domingo, 1 de janeiro de 2017
«Pelo Sonho é Que Vamos»
Este ano peço uma lufada de ar fresco: esvazio o pote dos sonhos velhos e movo-os para a caixinha de recordações. Começo o projeto cada dia, um amor. A cada dia escrevo num papel um acontecimento bom desse ciclo de sol e lua, um amor portanto, e faço assim até daqui a 365 ciclos de 24 horas (é quase um project 365 em palavras, ao invés de fotografias).
Este ano peço uma lufada de ar fresco: a consciência da existência de pequenos sonhos todos os dias, e não só dos grandes para o futuro. ♡
Mantra for '17
Se eu não vivo a vida ao máximo é porque eu própria me limito.
- Maria, eu, a 1 de janeiro de 2017
Heim?! Já?!
Para tudo!!! O ano começa com a constatação que o meu irmão tem o seu primeiro amor (pelo menos oficialmente conhecido). Os meus pais resolveram fazer uma passagem de ano com a miudagem cá em casa e ele e uma menina acabaram de pedir para ficar sozinhos, e os restantes amigos a fazerem de propósito para tal... Ai que emoção!!! 13 aninhos e um amor.* Oh.
* para recuerdo: o amor chama-se Catarina.
sábado, 31 de dezembro de 2016
Do tema "Viagem"
Vou ao sabor da corrente, das rajadas, das nuvens, da chuva, dos raios de sol, das estrelas, da lua: dos movimentos da Terra - da natureza. Vou ao sabor desta terra que também é minha: meu corpo; desta natureza que me faz eu: minha alma. Vou ao sabor da essência da vida, passando por trilhos em caracol e por outros a imitar planícies. Vou - acima de tudo, vou. Viajo. Vejo. Sinto. Sou.
- texto meu, publicado hoje, em Os Sonâmbulos
sexta-feira, 30 de dezembro de 2016
sábado, 24 de dezembro de 2016
quarta-feira, 14 de dezembro de 2016
Salvé os Nãos
«Os nãos da vida nem sempre são maus...
Às vezes, são a melhor forma de te fazer sair do lugar e pôr o teu mundo a girar.
Às vezes, são o único beliscão que te faz acordar.
Às vezes, são a maneira que o universo encontra de te fazer entender (de uma vez por todas!) que quando achas que estás a perder, só estás a ganhar.
E às vezes, são o favor que precisas para cerrar os dentes, arregaçar as mangas, pôr fim à chuva que chove dentro de ti, e provar (a ti mesma) que Não nenhum desta vida será o fim dos teus ''sins''.»
- retirado de uma publicação do Facebook, embora me cheire a que a sua fonte seja Às 9 no meu blog.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
Das Cartas às Emoções e a Mim Mesma
Cara ansiedade em espiral no meu peito, fazendo meu coração acelerar e a minha respiração correr até mais fundo nos pulmões: desanda para outro lado, meu corpo e minha alma não são campo para jogar ao pião.
Querendo ocupar-me comigo mesma, os meus mais sinceros cumprimentos,
Maria
quinta-feira, 8 de dezembro de 2016
segunda-feira, 5 de dezembro de 2016
sábado, 3 de dezembro de 2016
Do tema "O Impossível"
Dormia tranquila sonhando com o céu estrelado quando ouvi algo bater com força na minha janela. Sobressaltada, pisquei as pálpebras repetidamente de forma a abri-las por completo e o mais rapidamente possível, desemaranhei-me dos lençóis de algodão e coloquei os pés descalços no chão de pedra gelado do meu quarto. Corri a levantar as persianas e pus-me junto ao parapeito, esbugalhando os olhos à procura de algo que pudesse ter caído. No meio de um arbusto, vi algo invulgar brilhando: pequenas pintas cintilantes, mas ainda assim maiores que pirilampos. Deparei-me então com pequenas estrelas cadentes estendidas, feridas em algumas das suas pontas. Voei até elas como voava tantas vezes nos sonhos, mas desta vez fora deles e sabendo-as fora também. Agarrei-as nas minhas mãos e levei-as para casa, chorosa: que não recuperassem totalmente da queda, que o céu com o qual sonhava então nunca mais voltasse a ser o mesmo na possibilidade delas nunca mais voltarem a casa. Porém, ainda que mais fracas na sua luz - por vezes num intermitente inconstante -, ainda lhes sentia na pele o calor que era só delas e foi nele que enfim me concentrei. Consciente de que também eu tinha calor para lhes dar, encostei-as ao coração e esperei. Esperei... continuei a esperar que o sentissem, espero que o sintam - e com ele o meu desejo e decisão de lutar por elas, de devolvê-las a esse céu bonito e sonhado. Assim lutei e luto, dias a fio: esperando que o amor seja curandeiro de grande parte das dores e dos arranhões, que o carinho constitua o seu bilhete de retorno a casa - por muito difícil ou intransponível que me pareça essa batalha pois, afinal, quem sou eu para conseguir devolver estrelas ao céu? Mas... a bem dizer, quem sou eu, também, para não o conseguir fazer? O impossível só existe até ser possível, e eu escolhi e escolho entregar-me a esse desafio - pelo sonho, pela causa que significa... até agora nunca ganha e, por isso, por ganhar por alguém.
Ainda não sei se conseguirei sair-me cumpridora para com esta minha missão... mas a verdade é que o horizonte nunca esteve tão perto como hoje, e isso faz-me querer que progressos vão sendo feitos, que vou, realmente e de novo, aproximando as estrelas em recuperação das nunca lesadas... que, um dia, a reunião será possível. O céu estará ao alcance.
- texto meu, publicado hoje, em Os Sonâmbulos
quinta-feira, 1 de dezembro de 2016
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