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quarta-feira, 27 de junho de 2018

Uma Pessoa "(Es)força(-se)", Mas...

Pronto. Esqueaçam lá. Hoje já não quero fazer doutoramento nenhum outra vez.

terça-feira, 26 de junho de 2018

Vira-Casacas

Às vezes, penso: queres ver que mesmo depois de tanto fincar o pé que, de tão volátil nas minhas ideias que sou, no fim de tudo, ainda vou acabar a fazer o doutoramento por livre vontade?

Aguardemos. Ontem um potencial tema atraiu-me e já vamos no dia de hoje e ainda o acho giro. Portanto, aguardemos.*

* se bem que o fascínio estava mais em altas durante a manhã; a moleza depois de almoço está a fazer-se sentir.

sábado, 23 de junho de 2018

03. Sistemático

Sistemática a procura pela parte que falta, sistemático o falhanço. Faltará, mesmo, alguma coisa?



sábado, 9 de junho de 2018

20. Findar

Findam-se prazos mas também se findam trabalhos. So, take it easy.
(Nota-se muito que estou acelerada? Se calhar sim. Mas diz que, entre várias outras coisas que eventualmente depois explicarei, vamos submeter uma comunicação oral para o congresso da Ordem e só falta uma semana para a deadline. Diz que vou ser eu a ir lá em nome da equipa. Ah!!!)

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Brincando de Vidente

De momento, no centro de investigação, tenho dois projetos em mão. A responsável de um deles sempre me deu prazos, a outra não. Desde início que previa que isto ia correr mal quanto à que não deu datas limite. Dizia-me sempre "vá fazendo" e quando lhe perguntei se queria que fosse enviando à medida que fosse completando o trabalho respondeu-me "não, prefiro tudo no fim". Tudo certo então, pensei eu, mas logo a fazer a nota mental de que assim sendo a senhora ainda ia ter de esperar um bocado até ter tudo tudo prontinho, porque digamos que da última vez que verifiquei ainda não era uma máquina.
Ora pois: o que previa aconteceu. De repente, chegou a pedir tudo para ontem. A mim e a todos, que pelos vistos ela tirou o dia para se zangar com tudo o que estava a chateá-la... Quanto a mim, queria que a esta hora já tivesse um artigo todo escrito em português, lido por ela e reescrito em inglês para submetermos em junho. É verdade que já fez um mês desde que comecei a trabalhar, mas digamos que transformar uma dissertação de mestrado em artigo, dissertação essa que está cheia de erros e incompleta, conciliando as tarefas de reorganizar o texto todo, ler mais artigos para encaixar informação e formatar tudo segundo as regras da APA e da revista... Tudo isso, ao mesmo tempo que também se investe num outro projeto de investigação com análise qualitativa (com a qual nunca tinha trabalhado) e com uma temática da qual tão pouco estava informada... Oh 'miga, 'cê 'tá louca. Escrever e ler pode não ser uma tarefa complicada - porque não é - mas é trabalhosa na mesma e leva o seu tempo, ainda para mais quando estamos a falar de algo que a meu ver é muito sério (i.e., trazer ciência cá para fora) e que não pode ser só visto como algo a fazer só porque sim, para pôr um check na lista e adicionar mais uma publicação ao CV. Agora... se a senhora me tivesse avisado com antecedência que queria que eu só demorasse um mês a fazer tudo, aí talvez nos tivéssemos conseguido organizar de outra maneira, não é verdade? Porque sim, um mês dá para muita coisa - agora, se dá para tudo... Diria que é questionável. Seja como for, agradecia muito que me fosse logo dito o que se espera de mim desde início, ao invés de no fim virem cascar por algo que eu não sabia se estava a levar tempo de mais ou não. 

terça-feira, 8 de maio de 2018

(...)

Sabem aquele estado de vai-se andando? É muito aquilo que sinto que está a acontecer enquanto trabalho em investigação. Não é um mau trabalho mas, para mim, também não me enche as medidas. Dou por mim a desejar arduamente que (mais) este ano acabe de uma vez por todas, que chegue finalmente 31 de dezembro, que o dinheiro que vou ganhar por aqui esteja todo na conta e que a minha liberdade seja conquistada uma vez mais para tentar pôr as mãos na massa enquanto clínica pura. Pois é: nunca pensei dizê-lo, mas parece que a minha maior motivação para estar aqui é mesmo o dinheiro que vou conseguir juntar para ficar mais perto de outros sonhos. E, claro, porque mais vale um pássaro na mão do que dois a voar, e assim ao menos o meu currículo não tem um espaço vazio relativamente à minha formação de base. É só isto - é só e exclusivamente isto que me faz levantar da cama todos os dias para vir trabalhar. Isso e impedir-me de pensar muito no que estou a fazer, assim como repetir para mim própria aquilo que todos os outros que me rodeiam acham: ah, isto é uma boa oportunidade.

Uma boa oportunidade... sim, é. Se eu quisesse fazer disto carreira então, já cá estava dentro. Mas eu não sou feliz aqui. Sinto-me um bocado como quem vai para medicina porque há a convenção social de que é muito bom, mesmo se, se formos a ver, o verdadeiro sonho profissional seja na área da pintura. Mas claro, não sejamos injustos: não é só a convenção social que me faz estar aqui. Como disse, não é uma má coisa de se estar a fazer. A meu ver, e tendo em conta os meus gostos pessoais, pode-se dizer que estou satisfeita q.b., não estou infeliz - simplesmente, também não estou feliz. E isso chateia-me muito - não estar a viver plenamente de acordo com o coração como estou habituada a fazer desde que sou gente. Só que, enfim, a vida não me deixou, ainda, alinhar o meu modo de estar no mundo com as oportunidades do meu caminho... Tanto que, pronto: mais vale um pássaro na mão do que dois a voar e aceitei o mais-ou-menos por não haver o ideal.

Agora: estou rodeada de pessoas doutoradas, a fazer o doutoramento, ou que estão altamente motivadas para concorrer a uma bolsa de doutoramento a seguir. Ou seja, sinto-me um verdadeiro peixe fora de água. Eu? Fazer doutoramento? Ainda por cima... já? Eu estou farta da vida académica, pessoas! Fartinha! Gosto muito de aprender mais dentro da minha área, mas se ainda não cheguei ao meu limite de estudo constante sem dar consultas pelo caminho - o que eu chamo de trabalhar efetivamente - com certeza que vou chegar até dezembro. Neste momento, não me sinto nem trabalhadora nem estudante - sinto-me ali no meio termo. A questão é que eu quero sentir-me trabalhadora.

Raios parta a porcaria da desordem, que não serve mais para desordenar a vida às pessoas e dizer (como se acima da lei constitucional?) que a educação superior não chega para trabalhar...

A parte lógica de mim vê várias vantagens em seguir o mesmo caminho que todas estas pessoas que se regem para e pela vida de PhD, mas importa-me mais o peso pessoal que as vantagens e desvantagens têm em mim do que propriamente a quantidade delas que constam na lista...

terça-feira, 24 de abril de 2018

Dois Dias de Bolseira Depois...

Este trabalho não me vai dar só salário, conhecimento, estaleca e artigos publicados. Vai dar-me também umas pernas bem tonificadas, ou não passa na cabeça de ninguém quanto elas me doem de tanto subir e descer escadas... Todo o edifício é feito de escadas - até para ir à casa de banho: tenho de descer dois andares e depois subir de novo para o centro de investigação. Uma das minhas colegas fez questão de contar os degraus: quarenta e cinco só para uma ida à casa de banho. Fora todos os outros para ir ao bar, aos serviços administrativos, entre outros.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

23. Hirta

Hirta é o maior antónimo deste dia: vamos lá dar início à nossa atividade de bolseira.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Trabalhinho Divulgado

Habemus tese finalmente online! Aqui.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

12. Possibilidade

A semana começou com uma senhora psi (um bocado arrogante) a dizer-me que aceitar um estágio não pago e com horas e funções a fingir era das poucas possibilidades que teria para entrar na Ordem. Como não estou para colaborar com coisas assim, e muito menos para admitir que alguém me diga o que vou conseguir fazer ou deixar de fazer no mundo cá fora, disse-lhe que não e ela ficou com dor de cotovelo.
No dia a seguir - literalmente! - recebo a notícia de que fui selecionada para a tal bolsa de investigação à qual concorri (!!!) e também uma convocação para me apresentar a mais uma entrevista (acho que para quatro meses de procura posso estar orgulhosa por já ter ido a mais do que uma) esta de um estágio financiado pelo IEFP e com possibilidade de dar acesso à Ordem.

Badumtss!

Nota: vou ter de assinar o contrato da bolsa entretanto, pois a entrevista a que fui para estágio terá mais fases e a bolsa é para começar de segunda a uma semana. Se for chamada para as outras fases seguintes da entrevista, logo se vê o que farei ou deixarei de fazer... Mas, para já, siga em frente com a bolsa - não vai dar acesso à Ordem segundo o que fui informada pelos responsáveis, que dizem que neste momento não é possível ter isso em vista, mas de qualquer modo é (bom) trabalhinho na área, garantido até ao final do ano!

segunda-feira, 26 de março de 2018

(Afinal) A Psicologia Não é o Único Caminho (Nem Podia Ser Nunca!)

Vinte e seis de março de dois mil e dezoito: o dia em que me relembrei (!) do meu maior sonho - o meu maior sonho de todos - e enviei, finalmente, o meu livro para uma editora.

sexta-feira, 23 de março de 2018

11. Abutre

No seio das simulações finais do curso para a obtenção do CCP, uma colega fez uma apresentação sobre processos de luto, em que nos presenteou com alguns rituais típicos de outras culturas perante funerais. Um deles, chama-se funeral celestial, é praticado no Tibete e mete abutres à mistura a comer o corpo e os ossos do falecido. Basicamente: o corpo é preparado durante alguns dias, é-lhe feito alguns cortes para ser mais fácil os abutres comerem-no e é levado para um local de culto por alguém significativo da pessoa. Depois da carne ter sido toda consumida, essa pessoa recolhe os ossos, parte-os, e volta a colocá-los à disposição dos abutres e companheiros para comerem o interior. Esta é a prova da importância imensa de conhecer cada pessoa e cada qual por aquilo que é, sendo que a cultura também tem, sim, de ser extremamente considerada enquanto contribuindo para os seus processos psicológicos. No Tibete, com certeza, a maioria das pessoas deverá estar em perfeita harmonia com este ritual, sendo algo adaptativo para elas e que realmente as ajuda a gerir o luto e a atingir o seu bem-estar. Agora... se isto se passasse por aqui, entre os portugueses, seria, no mínimo, algo considerado extremamente excêntrico e bizarro e no extremo oposto seria visto como macabro. Eu, por exemplo, comecei logo com o estômago às voltas e tive de desviar o olhar durante a apresentação, e imaginei logo que se tivesse de fazer um ritual destes que passaria o processo todo aos berros e que provavelmente desenvolveria uma PSPT no decorrer.

quarta-feira, 21 de março de 2018

Entre a procura de estágio, levar o curso para obtenção do CCP a bom porto e ficar doente pelo caminho, a blogosfera tem ficado de lado. Pergunto-me quantas publicações, a contar com esta, é que já terei feito por estes lados só para informar que continuo viva, que só não tenho tido grande tempo/disposição para escrever, mas que voltarei.

Nota: fui louca e concorri a uma bolsa de investigação e já fui à entrevista (julgo que correu bem, simplesmente somos mais candidatados do que eu pensava, pelo que a ver vamos). Como se não estivessemos traumatizadas com a tese, não é verdade? Contudo, nada que uma espécime de emprego na área e um bom apoio monetário não ponha em questão (como é o caso).

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

07. Vocação

Em pequena, não me faltava resposta para qual a minha ambição: quando crescesse, queria ser treinadora de golfinhos, princesa, cavaleira, bailarina e patinadora. 
De facto cheguei a nadar com golfinhos - das melhores experiências da vida, mas única também. Fui princesa muitas vezes - no Carnaval (mas convenhamos que, à minha maneira, ainda gosto de pensar que sou a tempo inteiro). Cavaleira... Cavaleira podia ter sido, se a minha mãe não me demovesse de ter aulas com medo que eu caísse dos cavalos. Bailarina e patinadora foram também papéis que cheguei a vestir, mas por pouco tempo - principalmente quanto à patinadora, que se patinei foi quase sempre agarrada ao corrimão... ou então a patinar aí vida fora. 
Parece que a minha vocação não estava em nenhum dos meus primórdios desejos e, para bem dizer, apesar de hoje ter paixões muito próprias - escrita e psicologia com ela! -, a verdade é que ainda estou para ver o dia em que vou verdadeiramente brilhar e em quê.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

29. Entidade

Hoje uma entidade cumprimentou-me pela energia que emana a minha candidatura. Vamos ficar felizes? Vamos ficar felizes.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Sobre a Primeira Entrevista de Clínica

Assim, numa primeira análise... e após um entusiasmo ingénuo de quem sai de uma entrevista que parece ter condições muito boas comparativamente às oportunidades que existem.. A pulga atrás da orelha por não me terem feito perguntas nenhumas acerca do meu percurso cresceu de tamanho ao trocar impressões sobre o que aconteceu dentro daquela sala e me foi dito quanto ao funcionamento do estágio.
Conclusão: acho que fui apresentada à podridão dos estágios de autêntica exploração que andam para aí. Agora só falta perceber, caso liguem a chamar-me, se há cedências nos termos impostos ou não. Porque se não houver, meus amigos, é impossível uma pessoa fazer aquele estágio e não se arriscar a desenvolver uma doença mental (a ironia) ou até a gastar mais dinheiro (e em favor da entidade, atenção) do que se ganha.

[Fora os aspetos e garantias que não me foram esclarecidos e que terei de pôr a pratos limpos à posteriori, aqui fica um resumo das condições por eles estabelecidas: primeiro mês à experiência sem pagar, cerca de 10h por dia, 12 meses, sem férias e com a possibilidade de ter de fazer uns sábados de vez em quando, 500 euros, gasolina ao meu encargo se num raio de 30km - sendo que há deslocações constantes porque a intervenção é feita em contexto e tendo em conta que daqui ao centro de Lisboa são 20km... Ou seja: gasolina paga coisa nenhuma. A não ser que eles concordem em estabelecer que pagam a partir de x número de km acumulados, pois convenhamos que é possível fazer 300km num raio de 30km e isso é incomportável. Há mais, pessoas! Há mais. Mas se calhar aí os motores de busca já me acusam, pelo que deixo apenas estes aspetos - já muito agradáveis por si só - no ar.]

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

May The Luck Be With You

Quem é que declinou ir à segunda fase do recrutamento da empresa de RH e conseguiu para esse mesmo suposto dia uma entrevista para Clínica, quem foi?!
*dançando, torcendo, cantando, sorrindo, lutando*

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Amor de Ontem numa Mensagem

Mãe: - Querida filha, não vás à entrevista triste e desanimada. Eu e o Filipe estamos a passar por um período difícil, pois estamos muito cansados sobretudo do Hockey e de ajudar o Rafa na escola e andamos um pouco desanimados com a vida, acabando por transmitir isso a vocês. Deve ser com felicidade que vês os desafios. Só felicidade atrai mais felicidade. Tudo irá correr bem para ti e para o Arlindo. Nós vamos ajudar. Vamos estar do vosso lado. Nunca desistam dos vossos sonhos e de perseguir a vida que querem. E não liguem muito às palavras dos mais velhos, que estão cansados da vida... Esses já não fazem a diferença. Segue o teu coração. Amo-te. Estou sempre disponível e do teu lado! Vais ver que vais conseguir o melhor para ti. E o mais apaixonante. Não duvido nem um segundo disso pois és a Maria. O Arlindo também vai conseguir encontrar um caminho bem melhor e que o apaixone. Beijinho e um dia muito feliz.

- do dia 16 de janeiro de 2018

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Sobre Hoje, Tiradas as Teimas

Não me consegui identificar com o projeto da entrevista: muito pouco contacto com as pessoas e nada ao encontro das vertentes que, ainda assim, achava mais interessantes de abraçar na empresa. Teria de investigar sobre um tema com o qual não me identifico rigorosamente nada e construir essa tal investigação do zero. Ficar-me-ia bem no currículo? Ui, se corresse bem aposto que sim! Acrescentar-me-ia como pessoa que sou e aos meus sonhos? Duvido muito. Assim, espero que haja alguma alminha extremamente empolgada e de olhinhos a brilhar no meio das várias que se candidataram ao cargo e que se enquadre melhor que eu; essa que consiga a oportunidade da sua vida. Da minha não é... Não vai dar. Não consigo esticar a motivação e o entusiasmo se estes não os há nem numa pequena nesga.
Continua assim a saga de emboscada à caixa de entrada e à porta das Clínicas - esses pedaços de nuvem de algodão-doce na Terra!

16. Exercitar

Mantra para a entrevista de agorinha: 
Que se nada daqui provir, que te sirva ao menos para (te) exercitar.