segunda-feira, 30 de maio de 2016

«Amar é Deixar Ser»


Faz 1 ano desde que conheci uma pessoa que, não só me aceitou sem rodeios, como validou, indireta e diretamente, o facto de eu insistir teimosamente em fazê-lo também. Uma pessoa que me disse coisas como "acho que tiveste azar até agora" "devem andar todos cegos", ressalvando ainda a importância de se ser quem é com um "não mudes quem tu és, é isso que te torna especial" - algo que, apesar de todos sabermos que é assim que funciona, vem sempre embrulhado em forma de carinho quando nos é dito assim: com todas as palavrinhas e letrinhas. Disse-mo, éramos nós ainda apenas amigos... tanto por palavras, como também, muitas, muitas vezes, por gestos - desde o início. E eu... Eu disse-lho sempre também, de todos os feitios que até hoje me lembrei, pois desde os primeiros momentos que me sentia motivada para lho dizer - perante alguém tão maravilhoso como ele aparentava ser e que fui descobrindo que era mesmo (e até mais do que eu imaginava!), como não? Disse-lho igualmente através da fala e do fazer... e sempre através do que sentia (e sinto)!
Que bonito já ser assim desde os primórdios da nossa história... e que bonito que ainda se viria a tornar mais e mais e mais (e que continua a tornar-se)!...
Faz hoje 1 ano desde que fui fazer algo inteiramente meu e despreocupada para com o que os outros pudessem pensar: vesti o fato de um boneco no meio de alegria e boa disposição interior, tendo, a dada altura, olhado para o meu lado... e aquele que viria a ser a minha pessoa ri instantaneamente e diz-me "pareces uma azeitona". Ri também, e talvez tenha sido a partir daí que a minha barriga descobriu uma nova parcela do que era rir genuinamente, sem ainda saber que, mais tarde, viria também a "sentir fadas" em vez de "borboletas" (não fossem elas mais mágicas). De facto, fomos embora sem promessa alguma de voltarmos a falar, mas foi quando decidi que estava na hora de fazer alguma coisa por mim, dentro do mesmo espírito daquele dia em que me permiti a ser tão eu e a pôr de lado "o resto" e todos os macaquinhos da cabeça,... que tu entraste oficialmente na minha vida. Desde o primeiro minuto que me senti inteiramente bem a teu lado, e aos poucos fui percebendo o quão a nossa amizade estava a crescer de forma tão natural e a tornar-se tão importante para mim. E hoje... hoje, e assim "de repente", com o tempo a passar de forma tão suave e doce, contamos 1 aninho de amizade, conversas, abraços, risos e sorrisos largos em encontros constantes; 1 aninho de amizade a fazer par com 6 meses (e alguns dias) de um Amor que conquista e firma cada vez mais a sua letra maiúscula. E foi assim que aquilo que começou por ser um dia em que decidi que seria inteiramente meu, tão facilmente se tornou, também, um dia especialmente nosso. Porque contigo, meu amor e grande amigo, aprendi que quando somos inteiramente nós sem nos restringirmos nem um milímetro (porque não devemos nada a ninguém, a não ser a nós próprios: o direito a sermos felizes com o todo que somos), que se abrem as portas que queremos mesmo abrir - como as queremos abrir. E eis que a maior das maiores magias acontece... esse Amor de letra maiúscula de que já falei, e que de tanto mais falarei. Um Amor que se já era pela vida, por tudo aquilo que é e por quem se é, com todas as curvas e contracurvas, entre todas as chuvas e sóis, amanheceres e anoiteceres... também começou a ser (descobri, ao abrir "a" porta) por ti e por nós. ♥

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