Depois de mal dormir (o Arlindo dormiu; já eu, julgo mesmo que não dormi nada até às duas e picos/três da manhã - hora em que nos levantámos para apanhar o avião às cinco) e de uma escala em Frankfurt (avé às milhas do meu padrasto, que permitiram viajar de avião de graça para lá e para cá) chegámos a Edimburgo pelo meio-dia. O Jorge foi-nos buscar à porta do primeiro hostel para nos dar as boas-vindas e para nos fazer as primeiras apresentações da cidade, para além de aproveitarmos para matar um pouco das saudades e pormos a conversa em dia, tanto pelo caminho, como num cafézinho da Associação de Estudantes da Universidade no qual abancámos. Ficará ainda na memória a invasão que fizemos à faculdade em que ele terminou o curso (supostamente não é possível entrar lá sem ser estudante, mas ele sabe-lhe os segredos dos cantos à casa e entrámos na mesma), onde ele diz que se desiludiu um pouco pois achava que era outra coisa (qualquer um consegue passar às unidades curriculares se apresentar qualquer coisa, não parece haver critérios rígidos nos exames e nos trabalhos), mas na qual também há pontos positivos, como: mesas por todo o lado para estudar; café de sabor aceitável e mais barato que na maioria dos locais do Reino Unido; cacifos para guardar o computador com ficha incluída para o deixar a carregar enquanto lá repousa; impressoras e scanners de utilização gratuita em todo o santo e sítio e (fun fact) se, por alguma eventualidade, fossemos estudantes e ficássemos sem computador ou não o tivéssemos, a faculdade forneceria um naquele exato momento - como quem diz "não tens desculpa para não estudar". E não se tem mesmo: existem éne bibliotecas espalhadas pela cidade com acesso gratuito 24 horas por 7 para os estudantes. Outra coisa engraçada e bonita da cidade da qual soubemos logo neste primeiro dia foi a existência das chamadas charity shops: lojas nas quais é possível deixar à venda todos os produtos e mais alguns que possam imaginar e cujos fundos, depois, revertem para causas de caridade. Infelizmente, não tivemos a oportunidade de entrar em nenhuma (esquecemo-nos completamente), mas ficámos a saber dias depois, quando fomos jantar a casa do Jorge e da Hua, que a casa deles foi toda mobilada através de compras feitas nas charity shops. Lindos, lindos.
Nota: A Lufthansa estará para sempre no meu coração, não tivesse opções vegetarianas a todas as refeições do voo e sem ser realizado qualquer pedido especial nesse sentido.
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