sábado, 15 de outubro de 2016

Sobre a Primazia da Mente

Fui tirar o siso na quinta-feira passada. Estava cheia de medo uma vez que todo o dente que tinha tirado até hoje havia sido de leite e já só agarrado por um fiozinho de raiz - pelo que a ideia de me desenterrarem um dente bem preso à gengiva não me parecia nada bem (e também não me ajudavam as lembranças da Nês e da Necas a sofrer à brava nos primeiros dias após passarem por tal procedimento).
Sei-vos dizer que reaprendi uma grande lição: a mente é que manda em tudo. Tudo. Não me doeu nada o arrancar do dente - só senti o dentista a fazer força e a revirá-lo para aqui e para acolá. Mas doer? Não doeu. Doeu-me foi a alma: uma hora e meia cheia de nervos. Saí do consultório absolutamente encharcada de transpiração nas costas e nas pernas. Foi um dos momentos mais penosos da minha vida pelo simples facto de ter sido passado numa ansiedade extrema que, afinal, não se justificava assim tanto. Até porque foi só começar a tomar os medicamentos e a fazer gelo que, no dia seguinte, consegui ir ao estágio na mesma sem uma pontinha de dor.
Mesmo assim, estou a considerar seriamente se me exponho a mais outra destas para tirar o outro que já tenho cá fora ou não, uma vez que ainda não deu problemas. Os dentistas recomendam que sim dado a raiz não estar ainda completamente formada (mas já está mais do que este que tirei). Por outro lado, agora a boca também já ganhou mais espaço, right? E diga-se de passagem que estar a comer líquidos e frios não é tão agradável assim - mesmo com a desculpa de poder comer mais gelados de colher.

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