- horas antes da partida na Gare do Oriente a 25 de julho de 2016.
Voltámos; e, com este regresso, inauguro a etiqueta Mais Mundo*, pois o bichinho das viagens de que se contam lendas por aí é real: atacou-me, sinto-o. Apesar de sempre ter gostado de viajar na companhia dos papás, sei que esta foi uma primeira pedrinha no meu caminho para uma progressiva maior e maior independência - para uma vontade de mais! E o meu amor também denota os efeitos secundários destes quinze dias fora quando me diz uma e outra vez que estes me fizeram crescer. Pois é: ainda que tenha, também, trazido na mochila algum cansaço e saudades de casa, trago sem dúvida uma pontinha de melancolia por estas duas semanas terem já terminado, e a certeza de que também me terei tornado, pelo menos, uma pessoa mais desenrascada, prática e resistente (o resto ainda estou para descobrir com o avançar dos dias de regresso).
Irei escrever aqui as minhas memórias desta primeira grande viagem que foi a minha; a dele; a nossa - a nossa enquanto dois passarinhos a voar lado a lado até meio da Europa de nuvem em nuvem: tanto contornando os relâmpagos, como aproveitando cada pedaço de algodão. Bem queria escrever tais memórias à mão durante as viagens de comboio, mas as prolongadas horas sob linhas férreas foram-me repetidamente poderosos embalos para cair em sestas várias. Tentarei, pois, registar aqui escrita e fotograficamente (ainda que as fotografias possam tardar as chegar: ainda não as tenho todas) uma cidade por dia - o que resulta num saldo de vinte e quatro horas vezes oito (precisamente por oito cidades terem ficado para trás).
Ora pois:
Ora pois:
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