quarta-feira, 5 de abril de 2017

sábado, 25 de março de 2017

Do tema "Magia"

E, de repente...
"E, de repente": onde começa o susto, talvez... mas também a magia. "E, de repente": onde também começa a magia porque a magia, quando vem, vem de rompante. Apanha-nos desprevenidos, assalta-nos o corpo de sensações e a alma de uma vivacidade intensa em nada antes igual.
E, de repente...
De repente a magia também é um susto, mas a prova que os sustos podem ser bons... Surpresas... Imprevistos: tremores por todo o lado ocupando-se de nós, a insegurança de não saber o que vem a seguir ao que já conhecemos - mas não faz mal.
E, de repente...
De repente assustei-me, pois logo me senti completamente derrotada, desarmada, nada preparada - de repente: encontrei-te. A ti. Ao meu lugar seguro. Ao meu céu não só no ar como na terra e no mar... e até no fogo, pois há certas coisas que não importam onde e quando aconteçam: são magia - não importa o lugar, não importa o momento. Superam tudo. Engolem-nos, envolvem-nos, transformam-nos... E, daí, qualquer e mera abóbora é carruagem real. E, daí, qualquer e todo o trapo vira vestido de princesa. E, daí, o simples e pequeno tic-tac do relógio é como nunca antes importante.
E, daí, de repente, não faz mal nenhum que seja de repente.

- texto meu, publicado hoje, em Os Sonâmbulos

domingo, 19 de março de 2017

De Abril a Junho/Julho: 3/4 Meses Left

Quero muito que este ano de estágio acabe. Gosto cada vez mais das minhas pacientes, aprendo coisas interessantes lá no sítio em que estou,... nem tudo é mau, já foi pior. Mas quero muito que este ano de estágio acabe. Quero muito respirar a liberdade de poder escolher outros caminhos, dentro ou fora da psicologia - não importa. A parte profissional nunca foi a mais importante para mim e ando a vivê-la com a pressão de como se fosse, não fosse um traço da minha personalidade um quê de obsessão com o meu desempenho. Estou aqui neste fim-de-semana, como em tantos outros e em tantos outros dias, lutando pela procura de motivação para dar corda aos sapatos e pôr-me a mexer nas minhas tarefas... enquanto cada adiar ou focar me dói. 
É: não me ando a sentir muito feliz neste ano; é, tento não pensar muito nisso para me ir aguentando. É: ando a contar os meses para o fim desta etapa desde que ali comecei a viver as primeiras frustrações. É: não quero lá muito brincar mais a isto.
Sim, vou sair dali com uma boa bagagem de aprendizagens, competências e sensibilidade. Isso vale, e vale bastante. Já levo tal bagagem como carapaça às costas a cada dia e semana que passam, continuando a aumentá-la grão a grão. Mas aquele não é o meu lugar. Não é. Não quero que aquilo seja parte da minha vida futura. Está a ser parte agora: está bem, tudo bem; compete ser-lhe porque escolhi atirar-me de cabeça aos tubarões. Mas... não é aquele o caminho que faz meu horizonte, que toca meu coração. Já faltou mais para chegar ao fim deste trilho e já sobrevivi a uma carrada de meses para trás - hei de sobreviver aos próximos passos. E então, por fim, no fim, direi a todo o mundo aquilo que já disse a mim mesma: não quero continuar ali. Não. Obrigada pela experiência, serviu para desafiar e conhecer os meus limites: agora já os sei neste lugar. Venha o próximo, o novo, a renovação de ares, o meu respirar mais profundo.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Do tema "Mar"

Às vezes, até numa concha se escuta o mar. Às vezes, por muito baixinho, ouvimos na mesma as ondas rebentar. Parecem-nos longe, distantes por momentos... mas logo as escutamos tão perto!... Mesmo à beira do nosso ouvido; mesmo à entrada de um canal que, ainda que contra aquilo que dita a lógica, liga diretamente ao coração.
Às vezes, estamos metidos na nossa concha e escutamos o mar. O mar que, às vezes, rebenta em ondas tranquilas e suaves e, noutras, em ondas brutas, agressivas. Às vezes, estamos na nossa concha e ela parece ser mais do mar do que nossa. Será isto bom? Será isto mau?
Apostaria no bom. Porque seja esta patilha agradável ou desagradável para nós, é uma partilha: algo que acontece; algo por que passamos e vivemos vezes e vezes sem conta, de uma maneira ou de outra. E, mesmo assim, cá estamos! Cá estamos. Estamos porque somos seres que se adaptam a toda e qualquer corrente - mais simpática ou mais difícil.
Às vezes, a concha é nossa, é do mar, e nela encontramo-nos os dois com diversos humores. Tudo bem. Vamos na onda.


- texto meu, publicado hoje, em Os Sonâmbulos

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Arlindo: - Um dia - não estou a dizer agora: um dia - quando engravidares, vais parecer uma pêra linda.

- 14 de fevereiro de 2017

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

domingo, 12 de fevereiro de 2017

sábado, 11 de fevereiro de 2017

I Decide: Change

Descobrindo o Percurso e a Identidade Profissional

Eu: - Isso é algo que me preocupa: não vejo outro caminho alternativo à psicologia a nível profissional.
CV: - Talvez isso já queira dizer algo, não?

- 7 de fevereiro de 2016

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

«[...] comecei a pensar que B+ era uma classificação bastante boa para qualquer um de nós no fim do nossos dias

- por Richard Zimler in Uma dor tão desigual
«Será que metade do segredo da vida é aprender a improvisar?
[...]
Depois de lhe apertar o cinto de segurança, arranquei e, quando íamos a sair do parque de estacionamento, ele perguntou-me numa voz implorante se não me importava de parar numa boa loja de roupas em Boston antes de irmos para casa para ele comprar qualquer coisa maravilhosa para o neto. Disse-lhe que o ia levar às lojas mais chiques de Boston e então ele ligou o rádio para ouvir as notícias e seguimos pela rua principal de Mystic em direção a tudo o que ainda não sabíamos que haveria de acontecer.»

- por Richard Zimler in Uma dor tão desigual
«Vou dizer-te outro segredo, menino... Nunca ninguém está preparado.»

- por Richard Zimler in Uma dor tão desigual
«Deixa-me dizer-te uma coisa. A culpa, ao fim de algum tempo, é como engolir pedras. E o teu pai engoliu milhares durante anos. Aquele peso todo dentro dele... Já não consegue pôr-se de pé. Quer dizer, anda por aí às voltas, mas aquilo não é realmente andar.»

- por Richard Zimler in Uma dor tão desigual
«Seja como for, o teu pai acredita, tenho a certeza, e por isso pouco importa se tu acreditas ou não. Tens de compreender que é uma coisa que está dentro dele... e que sempre esteve.»

- por Richard Zimler in Uma dor tão desigual
«Hei de perceber o que procuro nos meus livros quando o encontrar.»

- por Richard Zimler in Uma dor tão desigual
«O meu pai tinha umas sobrancelhas que pareciam duas lagartas peludas. Quando eu era miúdo, pareciam-me muitas vezes implacavelmente críticas sempre que eu lhe fazia alguma pergunta.»

- por Richard Zimler in Uma dor tão desigual
«Afinal, qual é a diferença entre aquilo que se inventa e a realidade que recusa a cumprir-se enquanto exaltação e afogo?»

- por Maria Teresa Horta in Uma dor tão desigual
«Afinal, talvez eu não conhecesse bem o meu amigo de há tantos anos. Era então tristemente verdade que não há maior nem mais intransponível distância do que a que existe entre duas pessoas, pensar que se conhece o outro é um disparate. Ou talvez se conheça o outro num determinado lapso de tempo, talvez a passagem do tempo traga sempre mudança e a mudança faça necessariamente desconhecidos.»

- por Dulce Maria Cardoso in Uma dor tão desigual
«É certo que o passado chega sempre adulterado ao presente, minta-se ou não voluntariamente em relação a ele, e talvez a verdade esteja sobrevalorizada [...].»

- por Dulce Maria Cardoso in Uma dor tão desigual
«Ao encontrarmos no desconhecido os outros que já conhecemos, podemos presumir-lhe o pensar e o sentir, podemos prever as suas ações. Sossegamos em relação ao desconhecido quando o inscrevemos num estereótipo, ainda que ele continue durante muito tempo, talvez para sempre, desconhecido.»

- por Dulce Maria Cardoso in Uma dor tão desigual
«[...] o mundo que vemos é meramente uma página de um livro que não vislumbramos senão com o auxílio da imaginação, ou seja, vivemos num multiverso, em que cada pessoa é autora e única criatura do seu cosmos.»

- por Afonso Cruz in Uma dor tão desigual
«De fóssil a poesia, eis um destino possível.»

- por Afonso Cruz in Uma dor tão desigual
«Não há ninguém que saia desta vida sem ser interrompido.»

- por Afonso Cruz in Uma dor tão desigual

domingo, 5 de fevereiro de 2017

I'm Present

«Don't insist that meditation be pleasent. Insist that it be about presence.»

- por Jon Hershfield in The Mindfulness Workbook for OCD: A Guide to Overcoming Obsessions and Compulsions Using Mindfulness and Cognitive Behavioral Therapy

To Connect and Disconnect

«Sometimes the things we do to feel better, to escape reality when it's uncomfortable, become sources of discomfort and stress themselves. Tempting as they may be, these moments of silence you can achieve by forcing massive doses of unreality on your mind only embolden the OCD. The escape sends the very clear message that the present reality is not tolerable. So while you may enjoy the high you get from whatever source of unreality you choose, the OCD will wait for your return and will remind you of why you left.
Still, not all escape is bad or desctructive. Sometimes, temporarily leaving can be a shift to a positive, adaptive place, and returning can bring about a healthier perspective. A vacation or a strenuous workout can also be a form of walking away from stress. And not all escape has to be particulary meaningful either. Escaping into your favourite TV show or video game for a bit can be a healthy, positive reward for staying in reality all day. It may be necessary for you to assess, perhaps with the help of a loved one or a treatment provider, what forms os escape are adaptive and what forms are destructive.
If you are struggling with an addiction of any kind, it's important to get help and treat that alongside (if not before) working on your OCD. While one may exacerbate the other, addiction is its own beast and often requires its own treatment strategies.»

- por Jon Hershfield in The Mindfulness Workbook for OCD: A Guide to Overcoming Obsessions and Compulsions Using Mindfulness and Cognitive Behavioral Therapy

Lifestyle Shift

«Mindfulness is a major tool in the arsenal against OCD symptoms. Combined with cognitive and behavioral therapy techniques, it's a skill set that you can expect to hone throughout your life, just as martial arts master continues to train even after acquiring the highest possible belt. You can be a black belt in the MBCBT arts, but that includes adopting the philosophy of never giving up. It means looking at the goal as indefinite improvement - as a lifestyle shift, not a crash diet.»

- por Jon Hershfield in The Mindfulness Workbook for OCD: A Guide to Overcoming Obsessions and Compulsions Using Mindfulness and Cognitive Behavioral Therapy

POC

«Unwanted thoughts, feelings, and physical sensations are normal events. The urge to avoid them is a normal urge. The strategies we employ to escape them, however compulsive, are typically normal behaviours. It's being locked into the obsessive-compulsive cycle and having this vicious circle grossly impair your functioning that makes OCD a disorder. It's not the simple presence of these normal events.»

- por Jon Hershfield in The Mindfulness Workbook for OCD: A Guide to Overcoming Obsessions and Compulsions Using Mindfulness and Cognitive Behavioral Therapy

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Little Brother

A namorada terminou com o meu irmão. Até aparenta estar a aguentar-se, considerando porém que é tudo muito recente e que ele é muito fechado em si. Sei, no entanto, que os dois abraços apertadinhos que lhe dei trouxeram-lhe aconchego. Sei que falámos naqueles abraços, não falando. Sei que foram uma troca de amor, um estou aqui para o que precisares. Creio que ele percebeu isso também.

Sobre a Correria que Podem Ser os Dias

Padrasto: - Como o meu colega alemão costuma dizer: "Pode-se fazer muita coisa, mas não se pode quebrar as leis da física."

- algures entre esta semana e a semana passada

domingo, 22 de janeiro de 2017



«Um post-it a manter por perto todos os dias:

Uma vida chega para perceber que o que importa de verdade é escolher atravessar os dias de frente para o sol. É saber quem são os que caminham ao nosso lado sem filtros. É ter a coragem de não desistirmos de nós. É saber levantar, sacudir a poeira e dar sempre a volta por cima. É decidir que não importa quando, não importa como, não importa onde, o nosso plano é um só: 
ser feliz e mais nada.

As coisas que nos acontecem têm (só) a importância que nós lhes dermos, e a vida vai-nos mostrando que nem tudo vale tanto, e quase nada vale tudo.»


Quase que vivendo para o 5º ano (não gosto disto!)

É assim pessoas, aqui me confesso: não sei se vou querer seguir psicologia a nível profissional findo este ano, e principalmente psicologia clínica, em particular com adultos e em especial no sistema nacional de saúde, e ainda mais especificamente no local onde estou. Apesar de andar ligeiramente mais entusiasmada, a verdade é que este percurso ainda me dói muito. Guardo uma réstia de esperança que tudo melhore, que me deixe de doer ou que eu aprenda a tornar a dor suportável ou, pelo menos, não relevante para o meu bem-estar geral. Tenho estado a atribuir um peso imenso a tudo isto que estou a viver, já me apercebi disso e já o tentei relativizar - ajudou. Porém, vou entrar agora em fevereiro para o 5º mês de estágio e ainda não sinto, nem de perto, a motivação ou o amor que achei que ia sentir. Sabia, quando escolhi este estágio, que ia ser duro: sabia. Não sabia que ia ser tanto. E a minha estrutura treme, treme,... vou-me aguentando: vou-me aguentando que nunca fui de desistir às três pancadas. Porém, não estou a gostar nada desta coisa de estar com dificuldades em ver o belo da vida para além disto, de não ter tanto tempo para dedicar a mim própria, de sentir que não consigo investir tanto tempo naqueles que amo. Não estou a gostar do stress constante da corrida contra o tempo para ter o trabalho em dia, de apesar da corrida contra o tempo não conseguir ter esse trabalho em dia (continua a acumular, aliás), de deitar-me tarde, acordar cedo cansada e ansiosa, de estar sempre a contar o tempo até ao final do dia de trabalho chegar e da semana findar. Não estou a gostar de sentir as minhas inseguranças todas sobre o meu desempenho virem bater à porta do meu coração sempre que estou no estágio e fora dele, de me encontrar vezes e vezes sem conta a questionar o que raio ando a fazer em consulta e o que raio vou ter de fazer a seguir na próxima sessão. Pois bem: este ano tem sido uma prova de fogo, fogo por todo o lado, e eu ando a tentar manter a calma enquanto me vejo rodeada dele e sem ver grandes escapatórias por onde me meter. Lá me vou metendo, a rés-vés. E, para isso, também me tem valido muito o apoio e a paciência do meu amor que não me deixa cair ou me levanta, o companheirismo da Nês e da Rute que da mesma forma vão vivendo este ano com dificuldade por esta ou por aquela razão, as palavras queridas e tranquilizantes das Cláudias que já passaram por crises semelhantes nas suas áreas e percursos. Mas não estou a adorar o que estou a fazer da mesma forma que adorei o curso até agora: não estou. A meios que não sei bem o que hei de fazer à minha vida no futuro, a nível profissional. Logo se verá. Logo se verá. Pega num trevo de quatro folhas, reza, medita, faz o pino, e aguarda a resposta mágica do Universo.

Brother Growing

Depois de já estar a definir os abdominais todos e ter arranjado uma namorada, eis que hoje se assinala o primeiro dia em que o meu irmão fez o bigode.

Mais uns meses e ultrapassa-me em altura. Já está do meu tamanho, pelo que não espera pela demora. As minhas mãos, ó: já são as mais pequeninas cá de casa (é inacreditável: tenho, realmente, mãos de criança quando comparado o seu tamanho aos restantes deste belo agregado).

sábado, 21 de janeiro de 2017

Do tema "Inverno"

Pegadas na neve. Tinha acabado de ocorrer um enorme nevão há uns meros segundos atrás e, mesmo assim, era o que se via: pegadas a neve.
- Como é possível?!
- Quem terá sido?
- Será que alguém andou ao frio durante a tempestade?
- Talvez! Será que estava perdido?
- Pode ter sido um monstro!
- É lá um monstro!
- Pode ter muito bem sido um monstro.
- Os monstros não existem.
- Não? E aqueles que vivem debaixo da cama? E dentro do armário?
- Esses não mesmo. Há os que vivem em nós.
- Ah, sempre concordas que existem alguns. 
- Esses sim: por vezes levam as pessoas a perderem-se. 
- Terá andado algum pela neve?
- É possível. Os monstros gostam de nos sugar o calor. São de ambientes que nos fazem tremer.
- Quem terá soltado o seu monstro?
- Melhor: quem terá cambaleado pelo chão gelado com o seu monstro?
- Alguém guerreiro.
- Alguém corajoso.
- Alguém que apesar de tudo deu passos só seus. Que apesar de tudo fez o seu caminho.
- Alguém que não desistiu. Que continuou e continuou. Que conseguiu já só por isso.
- Isso.

- texto meu, publicado hoje, em Os Sonâmbulos

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

*Momento Histérico*

Aquele momento em que, finalmente, as coisas começam a ficar mais bonitas e lindas e maravilhosas!


Hashtag "tese, gosto de ti".
Hashtag "fiquem para ver cenas dos próximos episódios".

domingo, 8 de janeiro de 2017

Remember, dear Mary:

About becoming a Psychologist:

«[...] This is a skill, and like any skill, it's meant to be done poorly before it can be honed. [...]»

- por Jon Hershfield in The Mindfulness Workbook for OCD: A Guide to Overcoming Obsessions and Compulsions Using Mindfulness and Cognitive Behavioral Therapy

About Anxiety/Obsessive Thoughts

«[...] They are spoken in a language based on fear, not on evidence. [...]»

- por Jon Hershfield in The Mindfulness Workbook for OCD: A Guide to Overcoming Obsessions and Compulsions Using Mindfulness and Cognitive Behavioral Therapy

Take a Breather

«Reading about OCD when you have OCD isn't always easy. At times throughout this book, you may find yourself getting triggered, or "spiked", by its concepts. Take in the information at whatever pace feels appropriate for you. Challenge yourself to let the book present itself, but allow yourself whatever space or breaks you need to get through it. There's no prize for finishing this book in one sitting. We hope that your gaining the tools and strenght to fight your OCD will be the real prize.»

- por Jon Hershfield in The Mindfulness Workbook for OCD: A Guide to Overcoming Obsessions and Compulsions Using Mindfulness and Cognitive Behavioral Therapy

Falando não só de OCD (POC em português) como também da vida: é importante ir ao nosso passo - seja a caminhar, a correr, a pular, a rastejar, com retornos ou viragens à direita e à esquerda... É é importante ir ao ritmo que é nosso. Desafiá-lo (sim, claro: sabe sempre bem) - contudo, respeitando-o: sendo (auto)compassivo.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Enfrentar os Medos (por Amor e pela Vida)

O  meu amor tem medo de alturas. O meu amor insistiu mil para irmos andar de roda gigante na feira de Natal em Lisboa porque "eu sei que tu queres". Disse-lhe que não o ia submeter a isso, que não queria que ele fizesse isso. Continuou a insistir mil milhões para irmos. Fomos. Fechou os olhos, inspirou e expirou fundo, foi controlando a cadência da respiração, agarrou-se às grades. Disse-me "aproveita" e, uns segundos depois de começarmos a andar, "fiquei a odiar ainda mais a TVI" (aparente responsável pela roda gigante). A cada volta dada, ia dizendo uma tranquilização nova, progressiva: "ok, se isto não abanar está tudo bem", "ok, andar para trás não é tão mau", "ok, isto parou para as pessoas de baixo entrarem", "ok, já estou habituado". Nas últimas voltas já abria os olhos, já aparentava um rosto e uma postura mais calmos. Acabaram as voltinhas e saímos da carruagem. Ouvi um casal ao longe a dizer "sobrevivemos". Perguntei-lhe como se sentiu, disse-me "vivo".
O meu amor é lindo e corajoso. 

domingo, 1 de janeiro de 2017

«It Calls Me»


«I've been staring at the edge of the water
'Long as I can remember, never really knowing why
I wish I could be the perfect daughter
But I come back to the water, no matter how hard I try

Every turn I take, every trail I track
Every path I make every road leads back
To the place I know, where I cannot go
Where I long to be

See the line where the sky meets the sea? It calls me
And no one knows how far it goes
If the wind in my sail on the sea stays behind me
One day I'll know, if I go there's just no telling how far I'll go

I know everybody on this island seems so happy on this island
Everything is by design
I know everybody on this island has a role on this island
So maybe I can roll with mine

I can lead with pride, I can make us strong
I'll be satisfied if I play along
But the voice inside sings a different song
What is wrong with me?

See the light as it shines on the sea? It's blinding
But no one knows, how deep it goes
And it seems like it's calling out to me, so come find me
And let me know, what's beyond that line, will I cross that line?

See the line where the sky meets the sea? It calls me
And no one knows, how far it goes
If the wind in my sail on the sea stays behind me
One day I'll know, how far I'll go»

First a Compulsion, Then a Choice

«Pelo Sonho é Que Vamos»


Este ano peço uma lufada de ar fresco: esvazio o pote dos sonhos velhos e movo-os para a caixinha de recordações. Começo o projeto cada dia, um amor. A cada dia escrevo num papel um acontecimento bom desse ciclo de sol e lua, um amor portanto, e faço assim até daqui a 365 ciclos de 24 horas (é quase um project 365 em palavras, ao invés de fotografias).
Este ano peço uma lufada de ar fresco: a consciência da existência de pequenos sonhos todos os dias, e não só dos grandes para o futuro. ♡

Mantra for '17

Se eu não vivo a vida ao máximo é porque eu própria me limito.

- Maria, eu, a 1 de janeiro de 2017

Yes!!

Heim?! Já?!

Para tudo!!! O ano começa com a constatação que o meu irmão tem o seu primeiro amor (pelo menos oficialmente conhecido). Os meus pais resolveram fazer uma passagem de ano com a miudagem cá em casa e ele e uma menina acabaram de pedir para ficar sozinhos, e os restantes amigos a fazerem de propósito para tal... Ai que emoção!!! 13 aninhos e um amor.* Oh.

* para recuerdo: o amor chama-se Catarina.

sábado, 31 de dezembro de 2016

Do tema "Viagem"

Vou ao sabor da corrente, das rajadas, das nuvens, da chuva, dos raios de sol, das estrelas, da lua: dos movimentos da Terra - da natureza. Vou ao sabor desta terra que também é minha: meu corpo; desta natureza que me faz eu: minha alma. Vou ao sabor da essência da vida, passando por trilhos em caracol e por outros a imitar planícies. Vou - acima de tudo, vou. Viajo. Vejo. Sinto. Sou.

- texto meu, publicado hoje, em Os Sonâmbulos

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

sábado, 24 de dezembro de 2016

Neste Natal...


... e nesta vida: muito amor ❣

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

About Anxiety

Salvé os Nãos

«Os nãos da vida nem sempre são maus...

Às vezes, são a melhor forma de te fazer sair do lugar e pôr o teu mundo a girar. 
Às vezes, são o único beliscão que te faz acordar. 
Às vezes, são a maneira que o universo encontra de te fazer entender (de uma vez por todas!) que quando achas que estás a perder, só estás a ganhar.

E às vezes, são o favor que precisas para cerrar os dentes, arregaçar as mangas, pôr fim à chuva que chove dentro de ti, e provar (a ti mesma) que Não nenhum desta vida será o fim dos teus ''sins''.»

- retirado de uma publicação do Facebook, embora me cheire a que a sua fonte seja Às 9 no meu blog.


segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Das Cartas às Emoções e a Mim Mesma

Cara ansiedade em espiral no meu peito, fazendo meu coração acelerar e a minha respiração correr até mais fundo nos pulmões: desanda para outro lado, meu corpo e minha alma não são campo para jogar ao pião. 

Querendo ocupar-me comigo mesma, os meus mais sinceros cumprimentos,

Maria

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Dia de Jantar de Natal Amigo Secreto do Spot da Mega Mesa


[ahahaha, este gif fez-me rir tanto, ainda que exagerado quanto à situação atual]

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

sábado, 3 de dezembro de 2016

Do tema "O Impossível"

Dormia tranquila sonhando com o céu estrelado quando ouvi algo bater com força na minha janela. Sobressaltada, pisquei as pálpebras repetidamente de forma a abri-las por completo e o mais rapidamente possível, desemaranhei-me dos lençóis de algodão e coloquei os pés descalços no chão de pedra gelado do meu quarto. Corri a levantar as persianas e pus-me junto ao parapeito, esbugalhando os olhos à procura de algo que pudesse ter caído. No meio de um arbusto, vi algo invulgar brilhando: pequenas pintas cintilantes, mas ainda assim maiores que pirilampos. Deparei-me então com pequenas estrelas cadentes estendidas, feridas em algumas das suas pontas. Voei até elas como voava tantas vezes nos sonhos, mas desta vez fora deles e sabendo-as fora também. Agarrei-as nas minhas mãos e levei-as para casa, chorosa: que não recuperassem totalmente da queda, que o céu com o qual sonhava então nunca mais voltasse a ser o mesmo na possibilidade delas nunca mais voltarem a casa. Porém, ainda que mais fracas na sua luz - por vezes num intermitente inconstante -, ainda lhes sentia na pele o calor que era só delas e foi nele que enfim me concentrei. Consciente de que também eu tinha calor para lhes dar, encostei-as ao coração e esperei. Esperei... continuei a esperar que o sentissem, espero que o sintam - e com ele o meu desejo e decisão de lutar por elas, de devolvê-las a esse céu bonito e sonhado. Assim lutei e luto, dias a fio: esperando que o amor seja curandeiro de grande parte das dores e dos arranhões, que o carinho constitua o seu bilhete de retorno a casa - por muito difícil ou intransponível que me pareça essa batalha pois, afinal, quem sou eu para conseguir devolver estrelas ao céu? Mas... a bem dizer, quem sou eu, também, para não o conseguir fazer? O impossível só existe até ser possível, e eu escolhi e escolho entregar-me a esse desafio - pelo sonho, pela causa que significa... até agora nunca ganha e, por isso, por ganhar por alguém.
Ainda não sei se conseguirei sair-me cumpridora para com esta minha missão... mas a verdade é que o horizonte nunca esteve tão perto como hoje, e isso faz-me querer que progressos vão sendo feitos, que vou, realmente e de novo, aproximando as estrelas em recuperação das nunca lesadas... que, um dia, a reunião será possível. O céu estará ao alcance.

- texto meu, publicado hoje, em Os Sonâmbulos

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

terça-feira, 22 de novembro de 2016

And Breathe... Just Breathe...

Semana somando pontos: primeiros erros em avaliação psicológica e raspanete da orientadora ontem, done; primeira consulta após o desânimo enorme do dia de ontem, done também e julgo que a correr bem. 
Vamo' lá que isto do último ano não está a ser fácil para ninguém, mas mesmo assim vai-se caminhando. As esfoladelas fazem parte e o dói-dói que fica, um dia, cura.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

sábado, 12 de novembro de 2016

Do tema "Vício"

Se os nossos medos são hábitos bem instalados, por nada largados, então que toda a aprendizagem passível de fazer com o que nos faz tremer também vire vício.

- reflexão minha, publicada hoje, em Os Sonâmbulos

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Mas eu também sou pessoa, update (agora sim!)

O pedido de desculpas chegou agora à noitinha, comprido, a falar de um dia complicado, e que quinta-feira vamos fazer triagens e que já se arranjou uma paciente para mim com agorofobia (festa, confetis, felicidade). But wait... Não percebi se é suposto estar já com a paciente quinta ou se era só uma informação geral de que mais tarde ou mais cedo poderei começar com a senhora. Oh well. Someone needs to prepare herself for one thing or another.

Novo update (a 8 de novembro): afinal o caso de agorofobia não poderá ser; terei antes um de luto. E não será já quinta-feira. Por outro lado, na próxima segunda-feira começo sozinha a fazer avaliação psicológica.

Tic-tac Brrr

Está um frio de rachar nestes meus mãos e pés. Tudo se resume ao tempo: ao da natureza e ao dos relógios.

[O calor voltarás a sentir, Mariazinha].

Mas eu também sou pessoa, update (mais ou menos)

Nem à segunda mensagem a orientadora me respondeu.
Estou desanimada e a começar a colocar muita coisa relacionada com este estágio em causa. E, por vezes, naqueles momentos mais críticos em que nada bate certo (embora contra isso não deixe de lutar, pois bem sei que não se trata de mais do que um salto maior que à perna da minha mente), com o que quero fazer da vida profissionalmente.

Mas eu também sou pessoa

O estágio não anda a correr muito bem. Não tenho horário fixo: sei apenas que segundas, terças e quintas poderei ir ao estágio ou não, que quartas nunca o tenho e que às sextas são as reuniões de equipa. Fico sempre com uma semi-ideia dos horários às sextas-feiras, sendo que normalmente é: "terça aparece às 9h, para ficares com a assistente social". Boa, é uma equipa multidisciplinar e a senhora é um amor: mas como a minha supervisora da faculdade diz e bem: "apesar de não ter nada contra conhecerem outras valências do serviço, é suposto ser um estágio em psicologia, não em serviço social". Julgo que 1 mês na companhia da assistente social já deu para perceber o que é que ela faz - e sim, é super importante; e sim, já aprendi coisas. No entanto, onde fica a psicologia? No primeiro dia de estágio também observei consultas de psiquiatria, o que também foi interessante e, na minha opinião, mais próximo para com aquilo que vou fazer no futuro. Mas e a psicologia mesmo? Cadê? Em 1 mês de estágio - faz, aliás, precisamente hoje 1 mês - observei uma triagem e uma sessão de avaliação psicológica. Apenas e só.
Já tentei puxar pelo assunto de não ter horário mais do que uma vez, pois isto desorganiza-me completamente... Porém, não surtiu resultados. Já perguntei à estagiária do ano passado como é que a coisa correu com ela, e julgo que foi mais ou menos assim no início também (pela conversa percebi que foi só no início, e assim espero!). Quanto ao trabalho em psicologia, na semana passada, sexta-feira, tive o belo prazer de falar com a minha orientadora do local, que me deu a entender que a partir de agora as coisas iam começar a avançar. Quando lhe perguntei se não havia algumas provas e testes de avaliação psicológica que também pudesse ir cotando entretanto disse-me que sim: que havia uma que sim. Fui-me embora satisfeita da vida, esperançosa - embora também tenha tido de enviar mensagem à orientadora hoje para saber se vou ou não ao local de estágio hoje. Enviei mensagem às 9h10. São 11h50 e ainda não tenho resposta - enviei outra mensagem ainda agora. Estou tão farta de viver a minha experiência de estágio neste impasse, de nunca saber se os meus dias são assim ou assado e de que horas a que horas, já para não falar da ansiedade normativa de quem se está a iniciar no campo profissional e não tem ainda noção das suas competências como psicóloga clínica!... Não acho assim tão fora do comum ter de andar atrás da orientadora - não era nada que já não previsse que pudesse acontecer -, mas tirando isso não vejo muita consideração por mim em retorno: por muito que volta e meia ocorram contratempos e eu fique prejudicada; por muito que haja pacientes em sofrimento que requeiram uma resposta urgente e que à última da hora vão ao encontro das necessidades destes (e acho muito bem que o façam). Mas eu também sou pessoa e não deixo de o ser enquanto x ou y esperam pela resolução que merecem. Só que... e eu? Não mereço também?

[Qualquer dia a minha supervisora da faculdade tem de meter a mão nisto, e depois aí vai ser feio.]