quinta-feira, 10 de abril de 2014

T.E.S. IV - Trabalho Entre Sessões

(Antes de começar, faço um pequeno parêntesis: o T.E.S. II tratava-se da realização de uma ficha e, o T.E.S. III, de rever a matéria já leccionada. Daí a impossibilidade - e irrelevância - de os publicar aqui)


Tarefa: criar um texto em que só usem vírgulas e pontos - com não mais de 150 palavras.


É mais fácil começar a escrever sobre amor do que sobre qualquer outra coisa. Contudo, sabe-se, em termos concretos, mais sobre qualquer outra coisa do que sobre amor. Por isso mesmo, também se poderia dizer que é mais fácil pegar no dicionário, juntar-lhe a pontuação e a gramática, e começar a escrever, sabendo o que escrevemos, sobre seja o que for que queiramos escrever e que não seja amor. Resta tentar perceber porquê. 
Talvez o dicionário não tenha sido feito de forma suficientemente grande para definir amor. Quiçá a pontuação não sirva de nada, visto que ainda não inventaram um sinal para os suspiros. Quem sabe a gramática, aqui, só atrapalhe quem tenta construir uma frase que seja. Se assim for, então, também deverá ser por isso que, amando tanto que só nós, parecemos uns tontinhos, quando amamos. Tanto amamos que nada, sobre como amamos, conseguimos mostrar como, eventualmente, amaríamos.

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