terça-feira, 4 de agosto de 2015

"Caixa das Palavras" de Agosto

[ dia 1 ] - confiar
[ dia 2 ] - singular
[ dia 3 ] - saltar
[ dia 4 ] - pausa
[ dia 5 ] - ordem
[ dia 6 ] - conversar
[ dia 7 ] - bilhete
[ dia 8 ] - furta-cor
[ dia 9 ] - investir
[ dia 10 ] - revista
[ dia 11 ] - atrevimento
[ dia 12 ] - proteínas
[ dia 13 ] - rádio
[ dia 14 ] - salientar
[ dia 15 ] - retratar
[ dia 16 ] - sapo
[ dia 17 ] - sintomático
[ dia 18 ] - sorvete
[ dia 19 ] - sossego
[ dia 20 ] - solidão
[ dia 21 ] - preto
[ dia 22 ] - psicologia
[ dia 23 ] - repulsa
[ dia 24 ] - alento
[ dia 25 ] - sorteio
[ dia 26 ] - sete
[ dia 27 ] - abstracto
[ dia 28 ] - prosa
[ dia 29 ] - inventar
[ dia 30 ] - exteriorizar
[ dia 31 ] - humanizar

31. Suplemento

Faço parte do grupo de vegetarianos que não precisa de tomar suplementos alimentares por causa do regime de alimentação que faz para estar bem ou ter os valores nutricionais no sítio. A única coisa que tomo já tomava antes de me tornar vegetariana, que é o ferro por causa da tendência para a anemia. E não, os valores da anemia não aumentaram nem diminuíram. Manteram-se iguaizinhos. Contudo, cada caso é um caso e não digo que não sejam precisos suplementos para nada: concerteza alguns vegetarianos precisam, e se não sempre quiçá em alguma fase da sua vida (não excluo, portanto, vir a precisar de suplementos alguma vez - eu sei lá, pode acontecer ou não). O que é certo é que também há muito boa gente com uma alimentação mais convencional a tomar suplementos, e outras tantas que também não precisam. Assim, só posso concluir que o truque aqui é mesmo ter cuidado com a alimentação que se faz seja em que regime alimentar for, e tentar equilibrá-la o mais possível com o estilo e ritmo de vida que se leva. Se andarmos para aí a morrer e a não nos aguentarmos nas canetas, aí é que algo tem de mudar no prato: seja pôr mais legumes, seja pôr carne, ou seja pôr suplementos por recusa física e/ou emocional dos alimentos em si.

30. Laranja

Um sumo de laranja e um café, ou as duas poções perfeitas a rematar o pequeno-almoço de uma estudante de psicologia. Não é de propósito, mas a associação entre factos acabou de o ser (uma vez que a cor de psicologia é laranja e estas são, precisamente, as duas bebidas que me preenchem as manhãs).

30. Salvar

Quando a questão começa a ser "ou salvas um amor, ou salvas-te a ti", talvez seja boa ideia salvares-te a ti, pois creio que por essa hora não haverá amor algum a salvar - não com esse nome. 

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Fez-se Luz VII

- É fora de série.

(Fora de série, i.e., que salta fora; que se desenquadra de tudo o resto - constituído por produtos tão iguais entre si como que produzidos em série numa fábrica de estilo fordista).
Numa qualquer vez apontei-o nas notas do telemóvel para não me fugir: se não fosse a Caixa das Palavras, talvez eu não escrevesse aqui metade das coisas que vão decorrendo na minha vida - faça-o mais direta ou indiretamente. Engraçado, uhn? Como a partir de uma simples palavra conseguimos fazer todas as ligações e mais algumas e, enfim, adaptá-la às nossas situações correntes ou que nos sejam, em algo, mais fulcrais (pertençam a que tempo pertençam). 
Tanta, tanta vez escrevo realidades - tantas outras pura imaginação. E ainda há tantas, tantas mais que ponho uma a mascarar a outra!
Mãe: - Os maus pensamentos materializam-se em moscas à volta da cabeça.

- 30 de julho de 2015

29. Princesa

pê. Princesa pê. Desde que vi que a palavra de dia vinte e nove era princesa, foi isso que pensei: pê.

29. Sociável

Tenho-me descoberto uma pessoa muito mais sociável do que julgava ser. Julgava-me muito mais metida comigo mesma do que realmente sou, uma vez que não é raro andar no mundo da lua (mesmo que ao sol). Porém, e apesar de prezar muito o meu espaço e os momentos em que estou só na minha companhia, preciso muito de me rodear de pessoas numa base regular. Falar com elas, vê-las sorrir e rir - para isso contribuir. Sou apaixonada pelo contacto humano e dou por mim, quando estou com os outros, a querer prender-lhes o rosto no meu olhar enquanto falam, a desafiar-me constantemente a notar-lhes a pureza e espontaneidade das expressões humanas, a captar tudo quanto aquele momento mo permite.

28. Resolver

"Todos nós temos medos, temos coisas por resolver, falhas, problemas,... é normal", disse a Cata há tempos numa conversa, que depois ainda se estendeu na minha mente com o "nada fica 100% resolvido, tu sabes" da Cláudia. Nessa altura, insisti em assinar por baixo estas falas mal me chegaram, tanto por meditá-las como por senti-las na pele. De facto, duvido que tudo tudo fique cem por centro resolvido de uma vez para sempre. Quantas vezes lembramos as nossas feridas, mesmo que com crosta ou saradas? Assim, não é tanto a não resolução completa de uma dada situação até ao mais ínfimo pedacinho, pequenino pequenino, que julgo verdadeiramente crítico: será antes o não conseguirmos adaptarmo-nos à situação, deixando-a interferir brutalmente no nosso bem-estar.

28. Reviravolta

Revira-te para voltares.

domingo, 2 de agosto de 2015

27. Acaso

27. Sinalizar

Não precisas de sinalizar um sinal no queixo para assinalares a tua beleza.

26. Rir (parte II)

26. Rir

«Rir é expressar-se fraturado; rendido, sem defesas, muros atrás dos quais esquivar-se, esconder-se; é esvaziar a vida da linearidade e essencialismo. Rir, rir tanto... às gargalhadas... é ser ovo sem casaca e, assim, afirmar, sem dualismos, que afinal não somos muralhas, realezas político-económicas ou até ontológicas, mas simples vulnerabilidade, alegria que também se canta.
[...] rir é um abrir de grilhões.»

- Desconhecido

26. Borboleta

De borboletas já falei muito, e de quando em vez lá dou com elas, novamente, presentes em todo o lado - ou sou eu que já as vejo em todo o lado. Contudo, ainda não falei de tudo o que delas sei em mim. Não vos contei que tenho borboletas na parede do quarto em casa do meu pai, embora já o possam ter adivinhado numa fotografia. Não vos confessei que um dos passeios que mais princesa me fizeram sentir foi a um borboletário - o que, efetivamente, se relacionou com uma fase de mudança da minha vida (já todos perceberam que associo as borboletas à mudança, certo?). E também ainda não disse que minha mãe tem uma borboleta como tatuagem, esta em forma de M: M de Maria, de mudança, de mais e melhor; nem que essa borboleta "voou" de um sítio para o outro da barriga quando ela engravidou do meu mano.

25. Gargarejar

Sempre achei piada ao som do gargarejar atrás das portas da casa de banho ao começo do dia. Sempre o ouvi como uma das sinetas que assinalam o alvorecer. Inevitavelmente, que também assinalam as novas oportunidades para os desafios e concretizações.

25. Conhecer

Quantas vezes nos (re)conhecemos quando nos desconhecemos?

24. Melhorar

O mundo melhorará quando, para além de respeitarmos os animais, os olharmos nos olhos. Já experimentaram?