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sábado, 6 de maio de 2017

perguntas retóricas

e se os pacientes abandonarem o processo?
e se não for tão boa psicóloga assim e fizer cagada?
e se não conseguir dar alta aos meus pacientes?
e se o meu relatório de estágio ficar um desastre?
e porque carga de água havia de ficar?
e se não conseguir avançar com a tese dentro de prazo?
e porque raio é que não havia de conseguir, mais a bem ou a mal?
e se no fim de tudo isto me aperceber que não quero nada disto?
e então?...
o mundo parou?...
tu paraste?...

sexta-feira, 5 de maio de 2017

sobre o que sinto e penso sobre tudo o que tenho vivido e tenho ainda para viver nos próximos meses

não me sinto feliz mas não tenho de estar. não me sinto motivada mas não tenho de estar. tenho, simplesmente, de fazer o que tem de ser feito para terminar o curso. ninguém disse que tinha de estar feliz e motivada para o conseguir fazer sem um sofrimento astronómico - ou mais sofro eu ao pensar que devia estar feliz e motivada do que ao, simplesmente, aceitar que não estou.

é

urge a vontade de fugir desta que não sou eu. urge a vontade de procurar e encontrar-me de novo.
- mudavas alguma coisa na tua vida agora? - perguntou-me o meu amor. e eu desmancho-me a chorar porque sim: mudava muita coisa. deixei de conseguir sentir verdadeiramente o mundo à minha volta pouco tempo depois de ter entrado no meu estágio.
sim, este ano está a custar-me horrores. a escrita, que sempre me acompanhou desde o meu 9º ano com regularidade agora é escassa. não há a parte criativa, não há quase desabafar, não há a parte do amor a isto. valeram-me os sonâmbulos e... que mais, mesmo?
chego a casa do estágio e tudo quanto me apetece é não fazer nada. farto-me de procrastinar. os relatórios atrasam, a tese atrasa. estou cansada, não encontro o que me mova. estou triste e desmotivada com este fim de curso... e ainda nem a vieira nem eu chegámos ao que me dói ali.

domingo, 19 de março de 2017

De Abril a Junho/Julho: 3/4 Meses Left

Quero muito que este ano de estágio acabe. Gosto cada vez mais das minhas pacientes, aprendo coisas interessantes lá no sítio em que estou,... nem tudo é mau, já foi pior. Mas quero muito que este ano de estágio acabe. Quero muito respirar a liberdade de poder escolher outros caminhos, dentro ou fora da psicologia - não importa. A parte profissional nunca foi a mais importante para mim e ando a vivê-la com a pressão de como se fosse, não fosse um traço da minha personalidade um quê de obsessão com o meu desempenho. Estou aqui neste fim-de-semana, como em tantos outros e em tantos outros dias, lutando pela procura de motivação para dar corda aos sapatos e pôr-me a mexer nas minhas tarefas... enquanto cada adiar ou focar me dói. 
É: não me ando a sentir muito feliz neste ano; é, tento não pensar muito nisso para me ir aguentando. É: ando a contar os meses para o fim desta etapa desde que ali comecei a viver as primeiras frustrações. É: não quero lá muito brincar mais a isto.
Sim, vou sair dali com uma boa bagagem de aprendizagens, competências e sensibilidade. Isso vale, e vale bastante. Já levo tal bagagem como carapaça às costas a cada dia e semana que passam, continuando a aumentá-la grão a grão. Mas aquele não é o meu lugar. Não é. Não quero que aquilo seja parte da minha vida futura. Está a ser parte agora: está bem, tudo bem; compete ser-lhe porque escolhi atirar-me de cabeça aos tubarões. Mas... não é aquele o caminho que faz meu horizonte, que toca meu coração. Já faltou mais para chegar ao fim deste trilho e já sobrevivi a uma carrada de meses para trás - hei de sobreviver aos próximos passos. E então, por fim, no fim, direi a todo o mundo aquilo que já disse a mim mesma: não quero continuar ali. Não. Obrigada pela experiência, serviu para desafiar e conhecer os meus limites: agora já os sei neste lugar. Venha o próximo, o novo, a renovação de ares, o meu respirar mais profundo.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

domingo, 12 de fevereiro de 2017

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Descobrindo o Percurso e a Identidade Profissional

Eu: - Isso é algo que me preocupa: não vejo outro caminho alternativo à psicologia a nível profissional.
CV: - Talvez isso já queira dizer algo, não?

- 7 de fevereiro de 2016

domingo, 22 de janeiro de 2017

Quase que vivendo para o 5º ano (não gosto disto!)

É assim pessoas, aqui me confesso: não sei se vou querer seguir psicologia a nível profissional findo este ano, e principalmente psicologia clínica, em particular com adultos e em especial no sistema nacional de saúde, e ainda mais especificamente no local onde estou. Apesar de andar ligeiramente mais entusiasmada, a verdade é que este percurso ainda me dói muito. Guardo uma réstia de esperança que tudo melhore, que me deixe de doer ou que eu aprenda a tornar a dor suportável ou, pelo menos, não relevante para o meu bem-estar geral. Tenho estado a atribuir um peso imenso a tudo isto que estou a viver, já me apercebi disso e já o tentei relativizar - ajudou. Porém, vou entrar agora em fevereiro para o 5º mês de estágio e ainda não sinto, nem de perto, a motivação ou o amor que achei que ia sentir. Sabia, quando escolhi este estágio, que ia ser duro: sabia. Não sabia que ia ser tanto. E a minha estrutura treme, treme,... vou-me aguentando: vou-me aguentando que nunca fui de desistir às três pancadas. Porém, não estou a gostar nada desta coisa de estar com dificuldades em ver o belo da vida para além disto, de não ter tanto tempo para dedicar a mim própria, de sentir que não consigo investir tanto tempo naqueles que amo. Não estou a gostar do stress constante da corrida contra o tempo para ter o trabalho em dia, de apesar da corrida contra o tempo não conseguir ter esse trabalho em dia (continua a acumular, aliás), de deitar-me tarde, acordar cedo cansada e ansiosa, de estar sempre a contar o tempo até ao final do dia de trabalho chegar e da semana findar. Não estou a gostar de sentir as minhas inseguranças todas sobre o meu desempenho virem bater à porta do meu coração sempre que estou no estágio e fora dele, de me encontrar vezes e vezes sem conta a questionar o que raio ando a fazer em consulta e o que raio vou ter de fazer a seguir na próxima sessão. Pois bem: este ano tem sido uma prova de fogo, fogo por todo o lado, e eu ando a tentar manter a calma enquanto me vejo rodeada dele e sem ver grandes escapatórias por onde me meter. Lá me vou metendo, a rés-vés. E, para isso, também me tem valido muito o apoio e a paciência do meu amor que não me deixa cair ou me levanta, o companheirismo da Nês e da Rute que da mesma forma vão vivendo este ano com dificuldade por esta ou por aquela razão, as palavras queridas e tranquilizantes das Cláudias que já passaram por crises semelhantes nas suas áreas e percursos. Mas não estou a adorar o que estou a fazer da mesma forma que adorei o curso até agora: não estou. A meios que não sei bem o que hei de fazer à minha vida no futuro, a nível profissional. Logo se verá. Logo se verá. Pega num trevo de quatro folhas, reza, medita, faz o pino, e aguarda a resposta mágica do Universo.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

*Momento Histérico*

Aquele momento em que, finalmente, as coisas começam a ficar mais bonitas e lindas e maravilhosas!


Hashtag "tese, gosto de ti".
Hashtag "fiquem para ver cenas dos próximos episódios".

domingo, 8 de janeiro de 2017

Remember, dear Mary:

About becoming a Psychologist:

«[...] This is a skill, and like any skill, it's meant to be done poorly before it can be honed. [...]»

- por Jon Hershfield in The Mindfulness Workbook for OCD: A Guide to Overcoming Obsessions and Compulsions Using Mindfulness and Cognitive Behavioral Therapy

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Das Cartas às Emoções e a Mim Mesma

Cara ansiedade em espiral no meu peito, fazendo meu coração acelerar e a minha respiração correr até mais fundo nos pulmões: desanda para outro lado, meu corpo e minha alma não são campo para jogar ao pião. 

Querendo ocupar-me comigo mesma, os meus mais sinceros cumprimentos,

Maria

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Dia de Jantar de Natal Amigo Secreto do Spot da Mega Mesa


[ahahaha, este gif fez-me rir tanto, ainda que exagerado quanto à situação atual]

terça-feira, 22 de novembro de 2016

And Breathe... Just Breathe...

Semana somando pontos: primeiros erros em avaliação psicológica e raspanete da orientadora ontem, done; primeira consulta após o desânimo enorme do dia de ontem, done também e julgo que a correr bem. 
Vamo' lá que isto do último ano não está a ser fácil para ninguém, mas mesmo assim vai-se caminhando. As esfoladelas fazem parte e o dói-dói que fica, um dia, cura.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Mas eu também sou pessoa, update (agora sim!)

O pedido de desculpas chegou agora à noitinha, comprido, a falar de um dia complicado, e que quinta-feira vamos fazer triagens e que já se arranjou uma paciente para mim com agorofobia (festa, confetis, felicidade). But wait... Não percebi se é suposto estar já com a paciente quinta ou se era só uma informação geral de que mais tarde ou mais cedo poderei começar com a senhora. Oh well. Someone needs to prepare herself for one thing or another.

Novo update (a 8 de novembro): afinal o caso de agorofobia não poderá ser; terei antes um de luto. E não será já quinta-feira. Por outro lado, na próxima segunda-feira começo sozinha a fazer avaliação psicológica.

Tic-tac Brrr

Está um frio de rachar nestes meus mãos e pés. Tudo se resume ao tempo: ao da natureza e ao dos relógios.

[O calor voltarás a sentir, Mariazinha].

Mas eu também sou pessoa, update (mais ou menos)

Nem à segunda mensagem a orientadora me respondeu.
Estou desanimada e a começar a colocar muita coisa relacionada com este estágio em causa. E, por vezes, naqueles momentos mais críticos em que nada bate certo (embora contra isso não deixe de lutar, pois bem sei que não se trata de mais do que um salto maior que à perna da minha mente), com o que quero fazer da vida profissionalmente.

Mas eu também sou pessoa

O estágio não anda a correr muito bem. Não tenho horário fixo: sei apenas que segundas, terças e quintas poderei ir ao estágio ou não, que quartas nunca o tenho e que às sextas são as reuniões de equipa. Fico sempre com uma semi-ideia dos horários às sextas-feiras, sendo que normalmente é: "terça aparece às 9h, para ficares com a assistente social". Boa, é uma equipa multidisciplinar e a senhora é um amor: mas como a minha supervisora da faculdade diz e bem: "apesar de não ter nada contra conhecerem outras valências do serviço, é suposto ser um estágio em psicologia, não em serviço social". Julgo que 1 mês na companhia da assistente social já deu para perceber o que é que ela faz - e sim, é super importante; e sim, já aprendi coisas. No entanto, onde fica a psicologia? No primeiro dia de estágio também observei consultas de psiquiatria, o que também foi interessante e, na minha opinião, mais próximo para com aquilo que vou fazer no futuro. Mas e a psicologia mesmo? Cadê? Em 1 mês de estágio - faz, aliás, precisamente hoje 1 mês - observei uma triagem e uma sessão de avaliação psicológica. Apenas e só.
Já tentei puxar pelo assunto de não ter horário mais do que uma vez, pois isto desorganiza-me completamente... Porém, não surtiu resultados. Já perguntei à estagiária do ano passado como é que a coisa correu com ela, e julgo que foi mais ou menos assim no início também (pela conversa percebi que foi só no início, e assim espero!). Quanto ao trabalho em psicologia, na semana passada, sexta-feira, tive o belo prazer de falar com a minha orientadora do local, que me deu a entender que a partir de agora as coisas iam começar a avançar. Quando lhe perguntei se não havia algumas provas e testes de avaliação psicológica que também pudesse ir cotando entretanto disse-me que sim: que havia uma que sim. Fui-me embora satisfeita da vida, esperançosa - embora também tenha tido de enviar mensagem à orientadora hoje para saber se vou ou não ao local de estágio hoje. Enviei mensagem às 9h10. São 11h50 e ainda não tenho resposta - enviei outra mensagem ainda agora. Estou tão farta de viver a minha experiência de estágio neste impasse, de nunca saber se os meus dias são assim ou assado e de que horas a que horas, já para não falar da ansiedade normativa de quem se está a iniciar no campo profissional e não tem ainda noção das suas competências como psicóloga clínica!... Não acho assim tão fora do comum ter de andar atrás da orientadora - não era nada que já não previsse que pudesse acontecer -, mas tirando isso não vejo muita consideração por mim em retorno: por muito que volta e meia ocorram contratempos e eu fique prejudicada; por muito que haja pacientes em sofrimento que requeiram uma resposta urgente e que à última da hora vão ao encontro das necessidades destes (e acho muito bem que o façam). Mas eu também sou pessoa e não deixo de o ser enquanto x ou y esperam pela resolução que merecem. Só que... e eu? Não mereço também?

[Qualquer dia a minha supervisora da faculdade tem de meter a mão nisto, e depois aí vai ser feio.]

domingo, 6 de novembro de 2016

Tese, Plano B

Quando precisas desesperadamente de avançar com todos os pedidos de autorizações e mais alguns porque a única forma que tens de chegar perto de adolescentes é indo às escolas e um autor de uma escala (o único que te faltava!) não te responde nem por nada deste mundo. Pois bem: já tenho um outro tema como Plano B (e, confesso: até gosto um bocadinho mais do que o do Plano A). Vamos torcer para que estes autores sejam mais fofinhos.