sábado, 9 de abril de 2016

Por aí, nesse mundo fora, há lá coisas

Aposto que os meus vizinhos de cima, no prédio do meu pai, davam um bom caso clínico. Comecemos pela mulher: tem uma obsessão pelas limpezas bem demarcada (hoje já vai na terceira máquina de lavar - mas fosse só hoje; é capaz de limpar a casa todos os santos dias, arredando móveis daqui para acolá constantemente) e é extremamente vingativa. Ao lhe fazermos chamadas de atenção relativamente ao barulho que faz em casa e que passa inevitavelmente para a nossa, é capaz de espalhar berlindes por todo o lado de propósito para fazer ainda mais ou então atirar outros objetos contra o chão. Grita com o marido e com o filho a torto e a direito e estes, pois claro, retaliam constantemente - é uma bela de uma dinâmica familiar. O marido agora toca músicas depressivas ao piano quase todos os dias. O filho volta e meia fica acordado até às tantas da noite sem uma única indicação por parte dos pais para se deitar ou sem esta indicação ser obedecida, sendo que já lhe foram feitas chamadas de atenção por parte da escola, que o descrevem como ensonado e pouco concentrado. Mais episódios e detalhes há - mas deixo no ar.
Ah: esta senhora foi minha professora de música na primária. Oh, mundo pequeno.

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