quinta-feira, 17 de novembro de 2016

sábado, 12 de novembro de 2016

Do tema "Vício"

Se os nossos medos são hábitos bem instalados, por nada largados, então que toda a aprendizagem passível de fazer com o que nos faz tremer também vire vício.

- reflexão minha, publicada hoje, em Os Sonâmbulos

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Mas eu também sou pessoa, update (agora sim!)

O pedido de desculpas chegou agora à noitinha, comprido, a falar de um dia complicado, e que quinta-feira vamos fazer triagens e que já se arranjou uma paciente para mim com agorofobia (festa, confetis, felicidade). But wait... Não percebi se é suposto estar já com a paciente quinta ou se era só uma informação geral de que mais tarde ou mais cedo poderei começar com a senhora. Oh well. Someone needs to prepare herself for one thing or another.

Novo update (a 8 de novembro): afinal o caso de agorofobia não poderá ser; terei antes um de luto. E não será já quinta-feira. Por outro lado, na próxima segunda-feira começo sozinha a fazer avaliação psicológica.

Tic-tac Brrr

Está um frio de rachar nestes meus mãos e pés. Tudo se resume ao tempo: ao da natureza e ao dos relógios.

[O calor voltarás a sentir, Mariazinha].

Mas eu também sou pessoa, update (mais ou menos)

Nem à segunda mensagem a orientadora me respondeu.
Estou desanimada e a começar a colocar muita coisa relacionada com este estágio em causa. E, por vezes, naqueles momentos mais críticos em que nada bate certo (embora contra isso não deixe de lutar, pois bem sei que não se trata de mais do que um salto maior que à perna da minha mente), com o que quero fazer da vida profissionalmente.

Mas eu também sou pessoa

O estágio não anda a correr muito bem. Não tenho horário fixo: sei apenas que segundas, terças e quintas poderei ir ao estágio ou não, que quartas nunca o tenho e que às sextas são as reuniões de equipa. Fico sempre com uma semi-ideia dos horários às sextas-feiras, sendo que normalmente é: "terça aparece às 9h, para ficares com a assistente social". Boa, é uma equipa multidisciplinar e a senhora é um amor: mas como a minha supervisora da faculdade diz e bem: "apesar de não ter nada contra conhecerem outras valências do serviço, é suposto ser um estágio em psicologia, não em serviço social". Julgo que 1 mês na companhia da assistente social já deu para perceber o que é que ela faz - e sim, é super importante; e sim, já aprendi coisas. No entanto, onde fica a psicologia? No primeiro dia de estágio também observei consultas de psiquiatria, o que também foi interessante e, na minha opinião, mais próximo para com aquilo que vou fazer no futuro. Mas e a psicologia mesmo? Cadê? Em 1 mês de estágio - faz, aliás, precisamente hoje 1 mês - observei uma triagem e uma sessão de avaliação psicológica. Apenas e só.
Já tentei puxar pelo assunto de não ter horário mais do que uma vez, pois isto desorganiza-me completamente... Porém, não surtiu resultados. Já perguntei à estagiária do ano passado como é que a coisa correu com ela, e julgo que foi mais ou menos assim no início também (pela conversa percebi que foi só no início, e assim espero!). Quanto ao trabalho em psicologia, na semana passada, sexta-feira, tive o belo prazer de falar com a minha orientadora do local, que me deu a entender que a partir de agora as coisas iam começar a avançar. Quando lhe perguntei se não havia algumas provas e testes de avaliação psicológica que também pudesse ir cotando entretanto disse-me que sim: que havia uma que sim. Fui-me embora satisfeita da vida, esperançosa - embora também tenha tido de enviar mensagem à orientadora hoje para saber se vou ou não ao local de estágio hoje. Enviei mensagem às 9h10. São 11h50 e ainda não tenho resposta - enviei outra mensagem ainda agora. Estou tão farta de viver a minha experiência de estágio neste impasse, de nunca saber se os meus dias são assim ou assado e de que horas a que horas, já para não falar da ansiedade normativa de quem se está a iniciar no campo profissional e não tem ainda noção das suas competências como psicóloga clínica!... Não acho assim tão fora do comum ter de andar atrás da orientadora - não era nada que já não previsse que pudesse acontecer -, mas tirando isso não vejo muita consideração por mim em retorno: por muito que volta e meia ocorram contratempos e eu fique prejudicada; por muito que haja pacientes em sofrimento que requeiram uma resposta urgente e que à última da hora vão ao encontro das necessidades destes (e acho muito bem que o façam). Mas eu também sou pessoa e não deixo de o ser enquanto x ou y esperam pela resolução que merecem. Só que... e eu? Não mereço também?

[Qualquer dia a minha supervisora da faculdade tem de meter a mão nisto, e depois aí vai ser feio.]

domingo, 6 de novembro de 2016

Tese, Plano B

Quando precisas desesperadamente de avançar com todos os pedidos de autorizações e mais alguns porque a única forma que tens de chegar perto de adolescentes é indo às escolas e um autor de uma escala (o único que te faltava!) não te responde nem por nada deste mundo. Pois bem: já tenho um outro tema como Plano B (e, confesso: até gosto um bocadinho mais do que o do Plano A). Vamos torcer para que estes autores sejam mais fofinhos.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

💦

A chuva está a fazer cócegas na janela. E a janela a rir, desvairada. Gosto tanto.

Fazendo Disto Meu Mantra:

«- ❥-
Não precisas de ter todas as respostas, fazer tudo certo, ou ter sempre razão. Precisas da tua fé, do teu amor-próprio, e de acreditar que entre o que vem e o que vai, a vida conspira sempre a teu favor.
Não precisas de carregar o mundo nos ombros, viver os dias (pre)ocupada, de peito pesado. Precisas de te abraçar mais, de levantar sempre a cabeça, e de dizer a ti mesma: calma. O tempo é especialista em reviravoltas.
Não precisas de ser a melhor, nem de provar nada a ninguém. precisas de ser uma pessoa de bem com a tua vida e de acreditar, com toda a força do teu lado esquerdo, que ao longo do caminho importa muito menos aquilo que te acontece, e muito mais aquilo que tu és apesar do que te acontece.
Em frente.»

Adorando o Poder das Aspas em "Provado"

«A seleção de dados da realidade externa que são coerentes com a auto-imagem obviamente confirma - de maneira automática e circular - a identidade pessoal percebida... Consideremos uma mulher que desenvolveu uma auto-imagem como "intrinsecamente não digna de amor"... Cada vez que é abandonada, ela processa os dados derivados da experiência com base em sua auto-imagem (de modo que esta é reconfirmada e fica mais estável a cada vez) e pouco a pouco a sua qualidade de "não ser digna de amor" torna-se algo certo e "provado"».

- por Guidano e Liotti (1983, citado por Young, 2003)

«[...] Look how far you've come, you filled your heart with love / Baby you've done enough, take a deep breath / Don't beat yourself up, don't need to run so fast / Sometimes we come last, but we did our best [...]»








How I Feel Sometimes

sábado, 29 de outubro de 2016

« [...] Foi difícil partir? Não, foi a coisa mais fácil que fiz na vida [...].»

«[...] Aprendi que a verdadeira generosidade para com o futuro consiste em entregar tudo ao presente. A minha vida tornou-se mais simples e significativa quando abandonei a bagagem do meu passado. No instante em que parei de gastar tempo a procurar os grandes prazeres da vida, comecei a desfrutar dos pequenos, como absorver os últimos raios de sol de um dia radioso de verão. Percebi que o que ficou para trás e o que tenho à minha frente não são nada comparado com o que existe dentro de mim, e a partir desse momento, garanto-te, tornei-me na melhor versão de mim mesmo.»

- por Robin Sharma

sábado, 22 de outubro de 2016

Do tema "Futuro" (parte II)

O ser humano é um ser obrigado a vergar-se perante a adaptação, sendo tanto servo como nobre no seu reino: tudo dependerá da sorte e também do esforço. De momento, a adaptação exigi-me que seja uma bebé capaz de dar passos de adulta. Terei de caminhar sem nunca o ter feito, sem saber ao certo como coloco e levanto os pés do chão de forma controlada e continuada. Terei de o fazer observando e repetindo todas as etapas vezes e vezes sem conta. Assim sou agora e sou-o, porém, ansiando pelo momento em que serei adulta brincando despreocupadamente como uma criança - podendo fazer e ser de tudo um pouco sem quase pensar no que vem a seguir.
O futuro - aprendi - não tem de aparentar-se lógico (nem sê-lo de facto). Nem sempre se começa por gatinhar para um dia mais tarde andar: por vezes começa-se logo a andar, e até há quem comece, desde logo, a nadar. Tudo dependerá de onde e como se nascer, de onde e como se crescer. O futuro não dá a cara de sequencial, não se antevê certo, e nem sempre cresce suave e sem se notar: é em tudo improvável. Um improvável que, contudo, não é impossível.

- texto meu, publicado hoje, em Os Sonâmbulos