quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
«Eu só tenho uma certeza: nada fica como está»
Wolfgang: - Tenho cada vez menos certezas, cada vez mais dúvidas.
Sobre a Tristeza
BV: - Mesmo as emoções disfóricas dão sentido à vida: há situações tão "importantes" que nós sentimos que precisamos da tristeza.
São Esquemas
BV: - Nenhum esquema "se vai embora", é tudo uma questão de competição entre esquemas. Quem ganha é o diabinho que berra mais alto.
Saga dos Sonhos (em Apenas Dois Dias)
Sou daquelas pessoas que raramente se lembra do que sonhou, mas em dois dias julgo que atingi o meu recorde. Ontem, por exemplo, comecei por sonhar que estava no anfiteatro da faculdade e que, do lado esquerdo (como quem sobe as escadas laterais), havia uma casa de banho. Fui lá a dada altura, e a minha afilhada académica também. Aí, ganhei coragem de a confrontar de uma vez por todas e perguntar-lhe o que se passava, se estava chateada comigo. Disse-me que não e abraçámo-nos, desatei a chorar que nem uma Maria Madalena, sentindo um imenso alívio e amor, e a esperança de que tudo voltasse ao ambiente acolhedor de antes. Até aqui e quanto a este sonho, tudo certo: é compatível com aquilo que me preocupa e que mexe comigo na realidade. Depois disso... Não sei enumerar sonhos que não me tenham sido estranhos. Reparem:
Sonhei que estava a percorrer um hospital, à procura de qualquer coisa ou de alguém (não sei bem). A determinada altura, cheguei a uma porta que dava para a rua e onde duas ou três pessoas estavam a tratar do lixo do hospital à chuva. Era tanto, tanto lixo!... Transbordava dos contentores e havia ainda uma quantidade considerável espalhada pelo chão. Eu só pensava que se mexesse no lixo como aqueles colegas que ia ficar toda suja, mas que talvez devesse ajudar; via-me ali naquele impasse, se ajudava ou se não ajudava, pois para além de sentir que aquele lixo todo me estava a contorcer o estômago, a verdade é que também tinha uma tarefa a fazer - embora os meus colegas não o soubessem e pudessem achar que seria mau da minha parte não os ajudar. Lembro-me de ainda ir espreitar uma casa de banho que era disponibilizada, precisamente, para aquelas pessoas tomarem banho a seguir ao trabalho de recolha do lixo, mas também estava tão suja que não me parecia ser eficiente para o fim que lhe foi atribuído.
Por fim e ainda quanto a ontem, sonhei que tinha ido ao cinema com o meu amor. Só que, após a visualização de um filme, ainda tínhamos vontade de ver mais outro... Então fomos a uma caixa de multibanco comprar os bilhetes. No entanto, como não percebíamos nada disso de comprar os bilhetes via caixa de multibanco, enganámo-nos e comprámos um bilhete para o dia seguinte - coisa que não dava jeitinho nenhum, pois queríamos era vê-lo naquele mesmo dia. Dirigi-me então ao balcão dos cinemas para reportar a situação, na tentativa de que nos ajudassem a resolvê-la. A senhora que me atendeu compreendeu a confusão, e logo se disponibilizou a trocar-nos o bilhete para um outro dia que nos desse jeito ir ao cinema. Perguntou-me se preferíamos quarta ou quinta-feira. Lá lhe disse um dos dias e ela deu-me os bilhetes... mas para a sessão das 7h da manhã. Disse-lhe que aquela hora não dava jeito nenhum, e ela recriminou-me, pois eu já deveria saber que era aquela a única hora a que dava o filme. Lá se preparou para então me devolver o dinheiro dos bilhetes, ainda que com todo um ar de quem já estava com falta de paciência. Devolveu-me praticamente a íntegra do dinheiro, mas percebi que tinha ficado com uns cêntimos a mais para ela. Dada a postura progressivamente mais arrogante da rapariga, só me queria ir embora dali e portanto nem barafustei.
Quanto a hoje, recordo-me de dois sonhos: no primeiro, a Cláudia ofereceu-me uma mini-alforreca para pôr no aquário de água salgada cá de casa. Era transparente e tinha três pintinhas pretas - muito gira, ainda que eu temesse que pudesse ser venenosa dadas as pintinhas. Contudo, estava a ser difícil levá-la para casa: sempre que tentava dirigir-me para casa com a alforreca, ela desaparecia do saco. O saco logo se enchia de mini-bonecos de animais marinhos, e eu tinha de me dirigir a dois aquários no meio da rua para procurar a minha alforreca e voltar a metê-la dentro do saco. Sempre que o fazia e conseguia, voltava a andar em direção a casa e ela voltava a desaparecer. Cheguei, inclusive, a conseguir pôr um peixe-palhaço e uma outra mini-alforreca dentro do saco que, em vez de pintinhas pretas, tinha um cubo de açúcar dentro de si - num ponto central, como se do seu cérebro se tratasse. Não tenho a certeza se realmente consegui trazer a minha alforreca para casa ou não ou se acabei por trazer a do cubo de açúcar em conjunto com o "nemo", na esperança que fosse a minha.
Por fim, hoje sonhei, também, com o fim de ano. Tínhamos ido com amigos para um sítio esquisito, onde as ruas eram como que um centro comercial: tinham corredores, lojas em todos os cantos, contudo ao ar livre. Lembro-me, a propósito, de estar sentada num café-bar, e a senhora às tantas começar a apagar e acender as luzes para as pessoas se irem embora. Depois lembro-me que a casa em que estávamos alojados era, na verdade, a casa da minha avó paterna, ainda que na cozinha também houvesse uma casa de banho e na casa de banho um frigorífico. Esse frigorífico estava cheio de carne por cozinhar, e eu lembro-me de perguntar se eles (amigos) não tinham trazido carne a mais, contudo respondendo logo à minha própria pergunta com o comentário "pois, está bem: eu sou vegetariana, na verdade não tenho noção da quantidade de carne que é necessária para tanta gente e durante estes dias todos".
segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
(Derretendo; Dois Meses)
Arlindo: - Espero por ti nas águas termais do vulcão da felicidade.
- entre mensagens de boa noite; de 17 para 18 de janeiro de 2016
domingo, 17 de janeiro de 2016
Veggie Food (semana II)
Ocorreu ontem uma tentativa frustrada de fazer guacamole para contribuir para um jantar guloso a um estilo tão mexicano quanto possível. Infelizmente, o abacate não estava suficientemente maduro e, por muita teimosia minha em tentar a receita na mesma, a coisa não ficou bem. Conclusão da história: tentarei o guacamole numa outra vez e para a semana terei de experimentar duas receitas novas ao invés de uma, para compensar esta semana.
Abacate batido quase à pancada; não vale a
pena experimentarem fazer isto em casa (nem em lado nenhum).
sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
Cheers à Primeira Vitória do Ano
Atenção: há uma Maria à solta na estrada!...
(Estou aqui dançando muito; obrigada ao instrutor Nelson).
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
Insight
Claro que eu tenho pouca segurança em mim!... Quero fazer as coisas perfeitas e sei que isso não é possível, que é super irrealista de se conseguir... Então claro que fico ansiosa, claro que sofro com as coisas. Talvez baixar as expectativas para serem mais correspondentes à realidade, não? Baixava um bocadinho a pressão que ponho em mim. E que tal tentar ser boa apenas? Não me preocupar em ser perfeita. Talvez resultasse melhor, não? Ou seja, ninguém é perfeito... E o bom, por norma, corre bem.
(Eu explico: tenho exame de condução amanhã e tenho estado a tarde toda até agora numa pilha de nervos).
Update: diz meu amor, e bem, "Não penses eu tenho de ser melhor. Pensa eu consigo ser melhor. Sim, tu fazes algo porque queres, não porque és obrigada. Por isso não vejas isso como uma obrigatoriedade, e sim como uma possibilidade de melhorar".
Update: diz meu amor, e bem, "Não penses eu tenho de ser melhor. Pensa eu consigo ser melhor. Sim, tu fazes algo porque queres, não porque és obrigada. Por isso não vejas isso como uma obrigatoriedade, e sim como uma possibilidade de melhorar".
sábado, 9 de janeiro de 2016
Ver Fotografias Antigas Dá Nisto
Dois mil e doze foi começar do zero, dar os primeiros passos de bebé para a minha liberdade e respirar ar puro, ideias e emoções novas, a confusão e o mistério do desconhecido. Dois mil e treze foi bonito, foi o reconquistar-me e depois doer-me, ainda que o mais firme possível de mim. Dois mil e catorze foi uma tentativa aprofundada de reconstrução de mim, um ano de grande crescimento pessoal, e posso dizer que foi um bom ano. Dois mil e quinze... dois mil e quinze foi um ano genuinamente feliz. Em que fui mesmo realmente feliz. Agora... dois mil e dezasseis à aventura e à descoberta!*
* sim, ando a fazer balanços às fatias
sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
Veggie Food (semana I)
Feijão Tex-Mex
Ingredientes principais: feijão vermelho, pimentos vermelhos, tomate, malaguetas, cebola.
Sugestões para acompanhar: 1) arroz e/ou batata frita palha; 2) tiras de milho.
Dois Ciclos
O blog fez dois aninhos há três dias atrás e eu nem dei por isso. Dois aninhos em cheio, diga-se de passagem. Fazendo uma retrospetiva destes dois anos é-me quase impossível não sorrir, pois realmente sinto que cresci... E este cantinho, como não poderia deixar de ser, é em muita, muita coisa o reflexo disso mesmo - acompanhou-me por escrito, por imagens e por fotografias em tanta, tanta coisa!... Está aqui um muy fiel álbum de memórias, pensamentos e emoções (claro que não está completo a cem por cento, mas ainda assim está grandemente preenchido com pistas para pequenos e grandes marcos do meu caminho nas últimas temporadas).
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
Da Chuva Mágica
Reparei hoje que o verde da relva e das árvores, quando molhado pela chuva, parece transportar-nos para uma atmosfera com um quê de mais mágica. E não é só o verde molhado que se me afigurou de forma diferente: os castanhos, os amarelos e os vermelhos também (estas cores, pelo menos! - e aposto que acontece, contudo, com ainda outras mais). Vi-as mais vivas, garridas, carregadas - com um impacto outro ao olhar, eu sei lá. Talvez tenha sido, na verdade, todo o ambiente húmido envolvente que me desenhou esta outra sensação - uma sensação de mundo à parte e por imagens do fantástico... Sim, pois logo logo formei a opinião de que se existissem fadas, duendes, centauros, e outras criaturas que tais, que elas adorariam principalmente a chuva. Que seria nessa altura que sairiam dos esconderijos para brilhar por entre as florestas e campos, onde então não teriam limites para as suas mostras de magia e onde, com ela, espalhariam um pouco do bem por aí fora. A água é vida, apontou o meu amor perante as minhas observações repentinas sobre a natureza molhada e as suas potencialidades imaginárias. Pois bem: eu acho que faz todo o sentido e que o quadro conjuga.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
domingo, 3 de janeiro de 2016
Máquinas Fotográficas a Postos
Eu precisava de uma desculpa para continuar a fotografar os dias, admitamos. Como tal, eis que a pê me sugere o Desculpas Há Muitas. Até que o podíamos considerar um primo do Project 365, mas com tema por fotografia e (infelizmente) não abrangendo um ano completo (janeiro está em falta e, por ser este um ano bissexto, dia vinte e nove de fevereiro também). Contudo... Vamos lá! Meu querido mês de fevereiro: mi espera, si prepara.
Mas aguentem-se um pouco mais desse lado a ler o que de resto tenho a dizer, pois os momentos fotográficos não ficarão por aqui. Como também não quero arranjar mais desculpas noutras áreas da minha vida, vou comprometer-me a fotografar um prato vegetariano feito por mim todas as semanas. A única regra é ser sempre um prato diferente, para aprender o maior número de receitas possível. Não importa o dia da semana em que me dedique à cozinha nem a hora a que o faça. A ideia é simplesmente desafiar-me também a nível culinário - e, quiçá, como efeito colateral, fazer salivar alguém como nunca antes pensara que o mundinho dos legumes fosse capaz. Ainda só cozinhei duas vezes para o meu amor e ele já me disse para ter cuidado ou ainda vira vegetariano - acho que com um elogio destes (seja ou não um refletor de probabilidades reais, pois na verdade não pretendo obrigar ninguém a seguir o mesmo estilo de alimentação que eu - nunca pretendi) devo arriscar assumir que tenho capacidades em campos que eu própria ainda mal descobri, e então partir para uma experimentação mais séria da coisa... Esta arranca já algures num dos próximos sete dias.
Lá vou eu, aos pouquinhos, estabelecendo os meus primeiros pequenos desafios de dois mil e dezasseis.
Lá vou eu, aos pouquinhos, estabelecendo os meus primeiros pequenos desafios de dois mil e dezasseis.
Morning Person (parte II)
A propósito da publicação anterior: eu sempre tive a sensação de que se escrevesse algum livro seria sempre de madrugada, levantando-me às 5h30 da manhã para o efeito. Ainda veremos se assim o é, mundo... Ainda veremos.
Morning Person
Sou incrivelmente mais produtiva de manhã. Estou a estudar desde as 8h50 e já despachei um tema de fio a pavio, quando ontem estive um dia inteiro (desde a hora de almoço) para o fazer. Eu já sei há milénios que a minha produtividade atinge o seu pico aquando das horas matinais, mas feita parva tenho o hábito de ficar a dormir até às 9h00, 10h00 e só começar a trabalhar a partir das 11h30/12h00. Erro, erro, erro. Vê se aprendes mesmo mesmo, de uma vez, com o exemplo de hoje, Mariazinha.
sábado, 2 de janeiro de 2016
Acho Que Viciei
Estou a achar muito estranho isto de já não fotografar o meu dia... Mas também não acho que faça sentido fotografar para todo o sempre. Já pensei em fazer o desafio este ano de novo, mas a escrever. Também já pensei em fazer vídeos de um segundo e depois compilar tudo em filme no final. Ou recomeçar a versão fotográfica mas noutra data que não o início do ano. Não sei, não sei, não sei. Estou em modo reflexivo... E definitivamente a ressacar do maravilhoso quadro geral de registos do ano passado.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2016
E no Fundo a Minha Missão Está Cumprida
Querido dois mil e dezasseis,
Que neste ano eu consiga ser melhor - para mim, para os outros e para todas as coisas. Como tento todos os dias.
A Vida é Engraçada e Dá Voltas (Vê-se Mesmo Que Estou Apaixonada, Não Vê?)
As minhas pantufas, a Serra, plantas e flores... e esta imagem há que
tempos como fundo das minhas mensagens de telemóvel.
Etiqueta de (re)nome:
"Estamos todos ligados no grande ciclo da vida" disse o Mufasa
Dia 1, e... [Dois Mil e Dezasseis e...]
Quero recordar para sempre o almoço debaixo de uma rocha com Sintra à chuva defronte de nós. A vontade de subir ao castelo e a paciência infinita de quem ama para dar a mão nos atalhos de terra molhada, folhagem, pedras e ramos. O cuidado incomparável de quem só pode ser genuinamente bom para proteger dos carros surpresa e da água dos céus, para advertir para as caminhadas o mais resguardadamente da estrada possível, para falar de forma a garantir que tudo está bem e ainda abdicar do abrigo do chapéu mesmo que chegando encharcado. A sensibilidade imensa de quem só pode ser feito de carinho para oferecer flores, preocupar-se com o frio que toca a pele, ajudar a trocar as meias húmidas do tempo e a friccionar o resto da roupa para mandar os arrepios embora de vez. A atenção tão pura de quem só pode ter o coração quente para dar as mãos, beijos e abraços por ver lágrimas a escorrer mesmo que por razões que não parecem ter sentido, para insistir em fazer companhia no autocarro, até à porta de casa e depois ainda voltar à sua a pé.
Eu não sei o que dizer perante tudo isto sem me emocionar. Mas se hoje o mundo me parece um lugar mais bonito e quentinho é sem dúvida porque sei que existe alguém assim.
Dezembro foi...
01/12. Hora de almoço e um saltinho ao Frankie,
por muita vontade da Nês de conhecer esta gordice.
02/12. Por meia-hora, descobrir-me ainda a tempo da foto do dia.
03/12. "Olha, aquele riu-se para a fotografia". D. Olga e o bando
dos POC (i.e., os caracóis são quem trata das limpezas submarinas).
04/12. Fins de dia Lisboetas.
Fazer tempo para ir ter com o meu amor.
05/12. Novos (e doces) despertares.
06/12. Trabalho-pesadelo de APCA: done.
07/12. Descendo a Avenida com e por amor (que o metro
anda em parecenças de greve). Brincar com as folhas das
árvores caídas pelo caminho.
08/12. Estar a trabalhar e... ♥
09/12. Bons dias cheios de folhagem outonal.
10/12. Pôr do sol no comboio. Derreter-me com a imaginação da criança
do banco da frente: "aquele era o Navio do Nada" - dizia constantemente o
rapazinho para a madrinha após detetar um barco ao fundo, num entusiasmo e tanto.
11/12. O ano começou com sair à rua de forma ridícula e não podia
terminar sem repetir a dose: calças de fato de treino, botas por cima delas
porque sim e o primeiro casaco quentinho à mão no armário
(em minha defesa: estava a estudar com o aquecedor ligado a meu lado e
pediram-me para ir passear com o piolho à noite - não me apeteceu torturar-me
com uma muda de roupa e o frio momentâneo a ela associado).
12/12. Digam todos olá à Coral e ao Marlin, o casalinho de
peixes Nemos cá de casa!
13/12. Modelos cognitivos e o amor no sofá.
Sozinha em casa a estudar e o cão sozinho no sofá também, uma
vez que os donos grandes foram ao cinema ao invés de ficarem a ver
televisão com ele. Maria pega no seu livrinho apetrechado de matéria e
escapule-se para o sofá para fazer companhia ao seu Yeti-coração.
14/12. Estudar com companhia nos Armazéns.
Ver um bocadinho do espetáculo de projeção no Arco da Rua Augusta.
Lembrar a viagem à Disneyland de Paris e a projeção no castelo da Bela Adormecida.
15/12. Dia de revisões lento, lento. Colocar a caneca de chá dos Monstros e
Companhia na sua faceta motivacional.
16/12. Ir ao Colombo buscar os bilhetes surpresa para a estreia do Star Wars!
Despachar, também, a prenda para o jantar de Natal do amigo secreto
com a Mega Mesa.
17/12. Era uma vez duas partes... que criaram laços... e se juntaram!
Primeiro mês de namoro e as surpresas à espreita.
(i.e., duas partes juntaram-se = nós = noz = Cinemas NOS = vamos ver o Star Wars!)
18/12. Lanchar a tangerina que me foi oferecida
para ganhar (boas) energias!
19/12. "Esta é para ti" e "Não te preocupes, não te vou arrancar".
Ou é estas são falas de que não me quero esquecer nunca.
Primeiro passeio por Sintra com o meu amor.
20/12. Esquecer-me de tirar a foto do dia, mas falar de Sintra
com o meu amor. Ele próprio sugerir que utilizasse uma fotografia do
nosso passeio para representar dia vinte. Escolher a panorâmica na qual
ele este a trabalhar e que divulgou ao mundo neste dia.
21/12. O dia em que terminei a Caixa das Palavras.
Obrigada à princesa pê por ter permitido preencher
mais de um ano fantástico com este desafio tão mágico.
22/12. Oeiras tem um miradouro. Parque dos Poetas com
a melhor amiga antes de uma visita a Cascais e jantar de troca
de prendas da Mega Mesa (e - surpresa - na companhia do meu amor).
23/12. Dias de limpeza de véspera da véspera de Natal.
Descobertas. Pedra (lindíssima) do meu mano.
24/12. Noite da véspera de Natal em casa da avó paterna
e a árvore e presépio preferidos e de sempre.
25/12. Natal, Natal, Natal. Almoços com a família materna.
26/12. Começar a enfrentar a época de exames com a melhor
companhia que podia pedir, de todo o infinito.
27/12. Escrever salva tudo: os apontamentos,
a memória e a manutenção da (c)alma.
28/12. Estudar muito fast, ir a duas aulas de condução muito fast,
ir ao ginásio muito fast. Em modo competindo com o correio azul.
29/12. "- Então, e depois nessa altura nasceram-me assim umas patas,
está a ver?" - Maria imaginando uma anamnese invulgar no final de um
dia de estudo de APCA. Maria e as suas ideias. Maria mantendo os pés
quentinhos graças à ideia do namorado em oferecer-lhe umas pantufas
muito ao estilo dos Monstros e Companhia.
30/12. Preparando as coisas para a passagem de ano
(já só penso na passagem de ano).
31/12. Dois mil e quinze e o meu amor.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
Para Mim, um Balanço, é Mesmo Balançar, Balançar Até Dar Balanço, e Sair [From 2015 to 2016]
Dois mil e quinze foi ano de maluquices e viagens com amigos, desde sair à rua de pijama em Vilamoura, a dançar em cima das camas num aparto-hotel em Peniche até decidir ir dar um pézinho de dança à noite do nada em Santos. Foram éne viagens a terras algarvias e, ainda sair da terra lusa duas vezes - uma na direção dos campos e das montanhas de neve na Serra de Béjar em Espanha, e outra rumo às areias brancas e mar azul de Cayo Coco, Cayo Guillermo e Pilar em Cuba. Dois mil e quinze foi sempre fazer um upgrade a algum pedaço da alma em viagem - desde através de leituras, de escritas, de passeios, até ao momentos deitada na cama com música aos ouvidos ou sentada à varanda diante da natureza a refletir. Foi deixar um exame exclusivamente para segunda fase pela primeira vez e receber a notícia de término da Licenciatura enquanto em Cayo Coco. Ainda falando de saídas para fora: foi a Cláudia a ir de intercâmbio para a Austrália durante seis meses, acompanhá-la durante esse tempo via eletrónica o melhor possível (umas vezes com um sorriso enorme, outras com o coração apertadinho) e vê-la voltar de lá com uma bagagem e tanto (uma mulher ainda mais mulher!); foi achar que a Rute se ia embora para Manchester estudar, de repente já ir para Macau (fazer-lhe uma festa de despedida a pretexto e tudo pelo meio, onde houve novas passadas em cima de capas), e no fim ela ficar em Portugal connosco; foi ver, isso sim, os Jorges a irem estudar (e eventualmente viver) para a Escócia e morrer de saudades da presença deles nos dias. Dois mil e quinze foi então prometer retornares rápidos aos abraços de amizades assim que as carteiras e os calendários deixassem; em matérias de amizade, foi ainda tempo de fazer as pazes com quem sempre se adorou, perceber que velhos amigos não deixaram de estar presentes, dizer adeus pela segunda vez a uma pessoa em particular a muito custo e ainda ver alguns laços (que nunca pensei) a ficarem amarrotados com o tempo e com mal entendidos. Foi aceitar que as pessoas e as relações mudam, continuar a sentir-me grata pelas coisas boas que essas premissas podem reservar em si e tentar começar a aprender a lidar com as dores que também daí podem advir, relativizando-as e pesando os pratos na balança. Dois mil e quinze foi tentar ir mais fundo à raiz dos problemas, aperfeiçoar a dissecação de cebolas por camadas e afastar fantasmas, vampiros e bichos maus. Foi treinar o humano é errar/cancelar/não ser prefeito, conceder um lugar de destaque ao eu quero que fique quem me ame realmente - sem ter de ter uma borbulha, um riso em falsete, uma reação infantilizada perante um boneco ou algo fofinho a menos, foi rever a verdade de que não podemos fazer todos felizes sempre e calcar o eu também mereço ser feliz. Foi, contudo, também deixar de permitir escapar tantos falsetes ao falar com entusiasmo, e também começar a aprender formas de me acalmar quando apanhada em espirais de ansiedade (e assim acabar com as insónias de vez, yes! Eis uma das maiores vitórias do ano).
Dois mil e quinze foi dar-me uma travadinha (ou uma iluminação com um quê de divina) e arriscar de uma vez. Por mim e só por mim. Foi perceber e pôr em prática ao máximo o everything changed the minute she realized there was always time for the things that matter e o porque quando a gente quer mesmo, a madrugada vira dia, quarta-feira vira sábado e momento vira oportunidade - foi percebê-lo e ser bem sucedida nisso. Foi, então, vestir uma mascote e ser criança; conhecer um novo amigo, gostar de alguém e aperceber-me que era mais forte do que eu por muito que não a coisa mais certa; foi arriscar e falar, ganhar tomates e desligar o complicómetro; foi persistir, com calma e flexibilidade. Dois mil e quinze foi descobrir no meu novo amigo o melhor namorado que podia ter comigo. Foi chegar tarde a casa sem me importar nada, foi dormir fora, foi desvendar Lisboa e Sintra.
Foi... Foi... Foi... tanto foi!...
De forma a chegar a uma conclusão - porque muito há para dizer que não se pode dizer por muito que tente [e porque já estamos em 2017 e eu não terminei esta publicação na altura devida, mas, ainda assim, pretendo guardar nem que lapsos de memória deste maravilhoso ano] -, em lista, dois mil e quinze foi, ainda (e não necessariamente pela ordem cronológica correta dos acontecimentos):
Dois mil e quinze foi dar-me uma travadinha (ou uma iluminação com um quê de divina) e arriscar de uma vez. Por mim e só por mim. Foi perceber e pôr em prática ao máximo o everything changed the minute she realized there was always time for the things that matter e o porque quando a gente quer mesmo, a madrugada vira dia, quarta-feira vira sábado e momento vira oportunidade - foi percebê-lo e ser bem sucedida nisso. Foi, então, vestir uma mascote e ser criança; conhecer um novo amigo, gostar de alguém e aperceber-me que era mais forte do que eu por muito que não a coisa mais certa; foi arriscar e falar, ganhar tomates e desligar o complicómetro; foi persistir, com calma e flexibilidade. Dois mil e quinze foi descobrir no meu novo amigo o melhor namorado que podia ter comigo. Foi chegar tarde a casa sem me importar nada, foi dormir fora, foi desvendar Lisboa e Sintra.
Foi... Foi... Foi... tanto foi!...
De forma a chegar a uma conclusão - porque muito há para dizer que não se pode dizer por muito que tente [e porque já estamos em 2017 e eu não terminei esta publicação na altura devida, mas, ainda assim, pretendo guardar nem que lapsos de memória deste maravilhoso ano] -, em lista, dois mil e quinze foi, ainda (e não necessariamente pela ordem cronológica correta dos acontecimentos):
- preparar surpresas em grande (um vídeo para os 40 anos do meu padrasto e uma ida à estreia do novo Star Wars enquanto prenda do primeiro mês de namoro) e não me descoser;
- preparar uma passagem de ano a dois;
- apresentar o namorado à minha mãe;
- receber uma rosa pela primeira vez;
- ir ao cinema muitas vezes graças aos bilhetes grátis;
- olhar para cima enquanto passeio e não só para os lados;
- o melhor bolo de chocolate do planeta;
- ir ao bowling duas vezes;
- tirar máscaras, mostrar tudo;
- ouvir e dizer amo-te;
- mudar de ideias quanto ao mestrado, concorrer ao que então senti querer mais e entrar a meio da lista - vendo, contudo, duas amigas a não entrarem, mas a tentarem adaptar-se ao que lhes calhou;
- descobrir que mais pessoas do que eu julgava recorrem ao psicólogo;
- ir a um casamento que alguns dirão que foi decidido em cima do joelho e outros dirão que foi decidido com fé total e completa no amor;
- começar a tirar a carta, fazer apontamentos de código, passar no código com zero erradas e chegar a reta final das aulas de condução;
- começar a escrever um livro infantil;
- começar a reparar na utilidade e presença massiva da arte em todo o lugar;
- fazer voluntariado na minha associação de sonho;
- ter formação à séria e aplicar um projeto de desenvolvimento de competências sociais numa escola;
- alinhar num projeto para o ano que vem;
- começar a ter mais vontade de trabalhar;
- correr a mini-maratona;
- aprender a cozinhar mais um prato ou outro;
- ver um aquário de água salgada a ter lugar cá em casa;
- ver acolher uma nova cadelinha na família;
- conhecer gatinhos fofos;
- ter pássaros no meu ombro;
- não gostar de um filme da Disney;
- mergulhar em livros de histórias nas férias de verão e fazer uma pausa de psicologias;
- fazer a primeira frequência do mestrado;
- apresentar e entregar os primeiros trabalhos do mestrado;
- conhecer um bar Steampunk;
- tardes no Bule;
- o Bule a fechar;
- ter uma panca por um rapaz das fotocópias (adenda: antes do melhor namorado do mundo);
- ter uma panca por alguém muito mais velho que eu (adenda: antes do melhor namorado do mundo);
- ir ver o TUIST só com a Necas;
- receber quase todos os emblemas que me faltavam;
- receber um Baymax;
- receber umas pantufas a imitar os Monstros & Cia;
- a casa da bisavó ser alugada;
- o local ao pé da casa do Di estar diferente;
- acabar com a culpa de me ter afastado - lembrá-lo através das cartas que escrevi pelo meu bem estar;
- a saúde do meu avô ficar pior e temer;
- a saúde da minha avó ficar pior e temer;
- a saúde da mãe do meu padrasto ficar pior;
- ter concluído o desafio da Caixa das Palavras;
- ter participado no 365 Project;
- subir ao palco com políticos;
- uma aula de Skype no anfiteatro;
- um núcleo de mestrado querer dar um cartão de natal às professoras;
- ajudar em encontros de psicologia;
- a companhia constante do Yeti;
- comprar dois vestidos;
- ver amigos terminar o curso;
- uma sessão fotográfica em família;
- um encontro grande de família;
- acarretar com as consequências das minhas decisões;
- o mano entrar para o hóquei e ser convocado mas não jogar;
- assistir a um espetáculo de ballet da afilhada;
- a afilhada entrar para os escuteiros;
- dar-me com o grupo de amigos da Nês e da Rute;
- ir a um restaurante chinês-japonês trinta mil vezes;
- os senhores Pedro terem voltado ao bar da faculdade;
- descobrir fast food vegetariana e que afinal é frita no mesmos sítio que a carne;
- descobrir que os sugos e a mousse de chocolate instantânea levam gelatina;
- começar a ler artigos mil durante os dias;
- começar a dar-me com uma prima minha;
- estudar no McDonalds;
- fazer trabalhos até às tantas da noite em Lisboa;
- perceber que o pânico é medo do medo, e um medo aprendido;
- perceber que a segurança não existe e por achar que sim é que me sinto insegura.
De certo que dois mil e quinze foi isto e muita coisa mais a que as minhas recordações, de repente, não chegam... No entanto, entre tudo e apesar de tudo, uma coisa é certa: dois mil e quinze foi uma flecha certeira do Cupido rumo ao meu coração... Por tudo e por mais alguma coisa.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
Fez-se Luz VIII
- Dividimos isto a meias.
(A meias, i.e., um par de meias é feito por duas meias - e, portanto, há uma divisão em duas partes).
Como Vais Passar o Ano?
Adorei, adorei a ideia da Maria das Palavras e estou mesmo numa de fazer isto para iniciar este ano que vem.
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
sábado, 26 de dezembro de 2015
sexta-feira, 25 de dezembro de 2015
quinta-feira, 24 de dezembro de 2015
Quanto a Estratégias de Intervenção
C. Braz Saraiva: - Às vezes não é o que fazer... Mas como: criando proximidade.
- webinário CRIAP "Suicídio na Adolescência"
quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
Detetando Parvoíces
E depois de ter andado distraída a preparar o Natal... agora que a casa está toda arrumadinha, por uns momentos, não mo apeteceu. Foi uma mistura de vou só ter oito dias para estudar após o Natal e não sei se chega, acho que as coisas continuam diferentes com um dos meus grupos de amigos ainda que tenhamos tentado um jantar típico da quadra, prevejo uma facada no espírito de união este ano, deixaram-me a pensar na vida com uma conversa hoje à tarde e agora ai meu deus o que vem aí no futuro, os meus Natais dos últimos anos sempre foram vividos com uma pontinha de tristeza devido à ausência brutal - em carne e em espírito - de pessoas que me eram queridas e tenho medo de o sentir este ano de novo. Oh porra mais às expectativas! Pode-se já fazer uma lista de coisas a atirar para a fogueira? No resto deste ano, no próximo e na vida? Digo: em vez de esperar mesmo pelos balanços do Réveillon... Pode-se? Não quero mais este tipo de previsões baseadas numa bola de cristal inexistente - e muito, muito menos, assumi-las como reais. Tudo se faz, e há que aproveitar cada segundo com aquilo que se tem. Amor e paz para toda a gente, se faz favor (ou, melhor dizendo: sem favor).
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