terça-feira, 5 de abril de 2016

Desajustes Naturais


Ando mesmo a levar isto a sério!! (Nem acredito!...)

Os últimos tempos têm sido desconfortáveis - extremamente desconfortáveis. A quantidade de trabalho exacerba o armazém mental de tarefas a realizar e as aulas deste semestre estão-me a ser muito mais difíceis de acompanhar em termos motivacionais... Não só devido à exponencial carga de trrabalho que vai contribuindo para um cansaço cumulativo, como devido a todo um outro conjunto de variáveis: não tive praticamente descanso nenhum em nenhuma das férias que tive este ano letivo; os professores ora são os mesmos e insistem em praticamente as mesmas matérias, ora são extremamente diferentes do habitual e implicam que uma pessoa se molde a todo um novo estilo de lecionar os conteúdos programáticos; o momento de escolher o estágio e a tese e efetivamente pôr as mãos na massa é uma realidade cada vez mais próxima e assusta, por vezes quase suplicando para que o tempo pare - para que faça freeze.
Porém, arrisco-me a dizer que tudo isto é uma prova à minha capacidade de adaptação, às minhas competências de organização e de procura de soluções. Tem de ser, pois não vou deixar de fazer absolutamente nada do que estou a fazer - nem quero, isso está absolutamente fora de questão! Quero ser essa menina que se depara e deixa afetar pelas exigências do momento, mas que aprende a geri-las e a lidar com elas. Quero continuar a investir assim em mim, como tenho investido: com toda a força, mesmo que haja momentos em que careça de coragem. E quero investir ainda mais - cada vez mais - ao alimentar o motor dos restantes projetos de ordem profissional e pessoal que tenho em vista e em mãos.
Por isso: sim, os últimos tempos têm sido desconfortáveis - extremamente. Mas tal e qual o excerto que a minha mãe me deixou no e-mail há uns dias (escrito por Alexandre Duarte):

«O DESCONFORTO FAZ-NOS CRESCER

Por mais que soe a frase feita e se repitam, desenfreadamente pela internet, este tipo de memes, esta é uma daquelas verdades inatacáveis. 
O conforto faz-nos amolecer, retira-nos a vontade, a alma e a energia. O conforto reduz a necessidade do risco, a necessidade da aventura, a necessidade de encontrar novos caminhos, novas formas e novas soluções para os velhos problemas. E isso é muito perigoso.
Como disse um dia o meu Grande Amigo e formador da Restart, Ricardo Miranda, "perante o desconforto a maioria das pessoas fica angustiada, perdida, desorientada, à toa, sem saber o que fazer a seguir. Sente-se frustrada, incompetente, sente-se mal." E deu até um nome a este sentimento: chamou-lhe "monstrinho-monstrão feio, fedorento e feroz."
Mas o mais interessante é que esse monstro que desaconselha o fazer diferente, o arriscar, o ousar, o levar-nos até onde verdadeiramente importa estar, bem pode ser o nosso maior aliado. Para tal, só são precisas duas coisas: acreditar em nós e não ter receio.
Afinal, "A ship in harbor is safe. But that's not what ships are built for."»

Sem comentários:

Enviar um comentário