terça-feira, 25 de abril de 2017

Devia Ser da Adolescência (?)

Hoje estive a ver fotografias antigas e percebi que não sei bem o que aconteceu em determinada época da minha vida. Não percebo como é que as coisas encaixaram, como é que me fizeram sentido na altura, como é que mexiam tanto comigo em forma de dúvidas e mais dúvidas se, agora, olhando para trás, só vejo incongruências: para o amor que eu sentia fosse em que circunstância fosse, para o amor que me era mostrado e logo a seguir arrancado... Não entendo. Não entendo como não desenrolei os fios do novelo de lã que era aquela época; não me lembro do que fiz ou como fiz para os tentar desenrolar. Só sei que hoje adotaria uma estratégia muito mais preto no branco para o tentar fazer... E talvez fosse também mais compreensiva e compassiva para com as dificuldades que enfrentava - as minhas e a do outro. Não sei.

Bom: fiquemos por aqui.

sábado, 22 de abril de 2017

Do tema "Natureza"

É no meio das árvores que me perco e que me encontro: ali, na imensidão do silêncio, onde o que me envolve é a tranquilidade e a leveza das folhas que balançam enquanto cantam as brisas e os ventos... Ali, onde o silêncio fala baixinho e sereno, mesmo que pese dentro; ali, onde o ar puro é a banda sonora que vai dos pulmões ao coração, e assim me conecta com a vida.

- texto meu, publicado hoje, em Os Sonâmbulos

sábado, 25 de março de 2017

Do tema "Magia"

E, de repente...
"E, de repente": onde começa o susto, talvez... mas também a magia. "E, de repente": onde também começa a magia porque a magia, quando vem, vem de rompante. Apanha-nos desprevenidos, assalta-nos o corpo de sensações e a alma de uma vivacidade intensa em nada antes igual.
E, de repente...
De repente a magia também é um susto, mas a prova que os sustos podem ser bons... Surpresas... Imprevistos: tremores por todo o lado ocupando-se de nós, a insegurança de não saber o que vem a seguir ao que já conhecemos - mas não faz mal.
E, de repente...
De repente assustei-me, pois logo me senti completamente derrotada, desarmada, nada preparada - de repente: encontrei-te. A ti. Ao meu lugar seguro. Ao meu céu não só no ar como na terra e no mar... e até no fogo, pois há certas coisas que não importam onde e quando aconteçam: são magia - não importa o lugar, não importa o momento. Superam tudo. Engolem-nos, envolvem-nos, transformam-nos... E, daí, qualquer e mera abóbora é carruagem real. E, daí, qualquer e todo o trapo vira vestido de princesa. E, daí, o simples e pequeno tic-tac do relógio é como nunca antes importante.
E, daí, de repente, não faz mal nenhum que seja de repente.

- texto meu, publicado hoje, em Os Sonâmbulos

domingo, 19 de março de 2017

De Abril a Junho/Julho: 3/4 Meses Left

Quero muito que este ano de estágio acabe. Gosto cada vez mais das minhas pacientes, aprendo coisas interessantes lá no sítio em que estou,... nem tudo é mau, já foi pior. Mas quero muito que este ano de estágio acabe. Quero muito respirar a liberdade de poder escolher outros caminhos, dentro ou fora da psicologia - não importa. A parte profissional nunca foi a mais importante para mim e ando a vivê-la com a pressão de como se fosse, não fosse um traço da minha personalidade um quê de obsessão com o meu desempenho. Estou aqui neste fim-de-semana, como em tantos outros e em tantos outros dias, lutando pela procura de motivação para dar corda aos sapatos e pôr-me a mexer nas minhas tarefas... enquanto cada adiar ou focar me dói. 
É: não me ando a sentir muito feliz neste ano; é, tento não pensar muito nisso para me ir aguentando. É: ando a contar os meses para o fim desta etapa desde que ali comecei a viver as primeiras frustrações. É: não quero lá muito brincar mais a isto.
Sim, vou sair dali com uma boa bagagem de aprendizagens, competências e sensibilidade. Isso vale, e vale bastante. Já levo tal bagagem como carapaça às costas a cada dia e semana que passam, continuando a aumentá-la grão a grão. Mas aquele não é o meu lugar. Não é. Não quero que aquilo seja parte da minha vida futura. Está a ser parte agora: está bem, tudo bem; compete ser-lhe porque escolhi atirar-me de cabeça aos tubarões. Mas... não é aquele o caminho que faz meu horizonte, que toca meu coração. Já faltou mais para chegar ao fim deste trilho e já sobrevivi a uma carrada de meses para trás - hei de sobreviver aos próximos passos. E então, por fim, no fim, direi a todo o mundo aquilo que já disse a mim mesma: não quero continuar ali. Não. Obrigada pela experiência, serviu para desafiar e conhecer os meus limites: agora já os sei neste lugar. Venha o próximo, o novo, a renovação de ares, o meu respirar mais profundo.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017