quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Saga dos Sonhos (em Apenas Dois Dias)

Sou daquelas pessoas que raramente se lembra do que sonhou, mas em dois dias julgo que atingi o meu recorde. Ontem, por exemplo, comecei por sonhar que estava no anfiteatro da faculdade e que, do lado esquerdo (como quem sobe as escadas laterais), havia uma casa de banho. Fui lá a dada altura, e a minha afilhada académica também. Aí, ganhei coragem de a confrontar de uma vez por todas e perguntar-lhe o que se passava, se estava chateada comigo. Disse-me que não e abraçámo-nos, desatei a chorar que nem uma Maria Madalena, sentindo um imenso alívio e amor, e a esperança de que tudo voltasse ao ambiente acolhedor de antes. Até aqui e quanto a este sonho, tudo certo: é compatível com aquilo que me preocupa e que mexe comigo na realidade. Depois disso... Não sei enumerar sonhos que não me tenham sido estranhos. Reparem:
Sonhei que estava a percorrer um hospital, à procura de qualquer coisa ou de alguém (não sei bem). A determinada altura, cheguei a uma porta que dava para a rua e onde duas ou três pessoas estavam a tratar do lixo do hospital à chuva. Era tanto, tanto lixo!... Transbordava dos contentores e havia ainda uma quantidade considerável espalhada pelo chão. Eu só pensava que se mexesse no lixo como aqueles colegas que ia ficar toda suja, mas que talvez devesse ajudar; via-me ali naquele impasse, se ajudava ou se não ajudava, pois para além de sentir que aquele lixo todo me estava a contorcer o estômago, a verdade é que também tinha uma tarefa a fazer - embora os meus colegas não o soubessem e pudessem achar que seria mau da minha parte não os ajudar. Lembro-me de ainda ir espreitar uma casa de banho que era disponibilizada, precisamente, para aquelas pessoas tomarem banho a seguir ao trabalho de recolha do lixo, mas também estava tão suja que não me parecia ser eficiente para o fim que lhe foi atribuído.
Por fim e ainda quanto a ontem, sonhei que tinha ido ao cinema com o meu amor. Só que, após a visualização de um filme, ainda tínhamos vontade de ver mais outro... Então fomos a uma caixa de multibanco comprar os bilhetes. No entanto, como não percebíamos nada disso de comprar os bilhetes via caixa de multibanco, enganámo-nos e comprámos um bilhete para o dia seguinte - coisa que não dava jeitinho nenhum, pois queríamos era vê-lo naquele mesmo dia. Dirigi-me então ao balcão dos cinemas para reportar a situação, na tentativa de que nos ajudassem a resolvê-la. A senhora que me atendeu compreendeu a confusão, e logo se disponibilizou a trocar-nos o bilhete para um outro dia que nos desse jeito ir ao cinema. Perguntou-me se preferíamos quarta ou quinta-feira. Lá lhe disse um dos dias e ela deu-me os bilhetes... mas para a sessão das 7h da manhã. Disse-lhe que aquela hora não dava jeito nenhum, e ela recriminou-me, pois eu já deveria saber que era aquela a única hora a que dava o filme. Lá se preparou para então me devolver o dinheiro dos bilhetes, ainda que com todo um ar de quem já estava com falta de paciência. Devolveu-me praticamente a íntegra do dinheiro, mas percebi que tinha ficado com uns cêntimos a mais para ela. Dada a postura progressivamente mais arrogante da rapariga, só me queria ir embora dali e portanto nem barafustei.
Quanto a hoje, recordo-me de dois sonhos: no primeiro, a Cláudia ofereceu-me uma mini-alforreca para pôr no aquário de água salgada cá de casa. Era transparente e tinha três pintinhas pretas - muito gira, ainda que eu temesse que pudesse ser venenosa dadas as pintinhas. Contudo, estava a ser difícil levá-la para casa: sempre que tentava dirigir-me para casa com a alforreca, ela desaparecia do saco. O saco logo se enchia de mini-bonecos de animais marinhos, e eu tinha de me dirigir a dois aquários no meio da rua para procurar a minha alforreca e voltar a metê-la dentro do saco. Sempre que o fazia e conseguia, voltava a andar em direção a casa e ela voltava a desaparecer. Cheguei, inclusive, a conseguir pôr um peixe-palhaço e uma outra mini-alforreca dentro do saco que, em vez de pintinhas pretas, tinha um cubo de açúcar dentro de si - num ponto central, como se do seu cérebro se tratasse. Não tenho a certeza se realmente consegui trazer a minha alforreca para casa ou não ou se acabei por trazer a do cubo de açúcar em conjunto com o "nemo", na esperança que fosse a minha.
Por fim, hoje sonhei, também, com o fim de ano. Tínhamos ido com amigos para um sítio esquisito, onde as ruas eram como que um centro comercial: tinham corredores, lojas em todos os cantos, contudo ao ar livre. Lembro-me, a propósito, de estar sentada num café-bar, e a senhora às tantas começar a apagar e acender as luzes para as pessoas se irem embora. Depois lembro-me que a casa em que estávamos alojados era, na verdade, a casa da minha avó paterna, ainda que na cozinha também houvesse uma casa de banho e na casa de banho um frigorífico. Esse frigorífico estava cheio de carne por cozinhar, e eu lembro-me de perguntar se eles (amigos) não tinham trazido carne a mais, contudo respondendo logo à minha própria pergunta com o comentário "pois, está bem: eu sou vegetariana, na verdade não tenho noção da quantidade de carne que é necessária para tanta gente e durante estes dias todos".

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