segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

27. Órfão

Ofereceu-me em pequena a minha mãe um ursinho de peluche, o ursinho Filipe. Contou-me que era um ursinho órfão, deixado para último na prateleira de uma loja, caído e esquecido. Claro que o adoptei de imediato como o meu urso preferido, levando-o para todo o lado. Aliás: segundo consta, até nas pastelarias me dava ao trabalho de escolher o pastel de nata mais queimado de todos, uma vez que achava, na minha cabeça, que nunca ninguém iria querer esse e depois o pastel ficava triste. 
E é assim a história de como evitei que muitos objetos e comida se sentissem desamparados no mundo.

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