- in Às 9 no meu blog
sábado, 23 de julho de 2016
sábado, 16 de julho de 2016
Do tema "Máscaras"
Preferia não saber... mas caí na armadilha. Dei um passo, desloquei-me para mais perto para escutar o que se apressavam em me confidenciar (e que, confesso, ansiava por ouvir),... e logo me apercebi que me tinha posto na direção do abismo. Nas palavras que apenas me foram segredadas, feitas discretas, quase inaudíveis... ouvi o eco do embate no fundo do poço, provocado pela queda que logo antevi. Aí me apercebi do impacto das palavras: um impacto que, por muito que se tente esconder, não deixa de, por isso, existir, pois as palavras não deixam de ser o que são, seja-lhes dado o volume que for.
Caí na armadilha. Caí na armadilha e numa armadilha para mim própria me tornei. Vou e volto a cada dia, colocando à flor da pele uma máscara como se de nada soubesse... e sei - sei de tudo. Sei e por isso sinto que brinco com o meu choro: que o gozo, que me rio na cara dele... ou na minha cara, na verdade. Cara esta que não sinto como minha - que não queria, mesmo, que fosse a minha. Só que... o que é que os outros pensariam se eu simplesmente me permitisse a mostrar o rosto? Se me permitisse a ser eu e o mostrasse como realmente me sinto por dentro neste momento? Pensariam que enlouquecera, com certeza! Mas eu sinto-me é louca de pensar assim.
- texto meu, publicado hoje, em Os Sonâmbulos
sexta-feira, 15 de julho de 2016
Volto a Repetir:
O ser humano dói, sabe doer. Parem! O que raio estão a fazer? Em que nome fazem isto? E isto? Loucos - estes sim estão loucos; completamente loucos.
terça-feira, 12 de julho de 2016
Arg!...
Santo deus - nunca, nunca mais quero ser delegada na vida. Era suposto estar de férias... despachei tudo o mais rápido possível para isso. Só que quem escolheu ainda não estar, não me larga com dúvidas!... Todos os dias tenho alguma mensagem a perguntar-me coisas sobre o que fazer nos trabalhos finais. E há sempre dúvidas parvas, do tipo: "qual é o mail do professor para o qual é para enviar o trabalho?"... Eu já só respondo "eu pus isso no grupo da turma"... porque pus, tudo explicado tim-tim por tim-tim na altura em que também eu estava com as mãos na massa, uma vez que já aí não me largavam. Ai pessoas, orientem-se que eu também me orientei!!!
domingo, 10 de julho de 2016
(Pequeno à Parte)
Engraçado como nos últimos anos tenho evitado tudo o que tivesse a ver com o Budismo (por associá-lo a recordações mais dolorosas da adolescência), mas depois tenho o quarto em casa do meu pai com quatro Budas e sempre tudo esteve ok.
Ai essa atenção seletiva (o ser humano tão giro e totó - e claro que me estou a incluir nesta definição, duh)...
Estes dois dias têm sido vividos com algum medo - medo da incerteza, do que vai acontecer a seguir, de não saber bem o que fazer agora e perante possíveis cenários futuros. Medo de tudo o que a esta ameaça que paira no ar está associado, e do facto de saber que o fio que a separa da realidade é fino e quebrável, de uma vulnerabilidade que tem crescido aos poucos e que agora atingiu o seu limite de flexibilidade - mais um esticão e quebra-se. E eu não sei como me posicionar face a este fio: até que ponto tenho de intervir? E como? O como assusta-me mais do que o resto. Até porque me sinto cada vez mais empurrada para esta situação, e não tenho a certeza da extensão da legitimidade da minha responsabilidade neste assunto. Quero dizer: sim, tenho alguma responsabilidade legítima neste assunto, claro; mas não creio que a tenha toda, e sinto que estão a tentar que a tenha de alguma forma porque já sou crescida. Está bem: tenho alguma responsabilidade. Só que não sei ao certo o que fazer com ela, porque não depende tudo de mim. Aliás: não depende principalmente de mim - a extensão da minha responsabilidade vai depender muito de como os outros dois envolvidos se resolverem. E só aí saberei a extensão concreta daquilo que me compete, e quais os comos mais adequados para ajudar a resolver o problema. Em resumo: não me sinto na responsabilidade de salvar uma união de facto da qual não faço parte, e que tanto traz coisas boas como menos boas. Não é a minha união amorosa. Há coisas nas quais não tenho voto na matéria e, pondo tudo na balança (e aposto que não sei da missa à metade desse tudo), não tenho a certeza qual é a melhor continuação desta história. Embora, claro, gostasse que não ocorressem mudanças drásticas nesta hora (quem gosta de mudanças drásticas?), esta parte não depende de mim - é algo muito pessoal, relativo a terceiros. Sinto-me, sim, na responsabilidade de estar ao lado de uma das pessoas dessa união, aconteça o que acontecer, e em ajudar a zelar pela saúde dela, independentemente do rumo que as coisas tomem - agora e no futuro. Sim, porque relações amorosas à parte, a saúde desta pessoa também me preocupa, e muito. Mas o que fazer entretanto para além de, simplesmente, estar de vigília e, sempre que possível, agir e impedir mais goles de bebida? Não sei bem. Não sei mesmo.
sábado, 9 de julho de 2016
Why Do We Do This To Ourselves
O ser humano dói. Sabe doer, e tantas vezes não sabe que o faz. Aos outros... e a si próprio.
sexta-feira, 8 de julho de 2016
Interrail: Coming Soon (July 25th)
Já está: o mais difícil da viagem já está planeado... e já temos os passes na mão (fomos comprá-los hoje de manhã)!!!
Coisas que eu aprendi com o planeamento de um interrail: é stressante, bate-se com a cabeça nas paredes, tem de se ler imensa coisa, tem de se pensar e repensar o trajeto mais do que uma vez tendo em conta os dias de viagem disponíveis, o dinheiro que se juntou e as horas a saltar de comboio em comboio e dentro de cada comboio, se são necessárias reservas extra ou não e quanto custam,... Enfim, aquela história de se ir sem planeamento total só é fazível se se tiver dinheiro infinito e uma boa dose de resiliência, porque se não tivéssemos planeado metade das coisas como planeámos... isto ia correr mal. Muito mal. E toda a frustração que senti ao longo destes dias ia manifestar-se nos dias de viagem em si.
Mas já está: conseguimos; temos os passes na mão. Quinze diazinhos de aventura, comboios, cinco países e muito amor nos aguardam!!! ♥
quarta-feira, 6 de julho de 2016
terça-feira, 5 de julho de 2016
(Deitei umas Lágrimazinhas, Confesso)
Arlindo: - Sabes porque é que às vezes estou a agarrar em ti só com uma mão e a outra está a segurar noutra coisa qualquer?
Maria: - Porquê?
Arlindo: - Para ter a certeza que não estou a sonhar.
- 4 de julho de 2016
sábado, 2 de julho de 2016
Do tema "Passado"
Não sei o que é inferno em mim: se o que me arde é esta ausência de ti, se é saber que já houve a tua presença. Que deus me quer assim? Sem saber em que tempo viver e chorar? Quem é esse deus que te quis a ti, para poder chamá-lo pelo nome e dirigir-lhe estas palavras: perguntar-lhe o porquê de tudo isto?
Contaste-me que, durante muito tempo, querias ser astronauta. Ver de perto como brilham as estrelas; pôr os pés na Lua porque, com eles na Terra, andam todos sempre e sonhar também é preciso.
No altar sussurraste-me que as estrelas tinha-las descoberto de perto ao navegar nos meus olhos, e que encontraste-te na Lua quando abriste a porta de casa e estava lá eu. Que agora, se pudesses aspirar a mais, seria ir em busca de mais formas de nós comigo. "Ter uma família contigo será como chegarmos a Marte e lá criar uma nova vida", disseste-me, agarrando-me na mão com força e de repente puxando-me para perto de ti, como quem desejasse ardendemente essa viagem assim. Creio que, assim, na verdade, conseguiríamos o Universo inteiro.
Não pensei que esta nova família fosse assim: que em vez de aumentar, diminuísse. Que Marte se consumisse tão ferozmente em chamas. Que guerra é esta em que agora me encontro? Que paz é essa em que estás?
É como se um buraco negro nos tivesse sugado a meio caminho.
- texto meu, publicado hoje, em Os Sonâmbulos
Indo com a Onda
Sem meias, deitada de barriga para baixo muito quieta sob a cama, deixando os pés a gelar enquanto a cabeça fervilhava consumida em frustração - isto fui eu hoje e até há bocado, quando milagrosamente e ao fim de séculos e séculos consegui rascunhar, pela primeira vez, duas rotas possíveis para o Interrail. Eis, pois, que todo o meu humor trombudo se transformou numa coisa mais dançante, e comecei a ter vontade de me abanar ao som disto.
This Summer: Interrail
Não disse, mas eu e o meu amor estamos a pensar fazer um Interrail este mês. Ora, visto que ele tem estado extremamente ocupado, avancei eu no planeamento. Eis, pois, que descobri que não sou nada, nada boa a planear viagens - e muito menos destas, em que há imensa treta a ter em conta. Fico uma pilha nervos. Se não fosse o meu padrasto a ajudar-me agora, já tinha atirado o PC ao ar. Falo sério.
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