quarta-feira, 7 de setembro de 2016
Querido Outono, Que Um Dia Chegarás
Sempre tive a primavera e o outono a competirem pelo pódio da minha estação do ano favorita. Mas tenho preferido o outono, apercebo-me - é nele que poisa o meu sonhar ao vento e embalado nas folhas alaranjadas que esvoaçam; é nele que me sento a pensar comigo mesma enquanto se entrelaçam os meus cabelos e as frescas brisas embatem e acordam o meu rosto; é nele que crio histórias e recordo memórias e, de uma forma ou de outra, sei agora, é onde me nasce o amor. Na primavera também encontro poemas e flores, mas é no outono que a chuva mais me canta e o sol me acalenta; é no outono que o frio se mistura com o quente, e onde o equilíbrio procuro e em algum recanto o vejo estabelecido.
domingo, 4 de setembro de 2016
Talvez Já/Ainda Não Tenham Reparado
Tenho partilhado textos temáticos por aqui uma vez por mês, indicando em rodapé a fonte original onde primeiramente estão a ser publicados.
Ora pois que faço parte de um projeto e grupo de entreajuda na área das artes chamado Os Sonâmbulos. Se ainda não conhecem, convido-vos a darem uma espreitadela.
sábado, 3 de setembro de 2016
Do tema "Asas"
(1)
Liberta as asas, clamam os ditos. E há quem não perceba nada de que a dica era para se desprender da rotina e voar, voar mais longe: liberta antes a mão das asas das chávenas de café e chá, esses que engole à pressa em dias de trabalho rotineiro, e acaba por se queimar. Larga as asas, aconselham os amigos, a família... Só que há quem tenha os pés tão assentes na terra que leva na literal o que é metáfora, acabando por largar os sacos cheios de compras na direção dos dedos - e nem os sapatos os salvam de largar um grito de dor. Abre as asas, ouve-se por aí; e logo a seguir vê-se um senhor que segue a instrução à risca, transformando-se num ápice num lambão a querer todo o céu para si e a dar uma cotovelada ao vizinho do lado.
Por outro lado... olho para ti e flutuas só por andar. Tu flutuas ainda que com os pés no chão, ainda que muito ciente que por vezes não se pode fazer da vida um poema de sorrisos. Só que nessas alturas, se for preciso, sorris e e dizes que, lá por serem de lágrimas, não quer dizer que alguns não possam ser poemas - ou não os houvesse também de saudades, de perdas, de dores. Não tens asas das que se veem como se veem nos pássaros - mas é evidente que voas. Quem disse que as asas reais tinham de ser fisicamente visíveis? As tuas não são; porém existem e levam às nuvens num simples abraço.
(2)
Adoro que o nosso dar de mãos seja como um bater de asas que nos eleva juntos pelo céu ao mesmo tempo que nos permite a liberdade das direções a tomar. O amor é difícil de definir, mas com certeza não serão dois passarinhos juntos no baloiço de uma gaiola: chega a um ponto em já não sabem (nem conseguem) ser mais do que aquilo. Não nos encontro presos a essa definição de não-amor, felizmente; para dizer a verdade, não nos encontro presos a qualquer definição, seja do que for. O que bate certo, ou afinal o amor não é suposto ser isso mesmo? Algo sem limites, sem palavras? Não vamos por rótulos nesse tópico, que eles não o servem. Vamos por sentimentos, que só assim é possível falá-lo, escrevê-lo, pintá-lo, representá-lo,... demonstrá-lo. Só sei que te amo, e que amo sermos assim: algo além do baloiço fechado numa divisão - uma união que se formou e que se mantém livremente, decidindo, também, livremente voar um bocadinho mais longe, todos os dias, além barreiras.
- textos meus, publicados hoje, em Os Sonâmbulos
(Por Aqui Vagueou Hoje Inspiração)
Etiqueta de (re)nome:
(En)Cantos,
Entre dias e noites,
Sonho letras e vida em livros
Dos Que Escrevem
Acho que a mensagem principal da minha história mudou de repente. Nem eu estava à espera disto (sim: quem escreve não deixa de ser surpreendido, por muito que tudo aconteça em cada página se deva a si). Não era bem para aqui que imaginara caminhar, embora tenha de admitir que os últimos acontecimentos até encaixam melhor com o título que inicialmente atribui à história, o que me foi uma surpresa agradável (não pude deixar de achar engraçada a coincidência - pois claro que não! Sou a menina das ligações e associações mil entre isto, e aquilo, e aquele outro). Contudo, espero muito que as pessoas mais atentas descubram o que de inicialmente queria transmitir. Torço para que tenha conseguido deixá-lo subentendido em algumas passagens, e que tal seja suficientemente poderoso para ajudar o sorriso de alguém.
Além disso - apercebi-me agora com esta reviravolta - nada está garantido: falta escrever as últimas páginas. Poderá haver um entrelaçar de mensagens, poderá voltar a primeira, manter-se a última... ou ainda surgir uma outra qualquer. Tudo pode acontecer.
sexta-feira, 2 de setembro de 2016
Agora Foram as Amigas
A Nês e Rute foram hoje de Intrarrail por três dias, rumo a Braga. Já há fotografias do comboio, das pulseiras... Estou a ficar nostálgica - já me metia num comboio outra vez.
quinta-feira, 1 de setembro de 2016
Haja Agendas
O clássico: para a semana (supostamente, e segundo o calendário académico) é a minha última semana de férias (se bem que, pelo que me contam de anos anteriores, entre estágio começar e não começar, devo estar de férias até outubro). O que é que se sucede? Toda a gente quer combinar algo comigo nessa precisa semana.
Sonhando-me, Recomeçando-me, Concretizando-me
Inauguro o mês de setembro contando ao mundo que tenho escrito regularmente em word - por outras palavras: tenho dado continuidade a um dos meus livros sonhados, e que há muito repousava na gaveta (há uma semana que não acumula mais pó).
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