domingo, 13 de setembro de 2015
13. Sem
- Vivi cem expectativas.
- Sem expectativas?
- Não. Bastou-me um pormenorzinho e vivi cem. Quando digo cem, digo cem número.
❀ dia pê ❀
(Muitas danças: ao levantar, ao caminhar, ao deitar.
Muitas danças para celebrar, e também só porque sim.
Dança - dança da forma que te fizer feliz!
Parabéns, parabéns princesa pê!)
sábado, 12 de setembro de 2015
Três (Maravilhosos) Anos de Cinco - do Começo ao Recomeço
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| (Atenção: ignorar a frase da imagem, que em nada se coaduna com o que aqui vou escrever - apesar de, com o passar dos anos, ser real a crescente quantidade de trabalho e de responsabilidades) |
Vi esta fotografia e só me deu vontade de chorar - chorar de saudades. Não estava nada à espera que usassem uma fotografia do meu ano de caloira para fazer uma montagem da Rede, e... de repente, dei por mim assaltada pela nostalgia ao mirá-la; a reviver um momento atrás de outro daquilo que já foi o meu percurso na faculdade... Principalmente ali: na minha faculdade.
Lembro-me de estar prestes a terminar o terceiro ano e pensar "já lá vão três anos, mas parece que foram cinco. Foram muitas vivências em pouco tempo!... Quão fantástico isto é?! É lindo, lindo." Efetivamente, se pensar em tudo o que ocorreu neste período que passou só consigo esboçar um sorriso enorme, pois tenho toda e a total certeza: vivi muito e intensamente. Julgo que não ficou mesmo nada por fazer - ou, por outras palavras, nada que tivesse feito diferente. São anos que, ao pensá-los, ordenam firmemente um "não lhes toques" de imediato, como se de um tesouro intocável se tratassem (e tratam-se). São, foram anos que não troco por nada de nada e que, como tal, justificam a visita de lágrimas simultaneamente felizes e tristes ao focar esta imagem. Felizes porque, bem, aconteceram; tristes porque... como assim não voltam a acontecer?
Por outro lado, e enquanto estive tão embrenhada a ver e fazer acontecer estes anos... A licenciatura já se foi. Percebem o peso disto?! Três dos cinco anos deste meu pequeno grande sonho já lá vão! TRÊS anos!... Como é que é possível já terem passado três anos? Eu já estar licenciada?! O mestrado estar mesmo aí à porta?! Quando é que o tempo passou por mim, que eu mal dei por ele??!
Talvez uma das coisas que tenha a retirar deste tempo seja mesmo que o tempo não interessa para nada, mas o que acontece enquanto ele ora se demora ora se evapora. Isso. E, por isso e entretanto, estou mesmo a viver um sonho. Não só o que idealizei para mim, mas todo aquele que vai acontecendo sem eu o prever ou planear, e em muito graças às/com as pessoas que tenho ou fui tendo ao lado (mas que, seja como for, sempre terei dentro de mim).
A partir de segunda-feira... A partir de segunda-feira há mais, mais um marco: o mestrado. O mestrado vai mesmo começar! Os receios obviamente que cá estão, mas a vontade que este importante caminho comece a traçar-se também. E amando o meu curso, a minha faculdade e as minhas pessoas como amo, de uma maneira ou de outra depressa (re)descobrirei que tudo se faz - é uma questão de se apanhar o ritmo da carruagem; e, com certeza, tudo valerá (mais do que) a pena. Vamos lá!
10. Tuta-e-meia
Redescobri a comida fast food no Burguer King: os bacanos têm lá à venda um beanburguer. Isso mesmo: um burguer de feijão (viva as opções vegetarianas, viva)! E, meus amigos, é tãoooooo bom!... A desgraça. Bom, isto para dizer que estava eu no Burguer King toda contente da vida a ser gorda quando começo a notar que, nas várias mesas em meu redor, quase toda a gente estava a comer um gelado (dito) "natura" com cone. Fiquei um pouco intrigada com tal fenómeno, pois tal como no McDonalds, o Burguer King dispõe de toda uma legião de aparentados de Sundaes e McFlurys, entre outras gulodices várias. Ao voltar a passar junto aos balcões, lá vi um cartaz a anunciar o gelado "natura" em cone por cinquenta cêntimos. "Ok, tudo bem, as pessoas pedem muito este gelado por ser barato", pensei para mim, resolvendo-me a deixar o assunto de lado. Contudo, foi à saída que realmente percebi tudo. Ao olhar para trás, no vidro junto às portas vi um outro cartaz a anunciar um gelado igualzinho ao "natura", só que com doce de leite por dentro do cone; mais uma vez, por uma tuta-e-meia: um euro.
09. Solução
As soluções e a criatividade são namoradas, primas e casadas. Até aquelas a que se chega por intermédio de cálculos numéricos ou instruções passo a passo: alguém foi criativo o suficiente para inventar tais instrumentos um dia.
08. Segurança
Todos temos inseguranças, correto? Correto. E, na amizade, quando se juntam um e outro, as pessoas sentem-se mais seguras, não é? Pois é. Então, estava a pensar no quão matematicamente poético é perceber que, ao se juntar a insegurança de um com a insegurança do outro, o prefixo que dá nome ao medo se anula.
07. Supermercado
Aconteça o que acontecer depois (no efetivo regresso), o regresso às aulas é sempre giro na altura de ir ao supermercado abastecer-nos com os novos materiais. Isso, e quando se arruma o quarto a fundo para reorganizar todas as prateleiras, gavetas e caixinhas - adoro, adoro, adoro.
06. Desabafar
Um dos males de ser de psicologia é que, às tantas, quando desabafo com alguém, sei conscientemente que o grosso do que procuro é que entendam o que me dói, que estejam um bocadinho comigo na dor; que não precisam propriamente de me dar uma solução, mas simplesmente mostrarem que estão a meu lado - isso já me faria bem. É um mal porque, muitas vezes, aquilo que a pessoa faz em piloto automático é "desvalorizar a situação" - isto é: começa logo com discursos motivadores. E tu, que adoras a pessoa, confias nela e tudo mais, ficas sem saber bem o que dizer, pois sabes que as palavras que ela te dirige são com a melhor das intenções mas não adiantam de muito por agora. Tudo o que querias era que escutassem o teu fundo.
05. Ombro
Os ombros seguram-nos os braços mesmo que descaídos; agarram a estrutura das costas mesmo que curvada. A nossa e a dos outros.
A expressão "ombro amigo" faz tanto sentido.
04. Alinhavar
Aviso: somos pessoas. Não alinhavamos planos - não no sentido literal da palavra (isto é, retos). Alinhavamos curvas e contracurvas em nós: ideias para aqui, ideias para acolá; um modo de ser para este lado, outro modo de ser para o outro. Poderão, além disso, ocorrer reações espontâneas espetadas numa direção qualquer.
03. Simples
Um simples "sim", um simples "não" - ditos pelas pessoas certas, o poder que eles não têm?!
02. Visita
Eu sou aquela menina que, na semana passada, quando visitou a faculdade por causa das inscrições no primeiro semestre, ao notar as remodelações estéticas do bar devido ao oficial regresso dos senhores Pedros, começou a apontar para elas com um sorriso de uma ponta à outra da cara e com um encanto imenso. Eu sou aquela menina que de idade pode ser adulta, mas que mantém o fascínio de uma criança.
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
Das Coisas Que a Memória Apagou
Só ontem soube que tive um grilo de estimação em pequena, dado pelo meu pai (se a memória da minha mãe não falha, mas não me espanta que efetivamente tenha sido ele a dar-mo). Não me lembro do bichinho, mas diz que o tive. Foi, porém, sol de pouca dura. Resolvi abrir a portinha da gaiola do grilo estava a minha mãe a conduzir e, passado um bocadinho, disse:
- Mãe, olha quem está aí a teu lado.
Conta-se que o susto valeu a minha mãe virar o volante para o sítio errado e bater num obstáculo de pedra. Incapaz de mover o carro dali com o grilo à solta no carro, a minha mãe aproveitou uns momentos em que eu estava distraída para esmigalhá-lo, fechando a janela quando ele estava meio dentro, meio fora do habitáculo.
- O meu grilo? - perguntei, quando voltei à Terra.
- Olha! Fugiu...
O que as pessoas fazem quando entram em pânico!... Vale é que acreditei serenamente na desculpa que me foi dada e não mais me preocupei na altura. Mas... Pobre grilo (preocupei-me agora, para compensar)...
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
Amor é Isto
Quando o teu irmão chega a casa e a primeira coisa que procura é consolo num abraço apertado teu.
terça-feira, 1 de setembro de 2015
Estão a ver aquela do "não penses em elefantes" e depois pensas? Digam-me "não fiques tão nervosa" que funciona mais ou menos da mesma forma. É uma coisa gira mas gira. Ou seja: não é por alguém dizer (e até podemos ser nós mesmos a dizê-lo a nós mesmos) "não penses nisso" ou "não te sintas assim" que o pensamento ou a emoção vai desaparecer magicamente. A (tentativa de) supressão (tentativa porque o bichinho fica-nos cá na mesma; ignorar passa por, na verdade, fingir que uma coisa que ali está não está) nunca funcionou muito bem, pois não? Quem foi o espertinho que inventou o "não penses nisso"? É que acho mesmo que não é por aí.
"Caixa das Palavras" de Setembro
[ dia 1 ] - tradição
[ dia 2 ] - visita
[ dia 3 ] - simples
[ dia 4 ] - alinhavar
[ dia 5 ] - ombro
[ dia 6 ] - desabafar
[ dia 7 ] - supermercado
[ dia 8 ] - segurança
[ dia 9 ] - solução
[ dia 10 ] - tuta e meia
[ dia 11 ] - cuidar
[ dia 12 ] - adjuvar
[ dia 13 ] - sem
[ dia 14 ] - serenidade
[ dia 15 ] - escrever
[ dia 16 ] - ver
[ dia 17 ] - adiar
[ dia 18 ] - utopia
[ dia 19 ] - perguntar
[ dia 20 ] - calmaria
[ dia 21 ] - teoria
[ dia 22 ] - alambuzar
[ dia 23 ] - paixão
[ dia 24 ] - vontade
[ dia 25 ] - rodopio
[ dia 26 ] - pacientemente
[ dia 27 ] - situação
[ dia 28 ] - reter
[ dia 29 ] - preencher
[ dia 30 ] - jogo
Agosto foi...
01/08. Regressos a casa com lindas memórias.
02/08. Matar saudades e correr à esplanada com a Rute
por (alegou-me ela e a Nês) ser urgente pôr-me a par das últimas.
03/08. O dia em que voltei a ver a Cláudia, o dia em que voltei
a ver a Cláudia; a Cláudia regressou e eu vi-a, finalmente!...
Velhos lugares com velhos amigos. A Andy também apareceu.
04/08. Caminhadas rumo à praia e à companhia
da Nês, da Rute e do Jorge.
05/08. Arrancar no estudo de código.
06/08. O meu pequeno refúgio. Deixar o cântico
dos pássaros acalmar os apertos no coração.
07/08. Algodão no céu (valha-me o algodão no céu).
08/08. Florir. Estar amarela mas em flor.
09/08. Jantares na varanda. Toldos de
barco pirata.
10/08. Surpresa do mano: sobrou-lhe
dinheiro de uma prenda dos anos
e quis dar-me um miminho. ♥
(Vamos lá sobreviver ao mestrado?
E a todos os amarelos dos dias que
possam surgir?)
11/08. Cinema com a mãe e mensagens
importantes (podemos nem sempre conseguir
que as coisas sejam como queremos... o que
não quer dizer que não sejam fantásticas).
12/08. Almoço no chinês-japonês com a Cláudia, Andy e Tchiquipi
seguidinho de uma voltinha à Parede com chás à mistura.
13/08. Quanto tempo demorarás a encontrar
a tua paz? As tuas respostas?
Procurar ajudar um amigo.
Procurar conhecimento e espiritualidades.
fosse para fazer a vez do dia no Project 365.
Teve de ficar esta, e não ficou nada mal.
Jantar de despedidas dos Jorges.
15/08. Agni em andar de chinelos é
qualquer coisa do outro mundo. Além disso,
fico super catita.
16/08. Um moranguinho pintado
nas visitas a casa da avó.
17/08. As carruagens vão vazias, mas o meu coração
vai cheio.
18/08. Aula de abdominais em grupo. Diz que é
para pôr a barriga a brilhar.
19/08. A cozinha é dos manos.
Veggie sapiens sapiens versus
Omnivoru sapiens sapiens.
20/08. Tentar pintar o vento com palavras.
21/08. Segunda visita ao chinês-japonês, desta vez para
celebrar o décimo sétimo aniversário do primo.
22/08. Mergulhar sem esquecer de nadar.
23/08. Raízes secas e paredes rachadas.
24/08. Praia combina com bolachas pipoca.
25/08. Por caminhos de Tavira.
26/08. Sim, eu sou a pessoa a que chamam de
louca por fazer apontamentos de código. Eu
estudo assim.
27/08. Fins do dia do fim de férias.
28/08. Terceira semana consecutiva a manjar
no chinês-japonês da vila (eu devia ser promovida a
cliente do mês), desta vez na companhia do Ti, da Necas
e da Cata. Segue para o bar e todo o Spot está reunido de novo,
pois a Nês e a Rute juntaram-se a nós nesta altura.
Finalmente! Que saudades. ♥
29/08. Conhecer a Buffy e o Spike, os novos bebés da família,
estes a morar em casa do irmão do meu padrasto. Esta é a Buffy, a
bebé-amor que procura propositada e constantemente o colo das
pessoas na hora da sesta.
30/08. Dia de ser gorda e comer tudo o que me apetecer.
31/08. Dia da primeira aula de condução.
Cuidado que agora anda uma Maria por aí.
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