sábado, 1 de outubro de 2016

Refletindo

«[...] A adaptação saudável está mais associada ao experienciar das emoções e, não tanto, à sua expressão, na medida em que o facto de estar em contacto com uma amplitude mais alargada de sentimentos, torna o Self mais apessoado e capaz de agir eficazmente em seu cuidado e também em cuidado dos outros significativos»

- lido em Conceição & Vasco (2005), embora corresponda a mais autores.

Ou seja: não temos de expressar sempre as nossas emoções. Desde que as sintamos e experienciemos nós, saberemos agir para nós mesmos e para com os outros. Daí a não haver necessariamente um problema com as pessoas que são mais "fechadas" do que as outras, desde que isso não seja sinónimo de estar a negar o que se está a sentir. Essa negação, aliás, também se poderá denotar nas pessoas mais expressivas, sendo que até há daqueles casos em que as pessoas depressa substituem certa emoção em favor de outra, de forma a que a última sirva de máscara. Estas máscaras é que não são saudáveis, este engano a que nos submetemos é que é problemático; ser mais introvertido ou extrovertido não é problema - é o que fazemos com isso.

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