segunda-feira, 8 de agosto de 2016

(Pensando para com os Meus Botões sobre os Atentados, antes de Viajar)

Há uma diferença importante que o mundo tem de saber: pessoas mortas e pessoas sofridas não são sinónimos de pessoas derrotadas. Se por acaso fosse morta ou chorasse uma outra morte ou dor, não seria mais do que isso: uma pessoa morta, ou chorosa, ou dorida, ou ferida. Mas derrotada? Derrota, para mim, só é possível pelo autoflagelo que se chama abandonar-me a mim própria. E nisso... nisso não me revejo, e espero que muitos não se revejam também. Prefiro uma vida vivida do que uma vida limitada, pelo medo, na sua liberdade. E daí o Interrail Europa fora apesar de tudo. E daí continuar a andar de transportes públicos mesmo que aqui em Lisboa, na capital de um dos países da Península Ibérica, também já ela ameaçada. E daí continuar a sair à rua com o coração no peito e sonhos na cabeça, porque a vida que é minha, pelo que sei, só há uma - e está a acontecer agora.

- escrito por mim a vinte e poucos de julho de 2016

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