quarta-feira, 8 de novembro de 2017
domingo, 5 de novembro de 2017
Porque era mesmo isto que eu precisava de ler } Obrigada!
« [...] o que se passa é que acredito cada vez mais que a pobreza é um estado e não uma condição, que o sofrimento é um estado e não uma condição», disse a pê, e disse bem.
quarta-feira, 1 de novembro de 2017
(... e então?)
Finalmente publiquei o meu balanço de final de ano quanto a dois mil e quinze (sim, não estou a brincar: foi mesmo de dois mil e quinze). Tinha de desandar com este rascunho do arco da velha (correção: tenho de desandar com os meus rascunhos do arco da velha - plural), na tentativa de limpar e arrumar o meu baú para arranjar espaço para o que novo ainda pode vir aí. Podia fazer a coisa mais simplezinha, selecionar cada rascunho e carregar no icon do caixote do lixo - podia; era a solução mais rápida. Mas quem tem coragem de deitar fora aquela emoção toda de dois mil e quinze? Não eu. Dois mil e quinze foi dos melhores anos que vivi contando com os anos mais recentes, e logo a seguir vem dois mil e dezasseis. Já dois mil e dezassete ainda não me deu muitas razões para subir ao pódio.
Porém... E então?
O que seria do equilíbrio se não houvesse o melhor e o menos bom? O que seria de mim se cada balança não jogasse com os seus pesos de um lado para o outro? De que outra forma poderia procurar a minha força, o meu centro, e o meu cerne? De que outra maneira poderia, por fim, encontrar a leveza em mim?
()
(Acabei de ir aos rascunhos e publiquei uma rajada de coisas, talvez em homenagem à rajada de coisas que podia escrever como antes, ao invés.)
Fez-se Luz XI
- Alentejo.
(Alen-Tejo, i.e., além do Tejo; além do rio Tejo. Os créditos vão, mais uma vez, para o meu padrasto.)
Fez-se Luz X
- Ribatejo.
(Riba-Tejo, i.e., arriba Tejo; acima do rio Tejo. Os créditos vão para o meu padrasto.)
sábado, 7 de outubro de 2017
segunda-feira, 2 de outubro de 2017
(...)
Acabei a tese, fora potenciais últimas alterações que possam ser sugeridas pela minha orientadora esta semana e uns quantos últimos acertos de formatação. Nuns segundos expludo de alegria com o feito, uns segundos depois recebo a notícia que a avó paterna do meu namorado morreu. Este ano não vai fácil... em nada...
sexta-feira, 29 de setembro de 2017
quinta-feira, 28 de setembro de 2017
segunda-feira, 25 de setembro de 2017
sexta-feira, 22 de setembro de 2017
Crónicas de Uma Tese
Quando te aparece um erro nas análises estatísticas, buscas todos os livros que tens à mão e o Google à procura de respostas mas ficas ainda mais confusa... O que é que, então, decides fazer em desespero? Claro: mandar um e-mail a todos os professores da faculdade que sabes que percebem um bocadinho de estatística ou que são vistos como xperts na coisa para ver se algum te salva.
Ora... Enviei os tais e-mails e, agora, alguns dias depois, começo a receber respostas. Eis o que eu tenho a dizer:
Uma coisa é quando as orientadoras de tese do teu núcleo (a tua inclusive) não perceberem de estatística - é mau, deveria ser inaceitável, mas pronto: uma pessoa lida com o assunto o melhor que pode. Outra coisa (e esta parte é para ser levada mesmo muito a sério) é quando o professor de estatística da faculdade (repito: DA FACULDADE) "não é uma espingarda" (palavras dele) na análise que estás a fazer e que te deu erro e que, portanto, não te sabe ajudar.
Só para enquadrar as pessoas: a análise que eu estou a fazer (MANOVA) é feita em milhentas teses de mestrado na faculdade. A partir do momento em que nem o professor de estatística sabe a resposta para os teus probelmas... Bitches, I don't care about this anymore. Vou seguir-me só e exclusivamente pela minha cabeça e, se não estiver perfeito, não está. Aparentemente ninguém vai saber mesmo dizer se está mal ou bem...
Conclusão da história: as teses são uma palhaçada pegada que (eu já desconfiava) nunca servirão para nada a não ser terminar o curso e ficar com mais conhecimentos teóricos acerca de determinado tópico. Por total e completo (pelo menos, na maior parte dos casos - há sempre aqueles sortudos que acertam em cheio numa amostra toda linda, equilibrada, com uma distribuição normal, e que lá conseguem publicar o estudo... mas tendo em conta tudo o que tenho presenciado nas teses vizinhas da minha, esses gambozinos devem ser um em mil ou dois mil).
quarta-feira, 20 de setembro de 2017
Ser psicóloga é a melhor profissão do mundo porque...
Vê-se com o coração. Sempre, e em primeiro, com o coração. Chega-se com o coração ao outro coração, sentado ali, na outra cadeira. E são estes corações que falam com as suas mentes no entretanto. Falam com elas e com elas se mantêm então até ao fim, à procura de respostas numa estreita aliança. Estas mentes são uma peça essencial sem as quais não se desbravam caminhos para essas respostas... Mas sempre, e em primeiro, têm de haver - e estar, simplesmente estar - os corações.
terça-feira, 19 de setembro de 2017
fazer uma tese, mais coisa menos coisa
* no meu caso específico, porque modelagem e talvez genética e falta de capacidade mental para lidar com neste momento, acrescentemos a tricotilomania. quanto à fobia social... só se estiver restrita à minha orientadora e à professora responsável pelo núcleo de mestrado, que vai dando umas achegas na estatística... porque, na verdade, eu quero é sair de casa e estar com pessoas o tempo todo que me apetecer. 9 de outubro: chega logo, vá, vá!
(querida tese: fazes-te sozinha no resto, fazes?)
segunda-feira, 18 de setembro de 2017
domingo, 17 de setembro de 2017
(é, este é o máximo de atividade que encontram por aqui nos últimos tempos)
voltámos a ser entre o sol e a lua mas mantemos as minúsculas. só mais umas semaninhas e (espero) sentirei que posso ter as maiúsculas de volta.
terça-feira, 22 de agosto de 2017
💗
meu avô, meu amor,
hoje disseste-me adeus em sonhos, e eu acordei com as lágrimas a quererem sair e disse-te adeus também (aí saíram, o coração apertou muito). passado uns segundos, meio desperta, meio agarrada ainda ao que acabara de sonhar, disse-te outra vez que te amava muito, tal como te disse no teu último dia de vida, em que já não conseguias retribuir por palavras os teus sentimentos. mas sei que dirias o mesmo, que dentro de ti, se calhar, até disseste - e o teu amor é algo que vou levar sempre comigo para a vida e, quem sabe, se esse espaço e tempo existir (se existir espero lá te encontrar), para além dela.
meu querido avô, antes de hoje não te consegui escrever. mas ontem fui a tua casa e à da avó, vi-a lá sentada na poltrona onde te costumavas sentar, visitei o teu quarto desarrumado e com alguns fatos e gravatas teus espalhados pela cama, procurei fotografias tuas, olhei para cada recanto da casa adaptado à doença que já te começava a limitar na tua vivacidade - que, no entanto, mantiveste sempre de alguma forma. e... sabes, avô? tenho muito orgulho de ti. tu, que tanto medo tinhas de doenças, médicos, e até da morte, apesar de sofreres com as dores físicas, o teu estado de espírito manteve-se sempre de alguma maneira alegre e em paz. fico tão feliz quando te recordo e te vejo feliz também, a rir às gargalhadas, a brincar comigo, com o meu irmão ou com os meus primos, quando recordo a tua voz... fico tão aliviada por, mesmo que a minha memória me traia um dia, ter vídeos teus em que falas, ris e brincas. não te quero perder dentro de mim nunca vôvô, nem vou.
sabes? custou voltar à tese depois de morreres de corpo, mas convenci-me a continuá-la e dedicar-me a ela por ti - por sempre me teres dito que me querias ver terminar o curso. por todas as vezes em que te dirigiste a mim como a minha psicóloga, por sempre teres brincado dizendo depois, quando acabares o curso, dás-me uma consulta. fico grata por te ter conseguido ir ver no dia da minha bênção, por ter feito questão de estar contigo nesse dia... quão feliz te mostraste!!
sabes, querido avô? quando te foste de corpo uma coisa que me custou processar foi que não verias o meu casamento, como sempre disseste, também, que querias ver. mas na verdade ainda não sei se me vou casar, vôvô... logo se verá. mas garanto-te que viverei em amor, e que, como te queria dizer e não disse (porque dizê-lo, na altura, seria assumir que não estarias cá da forma como sempre estiveste para o presenciar), os teus bisnetos vão ser todos do sporting. e vão, vôvô, isso vão. não há margem para negociações, passar-lhes-ei esse teu legado tal como tu logo me fizeste sócia do nosso clube mal nasci. de qualquer forma, meu amor, meu avô lindo, quero-te contar que o Arlindo deu-me um anel de namoro há pouco tempo. acho que já sabes, se realmente agora estiveres em algum lugar, mas quero-to contar mesmo assim. não é lindo? acredito que dirias que sim, e que te encherias mais de orgulho de nós. é bom saber que chegaste a conhecer este meu companheiro e que gostavas dele, e que quase de certeza passarias a gostar ainda mais agora - pois, de alguma forma, mesmo que o anel não signifique noivado, é o simbolismo de um compromisso levado com seriedade e genuinidade. pelo menos, no nosso caso assim o é, bem o sei... bem o sabemos, sentimos...
meu avô, amo-te muito. e só te queria dizer que me orgulho infinitos de ser tua neta, para sempre.
com muito amor, da sempre tua,
maria
segunda-feira, 21 de agosto de 2017
sexta-feira, 18 de agosto de 2017
ao estilo disney
de 17 de agosto de 2017.
aos vinte e um meses de nós, contra todas as minhas expectativas, bem longe da minha imaginação, o meu amor faz-me tropeçar na profunda surpresa de... um anel de namoro. ♡♡♡
o meu amor é avesso a anéis, alianças, e foge de casórios como o diabo da cruz. no entanto, sabe o quanto eu sonho com tudo isso - sempre soube (julgo que mesmo que eu não lho contasse que se notaria a milhas esse facto - facto de minh'alma mais transparente que a água). e então, sei lá eu o que aconteceu (diria que foi amor), vem nervoso e diz-me "a tua prenda é uma coisa que me estás a pedir há já algum tempo, mas por favor não faças um big deal out of it*, está bem?". passaram-me mil hipóteses de prenda que não a resposta correta pela cabeça, e não pude não me derreter no momento em que abri a caixinha de bijuteria, nem evitar continuar derretida ao final deste tempo todo.
* o big deal out of it a que o meu amor se referia era eu começar a pensar em noivados e que um dia no futuro iremos efetivamente casar. primeiro descansei-o, depois meti-me com ele e disse "oh amor, não te preocupes que não é por causa do anel que eu vou começar a pensar nisso, eu já o faço!" (inserir aqui riso matreiro).
quarta-feira, 26 de julho de 2017
em êxtase!!!
estou aqui aos pulinhos de contente!!! tive 17 na nota de estágio!!! é uma vitória ao final de tanto esforço num ano tão difícil em tantos sentidos. estou tão orgulhosa!!! não caibo em mim de tão feliz!!!
ZIMBORA TESE!!! now it's your chance to shine.
domingo, 23 de julho de 2017
ondas de mudança
as ondas do mar também são ciclos: enchem e vazam, vêm e vão; espumam e serenam, afundam-se na escuridão e brilham das entranhas à pele. e daí mudou o nome do blog.
quis deixar o sol e a lua a enamorarem-se - que também precisam de estar sós na companhia um do outro para fazerem seu céu.
agora... agora mergulho os pés no sítio onde as cochas meditam, e acompanho-as.
quis deixar o sol e a lua a enamorarem-se - que também precisam de estar sós na companhia um do outro para fazerem seu céu.
agora... agora mergulho os pés no sítio onde as cochas meditam, e acompanho-as.
sábado, 22 de julho de 2017
das psicoterapias a mim mesma, i
your fears are just fears; your worries are just worries; your insecurity is just what it is: insecurity. anything of these are reflections of what really happens or will happen in your life.
sábado, 15 de julho de 2017
segunda-feira, 10 de julho de 2017
primeiro marco: metade do caminho feito rumo ao canudo
respirem pulmões, coração, cérebro: o relatório de estágio já está.
respirem olhos, ouvidos, boca, mãos, pés: já podem mais livres sentir o mundo.
sábado, 24 de junho de 2017
novelo de pensamentos e emoções misturados em cocktail
escrita: volta para me ajudar.
escrita: voltarei para me ajudares.
truz truz. eu sei que estás aí. salta da toca, temos de falar.
sexta-feira, 16 de junho de 2017
quinta-feira, 15 de junho de 2017
descobri a pólvora, capítulo ii
ainda não disse aqui: mas foi agora, nestes últimos dois meses, que comecei a gostar do estágio. isto porque apercebi-me que sempre gostei; nunca gostei - nem gosto - é da pressão que ponho em cima de mim. mas para ela já tenho uma história que me vou cantando, e que me vai embalando até adormecer todos os nervos. chama-se o drama, o horror e a tragédia. quando me lembro que cada fanico de ansiedade é, apenas, a minha cabeça a fazer das suas, dizer para mim mesma que lá está o drama, o horror e a tragédia ajuda imenso - milhões. e assim se evitam, de facto, os dramas, os horrores e as tragédias. e assim se semeia o amor, a compaixão, a paz, a satisfação.
[obrigada pela dica, cv.]
só para que conste
depois de 10 de outubro deste ano não me apanham em Lisboa. seja porque estou a dormir que nem a bela adormecida e, portanto, não ponho os pés na rua, seja porque voei de férias para o norte da europa ou para o japão. gerês e itália também serve, mas os meus sonhos de viajante, de momento, são os primeiros mencionados.
[isto, claro, a não ser que me surja uma oportunidade bombástica para realizar estágio profissional. mas como não estou a contar com isso...]
maria tropical
cheira-me que o meu bronze deste verão fará concorrência à cor da areia das praias paradisíacas.
[questionando-me porque deixei tantos dias por escrever no relatório de estágio e quão divertido será, já que não fiz nenhuma maratona este ano, fazer quase uma tese inteira em três meses e pouco.]
sexta-feira, 9 de junho de 2017
go ética, go
quando uma colega tua te pede para ler o teu relatório de estágio só por curiosidade, até porque fomos colegas e não se colocam os nomes reais dos pacientes, asseguro que não vou divulgar nenhum dos casos clínicos. desculpa? eu li bem? 'miga, só por curiosidade, até porque fomos colegas: o que é que andaste a estudar e a praticar no estágio, hum?
ah, tão boa esta ideia de haver por aí psicólogos acabadinhos de sair do forno e a queimar o código de ética e deontologia logo no primeiro segundo em que lhe tocam (estou assustada, de verdade).
domingo, 21 de maio de 2017
domingo, 7 de maio de 2017
primeira lei
temo algumas coisas no meu futuro. temo que se instale uma guerra civil entre o meu coração e o meu cérebro, pois não é isso, de todo, que quero... o meu coração sempre comandou e, em tudo o que de mim depender, sempre comandará; o cérebro ajudará.
já hoje o coração treme de medo com algumas coisas que o cérebro diz, é certo... e tende a levá-lo muito a sério. contudo, este cérebro, dono do palavreado, poderá também ser o seu melhor amigo, auxiliando-o a serenar e a adaptar-se, a imaginar e a ver mais além e, em última instância, a encontrar forças para se mover nesse sentido.
sim, sim - eu acredito que assim sempre será: o coração comandará; será sempre rei. o cérebro será seu real conselheiro. e assim se encontrará paz no reino.
sábado, 6 de maio de 2017
a bendita terapia da escrita
entre ontem e hoje escrevi muito pouco... mas permitiu-me abrir a janela e sentir o ar fresco que, para mim, tem sido muito esquivo. e, se formos a pensar, entre há uns meses atrás e agora, então, escrevi imenso: fui viajar e voltei.
Etiqueta de (re)nome:
Entre dias e noites,
Excertos de Amor,
Sonho letras e vida em livros
perguntas retóricas
e se os pacientes abandonarem o processo?
e se não for tão boa psicóloga assim e fizer cagada?
e se não conseguir dar alta aos meus pacientes?
e se o meu relatório de estágio ficar um desastre?
e porque carga de água havia de ficar?
e se o meu relatório de estágio ficar um desastre?
e porque carga de água havia de ficar?
e se não conseguir avançar com a tese dentro de prazo?
e porque raio é que não havia de conseguir, mais a bem ou a mal?
e se no fim de tudo isto me aperceber que não quero nada disto?
e então?...
o mundo parou?...
tu paraste?...
sexta-feira, 5 de maio de 2017
fase das minúsculas
voltámos a escrever com minúsculas até sentir que as maiúsculas precisam retomar o seu lugar.
sobre o que sinto e penso sobre tudo o que tenho vivido e tenho ainda para viver nos próximos meses
não me sinto feliz mas não tenho de estar. não me sinto motivada mas não tenho de estar. tenho, simplesmente, de fazer o que tem de ser feito para terminar o curso. ninguém disse que tinha de estar feliz e motivada para o conseguir fazer sem um sofrimento astronómico - ou mais sofro eu ao pensar que devia estar feliz e motivada do que ao, simplesmente, aceitar que não estou.
é
urge a vontade de fugir desta que não sou eu. urge a vontade de procurar e encontrar-me de novo.
- mudavas alguma coisa na tua vida agora? - perguntou-me o meu amor. e eu desmancho-me a chorar porque sim: mudava muita coisa. deixei de conseguir sentir verdadeiramente o mundo à minha volta pouco tempo depois de ter entrado no meu estágio.
sim, este ano está a custar-me horrores. a escrita, que sempre me acompanhou desde o meu 9º ano com regularidade agora é escassa. não há a parte criativa, não há quase desabafar, não há a parte do amor a isto. valeram-me os sonâmbulos e... que mais, mesmo?
chego a casa do estágio e tudo quanto me apetece é não fazer nada. farto-me de procrastinar. os relatórios atrasam, a tese atrasa. estou cansada, não encontro o que me mova. estou triste e desmotivada com este fim de curso... e ainda nem a vieira nem eu chegámos ao que me dói ali.
Subscrever:
Mensagens (Atom)












































