quinta-feira, 2 de julho de 2015

Junho foi...

01/06. Ser pedra e flor. Como toda a gente.

02/06.  Trabalho de Diferencial a começar,
à grande, a dar cabo de nós.

03/06. Fim do voluntariado com os meus pequenos. 
A lágrimazinha ao canto do olho  é inevitável e o 
sorrisinho no coração também... os sorrisinhos, digo! 
Os dos meus pequeninos...
O que é certo é que apesar de todos os contratempos 
e dificuldades que foram surgindo no caminho, em 
retrospetiva não há nada mais doce do que perceber
que fomos realmente importantes para alguém... Nem 
que numa mínima coisa que seja.

04/06. Obrigada, céu, pelo bocadinho de cor de rosa do
dia que nada tinha tido de cor de rosa.

05/06. Eu já tinha dito que tinha titis mágicas e que
as casas delas também o eram... E que são o amor, já tinha?
É que com estes bebés miaus da família, todos fofinhos,
 a dormir aconchegadinhos um ao outro... Quem é
que não se apaixona?

06/06. Sessão fotográfica em família
no Parque das Nações - uma prenda dos de cá da
casa para a minha mãe (e, por acaso, a minha fotografia preferida 
calhou ser, sem dúvida, uma que apanha a ponte).

07/06. Os miminhos e incentivos de estudo a voar
diretamente rumo ao quarto por obra 
da mãe II ou boadrasta.

08/06. Invasão canina em: o Yeti ataca. 
Eu a preparar tudo para fazer abdominais 
e um cão totó apodera-se completamente do meu
colchão e toalha.

09/06. Dias de estudo são dias de pijama e, como tal,
andar com um bocadinho de cada pijama porque se
está sempre a trocar os ditos cujos. Ora: depois de algumas 
combinações mais ridículas que outras, até gostei desta.

10/06. Pela primeira vez, corri o paredão todo. 
Corri o paredão todo! Corri o paredão todo!
Vou repetir: corri o paredão todo!!!
Posso ter decidido não fazer Diferencial em primeira
fase... Mas, em contrapartida, corri o paredão todo!
*Dança da vitória*

11/06. Desprender de laços...

12/06. Quando te apercebes e compreendes 
o que te deita abaixo, começas a erguer os
pilares que te poderão ajudar a erguer também.

13/06. (Tentar) estudar Educação. 

14/06. Para começar bem o dia, uma dose de
«if you can dream it, you can do it».

15/06. Sair da caixa e, logo a seguir, ver um filme que
me diz "borboleta-coruja". "Borboleta-coruja" e eu a 
interpretar a deixa como se o Universo a falar-me de
sábias (coruja) mudanças (borboleta) a aproximarem-se.

16/06. Fazer uma pausa no estudo, deitar-me no chão 
e reparar: não é que tenho uma espécie de Psi
riscado no chão do meu quarto?
O meu quarto a motivar-me para estudar.
Desta é que eu não estava à espera.

17/06. Doces (para o) coração.
Literal e metaforicamente (é quase sempre 
literal e metaforicamente).

18/06. Mais associações e ligações tresloucadas da
Maria: desculpem, mas estas paredes da minha faculdade 
parecem mesmo daquelas tábuas que se usam para transportar 
as pizzas de forno de lenha de um lado para o outro.

19/06. Não seria Maria sem cores. Sem etiquetas mil e sem
pintar as folhas todas, usando antes a estratégia de códigos de 
cores (e sim, aquilo ali ao cantinho são os pés do meu Baymax).

20/06. Nês, Rute, Carol e Maria nos Montaditos:
cinco estrelas. Não só os Montaditos, mas o estarmos
todas juntas depois do exame... Soube tão bem!

21/06. O dia em que vimos o amanhecer.
Saída com a Nês, Rute, Rita e Jorge 
pós-fim da primeira fase de exames.

22/06. Começar, devagarinho, a ler
Diferencial...

23/06. Já tenho uma paragem a sério! 
Adeus medo da chuva me ensopar toda. 
Adeus minutos intermináveis de espera em pé.

24/06. Conflito motivacional:
querer ou não querer dormir e esquecer o estudo.

25/06. Agarrar no horizonte aquilo que faz sorrir as pestantas, 
as dobrinhas das pálpebras, o brilho dos olhos.

26/06. Quando a meio dos dias de estudo para o
(espero) último exame te relembras da sensação
de estar sentada no sofá... Erro. Erro crasso. Todo
o meu corpo e toda a minha alma já só querem disto.

27/06. Os gelados de fruta natural a fazer 
furor nos últimos dias.

28/06. Por estes preços não me importo
nadinha de ir à falência. Tenho a melhor
família do mundo.

29/06. Dançar à toa porque sim.

30/06. Maria e os seus motivadores de estudo em 
"Um último dia. Só mais um e poderás mesmo 
acabar a licenciatura. Dá cabo de Diferencial."

Cara blogosfera,

Estou de volta! Ainda em fase de arranque, mas de volta.

domingo, 14 de junho de 2015

Das responsabilidades ao sonho

Entre toda a força que coloco nos dias vou quebrando; reconstruindo-me, destruindo-me e reinventando-me. Sempre assim.
A saudade aperta de vez em quando quanto ao que já lá vai... já os sonhos chamam por mim a toda a hora. Tenho responsabilidades e prioridades para comigo a cumprir.

domingo, 7 de junho de 2015

Sobre o final da licenciatura, a época de exames e os últimos trabalhos a entregar antes de começar a estudar

Pelo menos até ao início de julho morri para o mundo. Isso, ou andarei a fomentar até ao extremo a parte rato de biblioteca de mim.
Até lá!

terça-feira, 2 de junho de 2015

"Caixa das Palavras" de Junho

[ dia 1 ] - volúpia
[ dia 2 ] - sem par
[ dia 3 ] - traje
[ dia 4 ] - sobremesa
[ dia 5 ] - ignorar
[ dia 6 ] - festa
[ dia 7 ] - relógio
[ dia 8 ] - rever
[ dia 9 ] - sensacional
[ dia 10 ] - risco
[ dia 11 ] - seis
[ dia 12 ] - sonhar
[ dia 13 ] - lua
[ dia 14 ] - conquistar
[ dia 15 ] - voluntário
[ dia 16 ] - acabar
[ dia 17 ] - coração
[ dia 18 ] - apetência
[ dia 19 ] - mitologia
[ dia 20 ] - agradecimento
[ dia 21 ] - afadigar
[ dia 22 ] - ambicionar
[ dia 23 ] - venda
[ dia 24 ] - vício
[ dia 25 ] - conhecer
[ dia 26 ] - borboleta
[ dia 27 ] - sinalizar
[ dia 28 ] - reviravolta
[ dia 29 ] - sociável
[ dia 30 ] - salvar

Maio foi...

01/05. Trabalhos, trabalhos e mais trabalhos.
Desde o início do mês.
(Vamos fazer o luto por maio?).

02/05. Maria indignada, ou as pessoas tendem 
a pedir favores porque pareço boazinha e a achar
que, por isso, faço sempre tudo - só porque sim.

03/05. Segunda vez em que vejo a
Lua. As saudades já eram muitas.
Continua fofa e uma pulga elétrica...
Conclusão: o planeta ainda faz sentido.

04/05. Lembrar-me do professor
de Educação Física a chamar-me
Maria Papoila. Porque o caminho 
para casa assim o quis.

05/05. O dia em que a professora de Organizações tentou (com
insucesso) fazer uma chamada de Skype no anfiteatro. Diz que era
para ouvir uma apresentação de um colega do Brasil.
Esta fica para a história.

06/05. Apaixonei-me pelo tecto da Aula Magna.

07/05. O II Encontro de sempre e o
primeiro deste ano. O orgulho de fazer 
parte disto? É imenso!

08/05. Não poder sentar-me à secretária
sem ter um peludinho a vir imediatamente 
enroscar-se ao pé de mim.
E ainda bem. ♥

09/05. "Prima, vou-te desenhar!"

10/05. Prenda de aniversário adiantada do
pai e da madrasta; Maria em sentir-me princesa.

11/05. Todo um grupo de pessoas a tentar distrair-se
até saírem as colocações em mestrado.

12/05. Encarar o futuro: ele é mesmo real.
O mestrado vem aí!...

13/05. Novas comidas, novos vícios.
Espécie de tostinhas de sementes.

14/05. O manto de neve desta parte do mundo.

15/05. Dia de ventania e os meus 
caracóis a também o quererem ser.

16/05. Aproveitar todos os espacinhos para trabalhar
(e pintar o material de estudo, eu sei). É uma coisa
que qualquer universitário  acaba por ter de aprender.

17/05. Das amizades da vida e para a vida.
Da benção e da queima das fitas da Tchiquipi 
hoje de manhã. Uma fita minha e outra "ditada"
do outro lado do mundo pela Cláudia.
Parabéns, finalista!... Um futuro muito
docinho para a nossa cozinheira.

18/05. The rush.
Need to focus.

19/05. Olhar e ver a constante luzinha
de presença lá para mim. Aquela: ali à porta.

20/05. Contagem decrescente para a primeira
frequência do semestre e os poucos dias
totalmente livres para estudar.

21/05. Cada sombra, cada luz que vês,
vês como és capaz de ver dentro de ti.
Ou o fascínio pela introdução
às técnicas de Rorschach em aula,
afinal não tão subjetivas assim.

22/05. Primeiro dia de Congresso e 
o doce sentimento da certeza - de saber,
ao final do dia, outra e outra vez, 
ainda que desnecessário lembrar, que 
é a parte da Clínica que mais me fascina.

23/05. Claro que não podiam faltar
estrelinhas no meu jantar de aniversário.
Mas, shh, ainda ninguém canta os parabéns.
Ainda não são horas de acender as velas.

24/05. À meia noite já muitos sonhos e
vinte e um aninhos (escuso de dizer que mal
larguei o meu Baymax e que morri de amores
pelo meu cartão mil e quinhentas vezes, não escuso?).

25/05. Mais um desejo
para o potinho dos desejos.

26/05. O tempo faz-se ouvir.
Mesmo que mal se oiça.

27/05. Green leaves:
Silence for the leaving...
Colors for a new life...

28/05. Mais um encontro na faculdade e 
o dia em que me obriguei a usar flores para
também me encontrar.

29/05. Should you break down the walls?
Or should you build them up?

30/05. O dia em que fui um urso!
E, obviamente, criança outra vez.
Ou melhor: o dia em que tive licença
para ser criança outra vez, embora o
seja sempre que posso.

31/05. Voltas e reviravoltas na cabeça para aqui e para acolá...

31. Voltar

Não se volta atrás, a não ser em termos físicos - nesses casos, pode-se dar meia volta e caminhar ou correr para os sítios de onde se veio. De resto é uma impossibilidade; por muito que a intenção seja essa, tudo o que se vai conseguir é construir algo novo - isso sim... até porque isso é muito mais bonito, não é verdade?
«Honor the space between no longer and not yet.»

- autor desconhecido (encontrei a frase a circular no Instagram)

30. Sarar

- Alguém aqui já foi operado? Quem é que já foi operado? Ponham as mãos no ar.
- (Pessoas na plateia que já foram operadas põem a mão no ar).
- Ótimo! Posso pedir-vos para tocarem no sítio em que está a cicatriz, por favor?
- (Pessoas na plateia tocam na cicatriz).
- Dói-vos?
- (Pessoas na plateia abanam a cabeça, dizendo que não).
- Isso é porque a cicatriz já não está inflamada. Vocês sabem que têm as cicatrizes, onde é que elas estão, a que é que se devem. Mas, se lhes tocarem, sabem que já sararam: não vos dói. Isso é o que também acaba por acontecer com alguns acontecimentos da vossa vida.

- uma das recordações que trago do Congresso de Luto,
esta do dia vinte e três de maio.

29. Biblioteca

Sem dúvida que vou, muito em breve, aumentar nem que com um ou dois livros a minha biblioteca pessoal. O vale de desconto de 5€ da Bertrand que recebi pelo aniversário é outro ponto a favor da coisa, servindo este de lembrete para não deixar arrastar a oportunidade (visto ter uma validade máxima de 30 dias).

28. Retroquir

Se os teus pensamentos argumentam direções opostas criando um novelo confuso de pontas soltas, não te alarmes logo: pode não estar a acontecer nada de mal, muito pelo contrário. Deixa-os estar, dá-lhes tempo para retorquir, debater tudo o que têm a debater; deixa-os continuar a fazê-lo durante um tempo, pode ser que até cheguem a uma conclusão. Se e quando chegarem, até pode ser que continuem a achar o tema controverso na mesma; porém, terão assimilado tudo e mais alguma coisa numa mesma esfera, algo útil nem que para dar uso mais tarde - uma esfera que podem voltar a explorar a qualquer altura, usando o fio condutor da mesma para então criar algo novo.

27. Junto

Não vale a pena conjuntar promessas como de antes: acreditando que nunca se quebrariam, ainda que não o sabendo ao certo - porque os corações não são bolas de cristal, por muito que mágicos por si só e quando juntos a um outro. Vale a pena, contudo, dar voz a algo que (não só acredito como) sei, não uma promessa, mas uma condição necessária, inegável, da vida: junto ou longe de ti, juntar-se-ão sempre amor, amizade, respeito, carinho, a cada palavra e a cada silêncio trocado.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

26. Ousar

Ousar é desafiar o tempo e ver quem ganha: aquilo em que acreditas - uma convenção de ti para ti, portanto - versus uma convenção dos Homem. Convenção versus convenção. Ousado é competir desta forma, não fosse uma loucura decidir quem sai vencedor sem haver uma única parcela engano.

25. Sol

Que os meus caracóis, ao sol, se tornem mais claros - como eu os julgo capazes. Que todas as voltas e reviravoltas que hoje e um dia possa levar comigo não sejam nunca tão negras assim, que os dias também não o são.

domingo, 31 de maio de 2015

24. Pulseira

Não gosto de ter coisas muitas coisas nos pulsos, só o essencial. Não gosto de sentir muitas amarras. E a verdade é que é raro usar pulseiras... A não ser quando, numa qualquer fase, estou muito agarrada a um significado qualquer dei a uma dita cuja. Ou melhor: a não ser quando, numa qualquer fase, preciso de materializar um significado qualquer numa dita cuja. Nem que seja vaidosar-me. Porque há dias em que tudo o que apetece é isso: gritar "eu posso sentir-me toda bonitinha, dos pés às mãos e até à ponta dos cabelos". E pronto, dá-me para aí e lá vou eu.