sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Dia 1, e... [Dois Mil e Dezasseis e...]

Quero recordar para sempre o almoço debaixo de uma rocha com Sintra à chuva defronte de nós. A vontade de subir ao castelo e a paciência infinita de quem ama para dar a mão nos atalhos de terra molhada, folhagem, pedras e ramos. O cuidado incomparável de quem só pode ser genuinamente bom para proteger dos carros surpresa e da água dos céus, para advertir para as caminhadas o mais resguardadamente da estrada possível, para falar de forma a garantir que tudo está bem e ainda abdicar do abrigo do chapéu mesmo que chegando encharcado. A sensibilidade imensa de quem só pode ser feito de carinho para oferecer flores, preocupar-se com o frio que toca a pele, ajudar a trocar as meias húmidas do tempo e a friccionar o resto da roupa para mandar os arrepios embora de vez. A atenção tão pura de quem só pode ter o coração quente para dar as mãos, beijos e abraços por ver lágrimas a escorrer mesmo que por razões que não parecem ter sentido, para insistir em fazer companhia no autocarro, até à porta de casa e depois ainda voltar à sua a pé. 
Eu não sei o que dizer perante tudo isto sem me emocionar. Mas se hoje o mundo me parece um lugar mais bonito e quentinho é sem dúvida porque sei que existe alguém assim.

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