quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Novas Bússolas


Havia qualquer coisa em mim que eu (achava que) perdi: esse ramo de flores que transportava sempre (nem que num recanto meu) desde que me lembro de mim sendo eu - sendo toda. Então, pensei que não me tinha. Pensei-me abandonada por mim própria no vazio; no limbo; em alto mar sem terra à vista; perdida. Curioso como, por não vermos algumas peças que nos compõem, achamos logo que o puzzle deixa de ser puzzle - que já não tem graça, que não dá mais para completar. Puros enganos, pois não é a visão a juíza suprema do que existe ou deixa de existir. Não é aquilo que os nossos olhos abarcam que faz toda a embarcação. Não é por não estar lá, escarrapachadinho à nossa frente, que não é possível nem há mais. Se calhar, temos de procurar melhor. Se calhar, temos de remar para outros lugares. Se calhar, basta dar tempo ao tempo e tentar outra vez num outro dia - num dia melhor, com mais sol ou com uma mantinha e um chá à mão porque a chuva lá fora. Se calhar, saltámos (simplesmente) os parêntesis e assumimos apenas o óbvio e mais comum. Se calhar... Falta-nos (só) dizer mais se calhar.

domingo, 5 de novembro de 2017

Porque era mesmo isto que eu precisava de ler } Obrigada!

« [...] o que se passa é que acredito cada vez mais que a pobreza é um estado e não uma condição, que o sofrimento é um estado e não uma condição», disse a pê, e disse bem.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

(... e então?)

Finalmente publiquei o meu balanço de final de ano quanto a dois mil e quinze (sim, não estou a brincar: foi mesmo de dois mil e quinze). Tinha de desandar com este rascunho do arco da velha (correção: tenho de desandar com os meus rascunhos do arco da velha - plural), na tentativa de limpar e arrumar o meu baú para arranjar espaço para o que novo ainda pode vir aí. Podia fazer a coisa mais simplezinha, selecionar cada rascunho e carregar no icon do caixote do lixo - podia; era a solução mais rápida. Mas quem tem coragem de deitar fora aquela emoção toda de dois mil e quinze? Não eu. Dois mil e quinze foi dos melhores anos que vivi contando com os anos mais recentes, e logo a seguir vem dois mil e dezasseis. Já dois mil e dezassete ainda não me deu muitas razões para subir ao pódio.
Porém... E então?
O que seria do equilíbrio se não houvesse o melhor e o menos bom? O que seria de mim se cada balança não jogasse com os seus pesos de um lado para o outro? De que outra forma poderia procurar a minha força, o meu centro, e o meu cerne? De que outra maneira poderia, por fim, encontrar a leveza em mim?

()

(Acabei de ir aos rascunhos e publiquei uma rajada de coisas, talvez em homenagem à rajada de coisas que podia escrever como antes, ao invés.)

Fez-se Luz XI

- Alentejo.

(Alen-Tejo, i.e.além do Tejo; além do rio Tejo. Os créditos vão, mais uma vez, para o meu padrasto.)

Fez-se Luz X

- Ribatejo.

(Riba-Tejo, i.e., arriba Tejo; acima do rio Tejo. Os créditos vão para o meu padrasto.)

A Recalcular Itinerário

Este blog já teve dias melhores. Eu idem.