pela primeira vez em toda a viagem - ainda que sejam os esquilos invasores, que infelizmente acabam por matar os naturais do sítio por mais pequenos e por falta de recursos alimentares para todos.
Neste dia, e dado o frio e dali a nada anoitecer, resolvemo-nos ficar por aqui. Depois de mais umas compras feitas, voltámos ao hostel, fizemos uma sesta,  cozinhámos o jantar com calma, e aproveitámos o resto do dia para namorar e descansar.

Nota: o animal nacional da Escócia não é o veado, não é a ovelha - é o unicórnio. Verdade, verdadinha. Daí os unicórnios em todo o lado. Daí o Craig, ainda durante a excursão, dizer que na Escócia não há arco-íris: é tudo poop do bichinho.