sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

(só pela piada) dizem eles que...


"a Maria é muito ligada à família. é emotiva e costuma exagerar nos seus cuidados, por isso, corre o risco de sufocar as pessoas que ama! tem muita energia e, como tal, deve sempre manter-se ocupada com alguma coisa. nos relacionamentos amorosos ou mesmo de amizade, quando se magoa, recolhe-se para dentro de si mesmo e só sai quando recebe um pedido de perdão."

- by Rádio Comercial

se algum dia entraste na minha vida, então...


you'll be in my heart

(acredita que sim.)

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

ainda a propósito do post anterior: brincar com as palavras para chegarmos a uma coisa à séria - o que significa conjugar um verbo (funciona com qualquer verbo e com qualquer tempo de conjugação)

naquele momento, tinhas de ser tu, tinha de ser eu. e fomos.

considere-se o tempo de conjugação do verbo em destaque. está no passado, mas a retratar uma realidade, algo que aconteceu mesmo. e, se aconteceu, contou. para ambos. já como, de que maneira, não importa: contou, pelo que marcou a diferença na vida um do outro. só por ter acontecido, já contou.

e pronto. a brincar, a brincar, dizem-se as verdades.

sobre ti: o (A)Final.

no final, podes não te ter revelado a pessoa certa para mim, nem eu a pessoa certa para ti. mas (afinal) não é, de todo, isso que conta: o que importa e sempre importará, é que nos revelámos a pessoa certa um para o outro em determinado ponto da nossa vida. e, nesse ponto, fomos verdadeiramente cruciais um para o outro. de uma coisa, eu sei: não faria sentido ter sido com qualquer outra pessoa. naquele momento, tinhas de ser tu, tinha de ser eu. e fomos.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

um capítulo às vezes solto por aí

ainda me dóis... às vezes. às vezes não é dia sem pensar em ti, embora a dosagem dessa droga que o cérebro me faz administrar nas veias rumo ao coração já não surta tanto efeito. ainda bem que já é só às vezes, ou assim me agarro à Esperança. porque, ora, como os pensamentos ainda não têm rosto, dá para inventar um se for preciso. para toda a tristeza, desilusão e mágoa, finge-se um está tudo bem e toca a andar, porque para a frente é que é Lisboa. como as palavras ainda não falam sozinhas, dá para deixar algumas coisas atravessadas na garganta, porque talvez assim se silencie a malícia dos gritos que nos ensurdeceriam o que as memórias têm de bom. é que ainda por cima, às vezes, parece que não sei onde se meteram as memórias que detenho enquanto nossas. encontro uma ou outra que lá se destaca mais, mas os pequenos detalhes desmontam-se do corpo de partida e bem deves imaginar o serviço que é para dar com eles. às vezes, quando tento adivinhar o que pensarias de determinado assunto ou como é que reagirias a determinada situação, assusto-me se me deparo com tudo às escuras. mal te vejo, como és tu? pergunto-me, e fico absolutamente desnorteada por me serem fornecidas tão poucas pistas. às vezes parece que sei pouco mais que o facto de seres uma excelente pessoa. será que na altura das mudanças terei posto o mais que pude de teu e da nossa casa dentro de uma qualquer caixa que ainda está por desempacotar? será que a caixa anda por aí perdida na escuridão? é verdade que ainda não tive tempo para arranjar todas as luzes de que preciso na minha nova casa, e talvez quando tudo estiver mais arrumado e nos conformes lá dê com a caixa em alguma divisão. espero que até lá não haja nenhum terramoto, pois aí não sei se saberia dizer se ele teria empurrado a caixa para um qualquer canto ainda mais recatado ou se teria posto a dita cuja mais ao meu alcance. daí a, às vezes, não ter a certeza se quero que as conversas que, às vezes, nos imagino a ter venham a ocorrer. se elas virassem terramotos de mim, o que aconteceria? qual destas coisas? às vezes o desconhecido assusta-nos. e por isso é normal que eu, às vezes, talvez, tente voltar a ter tudo sob controlo. quero dizer: às vezes faço por arrancar notícias tuas daqui e de acolá. procuro outros meios de continuar ligada a ti, pois ligada a ti sentia-me sob alçada da segurança. a propósito, a Robin Scherbatsky diz que o futuro é assustador, mas nós não podemos simplesmente correr para o passado porque nos é familiar.  aí está: talvez às vezes me arme em desportista de meia-leca. não pode ser. não posso ser meia-isto ou meia-aquilo. tenho de me ser inteira e, para isso, é perigoso reforçar a dependência face a ti seja no que for. como poderei sê-lo se achar que algo que só a ti te diz respeito me está condicionar em parte? não está. se sou eu que acho, sou eu que estou a colocar grades. às vezes, então, faço-me minha própria prisioneira. mas só às vezes. a droga que me levou à prisão perde qualidade dia após dia e o interesse nela esmorece.


- Maria, fevereiro 2014.

dia dos namorados, vida da Amizade.

diz-me a Mimoquinhas assim, depois de termos desejado uma à outra um bom dia dos Amores: "oh, amor. estou sempre aqui para ti. vais arranjar um príncipe lindo lindo, vais ver. és uma pessoa linda, toda a gente vê. só falta a pessoa certa para ti! também te adoro."

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

one of the million reasons why I love himym

"kids, I've been telling you the story of how I met your mother, and while there's many things to learn from this story, this may be the biggest. the great moments of your life won't necessarily be the things you do, they'll also be the things that happen to you. now, I'm not saying you can't take action to affect the outcome of your life, you have to take action, and you will. but never forget that on any day, you can step out the front door and your whole life can change forever. you see, the universe has a plan kids, and that plan is always in motion. a butterfly flaps its wings, and it starts to rain. it's a scary thought but it's also kind of wonderful. all these little parts of the machine constantly working, making sure that you end up exactly where you're supposed to be, exactly when you're supposed to be there. the right place at the right time."

- Ted Mosby, in How I Met Your Mother

again: não acredito que haja um plano, é preciso ter cuidado com as palavras que se usam e, para a visão que tenho da vida and stuff, neste mini-discurso nem sempre se fez a escolha mais acertada das mesmas... mas que o universo está sempre em movimento... se está!

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

um capítulo aventureiro à solta por aí

não há começos perfeitos, nem fins perfeitos. nem sequer há viagens perfeitas entre esses dois pontos. claro que convém perceber a que “perfeito” me refiro quando escrevo isto. algo que sempre retive foi a delicadeza de cada palavra empregue e, a verdade, é que estas transportam significados extremamente poderosos – porém, quiçá, subjetivos. por vezes; pelo menos, por vezes, dependendo de quem as usa e de quem as recebe, seja lendo ou ouvindo…
espero que, com o decorrer deste livro, que espero que seja longo, muito longo, e não apenas longo o suficiente, mas longo o arrebatador, vão entendendo melhor o que quero dizer quanto à alegada falta de perfeição do começo das histórias, do seu decorrer e do seu fim.
tal e qual este começo. nunca na minha vida pensei começar a escrever um livro assim: sem uma ideia definida, sem nada de inspirador à minha volta a empurrar-me rumo a um objetivo específico, claro… mas não é assim mesmo que “a vida acontece”? vinda sabe-se lá de onde, como ou porquê?
a vida parece-me uma história sem regras ou linearidades aos nossos olhos. não vou aqui discutir se elas, embora não as vejamos, ainda assim, não terão a possibilidade de existir. sei que tudo indica para que morra sem conseguir uma resposta escarrapachada a qualquer indagação que faça nesse âmbito. como também não considero que esse debate me seja prioritário ou verdadeiramente útil, não lhe vou aqui dedicar nem mais uma referência.
aquilo que espero conseguir fazer-vos ver, caríssimos, é que não há cá regularidades entre expectativas e o que ocorre de facto. poderá haver alturas em que assim parece: que as coisas coincidem com aquilo que delas aguardávamos. porém, não creio que tais coincidências se verifiquem na totalidade. o mundo é demasiado complexo para que se consiga projetar cada detalhe da realidade.
engraçado como, dito isto, também eu já me fartei de declarar que “espero isto” e “espero aquilo”, ainda vou nos primeiros parágrafos. será possível existir sem expectativas, por muito matreiras que elas possam ser? bem o duvido. aliás, tenho a certeza que não é assim.
gostava ainda de ter escrito estas linhas numa tarde sentada frente ao rio Tejo, no Cais do Sodré. é, para mim, um local já com algum significado, para além de o achar cheio de potencial para dele arrecadar inspiração e nele construir um sentido pessoal ainda maior. quão bonito não seria dizer que comecei o meu livro diante do rio, ao ar livre, sentido o vento, ouvindo os pássaros e o embate das ondas, o som dos carros e das pessoas, tudo camuflado com um leve cheiro a maresia e com um ou outro olhar perdido para o horizonte… podem imaginá-lo?
contudo, estou sentada à secretária do meu quarto, com a cabeça sob o antebraço, caderno e caneta na mão. faz-se tarde, o meu irmão já dorme e os meus pais conversam por meio de sussurros, também eles já deitados. também eu quero ir dormir e, por isso, estou desejosa de terminar o que para aqui estou a escrevinhar. e esta? quem esperava esta? eu não.
é mesmo assim que vai começar este livro? parece-me que sim. nem tudo pode despoletar como queremos, mas isso não quer dizer que nada despolete de todo. a vida acontece. 
uma aventura absolutamente inesperada acabou de começar. com um começo tudo menos perfeito, mas começou.

- Maria, fevereiro de 2014.

about my life... I would do it all again.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

essencial é ter esperança.

ditos como um dia encontrarás a pessoa que te fará entender por que é que nunca deu certo com mais ninguém não me servem, estão fora do meu guarda fato se subentendem um qualquer plano predeterminado. para mim, o que acontece é, simplesmente, o que acontece - sem explicações misteriosas por trás.
não posso acreditar que vá encontrar a pessoa que ficará comigo para a vida. contudo, penso que (e por muito magoada) enquanto houver esperança de a encontrar, o mundo ainda não está perdido.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

I'm so damn funny


sou uma garrafa mas também tenho direito de me ver ao espelho, ou não?! ainda por cima tenho olhos e sou uma estrela!!...

- coisas que se passam no instagram da Maria.
nota: a ideia de pôr os olhos na garrafa foi da Mariana. o resto fui eu que inventei.

para que se reúnam de novo as partes.

talvez não se partam corações. talvez apenas se construam muros à volta deles e sejam esses muros que, posteriormente, magoam.

talvez se erga apenas uma parede no lugar onde antes havia uma porta aberta e seja o cimento que custa a digerir... o cimento, onde havia uma passagem para um Amor estendido horizonte fora, sabe-se lá até que infinito. é que o coração não digere coisas... apenas bombeia vida! daí a custar a ideia de digerir seja o que for. daí o confronto com uma parede magoar - essa necessidade de reduzir as vistas, de esquecer a porta que dava acesso a um sonho bonito: àquele, que se acreditava ser possível de realizar... a necessidade de virar as costas a uma vida que se queria sentir pulsar dentro de nós.

talvez seja tudo culpa das paredes; de se deixar de abrir uma porta que se costumava abrir, passar por ela e tocar o mundo do outro lado, sentirmo-nos unidos a ele... talvez seja isso que faz doer o coração.

independentemente de tudo, a verdade e o desafio reside aqui:

quebrou-se uma ligação, uma vez erguido o muro.
uma vez erguido o muro, não basta saltá-lo para que se reúnam de novo as partes. o muro continua lá.

tem de se destruir o muro. deitá-lo completamente abaixo.


sábado, 25 de janeiro de 2014

sobre as polémicas e todos os seus "arrufos"

o problema que nos assola é demasiado complexo. baseia-se essencialmente no facto de vivermos em sociedade; é impossível não viver e não haver confrontos de opinião, em que essas mesmas opiniões se arriscam constantemente a estar enviesadas (para o bom ou para o mau) e a transportar gaps de informação em todas e em cada pessoa relativamente aos mais variados assuntos. 
o problema é que tanto podemos pensar objetivamente como desatar a estardalhar conduzidos pela emoção, acabando por transparecer uma postura mais ou menos extremista mesmo não a tendo.
o problema é que partimos de casos particulares para falar do que acontece no geral. e também pode acontecer pegarmos no geral para falar de casos em particular. contudo, nem de uma maneira, nem de outra, se fazem inferências sempre verdadeiras.
o problema é falarmos a meias palavras, mandarmos uns bitaites e não fundamentarmos o que dizemos, porque é giro, porque temos preguiça, porque não temos paciência, ou seja lá porque for. 
o problema é que, por muito que fundamentemos o que dizemos, podemos não encontrar as palavras adequadas - podemos até chegar à conclusão que nem todas as que existem no dicionário nos chegariam. podemos ainda esquecer uns tantos pontos fulcrais a rematar, ou até podemos acabar por ser mal-interpretados sem o querer - afinal de contas, ninguém nasce ou se faz mestre de uma capacidade de expressão ou compreensão total e aplicável a todos.

viva então a balbúrdia (boa ou má - talvez neutra, portanto) que daqui sai, mas que faz o mundo andar. seja para trás, para a frente, para a esquerda, para a direita, para cima, para baixo, mas andar.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

a pergunta mais importante da minha vida

o Pedro Chagas Freitas perguntou aos seus leitores qual seria a pergunta mais importante das suas vidas. a minha formou-se rapidamente na cabeça, de modo totalmente automático. sem pensar duas vezes, seria (e será, espero eu):

queres casar comigo?

- Maria a sonhar com Amor desde 1994.

tip: love yourself too

there are people who deserve you to give them more walls than bridges.

Anatomia de Grey, ou anatomia do ser humano

não é aquilo que fazemos. é o porque é que o fazemos. caríssimo Derek Shepherd, não podias ter dito melhor.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

só para lembrar que os umbigos ainda não têm cérebro

mete-me confusão as pessoas que estão numa relação mais (ou apenas) pelo que tiram dali para si do que pelo que constroem, podem e vão construir ali para ambos.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

isto a propósito do post anterior, e para no entretanto dizer que quero os livros "O Livro dos Loucos" e "In Sexus Veritas" do Pedro Chagas Freitas

"que nunca abdiques de ir ao que dói só porque dói.
porque viver dói e vale tudo.
porque querer dói e vale tudo.
porque ser dói e vale tudo.
que nunca fiques a meio do que queres todo, que nunca sejas pedaço do que és inteiro. 
que percorras com as mãos todas as distâncias, que os teus dedos conheçam todas as estradas. 
que afagues com a mão a mão de quem amas, que te sejas a mão afagada da mão que te quer. 
que nunca te falte a mão que é capaz de chorar, pois é apenas essa que te fará continuar. 
que nunca te falte a mão que te faz deitar, pois é apenas essa que te fará levantar." 

"perder é a parte intelectualmente evoluída de jogar. ganhar é uma festa. um momento de coisas supérfluas. é o champanhe, a dança, os gritos de “urra urra”, a certeza de que és o maior. perder é a introspecção, a racionalidade, a profundidade. perder obriga a levantar. perder obriga a procurar. e, mais ainda, a encontrar. perder encontra o que ganhar perde. perder ganha o que ganhar perde. perder com tudo de bom que perder traz é algo que só os grandes vencedores conseguem fazer. todas as derrotas são úteis."

"a derrota é feia, porca e má. mas tem cérebro. a derrota é o Einstein da alma: é com ela, em ela e por ela que conseguimos ser génios."


"vencer: momento em que percebes que o grande vencedor é aquele que mais vezes perde.

ganhar é um verbo-polvo. tem tentáculos que só os vencedores conseguem perceber. o grande vencedor não é o que vence mais; o grande vencedor é o que ganha mais em cada vitória. o grande vencedor extrai da vitória tudo o que os derrotados não conseguem extrair da vitória. mais importante ainda: o grande vencedor extrai da derrota tudo o que os derrotados não conseguem extrair da vitória."

- Pedro Chagas Freitas

sobre a psicologia

não diria que a ideia é ver os problemas de outra perspetiva. quer dizer, pelo menos não me parece que se possa ou deva fazer isso sem primeiro esmiuçar a própria perspetiva dos problemas ou da vida, sem primeiro entender os cantos à casa, admitindo que se a vive. é.

nada de enfrentar os problemas sem os confrontar diretamente. nada de saltar logo para a parte em que se põe um sorriso se não é isso que se tem uma vontade imediata de se fazer. nada de não olhar para aquilo que se está a viver agora, distraindo-nos ou colocando um foco aleatório no quão bonito é o céu azul, no quão majestosas são as árvores... nada disso!
não façam isso. estão a esquecer o problema, a mascará-lo: não a resolvê-lo. tenham a coragem de olhá-lo nos olhos, gritá-lo e chorá-lo. aceitem as vossas vivências, boas e más, tal como são. não se retraiam por as viverem, fazem parte e são elas que nos constroem. integrem-nas. depois... depois, sim, com essa coluna de vida aceite, já podem dizer que se adaptaram, que conseguiram/vão conseguindo e que estão bem.

a ideia, é: não temos a felicidade permanente das histórias de encantar - os problemas existem e estão sempre a acontecer a vários níveis e nas diferentes dimensões de que fazemos parte e que nos rodeiam, para além de estarmos sempre criar novos objetivos e, portanto, logo aqui, com estes dois aspetos, a definição subjetiva de felicidade vai mudando - mas estamos bem. as coisas fazem-se.

no bem-estar e na adaptação, eu acredito.
e tu?

nota: a agradecer ao Tiago, por me ter transmitido vezes e vezes sem conta muitas das ideias que estão neste post e que agora se integraram na minha cabeça. construí uma casa com cada tijolo. já viste, amiguinho? :)