quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Veggie Food (invenções boas do namorado)

A verdade é que já cozinhei muito mais do que aqui expus no blog, e portanto o desafio a que me propus no início do ano já foi mesmo à vida nos conformes como o tinha desenhado inicialmente. No entanto, todos os pratos que fizer e me lembrar de fotografar, continuarei a publicar aqui, aos bocadinhos pequeninos. Fica aqui uma receita que fiz na semana passada, embora a tenha descoberto graças ao espírito criativo do meu amor lá para abril.


Cogumelos com Molho de Banana e Limão

Ingredientes principais: azeite, alho, pimenta preta, cogumelos frescos. Para o molho para colocar por cima dos cogumelos uma vez feitos, uma ou duas bananas esmigalhadas e sumo de limão q.b..
Sugestões para acompanhar: arroz.

Veggie Food (já não sei que semana foi esta)

(Esta acho que fiz em abril - onde é que esse mês já não vai!...)


Muffins de Cenoura e Queijo

Ingredientes principais: azeite, cebola média, cenoura ralada, farinha de trigo peneirada, fermento, queijo mozarella ralado, dois ovos, leite, salsa, sal e pimenta branca q.b..
Sugestões para acompanhar: arroz e/ou salada.

THIS!

terça-feira, 13 de setembro de 2016

De Ontem

Ontem começou o ano letivo. Chegámos à faculdade às 14h em ponto e, junto a toda a turma, procurámos como formigas a misteriosa sala 14 na qual iríamos ter seminário de estágio - diziam eles. Não só descobrimos que a sala 14 não existia como que não existia tal seminário: é coisa virtual, só para enfeitar o horário... literalmente. Segundo os professores que, depois de algum desespero, encontrámos a vaguear pelos corredores, a inscrição naquele seminário foi só para dizer que, durante aquela hora e mais para a frente no ano letivo, os professores vão marcar reuniões de orientação de estágio connosco (um minuto de silêncio por esta brincadeira). Alguém nos podia ter avisado antes de sairmos de casa, não? Ou, no mínimo, a faculdade podia ter atendido as chamadas que já andávamos a tentar fazer há dias e dias para percebermos se sempre teríamos seminário ou não. Mas claro que não nos facilitaram a vida nesse sentido, e por isso lá tivemos de nos conformar e fazer tempo até às 17h - hora do seminário seguinte, o de dissertação, que também não tínhamos a certeza absoluta se iria haver. Esse já existiu e aconteceu e, para além da apresentação usual do programa que nos acompanhará daqui para a frente, distribuíram-nos uns questionários cujos dados analisaremos durante as próximas semanas. Os questionários eram todos feitos de respostas fechadas... menos numa pergunta: O que é, para si, ser feliz? Oh meus senhores - o que me foram pedir para escrever. Não só gastei as cerca de dez linhas que tinha disponíveis, como ainda ocupei o início de uma linha invisível em baixo. Mais tinha ainda para dizer, mas estavam já todos à espera das minhas folhas para se dar por encerrada a recolha (pois claro que fui a última a entregar! Não me podem fazer perguntas destas).

domingo, 11 de setembro de 2016

A Nova Cama "do Agni"


Ontem foi assim, mas hoje está igual.

Vinda da Urgência Dentária

Quem tem um dente do siso a causar problemas, quem é? Eu. Quem é que está a decidir-se por arrancar já todos os que tem à vista para não chatearem mais? Eu. E assim é porque esta dor da inflamação não se suporta - ao ponto de eu ter despertado três vezes ao longo da noite com a dor.

sábado, 10 de setembro de 2016

Where is the Love?

O Limbo que é a Humanidade

A propósito da notícia da Coreia do Norte ter andado a fazer o seu quinto ensaio nuclear, fiquei intrigada por dar conta de que não sabia nada do país e, pela primeira vez, dei-me a conhecer um pouco da realidade em questão - que já sabia má, mas não em que extensão. Não só é má como horrenda, e não foi preciso ir muito longe para o descobrir: há uns quantos documentários e palestras no Youtube que nos introduzem muito bem no assunto ou, pelo menos, numa pequena porção dele - ora se tratam de registos de jornalistas que se arriscam, ora de fugitivos que testemunham o que viveram na sua própria pele e pele a dentro até às vísceras. Se este lugar já se trata de um país tão fechado e do qual se sabe o que se sabe, temo aquilo que ainda ninguém sabe. Cada vez me convenço mais de que o ser humano é o parasita do mundo... e de si mesmo. Estamos doentes por causa de nós mesmos - aliás, criámos (e criamos) o nosso próprio potencial em ficar doentes num piscar de olhos, num estalar de dedos, e talvez mesmo num simples esgar. Acabei esta minha noite com este vídeo que aqui deixo, e mais dispenso em avançar fora todos aqueles que vi antes. Já me basta, já é terrível o suficiente. A raça humana repugna-me. Devíamos unir-nos, mas tratamo-nos como se de espécies diferentes nos tratássemos - e não passa tudo de uma grande ilusão, essa. Digam-me: para quê a cultura do endogrupo e do exogrupo? Não devíamos ser todos um endogrupo grande, mesmo que cada um com as suas ideias, e daí tentarmo-nos respeitar? A quem apontar o dedo por tanta coisa ser assim negra, como é? A nós. A todos nós, que criámos a cultura nestes contornos porque sim. Isto é tudo tão ridículo. Somos tão ridículos. Estou revoltada connosco. Enojada. Como somos capazes? Destas e de outras atrocidade, que são tantas e inumeráveis... É verdade que já evoluímos em muito, que as culturas também mudam para melhor e que já muita coisa mudou... mas ainda há tanto por fazer!... É preciso não fechar os olhos por já termos algumas conquistas. Ainda falta muito. Muito mesmo.
Peço mais amor para todos. Muito mais amor. O mundo grita por amor. Por favor, o amor que vença!... É nessa potencialidade de nós que deposito a esperança. Se nos há doentes, também nos há com amor. E, um dia, mais seremos com amor, como já conseguimos ser um pouco face a outrora - eu espero; espero sinceramente que sim.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

(Estou Aqui Não Sabendo Conter-me)

Há rumores da sempre adorada Cristina Yang fazer uma aparição na próxima temporada de Grey's. E... a conta do Instagram da Sandra Oh dá muitos sinais nesse sentido, de facto!...

(Maria dando gritinhos histéricos!)

E no 2º aniversário de ti (em que eu contigo)...

Como te dar os parabéns cheios de amor? Como te escrever o que sinto quando olho para ti, quando te dou a mão, quando te abraço, quando te beijo? Como sequer explicar o que me levou até ti quando te conheci, engraçando contigo, procurado-te no meio da multidão mascarada e enfim ficando a falar contigo logo ali minutos a fio? Como descrever aquela vontade de estar contigo uma vez mais, e depois outra, e mais outra, e tantas outras até te querer, até te desejar todos os dias para te fazer sentir o quanto te adoro? Como hei de pôr em palavras tudo aquilo que me vai cá dentro, contar-te quais as cores, contornos e brilhos novos que a minha alma tem por ter encontrado a tua? Por te ter encontrado a ti? Tu, cujo nascimento se assinala hoje, e que merece as mais apaixonadas, sinceras, poderosas e duradouras declarações de amor pelo namorado, amigo e ser humano que é?
Quero fazer-te sentir a pessoa mais feliz do mundo uma e outra vez, mais do que uma vez, e, principalmente, ver-te a sentires-te essa pessoa por ti - só por quem és e por, contigo mesmo, saltares de nuvem em nuvem de sonhos, de magia (e não falo só dos sonhos e da magia que se alcança com o cumprir de objetivos, mas daqueles que se encontram em cada verde das folhas, em cada azul do céu, em cada nevoeiro-mistério, em cada música da chuva, em cada virar de esquina por uma nova paisagem ou pequeno pormenor ou detalhe). Se eu já via fantasia no mundo antes de descobrir (e então maravilhar-me) que existias, depois de o saber descobri o verdadeiro conto-de-fadas do coração. Sim: és o meu conto-de-fadas, e ao mesmo tempo és verdadeiro - real, inteiro, arrebatador. Amo-te e espero, torço, e luto agora contigo para que tenhas tanto os dias mais doces, frescos e leves, como os mais fogosos, vividos e entusiasmantes possíveis. Independentemente de tudo: espero, torço, e luto agora contigo para que coletes os dias mais serenos e bem-vindos de todos os tempos - de todo e para todo sempre!... PARABÉNS, príncipe ♥

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Querido Outono, Que Um Dia Chegarás

Sempre tive a primavera e o outono a competirem pelo pódio da minha estação do ano favorita. Mas tenho preferido o outono, apercebo-me - é nele que poisa o meu sonhar ao vento e embalado nas folhas alaranjadas que esvoaçam; é nele que me sento a pensar comigo mesma enquanto se entrelaçam os meus cabelos e as frescas brisas embatem e acordam o meu rosto; é nele que crio histórias e recordo memórias e, de uma forma ou de outra, sei agora, é onde me nasce o amor. Na primavera também encontro poemas e flores, mas é no outono que a chuva mais me canta e o sol me acalenta; é no outono que o frio se mistura com o quente, e onde o equilíbrio procuro e em algum recanto o vejo estabelecido.

💌



Can't say how much I love you. But it is more than a lot!...

domingo, 4 de setembro de 2016

Então?!

Então preciso de ir flo(rindo).

Talvez Já/Ainda Não Tenham Reparado

Tenho partilhado textos temáticos por aqui uma vez por mês, indicando em rodapé a fonte original onde primeiramente estão a ser publicados. 
Ora pois que faço parte de um projeto e grupo de entreajuda na área das artes chamado Os Sonâmbulos. Se ainda não conhecem, convido-vos a darem uma espreitadela.

sábado, 3 de setembro de 2016

Do tema "Asas"

(1) 
Liberta as asas, clamam os ditos. E há quem não perceba nada de que a dica era para se desprender da rotina e voar, voar mais longe: liberta antes a mão das asas das chávenas de café e chá, esses que engole à pressa em dias de trabalho rotineiro, e acaba por se queimar. Larga as asas, aconselham os amigos, a família... Só que há quem tenha os pés tão assentes na terra que leva na literal o que é metáfora, acabando por largar os sacos cheios de compras na direção dos dedos - e nem os sapatos os salvam de largar um grito de dor. Abre as asas, ouve-se por aí; e logo a seguir vê-se um senhor que segue a instrução à risca, transformando-se num ápice num lambão a querer todo o céu para si e a dar uma cotovelada ao vizinho do lado.
Por outro lado... olho para ti e flutuas só por andar. Tu flutuas ainda que com os pés no chão, ainda que muito ciente que por vezes não se pode fazer da vida um poema de sorrisos. Só que nessas alturas, se for preciso, sorris e e dizes que, lá por serem de lágrimas, não quer dizer que alguns não possam ser poemas - ou não os houvesse também de saudades, de perdas, de dores. Não tens asas das que se veem como se veem nos pássaros - mas é evidente que voas. Quem disse que as asas reais tinham de ser fisicamente visíveis? As tuas não são; porém existem e levam às nuvens num simples abraço.

(2) 
Adoro que o nosso dar de mãos seja como um bater de asas que nos eleva juntos pelo céu ao mesmo tempo que nos permite a liberdade das direções a tomar. O amor é difícil de definir, mas com certeza não serão dois passarinhos juntos no baloiço de uma gaiola: chega a um ponto em já não sabem (nem conseguem) ser mais do que aquilo. Não nos encontro presos a essa definição de não-amor, felizmente; para dizer a verdade, não nos encontro presos a qualquer definição, seja do que for. O que bate certo, ou afinal o amor não é suposto ser isso mesmo? Algo sem limites, sem palavras? Não vamos por rótulos nesse tópico, que eles não o servem. Vamos por sentimentos, que só assim é possível falá-lo, escrevê-lo, pintá-lo, representá-lo,... demonstrá-lo. Só sei que te amo, e que amo sermos assim: algo além do baloiço fechado numa divisão - uma união que se formou e que se mantém livremente, decidindo, também, livremente voar um bocadinho mais longe, todos os dias, além barreiras.

- textos meus, publicados hoje, em Os Sonâmbulos

(Por Aqui Vagueou Hoje Inspiração)

Dos Que Escrevem

Acho que a mensagem principal da minha história mudou de repente. Nem eu estava à espera disto (sim: quem escreve não deixa de ser surpreendido, por muito que tudo aconteça em cada página se deva a si). Não era bem para aqui que imaginara caminhar, embora tenha de admitir que os últimos acontecimentos até encaixam melhor com o título que inicialmente atribui à história, o que me foi uma surpresa agradável (não pude deixar de achar engraçada a coincidência - pois claro que não! Sou a menina das ligações e associações mil entre isto, e aquilo, e aquele outro). Contudo, espero muito que as pessoas mais atentas descubram o que de inicialmente queria transmitir. Torço para que tenha conseguido deixá-lo subentendido em algumas passagens, e que tal seja suficientemente poderoso para ajudar o sorriso de alguém. 
Além disso - apercebi-me agora com esta reviravolta - nada está garantido: falta escrever as últimas páginas. Poderá haver um entrelaçar de mensagens, poderá voltar a primeira, manter-se a última... ou ainda surgir uma outra qualquer. Tudo pode acontecer.

One Book for Children (and Parents, I Hope) Almost Written (My First Book Ever) ❣


É oficial: falta-me a última parte e está terminado 
(fora rever e rever, e etc.).

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Tumbas!

Mood Psicoterapia

Agora Foram as Amigas

A Nês e Rute foram hoje de Intrarrail por três dias, rumo a Braga. Já há fotografias do comboio, das pulseiras... Estou a ficar nostálgica - já me metia num comboio outra vez.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Haja Agendas

O clássico: para a semana (supostamente, e segundo o calendário académico) é a minha última semana de férias (se bem que, pelo que me contam de anos anteriores, entre estágio começar e não começar, devo estar de férias até outubro). O que é que se sucede? Toda a gente quer combinar algo comigo nessa precisa semana.

Sonhando-me, Recomeçando-me, Concretizando-me

Inauguro o mês de setembro contando ao mundo que tenho escrito regularmente em word - por outras palavras: tenho dado continuidade a um dos meus livros sonhados, e que há muito repousava na gaveta (há uma semana que não acumula mais pó).

¡Exactamente!

Let's Face All That Fears

Setembro... Seja Bem-vindo ♥



quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Coisas Fresquinhas de Verão

Ando na onda dos batidos de fruta ao lanche: ou batido e cereais, ou batido e tostinhas, ou até batido e uma pequena sandes - pandãs poderosíssimos para uma boa reposição de energias.

domingo, 28 de agosto de 2016

Querem dar-me uma prenda just because hell yes?!

Fica aqui uma sugestão de algo que caso eu recebesse iria simplesmente adorar, abraçar, esborrachar, acriançar,.. Bem: na verdade, eu é que me iria acriançar. A mim. But don't mind, just keep going. 

Yup

Gracinha


What?!

Acabei de mostrar os textos de Paris e Bruxelas ao meu amor. Passados aquilo que me pareceram 10 segundos, o moço já tinha lido tudo. Não o acreditei logo, mas ele jura a pés juntos que leu. Acabei de lhe descobrir um super-poder.

Interrail: Bruxelas (2nd Stop)

Após deixarmos Paris de madrugada, chegámos a Bruxelas às 12h de dia 28 de julho. Teimosos que somos, nesta fase da viagem (e quase até às últimas cidades), ainda tentámos encontrar o hostel a pé, tendo-nos tentado ajudar um rapaz sensivelmente da nossa idade (fazia a sua vida de phones nos ouvidos, mas não hesitou na simpatia e colocou-nos rapidamente na rua que procurávamos para começar o nosso caminho); porém, e à parte de termos passado por zonas verdejantes bonitas e por um edifício que fazia lembrar uma torre de castelo, ao darmos conta de que estávamos a subir ruas há mais de meia hora sem fazer a mínima ideia para onde nos dirigíamos, lá desistimos da missiva e apontámos para outra: encontrar o metro e, assim, chegar ao hostel. Serviu-nos, aqui, a preciosa ajuda de uns senhores que estavam a trabalhar nas obras: encaminharam-nos no sentido de apanhar o elétrico e, num instante, estaríamos à entrada do metropolitano. Assim foi e, ao entrar na estação do comboio subterrâneo, vimos muita polícia armada que ia alternando a sua presença entre um e outro lado da plataforma (já em Paris vimos bastante polícia na rua e ouvimos inúmeras vezes sirenes de carros em emergência a passar, o que, de certa forma, transmitia alguma sensação de segurança - apesar de, aqui para com os meus botões, eu chamar-lhe "falsa" sensação de segurança, pois uma vez acontecendo algo só se poderia agir depois).
O hostel ficava na mesma rua que uma fábrica de chocolate gigante, pintada de branco (mal eu sabia o que me esperava quanto aos chocolates nesta cidade, mal eu esperava - já contarei) e, tirando o facto do rapaz da receção ser simpático q.b. e de resto muito recatado (parecendo, na verdade, querer incomodar-se o menos possível com a clientela - no sentido em que ficava a olhar para nós como que a chamar-nos de totós quando lhe fazíamos perguntas como "tem algum mapa da cidade?", o que dava a sensação de que, no seu juízo, já devíamos ter conhecimentos acerca do funcionamento de tudo), o hostel tinha um ar bastante simpático e acolhedor - senti-o, na verdade, como muito confortável (dos mais confortáveis em que estivemos, na minha opinião). Ficámos num dormitório para quatro pessoas e com vista para o jardim, embora, como viemos a descobrir na hora de fazer o check-out, tenhamos ficado com o espaço só para nós o tempo todo (pois por norma as pessoas podem chegar aos hosteis a qualquer hora: seja durante o dia ou durante a noite, pelo que nunca estivemos totalmente à vontade).


Almoçados e poisadas as malas, estava na hora de aproveitar os raios de luz do único dia na capital belga. A minha primeira constatação de encanto foram os postes dos cadeeiros com pequenos vasos recheados de flores (houvesse enfeites bonitos destes em todo o lado). Descemos então uma rua na direção da Praça Central, aquela que, a dada altura do ano, está, também ela, preenchida com um tapete florido no chão - algo que eu queria muito, muito ver. Pelo caminho, passámos pela estátua mais engraçada de sempre e também por um rio onde nas margens se espalhavam cataventos coloridos - coisa mai' linda e sonhadora de sua mãe.





Entretanto, ao longe, avistámos um edifício enorme que demorámos tempo a desvendar o que era, pois aparentava tratar-se de uma prisão ao mesmo tempo que com condições de luxo. Lá percebemos tal mistura: era uma prisão para presos políticos.
Continuando o nosso caminho, comecei a constatar que Bruxelas seria, talvez, das cidades mais habitadas por muçulmanos que alguma vez veria durante o Interrail (e foi): a cada minuto, mais do que uma mulher muçulmana passava por nós (pois só as mulheres saltam à vista). O meu amor observou, contudo, e bem, que provavelmente não era com aqueles muçulmanos que andavam nas ruas no seu dia-a-dia como qualquer outra pessoa com que nos tínhamos de preocupar - seria preciso muito azar. Pensando para comigo, de facto, tanto pode um qualquer muçulmano dar em doido e explodir como um ateu perder um parafuso e sair à rua para matar pessoas (a criminalidade e os homicídios existem desde sempre, não é? O estado de medo em que a Europa mergulha é que fomenta um medo dos muçulmanos que em qualquer outra altura não existia em tanta força. Sim: as ameaças são reais e as matanças, quando ocorrem, são de massas - e há que ter cautela, tomar precauções, protegermo-nos a nós mesmos e aos outros dentro do possível; mas é importante distinguir muçulmanos de terroristas, pois não são sinónimos diretos e muitos deles estarão, também, neste momento, a levar por tabela injustamente. Como uma vez já disse: o extremismo é o mal deste mundo).
Eis, pois, que a minha grande crise de Bruxelas começou quando entrámos nas ruas mais centrais da cidade... e um cheirinho a chocolate começou a impregnar o ar. Aviso, pois, desde já todos os amantes de chocolate que qualquer dieta vai ser garantidamente arruinada se visitarem o centro de Bruxelas. É impossível resistir pois, simplesmente, têm ruas inteiras ora com chocolatarias expondo chocolates de todas as variedades e feitios, ora lojas a vender waffles e outras coisas boas que tais acabadinhas de fazer banhadas em chocolate belga derretido. Eu não resisti, e o Arlindo também se divertiu a tentar-me quase por todo o sítio com chocolate por que passávamos, proferindo com um ar maroto "não queres isto?", "não te está a apetecer isto?", "olha, não olhes para ali". Acabei por ceder a um waffle a nadar em chocolate belga: ótimo, embora nem a metade ia e já se tinha tornado enjoativo. Tão enjoada estava que pus de lado a possibilidade de irmos visitar o museu do chocolate (apesar de uns dias mais tarde já me apetecer comer chocolate belga de novo - é tão, tãoooo bom!).
Uns metros mais andados, chegámos à Praça Central. Não encontrei o tapete de flores que ansiava por ver (pelos vistos, este só seria colocado em agosto). Quanto a flores, apenas dei com alguns canteiros junto à calçada apetrechados de roxo e cor-de-rosa... No entanto, o que vi em meu redor abriu-me a boca de tão maravilhada que fiquei e superou, sem sombra de dúvidas, todas as minhas expectativas. Acho que perdi a conta das vezes em que os meus olhos deram a volta à Praça e dos "isto é lindo, lindo" que disse. Senti, de verdade, que era capaz de passar uma semana inteira a admirar aquela Praça, e eu e o meu amor comentámos que não seria nada mau pensado voltarmos a Bruxelas só para termos o gosto de apreciar um pouco mais aquele cantinho: fosse explorando-o, escrevendo-o, desenhando-o, fotografando-o, ou meramente admirando-o. Todos aqueles detalhes minuciosamente trabalhados em jeito decorativo tornavam os enormes edifícios que nos circundavam estruturas verdadeiramente imponentes: desde pequenas formas cobrindo as paredes, a estatuetas nas fachadas e no topo, não esquecendo o grandioso contraste de tons dourados intercalados com tons neturos - o auge do belo. Ainda pensámos em visitar algum desses edifícios por dentro, mas decidimo-nos a aproveitar antes o autêntico museu ao ar livre que aquele espaço já era.











O restante tempo na cidade foi maioritariamente gasto a explorar a outra componente pela qual Bruxelas é conhecida: a banda desenhada. Para além de éne e éne murais decorados a preceito, entrámos em três lojas temáticas. A primeira foi a mais amor de todas, e que julgo que se tivéssemos dinheiro e espaço infinito, teríamos adquirido umas belas relíquias: montes e montes de merchandising oficial do Harry Potter, Lord of the Rings, Game of Thrones, entre outros, no andar principal; no andar debaixo livros e livros de banda desenhada a perder de vista; no andar de cima, paredes cheias de desenhos e posters, muitos deles também com personagens de banda desenhada. Foi algures por esta loja que dei com um peluche do Milou do Tintin, tendo soltado um gritinho perante a fofura. Desconfio que tal deverá ter motivado o Arlindo a, após visitada uma outra loja especializada em miniaturas e outro tipo de merchandising de um videojogo, me ter levado, de surpresa e após ter vingido que não fazia a mínima ideia onde era, à loja do Tintin (que também vale a pena, sem dúvida, espreitar). No meio destas visitas, demos ainda um saltinho ao icónico Manneken Pis e deliciámo-nos com o que de resto fazia a tipicidade das ruas de Bruxelas. Por fim, e antes de dar o dia por terminado, o meu amor levou-me a uma espécie de centro comercial fino ao ar livre - as chamadas Galeries Rouales Saint-Hubert, que diz que quando lá bate o Sol adquire tons dourados (não o apanhámos assim, mas não deixou de ser um local agradável de conhecer). Um saltinho até ao Parlamento Europeu também foi considerado como ponto de visita final, mas uma vez que o Arlindo já estivera em Bruxelas uma outra vez e opinou não se tratar de nada de mais comparado com tudo aquilo que já tínhamos visto (para além de ainda ser necessário caminhar um bocado até chegar ao Parlamento), acabámos por começar a fazer o regresso para o hostel, parando ainda num supermercado para fazer compras para o jantar e almoço do dia seguinte.







O jantar ficou à mercê das mãos talentosas do meu amor: francesinha - das melhores que alguma vez comi (é verdade que nunca fui ao Porto e que nunca comi francesinha de carne por não ter provado nenhuma antes de me tornar vegetariana, mas adoro a que é feita pelo meu príncipe e julgo que é isso que basta). Antes e após o jantar, aproveitámos para nos recostar na sala de estar do hostel e falar um pouco com os nossos pais tanto por mensagens como por chamada no Facebook (como foi o meu caso, que fiz uma mini-chamada para o meu pai e madrasta uma vez que lhes tinha transmitido a informação de ter tempo para falar por Skype com quem quisesse).
A noite acabou comigo e com o meu amor juntinhos numa da camas de beliche a ver episódios da série Avatar: The Legend of Korra, a continuação da série favorita dele de sempre (Avatar: The Last Airbender). Assim foi até o sono começar a fazer-se sentir, e então fomos dormir.
De forma a aproveitarmos o pequeno-almoço que nos era disponibilizado no hostel, no dia seguinte saímos mais tarde da cidade do que havíamos planeado inicialmente. O pequeno-almoço não se revelou tão espetacular como normalmente tenho a sorte de apanhar quando viajo em família para outros locais (o preço que se paga explica), mas também não era mau de todo.
Check-out feito (tivemos de deixar a chave do quarto no correio do hostel, pois por alguma razão ninguém estava na receção), lá fomos apanhar o comboio. Mesmo tendo saído mais tarde, estava previsto chegarmos a Amesterdão pelas 14h30, 15h - uma hora de chegada, penso, até bastante aceitável para quem ainda queira passear no destino. E assim foi.

Mistérios

Há qualquer coisa com a casa do meu pai: passo o dia a espirrar, a espirrar, e a espirrar - assoe-me o que me assoar. Ah, e palro à noite que é uma coisa louca, diz a minha madrasta; e que hoje não falei: berrei. E não foi uma, mas centenas de vezes.

sábado, 27 de agosto de 2016

There's something about the sea...

Dormitei Meia-Hora e o Mundo Mudou

Dormitei meia-hora. Quando acordei, fui ver os estudos da pintura que o meu amor partilhou na sua página do Facebook. Tentei partilhar a dita imagem, escrevendo uma nota em inglês. Parecia bruxaria: o Facebook estava oficialmente louco, não me deixava acabar de escrever. Quando dei por ela... estava-me a traduzir automaticamente o inglês para português. Que coisa horrenda!!! Claro que já resolvi a situação e proibi a tradução do inglês, do francês, do italiano, do espanhol e do alemão - as línguas que mais frequente me surgem. 
É que ainda por cima o tradutor nem estava a funcionar como deve ser. Deixem-me tentar ser poliglota à vontade, sim?!

Ora não me digas


Batam palmas face à "descoberta" do ano: sou mais produtiva com o Facebook desligado. Já tenho uns bons parágrafos acerca de Bruxelas escritos e hoje ainda peguei um bocadinho num dos meus livros antes de almoço.
Por muito tentador que seja e que quase todos gastemos (grande) parte dos nossos dias nessa rede social afamada, a verdade é que esta está armadilhada e bem armadilhada - cheia de atrativos dos quais o bom animal que é o ser humano vai atrás quase sem pensar, muitas vezes, aposto, arranjando desculpas esfarrapadas que diz a si próprio sem quase notar que o está a fazer (do tipo "deixa só cá ver como isto vai", entre outras). Why are we so dumb?

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

A Formar-se o Humor do Meu Irmão

Maria: - Encontrei a agenda que quero: diz Once Upon a Time e tem na capa o ar dos livros antigos. Só me falta abri-la para ter a certeza se é alguma coisa de jeito ou não... Mas no site diz que é boa, pois vai de setembro de 2016 até dezembro de 2017. Assim dá até eu defender a tese, se defender em outubro.
Mano: - Tens de defender a tese?
Maria: - Sim. Apresentamo-la e depois respondemos às perguntas que nos fizerem. E depois dão-nos nota.
Mano: - Eu disse-te para comprares aquela marreta na Decathlon, tu não quiseste...

... muitos risos!

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Contra o Desperdício deste Bichinho de Vidro


Upgrade potinho - versão 2.0, agora com uma nuvem bela e amarela.