sábado, 10 de setembro de 2016

O Limbo que é a Humanidade

A propósito da notícia da Coreia do Norte ter andado a fazer o seu quinto ensaio nuclear, fiquei intrigada por dar conta de que não sabia nada do país e, pela primeira vez, dei-me a conhecer um pouco da realidade em questão - que já sabia má, mas não em que extensão. Não só é má como horrenda, e não foi preciso ir muito longe para o descobrir: há uns quantos documentários e palestras no Youtube que nos introduzem muito bem no assunto ou, pelo menos, numa pequena porção dele - ora se tratam de registos de jornalistas que se arriscam, ora de fugitivos que testemunham o que viveram na sua própria pele e pele a dentro até às vísceras. Se este lugar já se trata de um país tão fechado e do qual se sabe o que se sabe, temo aquilo que ainda ninguém sabe. Cada vez me convenço mais de que o ser humano é o parasita do mundo... e de si mesmo. Estamos doentes por causa de nós mesmos - aliás, criámos (e criamos) o nosso próprio potencial em ficar doentes num piscar de olhos, num estalar de dedos, e talvez mesmo num simples esgar. Acabei esta minha noite com este vídeo que aqui deixo, e mais dispenso em avançar fora todos aqueles que vi antes. Já me basta, já é terrível o suficiente. A raça humana repugna-me. Devíamos unir-nos, mas tratamo-nos como se de espécies diferentes nos tratássemos - e não passa tudo de uma grande ilusão, essa. Digam-me: para quê a cultura do endogrupo e do exogrupo? Não devíamos ser todos um endogrupo grande, mesmo que cada um com as suas ideias, e daí tentarmo-nos respeitar? A quem apontar o dedo por tanta coisa ser assim negra, como é? A nós. A todos nós, que criámos a cultura nestes contornos porque sim. Isto é tudo tão ridículo. Somos tão ridículos. Estou revoltada connosco. Enojada. Como somos capazes? Destas e de outras atrocidade, que são tantas e inumeráveis... É verdade que já evoluímos em muito, que as culturas também mudam para melhor e que já muita coisa mudou... mas ainda há tanto por fazer!... É preciso não fechar os olhos por já termos algumas conquistas. Ainda falta muito. Muito mesmo.
Peço mais amor para todos. Muito mais amor. O mundo grita por amor. Por favor, o amor que vença!... É nessa potencialidade de nós que deposito a esperança. Se nos há doentes, também nos há com amor. E, um dia, mais seremos com amor, como já conseguimos ser um pouco face a outrora - eu espero; espero sinceramente que sim.

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